sábado, 17 de março de 2012

Governo PSDB é responsável pelo caos no metrô de São Paulo

População trabalhadora é a maior prejudicada pela falta de investimentos


No último dia 14 de março, quarta-feira, os trabalhadores que dependem do sistema de metrô e trens metropolitanos de São Paulo sentiram, novamente, o descaso do governo do PSDB para com o transporte público. Desta vez, as falhas na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e no Metrô duraram 5 horas e prejudicaram mais de 200 mil pessoas.

Os problemas começaram na linha 9 (esmeralda), e afetaram a linha 5 (lilás). Em seguida a linhas 3 (vermelha) e 1 (azul) foram paralisadas para recolhimento das composições que apresentaram falhas no sistema de portas, freios e tração. Em menos de 3 meses, esta já é a oitava falha que paralisa o sistema de transporte de passageiros sobre trilhos da capital.

O Gerente de Operações do Metrô, Waldir Fratini, reconheceu que todas as semanas ocorrem falhas no sistema, e classificou a pane generalizada de quarta-feira como “coincidência”. O fato, entretanto, não pode ser visto como mero acaso se analisadas as cifras investidas na área últimos anos. Hoje, todo sistema de transportes de São Paulo está em colapso, e a raiz do problema reside no baixo investimento público no setor.

No último ano, o governo de São Paulo cortou investimentos em 5 das 6 linhas da CPTM, justamente as que apresentam mais falhas. Os cortes chegam a R$ 238 milhões. O orçamento da empresa também foi reduzido em R$ 47 milhões.

A linha 9 foi a mais afetada, com corte de 38,6% dos investimentos, que passaram de R$ 202 milhões para R$ 121 milhões. Não por coincidência, foi lá que ocorreu um descarrilamento em 16 de fevereiro.

Na linha 7, onde uma colisão no ano passado deixou mais de 40 passageiros feridos, o corte foi de 36,7%. Mesma situação da linha 12, cujo corte foi de 29%. No início do mês, uma falha mecânica levou os passageiros a saltar dos trens e seguir a pé pelos trilhos.

Hoje, o metrô de São Paulo é o mais lotado do mundo, com quatro milhões de usuários por dia. Porém, como os números comprovam esse crescimento da demanda não foi acompanhado pela contratação de funcionários e investimentos em infraestrutura.

Para o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior, trata-se de um problema estrutural, fruto de décadas de atraso. “A cidade cresceu, e junto com ela a demanda pelo metrô, que ainda possui uma malha pequena, com poucas alternativas para os usuários, então mesmo que ocorra um problema pequeno, seu efeito será em cascata. Se houvesse novos entroncamentos, o problema seria menor” . Além disso, a superlotação dos trens causa um desgaste nas peças maior do que o normal e a manutenção, hoje terceirizada, não consegue repor tudo.


Privataria tucana

O governo do PSDB segue privatizando o metrô sob a justificativa de que não tem dinheiro para manter o transporte público e de que a gestão do setor privado é mais eficiente, o que garantiria maior qualidade para o usuário. Entretanto, o governo teve dinheiro para bancar os R$ 2,4 bilhões da construção da linha 4 (Amarela) que, nas mãos da iniciativa privada, também custou a vida de nove operários, mortos no desabamento do túnel Pinheiros, além da destruição de casas de dezenas de famílias, muitas delas, até hoje não receberam qualquer tipo de indenização.

Longe de ser um modelo de qualidade, o metrô da linha 4 é um dos que mais apresenta falhas no sistema de energia, com média de uma paralisação por mês. Diante de tantas falhas, a ViaQuatro, que administra a linha, ainda coloca a culpa nos usuários.

Agora, o governo Alckmin também anuncia a privatização através de Parcerias Público Privadas (PPP) da linha 5 (lilás) e as novas linhas 6 (laranja) e 15 (branca).

Principal meio de locomoção da população trabalhadora, o sistema Metrô/CPTM é o mais caro da América do Sul. Em capitais como Buenos Aires e Santiago, o preço da passagem não chega a R$ 3,00 e nas regiões metropolitanas de Nova Iorque e Madri, que possuem uma malha ferroviária bem maior que a da capital paulista, o preço é o mesmo para quem compra mais de 10 bilhetes.

A mudança deste quadro depende da mobilização dos trabalhadores em defesa de um metrô público, de qualidade, que esteja a serviço da população, e não do lucro do setor privado.


Retirado do Site do PSTU

Professores da rede pública fazem greve de três dias pelo cumprimento da Lei do Piso

Paralisação nacional exige aplicação da lei, enquanto governadores do PT como Jaques Wagner e Tarso Genro se recusam a pagar o piso equivalente a pouco mais de dois salários mínimos


Protesto de professores municipais em Teresina (PI)
Após a série de greves e paralisações por todo o país que agitaram 2011, os professores da rede pública já iniciam o ano com novas mobilizações. A reivindicação é, mais uma vez, o cumprimento da lei.

Os trabalhadores da educação exigem a implementação da Lei Nacional do Piso que, apesar de ter sido aprovada em 2008, é sistematicamente descumprida por prefeitos e governadores. O valor do piso, atualizado com atraso no dia 27 de fevereiro pelo Ministério da Educação, é de R$ 1.451 para 40 horas semanais, o equivalente a pouco mais que dois salários mínimos. A exigência das 1/3 de ‘hora atividade’, ou seja, para atividades extraclasse, tampouco é cumprida.

Segundo o CTNE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), a paralisação atingiu 23 estados e o DF. “Essa greve nacional é muito importante pois mostra à sociedade que o problema da educação não está localizado, ou seja, não se limita a determinado estado ou município, mas é fruto de uma política econômica”, afirma a professora de Natal, Amanda Gurgel, que se tornou nacionalmente conhecida através de um vídeo na Internet, em plena onda de greves no ano passado. “Essa greve agora unifica todos os segmentos de professores: pais, alunos das redes estaduais e dos municípos”, completa.


Governadores fora-da-lei

Levantamento da confederação aponta que pelo menos 17 estados não pagam o piso do magistério. O menor valor é o do Rio Grande do Sul, onde o piso é de apenas R$ 791. O governador e ex-ministro da Educação, Tarso Genro (PT), protagonizou recentemente um bate-boca com o atual ministro do MEC, Aloizio Mercadante. Genro criticou o reajuste de 22% do piso concedido de acordo com a lei (que leva em conta o repasse do Fundeb) e classificou de ‘totalmente furada’ a posição do ministro. “Então me dá o dinheiro”, chegou a dizer ao colega.

Polêmica que, na verdade, é uma espécie de ‘divisão de tarefas’, na avaliação de Neida Oliveira, da Executiva Nacional da CSP-Conlutas e dirigente do Cpers, o sindicato que representa os professores da rede estadual no Rio Grande do Sul.“Ao mesmo tempo em que aprovaram a Lei do Piso, tentaram atacar os Planos de Carreira nos estados”, informa. Foi o que ocorreu no estado gaúcho, onde o governador vem tentando alterar o Plano de Carreira dos professores, mas esbarra na mobilização dos professores. ”Como não conseguiu até agora, isso cria um problema para ele”, diz Neida.

A indignação da categoria com Tarso Genro se expressa na adesão à greve. No estado a paralisação pelo piso atingiu 85% dos trabalhadores em mais de 3 mil escolas, tendo a adesão de 120 mil trabalhadores na base. No último dia 12 a direção do sindicato ocupou o Palácio Piratini contra o projeto de Plano de Carreira de Tarso, que continua não cumprindo o piso. “O governo Tarso passa por um descrédito muito grande, pois havia se comprometido antes de eleito a cumprir o piso, chegou a assinar que iria aplicá-lo”, denuncia Neida. A direção da CNTE (cuja direção é do mesmo partido que o governo), por sua vez, foi ao estado mas para tentar convencer os professores a aceitar a mudança no Plano de Carreira, para que o governo cumprisse o piso.


Unificar e avançar na luta pelo piso

Para João Zafalão, dirigente da Apeoesp pela Oposição Alternativa, do qual a CSP-Conlutas faz parte, o chamado à greve pela CNTE foi importante, embora tardio. “No ano passado, enquanto existiam 20 greves por salário e pela aplicação do piso, faltou uma unificação nacional dessas lutas”, afirma. Com a fragmentação do movimento, grande parte dessas greves foi derrotada.

Para o dirigente, o fundamentel agora é unificar o magistério e avançar na mobilização por salário e condições de trabalho. “É importante agora que a CNTE convoque uma plenária nacional para que a categoria decida os próximos passos da mobilização”, reivindica Zafalão. “E que o Governo Federal obrigue os estados a cumprirem a lei. Não pode ser que ele apoie com palavras e governadores como Jaques Wagner e Tarso Genro digam publicamente que não vão aplicar o piso”.

  • Releia o Opinião Socialista especial sobre Educação

  • Visite o Blog da Amanda Gurgel


  • Retirado do Site do PSTU

    quinta-feira, 15 de março de 2012

    Em nome do ajuste fiscal, Governo Dilma privatiza a previdência dos servidores

    É preciso incorporar a luta contra o Funpresp na campanha salarial
    Tramita em regime de urgência no Senado, após ter sido aprovado na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 1992/2007, que estabelece o Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal, chamado ‘Funpresp’. É a finalização da reforma da Previdência iniciada por Lula em 2003 e que, na prática, acaba com a aposentadoria integral do funcionalismo público.

    Pelas novas regras, a aposentadoria do setor terá o mesmo teto do INSS, hoje em R$ 3.916,20. Para o servidor se aposentar com o mesmo vencimento que recebia na ativa, caso receba acima desse limite, terá que contribuir com um fundo de previdência privado. O projeto possibilita a criação de três fundos, um para cada poder da União. Funcionarão, na verdade, como planos de previdência privada, em regime de capitalização, e terão seus recursos investidos no sistema financeiro para garantir rendimentos.

    A fim de justificar a urgência do projeto, o governo Dilma ressuscitou a velha falácia do ‘déficit’ da Previdência. O ministro da Fazenda Guido Mantega foi mais claro e, durante as conversas com os senadores para agilizar a votação, afirmou que a aprovação da Lei seria um ‘bom sinal’ ao mercado diante da crise internacional. Pode-se concluir, assim, que mais esse ataque à Previdência pública e aos servidores faz parte da política de ajuste fiscal imposta pelo governo Dilma, a mesma política que determinou o corte recorde de R$ 55 bilhões do Orçamento no início do ano e que vem achatando os salários da categoria.


    Privatização da Previdência

    Após privatizar os principais aeroportos do país e já indicar a concessão dos portos, o governo do PT está prestes a privatizar a Previdência pública dos servidores. É isso o que está por trás de tantos eufemismos. O fundo terá caráter privado. Os recursos vindos da contribuição do governo e dos trabalhadores serão administrados por uma empresa e aplicados no sistema financeiro, em um modelo de Previdência já implementado no Chile pelo ditador Augusto Pinochet, durante a primeira fase do neoliberalismo.

    O governo, por sua vez, ‘economizará’ com a medida, no longo prazo, liberando mais recursos para o pagamento dos juros da dívida pública à agiotagem internacional e os lucros dos bancos. Além disso, terá em suas mãos fundos com bilhões de reais, uma vez que o governo vai indicar os cargos de direção desses fundos. Estima-se que em alguns anos os recursos da Funpresp superem os da Previ, o fundo dos trabalhadores do Banco do Brasil e atualmente o maior fundo de previdência complementar do país. Vale lembrar que os recursos dos fundos de Previdência foram utilizados pelo governo FHC para privatizar estatais, como a Vale do Rio Doce.

    Aos trabalhadores do setor público, além da perda da garantia da aposentadoria integral, resta a insegurança do fundo privado de capitalização que, como todo investimento financeiro, pode perder-se em instantes no repique de alguma crise ou algum investimento mal-feito. Ou ser desmantelado em toda sorte de desvios e corrupção.

    Por sucessivas vezes o governo FHC tentou aplicar esse projeto aos servidores, mas foi vencido pela mobilização da categoria. O PSTU , assim como esteve contra a reforma da Previdência em 2003, coloca-se ao lado dos servidores públicos e das entidades sindicais que lutam contra esse projeto e exige do Governo Dilma a imediata suspensão do PL. É necessário que os funcionários públicos em campanha salarial incorporem essa reivindicação à sua luta.


    Retirado do Site do PSTU

    quarta-feira, 14 de março de 2012

    A queda de Ricardo Teixeira, o ditador do futebol brasileiro

    Ag Brasil
    Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF
    Na manhã desta segunda-feira, 12 de março, foi anunciada a tão esperada renúncia de Ricardo Teixeira da presidência da CBF e do COL, o comitê organizador da Copa do Mundo no Brasil. Não bastassem os escândalos e CPI's que o obscuro cartola coleciona desde 1989 - quando assumiu o controle da entidade - nos últimos tempos entrou em rota de colisão com o governo brasileiro, uma vez que a presidente Dilma percebeu que a sua imagem poderia ser arranhada, dada a contradição entre o desprestígio que o dirigente goza perante a sociedade e o fato de ele ser o responsável por organizar o principal evento a ser realizado no Brasil nos próximos anos.

    Em seu lugar, assume José Maria Marin, ex-governador biônico da época da ditadura militar, do qual temos como última notícia o momento no qual foi flagrado pelas câmeras da TV , guardando discretamente uma medalha no seu bolso, durante a premiação da Copa São Paulo de Futebol Júnior no inicio do ano.


    A Ditadura de Teixeira

    Nos últimos vinte e três anos, o futebol brasileiro foi responsável pela revelação de jogadores do porte de Ronaldo, Rivaldo, Edmundo, passando por Ronaldinho Gaúcho e Robinho, chegando, mais recentemente, a Neymar e Ganso. Nesse período, esses jogadores, junto a tantos outros, ajudaram o Brasil a ganhar duas Copas do Mundo, inúmeras Copa América, enquanto eram considerados os melhores jogadores de futebol do mundo. Depois de tudo isso, sabe o que restou de legado para o futebol brasileiro? Absolutamente, nada! Hoje temos clubes falidos sobrevivendo às custas da Rede Globo e do Governo Federal; campeonatos estaduais que levam 10.000 pagantes para os clássicos, uma seleção brasileira que conseguiu o que parecia impensável há anos atras: não ser uma das principais favoritas para a conquista da próxima Copa do Mundo que, aliás, sera realizada aqui no Brasil. Isso sem falar na estrutura dos clubes brasileiros, amadora comparada a das principais equipes do mundo, o que fica claro quando vemos o melhor time brasileiro, o Santos, enfrentando o melhor time espanhol, o Barcelona, e levando um baile digno de profissionais contra amadores.

    A situação alarmante em que se encontra o futebol brasileiro não ocorre por acaso. Todo o lucro, sucesso e paixão que envolvem o esporte mais querido do Brasil vai parar na conta bancária de Ricardo Teixeira e de seus aliados, não restando um tostão para ser investido nos atletas e clubes, sem contar a situação de semiescravidão em que vivem boa parte dos jogadores de futebol espalhados pelos times pequenos do Brasil.

    Todo esse drama se desenrola sob o olhar complacente de todos os governos brasileiros entre 1989 e 2012, de Sarney a Lula, permanecendo assim com Dilma. Vale lembrar que o desgaste sofrido por Ricardo Teixeira em relação ao governo Dilma apenas se deu após ele ser considerado um criminoso por parte de toda a mídia esportiva internacional, e passar a ser alvo de protestos em várias capitais do pais, a partir do movimento “Fora Ricardo Teixeira”.


    O Movimento Fora Ricardo Teixeira e a queda

    Em 2011 surgiu um movimento inédito na história do futebol brasileiro, chamado 'Fora Ricardo Teixeira'. Foi a primeira vez que torcedores independentes, jornalistas, intelectuais e até mesmo as torcidas organizadas se uniram para travar uma batalha política pela defesa do futebol brasileiro e , principalmente, contra o saque das riquezas dos brasileiros sob a fachada da Copa do Mundo de 2014. Inclusive, em agosto desse mesmo ano foi aprovado pela Confederação Nacional das Torcidas Organizadas a campanha “Copa com Prestação de Contas e sem Ricardo Teixeira”.

    O movimento se expressou pela internet e através de faixas em todos os principais estádios brasileiros clamando “Fora Ricardo Teixeira!”, no fechamento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2011. Obviamente, a Rede Globo se esforçou para boicotar o movimento, optando por não mostrar a festa das torcidas, como é de praxe nos clássicos. Porém, essa atitude autoritária não conseguiu impedir a repercussão da manifestação mundo afora.

    É muito importante afirmar, portanto, que a mobilização dos torcedores foi fundamental para garantir o enfraquecimento do principal mandatário do futebol no país. E, claro, que contribuiu pra isso o conflito de interesses entre a CBF e o governo, quanto a quem seriam as empresas beneficiadas com os bilhões de dinheiro público que estão sendo usados em nome da Copa. Porém, um problema que poderia ter sido resolvido nos bastidores da política precisou vir à tona, devido à repercussão das manifestações nos estádios brasileiros e pela internet.


    O que esperar da CBF sem Teixeira

    A queda de Ricardo Teixeira é uma vitoria para todos os brasileiros, torcedores ou não de futebol, pois trata-se do enfraquecimento de um déspota que manipulava os bastidores do futebol e da política em beneficio próprio, às custas de muito dinheiro publico. Porém, se é verdade que vencemos essa batalha, estamos longe de termos ganhado a guerra.

    José Maria Marin, homem que assume a presidência da CBF, não bastasse ser amigo de Ricardo Teixeira, teve ao longo da vida como principal aliado político Paulo Maluf, desde os terríveis tempos da ditadura. Inclusive, de tão amigo da caserna, foi governador biônico do estado de São Paulo por quase um ano (escolhido pelos generais). Ou seja, não é o tipo de figura que mereça um milímetro da confiança dos trabalhadores brasileiros. Manterá o mesmo regime autoritário imposto pelo seu antecessor, alem de impor aos torcedores a dependência em relação a Rede Globo para poder acompanhar seus times, uma vez que é ela quem escolhe o formato do campeonato e o horário das partidas.


    A Mina de Ouro da Copa

    Ricardo Teixeira acumulava o comando da CBF com o comando do COL, órgão responsável pela gestão das obras e organização da Copa no país. Isso significa que o mesmo homem que está sendo acusado de evasão de divisas, suborno no âmbito da FIFA, favorecimento a familiares em contratos com a CBF e COL, era o responsável por controlar os bilhões envolvidos nas obras do evento.

    A Copa se anuncia como um dos maiores assaltos da história dos cofres públicos brasileiros, desviando verbas da educação, saúde e mesmo do estimulo aos atletas, para a construção de elefantes brancos, a fim de agradar as maiores empreiteiras do mundo. Ao contrário do que esperavam boa parte dos brasileiros quando do anúncio da realização da copa no Brasil, essa só tem se mostrado vantajosa para as empreiteiras e especuladores imobiliários.

    Assistimos, em janeiro, ao ataque da polícia do PSDB aos moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos, assim como temos notícias de que ate agora ocorreu a remoção de mais de 70.000 famílias em decorrência das obras para a copa. São José dos Campos está na rota das grandes obras para a Copa e as Olimpíadas, por conta da previsão de uma parada do trem bala que ligaria São Paulo ao Rio de Janeiro. Por isso, passa por um momento de supervalorização dos imóveis, expulsando os trabalhadores pobres para cada vez mais longe dos seus trabalhos e do centros da cidade. Ainda falando em centro da cidade, também não é coincidência a expulsão dos usuários de crack da região da Cracolândia, em São Paulo. Esse ataque também é parte da especulação imobiliária que visa tornar o centro de São Paulo livre dos pobres e miseráveis, de uma forma bastante lucrativa.

    Todas essas considerações devem vir acompanhadas de uma informação muito importante para todos os brasileiros: as mesmas empreiteiras que serão as únicas beneficiadas com a Copa do Mundo no Brasil, são as financiadoras das campanhas eleitorais tanto dos governos do PSDB, quanto dos governos Dilma e Lula. Sim, mais uma vez, não se trata de uma coincidência.


    Por uma Copa no Brasil para os brasileiros

    É muito importante que a campanha “Copa com Prestação de Contas e sem Ricardo Teixeira” ganhe as ruas e siga recebendo o apoio dos torcedores e trabalhadores que não aceitam que o dinheiro que deveria ser investido em educação, na saúde e na infraestrutura das cidades, a fim de combater o caos urbano das grandes metrópoles brasileiras, seja entregue de bandeja para as construtoras erguerem estádios que não fazem a menor falta para os torcedores e trabalhadores do pais. Para isso, é importante que as torcidas organizadas deem visibilidade a essa campanha nos estádios Brasil a fora.

    Também é importante que o movimento avance para a democratização do controle do futebol no Brasil, a fim de que o torcedor seja não apenas um espectador, mas dite os rumos do esporte no país. Apenas assim será possível derrotar não só Ricardo Teixeira, mas toda essa política que rouba o futebol dos brasileiros.


    Retirado do Site do PSTU

    terça-feira, 13 de março de 2012

    Príncipe Harry não é bem-vindo no Brasil

    Harry, príncipe da sanguinária monarquia inglesa, terceiro na linha de sucessão ao trono, atrás apenas do pai, Charles, e do irmão mais velho, William; o ‘Capitão País de Gales’ – como é chamado nas forças armadas inglesas – chegou ao Brasil na manhã da sexta-feira, 9 de março.

    Trata-se de um autêntico representante do Imperialismo britânico, e com consciência do papel que cumpre. Tanto é assim que não se contentou apenas com a presença das tropas britânicas, ao lado das norte- americanas, invadindo o Afeganistão. Optou por ir pessoalmente, não como mero observador, mas como militar altamente treinado para participar das ações contra o povo afegão.

    Assim, seu gosto por armas não se prende apenas à prática de paintball. Ano passado dedicou-se a terminar, nos Estados Unidos, sua formação como piloto dos terríveis helicópteros de assalto construídos pela Boeing, os helicópteros Apache. Na própria definição dos especialistas, esta máquina de guerra e destruição é basicamente um tanque voador. Foi projetado para causar o máximo de estragos e para resistir a ataques pesados, dando assim a possibilidade – a quem o pilota – de matar amplamente correndo o menor risco de vida que a tecnologia de destruição permita.

    Este ‘cavalheiro’ inglês é apresentado pela imprensa dos ricos como bom moço. Vejamos quem é o rapaz bem-humorado. Não há país visitado por ele onde não apareça sua postura machista e racista. Agora no Rio combinou as duas coisas afirmando: “meu pai me falou que dançou com uma linda moça chamada Pinah, parece que isso ficou na sua mente por alguma razão”. Correram mundo os vídeos produzidos por ele mesmo usando termos racistas contra os muçulmanos. Fala sério ‘senhor’ Harry!


    Harry não é bem-vindo

    Não esquecemos a história de sangue e destruição que significa o império sobre o qual o sol nunca se põe, o Império Britânico. Estamos com o povo afegão contra as tropas invasoras. Estamos com o povo argentino afirmando: as Malvinas são argentinas.

    Repudiamos a postura subserviente dos governantes de nossas cidades, de nosso estado e de nosso país. Não há meio termo, ou estamos com o povo oprimido do Afeganistão ou estamos com a família real britânica. Ou estamos com o povo argentino na defesa de sua soberania ou estamos com o Imperialismo inglês. De nossa parte afirmamos de forma categórica: Fora Imperialistas do Afeganistão. As Malvinas são argentinas! Fora Harry!


    Retirado do Site do PSTU

    Amanda Gurgel participa de homenagem ao Dia da Mulher em bairro de Natal

      Ato reuniu professores, alunos e pais
    As ruas do Bairro Nova Natal, na Zona Norte da capital do Rio Grande do Norte ganharam um colorido especial neste 9 de março. Foi a “Ciranda de mulheres do Nova Natal”, juntamente com a CSP-Conlutas, que realizaram uma caminhada em homenagem ao 8 de março, o Dia Internacional da Mulher.

    Juntos, estudantes, professores (as), e moradoras do Bairro acompanhadas de seus/suas filhos reivindicavam o direito à creche para poderem trabalhar, de ser mãe, e protestavam contra a violência que ainda faz parte do cotidiano de grande parte das mulheres.

    Durante a caminhada diversas mulheres expuseram suas opiniões que enriqueceram a atividade denunciando problemas crônicos do bairro, como a falta de infra-estrutura, enfatizada pela moradora Ivonete: “queremos saber onde estão as pistas para fazermos caminhadas e as praças para fazermos exercícios que Micarla (prefeita da cidade) prometeu na campanha. Os ônibus do Nova Natal são péssimos e não temos nem como sair com nossos filhos!”, protestou a moradora.

    Já a estudante Kécia voltou o seu olhar a um dos espaços que mais contribuem para a reprodução do machismo na sociedade, as famílias e os lares: “queremos também lembrar às nossas mães e aos nossos pais que os irmãos devem receber os mesmo direitos e deveres que as irmãs, e não terem privilégios enquanto fazemos os trabalhos da casa”.

    A professora Amada Gurgel que contribuiu na construção da atividade e também esteve presente na caminhada, chamou a atenção para o fato de que não basta ser mulher para defender os interesses das mulheres trabalhadoras: “hoje, temos Dilma na presidência da república, Rosalba no Governo do Estado e Micarla na prefeitura. No entanto, as mulheres continuam enfrentando os mesmo graves problemas que sempre enfrentaram e continuam morrendo vítimas da violência. É necessário estar comprometida com a classe trabalhadora para que os problemas das mulheres sejam superados”, disse Amanda, que é professora de escolas públicas do bairro.

    A concentração aconteceu na Rua do Pastoril, onde foram confeccionadas faixas que levavam as palavras de ordem, e a caminhada saiu chamando a atenção da população pela Rua da Chegança até chegar à Avenida da Ciranda, momento em que foi realizada uma grande ciranda que envolveu todos os participantes e simbolizou o lançamento da aliança entre os trabalhadoras(es) do Nova Natal e a luta em defesa dos direitos das mulheres, por uma sociedade justa e livre das opressões.

    Retirado do Site do PSTU

    #Eblog, muito mais que virtual: Anticapitalista e libertário




    Quem somos

    O #Eblog é um grupo de blogueir@s de esquerda, unidos ao redor das bandeiras anticapitalista, antirracismo, antihomofobia, antimachismo, feminista, ecossocialista, em defesa dos povos indígenas e quilombolas, sobretudo pelas lutas cotidianas das trabalhadoras e dos trabalhadores pela emancipação de sua classe internacionalmente, que defende uma concepção material de democracia socialista, revolucionária, de baixo para cima e feita e vivida e instaurada cotidianamente pelos de baixo, isto é, que não se restrinja à democracia capitalista liberal e sua liberdade formal e seus direitos abstratos.


    Progressismo ou anticapitalismo?

    O #Eblog não se propõe ser uma associação orgânica de “blogueir@s de oposição ao governo” (embora conosco possam atuar opositores/as de esquerda ao atual governo), ou uma associação jornalística extraoficial, mas um agrupamento de lutadores e lutadoras que, reunid@s numa frente de lutas comuns, pretende ocupar e resistir no caminho abandonado por forças outrora de esquerda.

    A atual guinada liberal-conservadora do Governo Dilma, sob o argumento da “correlação de forças”, está acometendo parte da blogosfera que se coloca no campo de esquerda, e que, recentemente, assumiu para si o adjetivo “progressista”. Não negamos o fato de que a política também se faz no jogo de forças entre as classes sociais, na chamada “correlação de forças”, mas é preciso reconhecer o momento em que essa expressão se torna um argumento universal para se responder a qualquer questionamento e se esquivar de todas as críticas políticas. É preciso construir  projetos políticos capazes de ir além da consolidação de burocracias e aparelhos, que acabam ficando pra trás do movimento das forças sociais vivas de resistência e luta em geral.

    Propomos, pois, lutar por alternativas a essas práticas políticas, colocando-nos sempre à disposição de ações de luta unificadas em favor de bandeiras políticas emancipatórias em comum que vão para além da defesa deste ou daquele governo, este ou aquele partido, e sim de emancipações inadiáveis e urgentes.


    Pontes e limites

    Não abrimos mão da impaciência e do combate a atual conciliação/colaboração de classes da qual é cúmplice e conivente uma maioria dos que se dizem progressistas, que, por sua vez, instauram o silêncio sobre questões essenciais em nome de um pragmatismo que já perdeu toda razão de ser. Sem perder o senso prático, questionamos: qual a correlação de forças que justifica o ataque à reputação d@s blogueir@s que se propõem defender as causas emancipatórias de esquerda, às quais os “progressistas” sistematicamente e sintomaticamente se omitem e se calam, desviando o assunto e por vezes desqualificando debatedores/as?

    As pontes tem limites, não aguentam todas as intempéries e hoje estão em obras, sem data para terminar e com orçamentos sigilosos. O macartismo, o senso de ombudsman em defesa do Governo Dilma ou de Lula não é à toa, não é pessoal, não é só dos “blogueiros progressistas”: é comum em qualquer discussão com a maioria d@s apoiadores/as do atual governo. Infelizmente, isso não ocorre de modo isolado, pois tornou-se tática constante.

    A coordenação dos autoproclamados “blogueiros progressistas” vem praticando um jornalismo tão vertical que até a forma de reagir às críticas tem seguido um corporativismo que remete às práticas da grande imprensa oligárquica. Telefonam uns para os outros e vão coordenando ataques de descrédito: deslegitimar a fonte, desviar a questão política para verdade/mentira, estabelecer o “fato” e a “verdade” como resultado de uma técnica específica, de certo efeito de discurso jornalístico. A campanha empreendida por alguns líderes do BlogProg contra  Idelber Avelar, logo após o processo eleitoral de 2010, foi sintomática e exemplar nesse sentido, acabando por reproduzir o típico denuncismo da mídia oligarca sobre o “mensalão” - que, aliás, os mesmos “progressistas” criticam! A reação corporativista dos jornalistas do BlogProg às críticas políticas parece-nos entrar no mesmo modus operandi da grande imprensa - que dizem  combater, chamando-os de “Partido da imprensa Golpista - PIG” em função de constantes ataques, fruto do ódio de classe elitista, contra Lula e o Partido dos Trabalhadores, ou seja, agindo como verdadeiro “Partido da Imprensa Favorável - PIF”.

    Dentre muit@s que participam dos Encontros dos Blogueiros Progressistas na esperança de construir uma alternativa, sabemos que nem tod@s adotam este posicionamento, mas entendemos também que acabam, de um modo ou outro, alinhad@s e/ou coniventes com as orientações políticas hegemônicas de sua direção. Para alguns destes “blogueiros progressistas” as dissidências e/ou a oposição de esquerda frente a linha política hegemônica (simpática ao atual governo) são tratadas como “esquerda que a direita gosta”, “psolismo”, “jogo da direita” ou “ultraesquerdismo”. Inclusive, alguns dos participantes das listas de discussão dos “progressistas” ou mesmo pelo Twitter, tratam a suas próprias dissidências com sufocamento por meio de ataques virulentos e desqualificadores.

    Na realidade, percebemos que os “blogueiros progressistas” não constituem uma alternativa efetiva, mas uma mera luta de hegemonia contra a grande imprensa oligarca, enquanto proclamam ser os principais porta-vozes da democracia midiática. Esta luta acaba por cair em um maniqueísmo que em nada colabora politicamente, pelo contrário: tornam rasas as análises e, consequentemente, adotam posições políticas de apoio cada vez mais acríticas, cegas e fanáticas, sempre defendendo o legado de governos e pessoas, e não as bandeiras e programas socialistas. Assim, visam tornarem-se as principais referências políticas na blogosfera brasileira. Estas práticas tem levado muitos “blogueiros progressistas” a prestarem-se ao papel de correia de transmissão das políticas da máquina partidária do atual governo, diga-se, a mais bem acabada e incorporada à institucionalidade da democracia liberal de nosso país. Portanto, parece-nos que o sonho destes blogueiros tem sido tornarem-se uma “grande imprensa”, com um público enorme, com plateia de milhares e milhares, ao invés de radicalizar a democracia na produção midiática em sua cauda longa, ou seja, na práxis cotidiana, multitudinária e concreta das lutas.

    Estamos falando de um grupo  de blogueiros que vem tentando construir uma certa hegemonia na blogosfera, tentando torná-la politicamente uniforme no apoio ao atual governo e adjetivando-a enquanto “militância progressista” e, por fim, ligando-a de forma indelével às políticas liberais-conservadoras deste novo petismo que vai se consolidando no e por meio do governo, que já não possui qualquer tintura de esquerda, e, por vezes pior, está ligado a um governismo pragmático que historicamente  faz política de mãos dadas com a direita oligárquica e rentista.

    Contestamos, pois, esta prática de considerarem-se como “a blogosfera progressista” e não como parte de uma blogosfera política muito mais antiga, ampla, diversa e de rico potencial emancipatório.

    Tendo em vista estas reflexões críticas, propomo-nos a lutar para criar e fomentar alternativas a este tipo de prática na blogosfera, colocando-nos sempre à disposição de ações unificadas em favor de bandeiras comuns que vão para além da defesa deste ou daquele governo, este ou aquele partido.


    Governo Progressista?

    Somente nos primeiros seis meses do Governo Dilma, o povo brasileiro foi derrotado sucessivas vezes, a começar pelas nomeações de liberais e conservadores para os ministérios. Entre os exemplos mais gritantes, evidenciamos a posição do governo e sua “base aliada”: em defesa do salário mínimo de R$ 545,00 aprovado enquanto aprovaram salários de R$ 26.723,13 para os parlamentares;  a não aprovação doProjeto de Lei 122 e o kit antihomofobia (em nome da “governabilidade” com a bancada reacionária dos evangélicos, que integram a “Base Aliada”); o imobilismo em favor de um projeto de reforma agrária; a  aprovação do Código (des)Florestal para favorecer a expansão das fronteiras do agronegócio exportador; a privatização de vários dos principais aeroportos do país; a conivência e defesa da manutenção de um grande retrocesso na pauta cultural; se colocando contra a liberdade na rede e ocompartilhamento livre; respondendo processos na Organização dos Estados Americanos - OEA por violações dos direitos humanos (em função da criminosa anistia aos torturadores ao caso de Araguaia); e, principalmente, arepressão aos povos indígenas do Xingu com a finalidade de construir a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, que favorecerá as oligarquias e a instalação de grandes transnacionais eletrointensivas na região.

    Este é um governo cujo Ministro da Defesa atua diariamente contra os interesses nacionais, agindo como cúmplice dos EUA e parceiro de Israel, chegando ao ponto de anunciar ter “perdido” os documentos militares sobre a repressão da ditadura militar brasileira. Um governo que atropela os interesses populares ao continuar impondo a criminosa transposição das águas do rio São Francisco ignorando o diálogo com as populações atingidas, os impactos socioambientais envolvidos e as alternativas de convivência com o semiárido proposta pelo povo e sociedade civil organizada.

    Este é um governo que atua lado a lado com o grande capital e as oligarquias em detrimento dos interesses da população, garantindo grandes volumes de verba às “UniEsquinas” sem qualquer garantia de qualidade no ensino (ao mesmo tempo em que não realiza qualquer investimento significativo em educação básica) ou às empresas de telecomunicação com um PNBL (Plano Nacional de Banda Larga, hojeapelidado de Plano Neoliberal de Banda Lerda) risível, que não garante qualidade ou velocidade e, pior, ainda impõe um limite absurdo aos dados durante a navegação. Além de financiar com dinheiro público, via BNDES, quase todos os megaempreendimentos privados e socioambientalmente impactantes das indústrias de papel e celulose, das eletrointensivas e das empresas do agronegócio, entre outros.

    Este é um governo que se diz preocupado com os direitos humanos e que quer ser potência global, mas atua de modo imperialista em defesa dos interesses de seu capital monopolista nacional, com as empreiteiras, Petrobras, Vale, enquanto renuncia à política soberana e ativa, que Celso Amorim conquistou em termos de política externa, por uma aproximação torpe com os EUA - com direito a presos políticos na visita de Obama à cidade do Rio de Janeiro para silenciar a voz crítica da população. Que diz que irá priorizar a educação mas continua reduzindo o orçamento já estrangulado, assim como faz com a saúde, enquanto o bolsa rentista semanalmente paga um programa bolsa família em dinheiro para os credores da dívida interna.

    Este é o governo que atua com desenvoltura na condução, em parceria com governos estaduais e municipais, de uma política danosa para as populações atingidas pelos mega eventos esportivos. As remoções no Rio de Janeiro são exemplo da implementação de um modelo de política urbana que despreza o direito à cidade e atende a uma lógica privatizante qualificada como radicalmente danosa pelo Ministério Público Federal. Exemplo disso é a cessão ao estado e ao município do Rio de Janeiro de imóveis públicos federais para repasse à iniciativa privada. Esta cessão não é para a criação de projetos de moradia, mas para uma “revitalização” da área Portuária que será cedida a um consórcio privado, atendendo às necessidades do mercado imobiliário especulativo. Este tipo de ação não é restrita ao estado e município do Rio de Janeiro, pois acontece com igual gravidade, por exemplo, em Fortaleza cuja prefeitura do PT utiliza os mesmos métodos adotados por Eduardo Paes (PMDB). Em várias cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, está em curso um violento processo de remoção, inclusive comandados por governos de “esquerda” que em nada se diferem de administrações tucanas que em São Paulo, por exemplo, agem violentamente contra moradores/as amedrontados/as pelas remoções em Itaquera, onde a favela do Metrôtambém é alvo desta política vil. Em quase todas as cidades que sediarão a Copa do Mundo, populações vulnerabilizadas tem sofrido com remoções forçadas que desrespeitam sua história e os laços criados com seus territórios de vida.

    Estes crimes são cometidos em nome de uma “imagem” do país no exterior, de um modelo de desenvolvimento que despreza tudo e tod@s em prol de números favoráveis para a propaganda governamental e eleitoral, ignorando inclusive acordos internacionais firmados com relação aos direitos humanos e ao meio ambiente. O resultado é o agravamento dos problemas socioambientais e o desrespeito às populações atingidas pelo avanço impiedoso de uma máquina que premia o capital emarginaliza a população que sofre com o processo de criminalização da pobreza por meio do avanço das forças de repressão travestidas de política de segurança, mas que trazem no fundo um terrível sentido de manutenção de uma vigilância feroz ao que foge do sonho de consumo das elites.


    O que queremos e pelo que vamos lutar

    Não é este o “desenvolvimento social” e o “crescimento econômico” que a esquerda anticapitalista  precisa reivindicar, e sim alternativas com base nas experiências e lutas populares que contemplem a reivindicação intransigente da reforma agrária, da democratização da comunicação, da justiça ambiental, da abertura dos arquivos da ditadura e da redução de jornada de trabalho, de uma sociedade mais justa e com plenos direitos para seu povo. As bandeiras devem progredir, não a paciência, pois só se avança resistindo e lutando.

    Lutamos pela democratização da comunicação e da cultura, pela possibilidade de ampliação dos meios de vivência e produção midiática, por universidades públicas para tod@s, gratuita e de qualidade, bem como uma Educação básica que possa ser pilar para novas gerações, com salários dignos a noss@s professores/as; assim como também lutamos pela saúde pública de nosso povo, pelo direito a um meio ambiente produtivo e saudável, pela igualdade de raça, gênero e etnia. Para avançar em tudo isto, defendemos a auditoria cidadã das dívidas da União para viabilizar estes recursos.

    Lutamos pela verdade das lutas, pela abertura irrestrita dos arquivos da ditadura militar e justiça como reparação às vítimas e à verdade sobre quem participou e corroborou com este regime, direta ou indiretamente, e, claro, todos os métodos autoritários, tão comuns no Brasil inclusive antes e depois dos anos de chumbo.

    Lutamos para que se coloquem em marcha processos de empoderamento d@s sem-voz, d@s sem terra, d@s sem renda, d@s sem teto, d@s sem universidade, d@s sem internet, d@s despossuíd@s, d@s sem acesso à cultura, d@s sem educação de qualidade, e, principalmente, daqueles e daquelas sem a possibilidade de viver e produzir dignamente.

    O Eblog convida tod@s que se identificam com estas lutas a se unirem conosco para organizar diversas blogagens coletivas, campanhas, encontros, oficinas, discussões, cobertura  e divulgação de lutas. É hora de nos organizarmos e avançarmos com as lutas históricas sem esperar que governos e partidos o façam por nós.

    A partir do Eblog, defendemos a DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO como princípio, o que significa dizer que lutamos por: a) Um Plano Nacional de Banda Larga que universalize o acesso oferecendo internet de alta velocidade em regime público; b) A luta pela aprovação do Marco Civil da Internet que endosse a liberdade civil na rede; c) Um novo Marco Regulatório dos Meios de Comunicação (“Ley de Medios”) que ponha fim nos monopólios e oligopólios da comunicação brasileira. Paralelo a isso, estamos atent@s e somos combatentes nas lutas: d) pelo fortalecimento doEstado laico; e) pelo fim do machismo e do patriarcado com o fim da violência contra as mulheres e pela descriminalização do aborto; f) contra o racismo; g) contra a homofobia e pela aprovação do PLC 122 sem nenhuma alteração que privilegie os interesses de grupos religiosos; h) contra todas as formas de discriminação; i) pela abertura dos arquivos da ditadura militar e pela punição legal dos torturadores e cumprimento das decisões da Corte Interamericana de direitos Humanos (CIDH); j) pela justiça socioambiental e contra Belo Monte; l) contra a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais; m) por uma reforma agrária ampla e popular; n) contratoda e qualquer forma de censura, na Internet ou fora dela;

    Para não ficarmos apenas elencando lutas, estamos propondo uma blogagem coletiva pela DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO (que incluem os itens “a”, “b” e “c” das nossas lutas/bandeiras) para JÁ, de 7 a 10 de Julho de 2011. Está na hora de tod@s  arregaçarmos as mangas - blogueir@s progressistas, de esquerda, nerds, independentes, músic@s, escritores/as, jornalistas etc. - e somarmos esforços em torno das lutas que nos unificam.

    Escreva seu texto pela democratização da comunicação e divulgue nas redes com a hashtag#DemoCom e não esqueça de “taguear” a postagem também como “blogagem coletiva pela democratização da comunicação” e “democom” entre os dias 7 e 10 de Julho.

    Se você concorda com nossos princípios (ou com a maioria deles), pode aderir e assinar esta notapublicando-a em seu blog e incluindo sua assinatura ao final. Temos identidade e temos lado, mas não queremos ficar restritos a guetos e nem apenas organizando encontros. Ousemos lutar!


    Retirado do EBlog - Blogueiros de Esquerda