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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Servidores ocupam Brasília mais uma vez

Sete mil servidores em greve marcharam em Brasília
Mais de 7 mil servidores tomaram as ruas de Brasília em nova marcha realizada nesta quarta-feira (15). A manifestação ocupou todas as faixas no sentido Rodoviária/Esplanada e bloqueou o transito da região.

O ato teve concentração no acampamento montado pelos servidores, desde o início desta semana, no gramado do Palácio dos Ministérios. Participaram do ato as Centrais CSP-Conlutas, CUT e CTB, e os diversos segmentos do funcionalismo em greve vindos de todo o Brasil.

Os servidores finalizaram a passeata no Bloco C, onde está localizado o Ministério do Planejamento, e ali realizaram um ato público. No protesto todas as falas denunciavam a política do governo.

O membro da CSP-Conlutas, Jose Maria Almeida, presente na manifestação, denunciou que o governo aplica a redução do IPI, dá subsídios às grandes empresas e, com isso, deixa de arrecadar o valor que poderia estar sendo investido nos serviços e nos servidores públicos. Além disso, segundo ele, transfere esse prejuízo para os servidores, que pagam a conta tendo seus salários congelados, direitos retirados e pouco investimento no setor. "Para os empresários e o pagamento da dívida pública tem dinheiro, para os servidores não", disse.

Segundo o dirigente, além disso, as empresas recebem isenção, mas não mantém o emprego. Citou o exemplo da GM que ameaçou demitir mais de 2 mil metalúrgicos, que só conseguiram reverter essa situação após intensa mobilização.

Ao final, Zé Maria fez a exigência de que o governo atenda as reivindicações dos servidores públicos e que o movimento se mantenha forte em sua luta por melhores salários.

Nesse momento, servidores estão concentrados em frente ao Ministério, em vigília, pois os professores e técnicos administrativos das bases do Sinasefe, Fasubra, estão em reunião com representantes do governo para tratar da pauta de reivindicação desses segmentos. Também hoje, será realizada uma reunião com representantes do IBGE.


Outras atividades

Às 15h, aposentados realizaram uma vigília contra os ataques às aposentadorias.
Amanhã (16), pela manhã, no MEC (Ministério da Educação), haverá aula pública realizada pelos docentes em greve. Depois, às 15h, haverá uma atividade com Jose Gonzalez Marin, mineiro das Asturias, Espanha, na tenda dos servidores, que falará sobre a crise econômica da Europa.

Ao final do dia, os servidores realizam nova vigília. Na sexta- feira (17) haverá a Plenária Nacional Unificada dos Servidores Públicos, às 10h.


LEIA MAIS

O Governo Dilma, a greve dos servidores federais e o emprego no setor privado


Retirado do Site do PSTU

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Grécia: Suicídio de aposentadoa origina novos protestos

Milhares de pessoas reuniram-se na praça Syntagma, local onde um aposentado pôs fim à sua vida para


Mais um dramático episódio comove a Grécia. O aposentado Dimitris Christoulas, de 77 anos, suicidou-se, com um tiro na cabeça nesta quarta-feira, 4, na Praça Syntagma, próximo à entrada do parlamento grego. O motivo, descrito em um bilhete deixado pelo aposentado, foi a situação de penúria vivida por ele depois da crise econômica.

Comparando o atual governo grego com a administração que colaborou com os nazistas na Segunda Guerra Mundial (governo de Georgios Tsolakoglou), o bilhete deixado por Christoulas dizia:

“O governo de Tsolakoglou acabou com a possibilidade de eu poder sobreviver com uma pensão digna, que paguei sozinho durante 35 anos sem nenhuma ajuda do Estado. E, sendo que a minha idade avançada não me permite reagir de forma dinâmica (embora se um colega grego pegasse uma Kalashnikov, eu estaria bem atrás dele), não vejo outra solução senão pôr, de forma digna, fim à minha vida, para que eu não me veja obrigado a revirar o lixo para assegurar o meu sustento. Eu acredito que os jovens sem futuro um dia vão pegar em armas e pendurar os traidores deste país na praça Syntagma, assim como os italianos fizeram com Mussolini em 1945”.

Logo após ao suicídio uma onda de protestos começou a tomar conta do país. A primeira ação foi convocada através das redes sociais. “Isto não é um suicídio. Isto é um crime” foi um dos slogans. Milhares de pessoas deixaram mensagens na árvore localizada junto ao local onde ocorreu o suicídio. “Nós não enterramos os nossos mortos. Nós colocamo-los na linha da frente”, dizia uma delas, citando Ésquilo, dramaturgo da Grécia Antiga. Manifestantes tentaram se aproximar do Parlamento, mas a polícia agiu com muita violência e repressão. No entanto, apesar de tentar desmobilizar por completo a concentração, os manifestantes não abandonaram a praça Syntagma. Os protestos entraram madrugada a dentro. Muitos ativistas foram presos pela polícia.

Na ciadade de Tessalônica, a segunda mais importante do país, milhares de pessoas também realizaram um protesto. Ao longo desta quinta-feira, 5, mais protestos foram realizados. Organizações do movimento estudantil e o movimento dos "indignados" prometem novas manifestações.

O presidente do sindicato dos farmacêuticos (antiga profissão do aposentado) declarou: “Há um instigador moral nesta morte, o governo levou as pessoas ao desespero”.

Desde o início de 2010, os aposentados viram as suas pensões cortadas em média 15% superior aos 1.200 euros sofreram uma redução de 20%. A Grécia foi submetida a inúmeros pacotes econômicos e cortes orçamentários exigidos pela "troica" (a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional) que estão sufocando o povo grego. Um dos trágicos resultados foi o aumento de suicídios no país. Segundo o Ministério da Saúde grego, houve um aumento de 40% desses casos.

O ato desesperado do aposentado lembrou o suicídio de Mohamed Bouazizi, vendedor ambulante tunisiano que tirou sua própria vida após ser impossibilitado de continuar pagando propinas aos fiscais do país. Sua morte detonou a “Revolução de Jasmim”, que derrubou a ditadura da Tunísia e se espalhou para os países vizinhos, como o Egito. Será que a Grécia vai assistir a uma nova onda de revolta?


Retirado do Site do PSTU

domingo, 25 de dezembro de 2011

A toga acima da lei

Escândalo envolvendo magistrados e o STF é uma amostra do mundo de abusos e privilégios do Judiciário


Presidente do STF, ministro Cezar Peluso
Mais um escândalo mostra o real caráter da Justiça no Brasil. No dia 19 de dezembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão de uma investigação levada a cabo pela corregedoria nacional por ilegalidades e favorecimentos a juízes no recebimento de auxílios. Dois dos ministros que compõem a mais alta corte do país teriam se beneficiado com os fatos investigados.

A investigação se refere a uma varredura determinada pela corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon em 22 tribunais, num universo de quase 217 mil magistrados, a fim de rastrear pagamentos ilegais a determinados juízes e desembargadores. Procuravam-se casos de evolução patrimonial e enriquecimentos ilícitos entre os togados.

O pagamento do auxílio-moradia aos juízes, que motivou a investigação, foi determinado pela Justiça em 2000, baseado no princípio da isonomia entre os poderes, já que deputados e senadores recebiam o benefício. Com a decisão judicial, os juízes ganharam o direito de receber os valores retroativos aos anos 1990. Como o valor total desses atrasados era muito alto, os juízes deveriam receber de forma parcelada e de acordo com orçamento.

A devassa nas contas dos juízes partiu da constatação de que, enquanto alguns magistrados receberam o valor total do benefício de uma só vez, outros, a maioria, continuaria a receber de forma parcelada. A investigação começou em 2009 e abrangia pagamentos realizados nos quatro anos anteriores.

Entre as irregularidades encontradas, o caso mais emblemático é do Superior Tribunal de Justiça de São Paulo, aonde nove dos 33 ministros teriam recebido todo o valor do benefício de uma só vez. Nesse caso se enquadrariam os ministros do Supremo Tribunal Federal (e ex-desembargadores do STJ de São Paulo) Cezar Peluso, que recebeu R$ 700 mil e Ricardo Lewandowski, que teria recebido R$ 1 milhão e foi quem garantiu a liminar suspendendo a investigação, agindo em seu próprio interesse.


Em causa própria

Além da liminar de Lewandowiski, no mesmo dia 19 o também ministro do STF Marco Aurélio Mello se antecipou a um parecer que deveria dar só em fevereiro e esvaziou temporariamente os poderes de investigação do CNJ. Não entrando na discussão sobre o real sentido desse conselho, fica evidente que os ministros da alta corte agiram de forma orquestrada para barrar qualquer tipo de investigação que os incriminasse.

Como se isso não bastasse, ao invés de exigir a apuração das denúncias e a punição dos eventuais criminosos, as entidades ‘de classe’ dos juízes apontaram sua artilharia à corregedora e exigem agora a investigação de Eliana Calmon, afirmando que ela não poderia ter devassado os seus pares de toga. A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), Ajufe (Associação dos Juízes Federais) e a Anamatra (Associação dos Magistrados do Trabalho) denunciaram a ministra corregedora à Procuradoria-Geral da República e ao próprio CNJ.


Acima da lei

O que se estava investigando nem era o pagamento ou o valor dos benefícios, mas a forma com que foi realizado. O fato é que, mais do que o crime em si, choca a forma com que o próprio STF barrou qualquer tentativa de investigação ou levantamento de dados que pudesse afetar seus próprios integrantes ou demais juízes e desembargadores. Punição então nem pensar, já que, no caso improvável de que a corregedoria conseguisse apontar algum crime, essa prerrogativa é exclusiva do próprio STF, ou do Congresso.

A princípio, os ministros nem mesmo podem ser investigados, já que isso também exclusividade do STF e do Congresso. O que o STF barrou é a mera possibilidade de se reunirem dados e evidências de algum crime de seus membros. No caso, a análise da evolução patrimonial dos juízes. A própria Eliana Calmon apontou que, no caso do STJ de São Paulo, foram observadas 150 ‘movimentações financeiras atípicas’, enquanto metade dos magistrados do tribunal esconde sua renda.

O caso mostra o feudo de poder, vantagens e arbitrariedades em que se encontra o Poder Judiciário, a exemplo do Legislativo e o Executivo. Assim como deputados e senadores, juízes determinam se são ou não investigados e, cada vez mais, a exemplo de seus colegas de outros poderes, não se preocupam em disfarçar a defesa descarada de seus próprios interesses.


Presidente do STF, Cezar Peluso, presidente do Senado, José Sarney (PMDB) e o da Câmara, Marco Maia (PT)

Basta dizer que, enquanto o STF barrava a apuração dos pagamentos ilegais do auxílio-moradia aos magistrados (auxílio que em si já um privilégio), o Congresso aprovava o Orçamento para 2012, sem qualquer aumento aos aposentados que ganham acima do mínimo ou aos servidores públicos, inclusive os servidores do Judiciário que protestavam em Brasília e que amargam cinco anos de congelamento salarial.

O Judiciário, assim, embora tente se parecer neutro e imparcial, revela-se na prática uma extensão dos outros dois poderes. Há poucos dias o ministro Cezar Peluso realizou um julgamento relâmpago para empossar Jader Barbalho (PMDB-PA) senador no lugar da senadora do PSOL Marinor Brito. Barbalho não havia ocupado o lugar até então por ter sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa. A imprensa revelou que, no dia anterior, o ministro se reuniu com líderes do PMDB, partido de Barbalho. Como o julgamento da ação do agora senador paraense estava empatado, o presidente do STF fez uso do regimento interno da corte e deu o voto de minerva para desempatar.

Estranhamente, a constitucionalidade da própria Lei da Ficha Limpa aguarda julgamento até hoje no Supremo. Está parada, pois sua votação havia também dado empate. O que não foi nenhum empecilho, claro, para Peluso garantir já a vaga do Senado ao PMDB. A lei, mesmo essa que temos hoje e que, em última instância serve para perpetuar a sociedade de classes, parece estar abaixo da toga dos juízes.


Retirado do Site do PSTU

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Zé Maria reafirma: FHC atacou os aposentados

PSDB pede direito de resposta ao TSE porque PSTU mostrou na TV FHC chamando aposentados de vagabundos


O candidato à presidência pelo PSTU, Zé Maria reafirma que Collor, FHC e Lula atacaram os aposentados em seus governos e não vê motivos para que a Justiça Eleitoral conceda direito de resposta ao PSDB.

No programa eleitoral do candidato, que foi ao ar na última terça-feira, dia 24, é exibida a famosa frase de FHC chamando os aposentados de vagabundos. Na manhã desta quarta-feira, dia 25, a coligação “O Brasil pode mais”, encabeçada pelo PSDB, ingressou com uma ação no TSE pedindo direito de resposta.

Zé Maria destaca que FHC realmente chamou os aposentados de vagabundos para justificar a reforma da Previdência. “Depois disso, ele (FHC) criou o Fator Previdenciário, o que tem prejudicado milhares de trabalhadores em todo o país”, disse o candidato.

“Os dois mandatos de FHC significaram perdas de direitos para o conjunto dos trabalhadores em geral, e para os aposentados em particular. Infelizmente, Lula continuou a mesma política. Agora que estamos denunciando isso, o PSDB quer calar o PSTU”, concluiu o candidato.


Sobre o programa

Na exibição, uma voz em off responsabiliza o governo Collor pela quebra do vínculo entre as aposentadorias e o salário mínimo, denuncia FHC por ter chamado os aposentados de vagabundos e ter criado o Fator Previdenciário, que aumenta o tempo para aquisição do benefício.

Logo após, aparece Zé Maria afirmando que o presidente Lula manteve as mesmas maldades contra os aposentados. O programa traz imagens de uma manifestação realizada em São José dos Campos, no interior do São Paulo, onde o candidato apresentou suas propostas para o setor: “Defendemos a recomposição das aposentadorias, sua vinculação ao salário mínimo e o fim do Fator Previdenciário”.


VEJA O PROGRAMA QUE O PSDB QUER CENSURAR




Retirado do Site do PSTU