terça-feira, 30 de março de 2010

Zé Maria é o primeiro pré-candidato a visitar o Haiti

Dirigente do PSTU embarca nesta terça, dia 30, ao país destruído pelo terremoto
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José Maria de Almeida, o Zé Maria, pré-candidato a presidente da República pelo PSTU, inicia uma visita ao Haiti nesta semana. Durante quatro dias, até 3 de abril, ele percorrerá o país, conhecendo a situação dos haitianos após o terremoto e reunindo-se com representantes de sindicatos e movimentos sociais.

Zé Maria fará parte de uma delegação da Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), que levará a solidariedade dos trabalhadores brasileiros. A Conlutas tem feito uma campanha que já enviou R$ 160 mil ao povo haitiano. Trabalhadores de todo o país fizeram doações, como os metalúrgicos da General Motors, de São José dos Campos. “Essa campanha é muito importante, porque é uma solidariedade de classe. São os trabalhadores daqui ajudando os de lá”, afirma Zé Maria.

Além da solidariedade, a visita e a campanha apóiam a luta pelo fim da ocupação militar, comandada pelo Brasil. “Defendemos a imediata retirada das tropas da ONU. O Haiti precisa de médicos, engenheiros, alimentos, e não de soldados. A verdadeira função das tropas lá é proteger os interesses das empresas, e para isso, chegam a reprimir os protestos contra o menor salário das Américas”, afirma Zé Maria.

Desde o início da ocupação, em 2004, a campanha pela retirada das tropas tem sido uma das bandeiras do PSTU. E, nas eleições de 2010, será tema da propaganda no rádio e na TV. “Agora, o governo tem apresentado os militares como heróis, mas, apesar das boas intenções de alguns soldados, a missão não tem um caráter humanitário”, afirma.


Candidatura Operária e Socialista

Zé Maria é um operário com a mesma origem de Lula, nas greves do ABC. Nas grandes greves de 1980, estiveram presos juntos. Mas Zé Maria se manteve na luta, com os trabalhadores. Hoje e é um dos dirigentes da Conlutas e um dos principais representantes da esquerda do país. Pelo PSTU, disputou a Presidência em 2002, com mais de 400 mil votos.

O PSTU lançou a pré-candidatura de Zé Maria em novembro, como uma alternativa a falsa polarização entre Dilma Roussef e José Serra. O partido defende uma candidatura com um programa socialista, que defenda um governo contra os interesses das grandes empresas, e de ruptura com o imperialismo e as multinacionais. Só assim haverá saúde e educação gratuitas e de qualidade, salário e emprego.


Retirado do Site do PSTU

terça-feira, 23 de março de 2010

Bush limpa as mãos após cumprimentar haitiano

Nesta segunda-feira, dia 22, os ex-presidentes dos Estados Unidos Bill Clinton e George W. Bush foram juntos ao Haiti, para "supervisionar" a reconstrução do país, destroçado pelo terremoto de janeiro. A visita do democrata e do republicano e a ajuda anunciada pelos EUA não passa de uma grande hipocrisia, que se utiliza do sofrimento de todo um povo para ocultar que os norte-americanos pretendem continuar dominando o Haiti.

No entanto, um dos principais atores não conseguiu representar o seu papel. Após cumprimentar um haitiano atingido pelo terremoto, Bush simplesmente limpa a mão na camisa de Clinton. A cena, que está em sites de notícias e no Youtube, não deixa dúvidas sobre o gesto.




A cena ocorreu em um acampamento de 60 mil refugiados na capital, Porto Príncipe. Clinton e Bush estavam rodeados de agentes do serviço secreto, da polícia haitiana e por tropas da Minustah. Eles conversaram rapidamente com haitianos, e cumprimentaram alguns. Pouco antes, haviam se reunido com o presidente do Haiti, René Préval, que encontrara com Obama na semana anterior, na Casa Branca.

A cena causou repercussão no mundo todo. Revela o racismo de Bush, já manifesto em outras ocasiões. O próprio Obama, em seu livro de memórias "A Audácia da Esperança", revela a visita que fez a Bush na Casa Branca, quando ainda era senador e o republicano presidia o país. Após apertarem as mãos calorosamente, Bush "virou-se para um assessor próximo, que esguichou uma grande quantidade de gel antisseptico nas mãos do presidente". Segundo Obama, Bush ainda teria elogiado o produto, dizendo que "impede de ficar resfriado".

A cena reveladora no Haiti apenas demonstra a natureza do imperialismo e a farsa do fundo Clinton-Bush. Os planos dos Estados Unidos para o país pretendem manter o controle, utilizando a mão-de-obra barata para produzir jeans e outros produtos. Nisso, Bush, Clinton e Obama estão juntos.

A única diferença é que Clinton, como os governantes atores que os EUA já tiveram, soube representar seu papel. Ao contrário de Bush, esperou para limpar as mãos bem longe das câmeras.

Retirado do Site do PSTU

quinta-feira, 18 de março de 2010

Governo Lula retoma política de privatização de Collor e FHC para Caixa Econômica Federal

A Caixa Econômica Federal anuncia um plano de “reestruturação” para reduzir custos, centralizar serviços e aumentar sua lucratividade com uma exploração ainda maior sobre os bancários.
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O início do mês de março foi um verdadeiro pesadelo para os bancários da Caixa Econômica Federal que trabalham nos setores administrativos (filiais) da empresa. Em decisão unilateral e absolutamente autoritária, a direção da Caixa decidiu implantar um plano de “reestruturação” das filiais, que determina – sem qualquer consulta ou debate com os trabalhadores – a centralização, fusão e extinção de diversas unidades administrativas.

O resultado disso é que uma grande quantidade de empregados que até então trabalhavam nessas filiais serão obrigados a migrar para outras cidades do país se quiserem manter suas atuais funções, ou, procurar outro local para trabalhar – muitas das vezes diminuindo salário e abrindo mão de outras garantias.

Trata-se, portanto, de mais um ataque brutal do Governo Lula, que colocou à frente da direção da Caixa uma ex-sindicalista de sua inteira confiança – Maria Fernanda Ramos Coelho – para melhor executar as mesmas políticas neoliberais aplicadas pelos governos anteriores.


Centralização: uma política deliberada a serviço do “Estado Mínimo”

A centralização dos serviços já é uma política conhecida pelos empregados da Caixa. Nos governos Collor e FHC, a orientação dada à empresa era de centralizar nas grandes metrópoles as atividades que não eram consideradas bancárias (infra-estrutura, recursos humanos, segurança, tecnologia, etc.), abrindo espaço para que essas atividades fossem terceirizadas em grande parte do país.

A terceirização se apóia basicamente em duas concepções: reduzir os custos com folha de pessoal através da contratação de empresas que exploram trabalho precarizado (trabalhadores que exercem a mesma atividade, mas na modalidade de “prestação de serviços” e, por isso, ganham salários muito menores); e desobrigar o Estado da execução de atividades que, na ótica neoliberal, “devem ser exercidas pela iniciativa privada”.

Essa política, portanto, era uma decisão deliberada de privatização gradativa, na medida em que a iniciativa privada aumentava sua influência no cotidiano da Caixa e, ao mesmo tempo, diminuía a responsabilidade do Estado sobre todas as atividades da empresa, deixando-a cada vez mais “enxuta” e preparada para ser comprada por grandes corporações financeiras. Essa mesma política foi aplicada em inúmeras empresas como, por exemplo, na Vale do Rio Doce, na EMBRAER e no antigo Banespa – todas elas já totalmente privatizadas.

Agora, essa orientação retorna com força na Caixa, mostrando que embora tenha a aparência e uma origem na classe trabalhadora, Lula e o PT não se diferenciam de FHC e do PSDB na prática, pois aplicam o mesmo programa neoliberal de sucateamento, privatização e “Estado Mínimo”, privilegiando os interesses da burguesia e das grandes empresas.


As primeiras faturas da crise econômica começam a chegar

Há também outro elemento importante que explica essa política adotada por Lula. Durante o auge da crise econômica, o governo não teve nenhum constrangimento em tentar contornar a crise salvando os lucros dos capitalistas e especuladores nacionais e internacionais.

Ao invés de garantir a estabilidade no emprego e estatizar as empresas que demitissem, colocando-as sob o controle dos trabalhadores, Lula socorreu as empresas e os bancos com mais de 300 bilhões de reais e para isso, utilizou tanto o Banco do Brasil quanto a Caixa para comprar ações e incorporar instituições financeiras à beira da bancarrota.

Mas uma hora essa conta precisaria ser paga e as primeiras faturas estão chegando para os trabalhadores da Caixa. Com a nova “reestruturação”, além de fomentar um processo de privatização silenciosa, a direção da Caixa pretende, ao centralizar os serviços, deixar que todo trabalho das filiais antes realizado por uma quantidade maior de trabalhadores seja feito por um contingente mínimo de empregados, que serão super-explorados nas unidades que se fundirem ou que forem centralizadas a partir do fechamento de outros setores.

Na outra ponta do processo, os trabalhadores que perderam seus postos serão direcionados em sua maioria para o setor negocial (agências), mas não para amenizar o ritmo de trabalho e a pressão absurda por metas quase inalcançáveis. O objetivo da Caixa é submeter os recém-chegados nas agências ao mesmo nível de exploração ao qual estão submetidos os que hoje trabalham nas unidades de ponta para aumentar a lucratividade do banco e utilizar esses recursos não a serviço dos interesses dos trabalhadores, mas para pagar a conta de uma crise que é de responsabilidade da burguesia e do capitalismo.


A CUT mais uma vez se cala diante dos ataques de Lula

Infelizmente, essa “reestruturação” imposta pela Caixa e pelo Governo Lula não vem sendo combatida pela CUT, que controla a maioria das entidades do movimento sindical bancário do país.

Logo após o anúncio do plano, a CUT se limitou a comentá-lo “criticamente”, questionando apenas o “motivo” da Caixa ter agido dessa forma, sem apontar qualquer sinalização de que vai organizar os trabalhadores para lutar contra esse ataque.

Para se ter uma idéia, A FENAE (Federação Nacional das Associações dos Empregados da Caixa), que é ligada à CUT, afirmou em nota que apenas “questionou” à presidenta da Caixa se “não haveria como suspender essas mudanças”, enganando os trabalhadores para fazê-los crer que é possível obrigar a empresa a recuar sem construir as lutas. Um de seus diretores, também em nota, chegou ao ponto de afirmar que “considerando o ano eleitoral”, não vê “outra razão para essa insanidade a não ser os interesses da oposição (PSDB) que ainda atuam (nas sombras?) na alta direção da Caixa”.

Como podemos ver, a CUT não apenas se omite diante dos ataques do Governo Lula, como também não tem nenhum pudor em tentar ludibriar os trabalhadores ao insinuar que os responsáveis pela política de uma estatal controlada pelo Governo Lula seria a oposição de direita (PSDB), e não o próprio Lula.

Durante os governos Collor e FHC, a CUT rechaçava as políticas privatizantes de centralização e colocava (acertadamente) toda a responsabilidade por isso nas políticas neoliberais dos governos. Agora, com Lula à frente desses ataques, a CUT se cala e se nega a construir a resistência, mostrando a sua falência absoluta como instrumento de luta da classe trabalhadora.


Somente com lutas é possível derrotar os ataques de Lula aos bancários

Sabemos que a maioria dos bancários ainda confia no Governo Lula. Se não confiam totalmente, mas temem que com o PSDB a situação possa piorar.

Não queremos a volta do PSDB e sabemos que o período dos governos da direita tradicional foram anos de chumbo para os bancários e a classe trabalhadora como um todo. Mas, por outro lado, o Governo Lula que encheu essa categoria de esperanças, foi uma decepção. Os bancários continuam trabalhando em ritmo alucinante, continuam adoecendo, recebendo pressão para atingimento de metas e continuam tendo o salário cada vez mais rebaixado, na medida em que Lula nunca se dispôs a fazer um plano de reposição das perdas da categoria.

Lula também não mudou a vida dos trabalhadores naquilo que de fato interessa: não alterou a situação geral de vida da classe, não estatizou nem o sistema financeiro nem nenhuma das empresas privatizadas por FHC e continuou governando para os empresários e banqueiros (que financiaram suas campanhas e nunca lucraram tanto como agora). Lula, em resumo, não está do lado dos trabalhadores e não tem nenhum compromisso com a luta por uma sociedade sem exploradores e sem explorados.

Por isso, é fundamental que os bancários se unam à Conlutas e se organizem para lutar contra Lula e todos os que aplicam as políticas neoliberais que afetam negativamente a vida dos trabalhadores. Somente dessa maneira é possível barrar esses ataques que são desferidos a cada dia contra a categoria e contra toda a classe trabalhadora.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Conferência nacional reafirma pré-candidatura de Zé Maria

Reunião aprova política para as eleições deste ano
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No fim de semana dos dias 13 e 14, em São Paulo, o PSTU realizou uma conferência nacional para debater a situação do país e as eleições deste ano. Os militantes aprovaram a política de manter a pré-candidatura de José Maria de Almeida, o Zé Maria, como uma alternativa socialista dos trabalhadores à polarização entre Dilma Rousseff e José Serra.

Ao mesmo tempo, a conferência aprovou continuar o chamado a uma frente de esquerda com o PSOL e o PCB, por uma candidatura a presidente. Os militantes avaliaram a viabilidade desta frente, e muitos destacaram o rumo equivocado que a direção do PSOL vem tomando, principalmente na tentativa fracassada de buscar uma aliança com Marina Silva e nas declarações que os pré-candidatos do partido têm feito à imprensa.

A ampla maioria dos militantes decidiu manter o chamado, mas com as condições que o partido vem apresentando: que esta frente tenha um programa socialista, que indique a ruptura com o capitalismo. E que mantenha a independência de classe, ou seja, não aceite doações de grandes empresas e se coloque claramente contra as alianças com partidos que não sejam de trabalhadores.

“Até agora, o PSOL não tem demonstrado concordância com o programa e com a independência de classe. Se não chegarmos a um acordo para a apresentação de uma candidatura única, o PSTU terá sim a sua candidatura à Presidência da República. E vamos chamar todos a se somarem a essa tarefa, pois ela não é só do PSTU, é de todos que não abandonaram a defesa das bandeiras socialistas”, afirma Zé Maria. Nos próximos meses, diversos atos marcarão o lançamento da pré-candidatura. Os primeiros acontecerão em Brasília e Aracaju (leia mais no site). Além disso, seminários ajudarão a avançar na elaboração de temas específicos para um programa socialista.


Democracia partidária

A conferência é um fórum convocado para debater e decidir sobre um tema específico, mas que, pela emergência ou importância, não pode aguardar até o congresso do partido. Esta conferência foi dedicada ao tema das eleições e representou o desfecho de um processo de debates iniciado no segundo semestre de 2009. Neste período, foram publicados documentos da direção nacional do partido e boletins internos, nos quais todo militante pôde publicar suas ideias e posições políticas.

Ao final dos debates, as diversas regionais do partido se reuniram e elegeram os representantes à conferência.

As posições diferentes da direção tiveram todas as possibilidades de serem conhecidas e debatidas livremente. Depois das discussões, os delegados eleitos pela base votaram e determinaram os rumos do partido. Votadas as posições, todos aplicam a mesma política e o partido sai unificado, com uma só posição e não dividido em várias.

A participação das mulheres também foi garantida, não só na escolha dos representantes, mas também na participação no congresso com tranquilidade. Durante a conferência, uma creche foi montada no local, e as companheiras puderam participar dos debates, perto dos filhos. “Este ano, pela primeira vez, tivemos três bebês. Isso é muito importante, pois em geral nesse período as mães tendem a desistir de participar”, comemora Ana Rosa, da Secretaria Nacional de Mulheres do PSTU.

Todo esse funcionamento é completamente diferente dos partidos burocráticos, onde os que defendem posições contrárias às da direção são expulsos sem que possam debater suas opiniões. Também é muito diferente das organizações de funcionamento social-democrata, como é o caso do PT e do PSOL.

Nesses partidos, cada um faz o quer, existe uma falsa liberdade. Falsa porque, na verdade, quem determina a política do partido não é a base nos congressos, mas suas figuras públicas que têm acesso à imprensa – em geral, os parlamentares. Ou seja, não existe democracia porque não é a base que determina a política do partido.


Retirado do Site do PSTU

sábado, 13 de março de 2010

PSTU responde Lula no seu programa semestral

Recentemente, Lula deu uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, na qual justificava as mudanças dele e de seu partido para chegar à Presidência. Entre elas, o abandono do classismo, dando lugar à aliança com banqueiros e empresários.

Referindo-se ao seu vice José Alencar e ao documento “Carta aos Brasileiros”, lançado na campanha de 2002, chegou a dizer que: “essa mistura de um sindicalista com um grande empresário (...) é que garantiu minha chegada à Presidência”. Lula ainda atacou o PSTU: “vocês acham que o PSTU ganhará eleição com o discurso dele? Vamos supor que ganhe, acham que governa? Não governa”.

Nesta quinta, 11 de março, o PSTU foi à TV responder a Lula e dizer que governar para os trabalhadores não só é possível como é a única alternativa para se mudar de fato a vida dos trabalhadores.


Um operário que continua ao lado dos trabalhadores

O programa mostrou a história de um operário que participou das lutas no ABC na década de 70 e que ajudou a fundar a CUT e o PT. Mas nessa história, esse operário não passou para o outro lado e continua junto aos trabalhadores, lutando por uma sociedade socialista. É José Maria de Almeida, o Zé Maria, pré-candidato do PSTU à presidência da República.

Zé Maria deixou claro que o PSTU não quer a volta do PSDB ou de qualquer outro partido burguês. O Governo FHC foi terrível para os trabalhadores e não deixar isso claro seria um crime. Por outro lado, mesmo sabendo que a maioria da classe trabalhadora ainda tem esperanças em Lula, Zé Maria mostrou que o PT não é diferente do PSDB e, portanto, que seja Dilma ou seja Serra, os ataques aos trabalhadores continuarão.

Zé Maria mostrou que, sob o governo Lula, os lucros das grandes empresas aumentaram 400%, ao contrário do salário mínimo, que subiu pouco mais de 50%. Também mostrou que isso ocorre porque Lula governa para os empresários e não para a maioria da população. Zé Maria vai defender um programa dos trabalhadores para essas eleições, que rompa com o capitalismo e aponte mudanças significativas para a vida das pessoas.

O programa do PSTU denunciou ainda a ocupação militar do Haiti, defendendo a campanha de solidariedade classista aos haitianos, que vem sendo realizada por organizações como a Conlutas. São “os trabalhadores daqui ajudando os trabalhadores de lá”.


Segue o chamado à Frente Classista

O PSTU também foi à TV para chamar o PSOL à responsabilidade. Desde o lançamento da pré-candidatura de Zé Maria, o PSTU vem fazendo chamados sistemáticos ao PSOL para construir uma frente classista com um programa socialista, de ruptura com o imperialismo.

Infelizmente, o PSOL vem caminhando em sentido contrário e dois dos seus pré-candidatos continuam resistindo apresentar uma alternativa socialista para essas eleições. O PSTU afirma que o chamado segue de pé e que está disposto a discutir a frente de forma franca e sem hegemonismos. No entanto, se o PSOL não tiver acordo com uma frente sem a presença de partidos da burguesia e de financiamento de empresas, com um programa de transição que denuncie o regime e que aponte para um governo dos trabalhadores, o PSTU lançará a sua canditatura e chamará o conjunto dos ativistas para apoiá-la.


Assista agora o programa do PSTU:



terça-feira, 2 de março de 2010

Cultura: Deadly Fate lança novo disco e contesta mazelas do capitalismo

Formada em 1989, a banda potiguar Deadly Fate nasceu com a proposta de tocar heavy metal, algo bastante ousado em uma capital cuja cultura musical de massas praticamente se restringe a ritmos regionais (forró, axé music, etc.).

Passados mais de vinte anos, esses talentosos músicos continuam fieis ao seu estilo, embora tenham também incorporado outras influências no seu repertório, sobretudo da música clássica. Durante sua trajetória, a banda participou de uma coletânea em vinil (“Whiplash Attack Vol. I”), lançou uma demo ("Outside of your World", de 1993) e um álbum ("Shine Again", de 2000).

Em que pese todas as dificuldades de uma banda que se formou em Natal, uma capital completamente fora do circuito comercial da música, o talento e a espantosa evolução musical do Deadly Fate renderam excelentes críticas em revistas nacionais e internacionais, além de indicações para dividir o palco com ícones do heavy metal, como Paul Di’anno, Blaze Bailey (ambos ex-Iron Maiden) e os alemães do Blind Guardian. Em 2009, a banda lançou seu segundo álbum, “Secret Land”, e nesta semana realizará o show oficial de divulgação do disco na capital potiguar.


Mother Nature’s Cry: um grito de socorro do planeta

Além da notável musicalidade, Deadly Fate se destaca pelas letras de suas composições, sempre bem trabalhadas e carregadas de sentido, principalmente nas temáticas épicas.

No entanto, em “Secret Land” a banda nos reservou uma bela surpresa. A música “Mother Nature’s Cry” (Choro da Mãe Natureza), de autoria de Onofre Neto e Jucian Carlos, revela também um espírito de contestação a uma das maiores mazelas do capitalismo: a destruição do meio ambiente.

A música, que tem um fantástico instrumental, não fica por baixo nem beleza das letras e nem no peso da crítica, já na primeira estrofe:

Can you see the situation that the world has been? [Você pode ver a situação em que se encontra o mundo?]
Can you tell me what's going on around here? [Você pode me dizer o que está acontecendo ao nosso redor?]
Gradually mankind's future's going unforeseen [Pouco a pouco o futuro da humanidade vai se tornando uma incógnita]
Blinded by their own technology [Encoberta pela própria tecnologia deles]


O capitalismo continuará conduzindo a humanidade à destruição

Em um dos trechos de “Mother Nature’s Cry”, Deadly Fate questiona:

The men sentence the world to die [O homem sentencia o mundo à destruição]
Is there any change for us to survive? [Existe alguma chance de sobrevivermos?]

As chances de acabar com a destruição do planeta se relacionam com a necessidade de superar o capitalismo. A lógica predatória e de concorrência entre os capitalistas inviabiliza qualquer tipo de “desenvolvimento sustentável”, pois no capitalismo as relações de produção estão relacionadas com o lucro e não com as necessidades da humanidade.

Por isso, a luta pelo meio ambiente não pode estar dissociada da luta pela superação completa do regime de exploração capitalista. Ou o capitalismo é superado , ou os seres humanos continuarão caminhando para a barbárie.

Nesse sentido, o papel que cumpre os “headbangers” do Deadly Fate é extremamente progressivo. Além de brindar os fãs e os apreciadores do heavy metal com uma música de altíssima qualidade, os músicos potiguares utilizam o também o seu talento a serviço da contestação e da denúncia de uma das facetas mais cruéis do modo de produção capitalista.


Confira o vídeo de “Mother Nature’s Cry”:




Ficha Técnica do Deadly Fate

Oruam – Guitarra e voz;
Onofre Neto – Guitarra solo e voz;
Wilberto Amaral – Bateria;
Marcos Flávio – baixo

Show oficial de divulgação do disco Secret Land.

Data: 06/03/2010
Local: Galpão 29, Ribeira
Hora: 22h