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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Editora Sundermann faz 10 anos

Em uma década editora lança 65 títulos, entre clássicos do marxismo e obras inéditas



Algumas obras editadas pela Editora Sundermann
Em 2013, a Editora Sundermann comemora dez anos. Mas as comemorações vão para além dos anos constituídos enquanto editora. Comemoramos, sobretudo, o projeto político-editorial solidificado até este momento. O PSTU impulsionou a criação de sua editora para, dessa forma, continuar e aprofundar uma política de formação e comunicação, com iniciativas como a revista Marxismo Vivo, o Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos (ILAESE), o Arquivo Leon Trotsky e o próprio jornal Opinião Socialista.

A demanda foi maior que a esperada e, assim, o trabalho seguiu fortalecido nesses dez anos. Já publicamos mais de 65 títulos, somos a única editora a publicar as obras de Nahuel Moreno e a que mais publicou Trotsky no Brasil.

Publicamos obras importantes, entre as quais destacamos: “História da Revolução Russa”, “Revolução Traída”, “Programa de Transição” e “A teoria da Revolução Permanente”, de Trotsky. Uma verdadeira proeza no mercado editorial da esquerda no país. Em relação a Moreno: “O partido e a revolução”, “Os governos de frente popular na história” e “A ditadura revolucionária do proletariado”, além dos clássicos como o “Manifesto Comunista”, de Marx, e de Lenin, “O Estado e a Revolução - A revolução proletária e o renegado Kautsky” e “Últimos escritos e diário das secretárias”.

Desde o início de nosso trabalho, também tivemos a preocupação de pautar o tema de opressões. O livro “O gênero nos une, a classe nos divide”, de Cecilia Toledo, já teve quatro edições. O livro de Hiro Okita, “Homossexualidade, da opressão à libertação” é um documento de 1981 que já combatia a homofobia e sua intrínseca relação com o sistema capitalista ainda no período ditatorial.

Não nos calamos frente aos ataques das privatizações. Temos em nossa linha editorial textos sobre a Vale do Rio Doce, a Embraer e a Petrobrás. Refletimos sobre a situação precária da educação pública nos ensinos básico e superior.

Publicamos sobre o papel dos sindicatos e sobre o combate à burocratização. Aprofundamos o debate econômico no período de crise financeira. Lançamos obras que debatem a causa Palestina, como o clássico “História oculta do sionismo”, de Ralph Schoenman, entre outros títulos que pautam o socialismo e a revolução proletária. Mas, acreditamos que esse histórico é só o começo.


O papel estratégico da Editora no Partido Revolucionário

A prática política é indissolúvel da teoria revolucionária. O partido revolucionário não é um grupo de intelectuais que se debruça abstratamente sobre a teoria marxista, mas também não é um mero agrupamento de pessoas que lutam bravamente pelas conquistas econômicas e imediatas da classe trabalhadora e da população explorada. É sobretudo um instrumento de luta pelo poder.

Não se pode vencer o inimigo sem conhecê-lo, ou seja, não se pode lutar contra a burguesia sem conhecer a fundo como ela exerce seu poder econômico e político, tarefa para a qual o marxismo se mostrou, até hoje, o instrumento mais capaz.

A burguesia se organiza mundialmente em torno de governos imperialistas, blocos econômicos e agências internacionais, além de sobreviver graças às forças armadas de cada um dos países que controla e de governos subservientes dos países periféricos do capitalismo. A toda essa força, devemos opor uma organização internacional, forte e que reúna em suas fileiras o melhor da vanguarda proletária mundial.

Um exército de revolucionários munidos das ferramentas necessárias e que vá para ação disposto a disputar os corações e mentes das massas trabalhadoras. Uma dessas ferramentas é, sem dúvida, a teoria, que nos permite entender a realidade em que atuamos, suas contradições e a correlação de força entre as classes, para as quais devemos dar respostas científicas, caso queiramos acertar nossas políticas.

Entendemos que o papel da Editora não se resume a publicar e vender livros. Nossa linha editorial é uma arma ideológica para disputarmos a consciência das massas, elevarmos nossos níveis teórico e político e, assim, fortalecer o partido.

No dia a dia, é preciso, cada vez mais, nos dedicarmos às leituras teóricas, pois escutar com atenção debates, falas políticas e discussões acaloradas sem entender as polêmicas a fundo faz com que as dúvidas passem despercebidas e os questionamentos teóricos fiquem para outra hora.

Diariamente, somos bombardeados com a ideologia burguesa e reformista, ataques políticos são feitos e, às vezes, os entendemos de maneira superficial. Ao não nos dedicarmos à leitura teórica e ao estudo diário, colocamos em risco o próprio marxismo, que sofre com o revisionismo e distorções teóricas para justificar grandes traições à classe trabalhadora.

Ao nos fortalecermos teoricamente, nos fortalecemos enquanto militantes, melhoramos nossa agitação, propaganda e avançamos na solidificação do nosso programa revolucionário. Nossos objetivos vão além de melhorias nas universidades e na relação trabalhador/patrão. Almejamos uma transformação econômica e social. Para construir o partido, não podemos ter uma relação artesanal com a teoria ou nos perdemos frente as nossas táticas e estratégias.


Outros livros virão...

Queremos avançar na publicação dos clássicos e explorar mais, editorialmente, a literatura como uma ferramenta contra-hegemônica.

Em dezembro de 2012, lançamos um novo selo editorial, Outra Margem, juntamente com o primeiro título: Ventania do Infinito. O selo nos possibilitará uma aproximação com diferentes públicos que veem o sistema capitalista da mesma forma nefasta, mas que traduzem essa realidade poeticamente, de forma romanceada e literária.

Em comemoração ao aniversário da Editora Sundermann, estão previstos os seguintes lançamentos: “A biografia de Marx”, de Franz Mehring; “Coletânea de textos de 1917”, de Lenin; “A história do trotskismo norte-americano”, James Cannon e “O partido bolchevique”, de Broué.


O nome da editora

Sundermann é o sobrenome de José Luís e Rosa, militantes do PSTU, assassinados uma semana depois da fundação do partido, em 1994. Ao dar seus nomes à nossa Editora, queremos preservar não só a memória destes companheiros, mas também de todos os que tombaram na luta pelo socialismo.

  • Acesse o site da Editora Sundermann


  • Retirado do Site do PSTU

    sexta-feira, 9 de novembro de 2012

    Liga Internacional dos Trabalhadores lança coletânea de documentos históricos

    Coletânea é a prova vida de um rico e produtivo processo de elaboração teórica e política



    Capa do livro sobre a conferência de fundação

    Como parte das comemorações dos seus 30 anos, a LIT (Liga Internacional dos Trabalhadores), organização internacional com a qual o PSTU mantém laços fraternais, acaba de lançar uma coletânea de textos políticos, teóricos e programáticos, aprovados em seus principais congressos e conferências.

    A coletânea, que contém por enquanto dois volumes, está divida por eventos (congressos, conferências etc) e contém documentos aprovados, intervenções e informes(inclusive de Nahuel Moreno, fundador da LIT), além de importantes informações históricas sobre os referidos eventos.

    Neste primeiro momento foram lançados: “Conferencia de Fundacion: Resoluciones y documentos” (1982) e “Primer Congresso Mundial:Resoluciones y documentos” (1985). Os dois volumes, ambos em espanhol, são parte da mesma publicação e só podem ser adquiridos conjuntamente.

    Em cada um desses congressos e conferências, a LIT, seus partidos membros, principais quadros e dirigentes se dedicaram a entender a fundo a situação mundial como um todo e também cada país em particular, bem como as tarefas colocadas para os revolucionários a partir dessas realidades. Esse esforço era feito, como é de praxe entre os marxistas, coletivamente, por meio de debates, polêmicas, intervenções, discursos e resoluções.

    Nos dois volumes disponíveis, jovens e velhos militantes marxistas encontrarão um guia metodológico de como encarar a resolução dos mais profundos problemas políticos e responder aos mais complexos desafios programáticos. Cada um dos dois volumes que a LIT ora nos apresenta, é a prova viva de um rico e produtivo processo de elaboração teórica e política, uma grande herança do passado, um valioso legado para o futuro.

    No Brasil, os livros serão comercializados pela Editora Sundermann pelo preço de R$ 30 o conjunto.

    Para pedidos, contatar: vendas@editorasundermann.com.br


    Retirado do Site do PSTU

    quinta-feira, 11 de outubro de 2012

    Editora Sundermann prepara combo especial para outubro

    Promoção especial comemora 95 anos da revolução russa


    Dia 25 de outubro comemoraremos os 95 anos da Revolução Russa. E para não deixar a data passar batida, a Editora Sundermann está com uma super promoção! Durante esse mês é possível comprar dois kits promocionais, História da Internacional Comunista mais A Revolução Traída de R$145 por R$90; e A História da Revolução Russa mais O Veredicto da História de R$180 por R$100.



    Aproveite, pois é só durante o mês de outubro!

    Acesse o site da Editora Sundermann


    Retirado do Site do PSTU

    terça-feira, 10 de julho de 2012

    Editora Sundermann lança coletânea com clássicos do marxismo sobre a mulher

    A Editora Sundermann acaba de lançar A mulher e a luta pelo socialismo: clássicos do marxismo, com textos de Karl Marx, Friedrich Engels, V. I. Lenin, Clara Zetkin e Leon Trotsky


    Coletânea traz clássicos sobre a exploração feminina
    Com esta publicação, buscamos resgatar as formulações clássicas do marxismo sobre a questão da mulher: desde as elaborações sobre a origem da família e da opressão; passando pelo processo de integração da mulher na produção fabril capitalista e as contradições que marcam esse fenômeno; a necessidade da organização e da mobilização conjunta das proletárias e dos proletários para a luta contra o capitalismo; chegando até as medidas concretas destinadas a acabar com a opressão da mulher e que foram implementadas pela primeira revolução socialista vitoriosa da história, a Revolução Russa; bem como o retrocesso nessas medidas, que se verificou com a degeneração stalinista da URSS.

    A mulher e a luta pelo socialismo traça um panorama histórico, político e teórico sobre os milhares de anos de opressão e exploração que pesam sobre as costas de mais da metade da população mundial. Mas não se trata apenas do passado. Ao resgatar a história, o marxismo sempre se preocupou com o futuro. Em um dos textos mais marcantes da coletânea, Lenin afirma: “A mulher, não obstante todas as leis libertadoras, continua uma escrava doméstica, porque é oprimida, sufocada, embrutecida, humilhada pela mesquinha economia doméstica, que a prende à cozinha, aos filhos e lhe consome as forças num trabalho bestialmente improdutivo, mesquinho, enervante, que embrutece e oprime. A verdadeira emancipação da mulher, o verdadeiro comunismo, só começará onde e quando comece a luta das massas (dirigida pelo proletariado, que detém o poder do Estado) contra a pequena economia doméstica, ou melhor, onde comece a transformação em massa dessa pequena economia em grande economia socialista”.

    Essa visão marxista da luta contra a opressão da mulher é absolutamente oposta à maioria esmagadora das “teorias de gênero” hoje vigentes, que buscam explicar a opressão da mulher pelo homem como sendo o resultado natural e inevitável da convivência entre os dois sexos. Tal perspectiva, absolutamente a-histórica e anti-científica, só serve para jogar as “mulheres em geral” contra os “homens em geral” e atrasar a libertação de ambos (sobretudo das primeiras) das garras da exploração e da opressão capitalistas. O marxismo, ao contrário, oferece, nas páginas deste livro, uma análise histórica clara e uma perspectiva futura absolutamente otimista em relação à luta contra a opressão: uma sociedade sem classes, sem diferenciações de gênero, raça, nacionalidade ou orientação sexual – uma sociedade socialista.

    Como diz Cecilia Toledo, organizadora da coletânea, no prefácio a esta edição: “Estão errados aqueles que acusam o materialismo histórico de nunca ter dado a devida importância ao tema da libertação feminina. (…) Na verdade, o socialismo científico, desde que viu a luz há 164 anos, sempre se preocupou com a questão feminina, e buscou formular, nos marcos de uma sociedade divida em classes, a política mais justa para o problema. É exatamente isso que o diferencia de todas as outras corrente de pensamento”.

    É com esse espírito que oferecemos às mulheres e aos homens trabalhadores esta obra, que consideramos indispensável.

    A Mulher e a Luta pelo Socialismo
    Preço: R$ 30
    Contato:vendas@editorasundermann.com.br | www.editorasundermann.com.br
    Tel: 11 – 3253 5801


    Retirado do Site do PSTU

    quinta-feira, 26 de abril de 2012

    Editora Sundermann lança livro com a produção de Lênin no período final de sua vida

    A Editora Sundermann acaba de lançar Últimos escritos e Diário das secretárias, uma coletânea de cartas e artigos redigidos por Lenin entre setembro de 1921 e março de 1922, ou seja, nos seus 18 últimos meses de atividade política.

    A temática mais geral da coletânea, presente em praticamente todos os materiais reunidos, é a luta de Lenin contra a burocratização do Estado soviético e do Partido Bolchevique. Mesmo com sua saúde extremamente abalada devido a dois derrames cerebrais, Lenin declara uma verdadeira guerra, não apenas teórica, mas contra todas as expressões práticas da burocratização: os privilégios dos dirigentes, a opressão nacional, o rebaixamento do nível político e teórico do partido e outras.


    O mito stalinista e liberal

    Entre os textos publicados, está a “Carta ao congresso”, conhecida também como “Testamento político de Lenin”. Nela, o fundador da URSS faz uma dura avaliação sobre Stalin e seu papel no aparato do partido. Mais do que uma simples crítica, Lenin propõe a destituição de Stalin do cargo de Secretário Geral e sua relocalização em outra tarefa partidária:

    “Stalin é grosseiro demais, e este defeito, plenamente tolerável em nosso meio e entre nós, os comunistas, se torna intolerável no cargo de Secretário Geral. Por isso proponho aos camaradas que pensem a forma de passar Stalin a outro posto e nomear a este cargo outro homem, que se diferencie do camarada Stalin em todos os demais aspectos apenas por uma vantagem, a saber: que seja mais tolerante, mais leal, mais delicado e mais atencioso com os camaradas, menos caprichoso etc.”

    Bastaria esta citação para demonstrar como são falsas as “teorias” de que o stalinismo é a continuação do leninismo. Ao contrário, a última batalha de Lenin foi justamente contra Stalin, não apenas por sua postura burocrática, mas também por razões políticas profundas. Lenin e Stalin estiveram em campos opostos em todas as mais importantes lutas daquele período: na questão do monopólio do comércio exterior, quando o CC bolchevique flexibilizou as leis de controle da economia a revelia das posições de Lenin; na assim chamada “questão georgiana”, quando membros do CC do Partido Comunista da Geórgia foram agredidos fisicamente por Sergo Ordzhonikidze, enviado especial de Stalin à Geórgia em 1922 para discutir a formação da URSS. Em todas essas questões e em inúmeras outras, Lenin via claramente a influência de Stalin e lutava contra ele. Sua proposta de conformar com Trotsky um “bloco contra a burocracia em geral e contra o Bureau de Organização em particular” é altamente ilustrativa a esse respeito.

    Mas o enfrentamento entre Lenin e Stalin não se restringiu ao campo político. Na véspera de seu terceiro derrame, que lhe retiraria completamente a fala e os movimentos do corpo, Lenin rompe suas relações pessoais com Stalin devido a um incidente envolvendo Nadezhda Krupskaya, esposa de Lenin. Em uma carta secreta, datada de 5 de março de 1923, Lenin escrevia a Stalin:

    “Você fez a grosseria de chamar minha esposa ao telefone e ofendê-la. (...) Não tenho intenção de esquecer tão facilmente o que foi feito contra minha pessoa, e não tenho necessidade de lhe dizer que o que for feito contra minha esposa eu considero também feito contra mim. Portanto, peço-lhe que reflita e comunique-me se está disposto a retirar suas palavras e a se desculpar ou se prefere romper as nossas relações.”

    Estes e outros materiais foram escondidos ou ignorados durante muitos anos. Primeiro pelo stalinismo, por razões óbvias. E depois, pela própria historiografia liberal, pois desses escritos emerge um Lenin que luta com todas as suas últimas forças contra a burocratização do partido e do Estado, e para impedir a degeneração completa da maior obra revolucionária de todos os tempos: a república soviética de operários, camponeses e soldados.


    Diário das secretárias

    Foi incluído também nesta coletânea o assim chamado Diário das secretárias, um conjunto de cadernos de notas, utilizados pelas secretárias de Lenin durante os últimos meses de trabalho do líder revolucionário. Nestas anotações, feitas por secretárias e estenografistas que eram ao mesmo tempo militantes e quadros bolcheviques, revela-se o lado mais humano de Lenin, seus hábitos, comentários isolados e reações em um momento tão difícil de adoecimento e perda progressiva de suas faculdades físicas. Além disso, nas entrelinhas do Diário ficam evidentes as limitações burocráticas às quais Lenin estava submetido por parte do Bureau Político, mais especificamente por parte de Stalin. Através das observações sobre a rotina de trabalho de Lenin, é possível reconstruir mentalmente o verdadeiro cordão sanitário construído em torno ao líder afastado, de forma que este soubesse o mínimo possível e opinasse menos ainda.




    Uma lição para o futuro

    Entre os materiais reunidos, há vários textos inéditos em português e outros que não eram publicados desde o final da década de 1970. A presente edição dos Últimos escritos foi enriquecida ainda com inúmeras notas explicativas, além de uma detalhada introdução histórica, que localiza cada tema em seu tempo e importância.

    Os Últimos escritos, bem como as anotações das secretárias, encerram-se no dia 06 de março de 1923, quando Lenin sofre o terceiro derrame, que o afasta definitivamente de toda e qualquer atividade política até sua morte, ocorrida em 21 de janeiro de 1924.

    Com a presente edição, esperamos dar uma ideia o mais completa e precisa possível a respeito do gigantesco trabalho de luta política e reflexão teórica realizado por Lenin em seus últimos dias. Como escreveu Trotsky em 1926, referindo-se a Lenin: “Seu pensamento trabalhou para a causa da libertação do proletariado até o exato momento em que se apagou por completo”. É nosso dever conhecer e levar a todos os operários conscientes esse trabalho.


    Ficha Técnica:

    Lenin, Vladimir Ilich.
    Últimos escritos e Diário das secretárias. São Paulo: Editora José Luis e Rosa Sundermann, 2012.
    160 p., 1ª edição.
    Preço: R$ 25


    Pedidos:

    vendas@editorasundermann.com.br
    Acesse o site da Editora Sundermann
    Tel: 11 - 3253 5801


    Retirado do Site do PSTU

    quarta-feira, 19 de outubro de 2011

    Editora Sundermann lança "Revolução e contrarrevolução na Alemanha", de Leon Trotsky

    Capa do livro
    Reconhecido amplamente como uma das mais brilhantes análises sociológicas e políticas de Trotsky, este clássico do marxismo chega agora às livrarias em nova edição, com tradução revista e notas históricas explicativas sobre o contexto em que foi escrito e os principais personagens envolvidos.

    Ao contrário do que muitas vezes imaginamos, as revoluções não são caminhos de mão única. Uma grande oportunidade histórica, se desperdiçada, pode acarretar em anos ou até mesmo décadas de desmoralização, medo e inação por parte da classe trabalhadora. Foi exatamente isso que aconteceu na Alemanha na primeira metade do século passado. Duas revoluções foram desperdiçadas: 1918 e 1923. Na terceira situação revolucionária aberta, por volta do início dos anos 1930, a burguesia, finalmente unificada em torno à figura de Hitler e aproveitando-se da divisão e confusão do proletariado, impôs a ditadura capitalista mais sangrenta já conhecida: o nazismo. Revolução e contrarrevolução caminham sempre juntas. Sem aprender a fundo esta lição, não se pode dirigir a luta da classe trabalhadora pelo socialismo.

    O livro que a Editora Sundermann apresenta agora ao leitor é o retrato da luta de Trotsky por uma política verdadeiramente revolucionária na Alemanha do entre-guerras, pela unidade da classe trabalhadora para barrar o crescimento do fascismo. Neste livro, obrigatório para todos aqueles que desejam fazer política revolucionária de verdade, o grande dirigente bolchevique expõe os princípios fundamentais da luta pela consciência das massas em uma situação de crise, decadência e desespero de toda uma nação. E apresenta uma saída onde esta parece não existir...

    Clique aqui e leia a apresentação do livro


    Ficha técnica:

    Trotsky, Leon.
    Revolução e contrarrevolução na Alemanha.
    Editora Instituto José Luís e Rosa Sundermann, 2011.
    352 p.
    1ª edição
    Tradução: Mario Pedrosa
    ISBN: 978-85-99156-63-6
    Preço: R$ 35


  • Clique aqui para comprar o livro, no site da Editora Sundermann


  • Retirado do Site do PSTU

    terça-feira, 30 de agosto de 2011

    Deu na imprensa: Publicação sobre direito trabalhista é lançada na UFRN

    Bacharel em Direito, Juary Chagas, aborda em seu livro o conceito de Direito na perspectiva marxista.


    Uma publicação sobre direito trabalhista sob um olhar marxista intitulado "Sociedade de Classe, Direito de Classe” será lançado na próxima terça-feira (30), às 18h30, no auditório “C” do CCHLA, próximo à Biblioteca Central Zila Mamede, na UFRN/Campus Natal.

    O livro foi escrito pelo bacharel em Direito e militante do PSTU, Juary Chagas e traz comentários sobre direito e trabalho, com a troca de mercadorias e como ele é usado para assegurar a exploração dos trabalhadores.

    Juary Chagas é um potiguar de 30 anos, bacharel em Direito e pós-graduando em Serviço Social (ambos pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e hoje, tem trabalhos voltados para a militância do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU).


    Retirado do Site nominuto.com

    sábado, 27 de agosto de 2011

    Militante do PSTU lança livro sobre direito na UFRN

    Na noite da próxima terça-feira, dia 30 de agosto, o militante do PSTU e diretor do Sindicato dos Bancários no Rio Grande do Norte, Juary Chagas, estará realizando o segundo evento de lançamento do seu livro “Sociedade de Classe, Direito de Classe”, publicado pela editora Sundermann. O livro traz uma abordagem sobre o conceito de Direito na perspectiva marxista, sua relação com a troca de mercadorias e como ele é usado para assegurar a exploração dos trabalhadores. O lançamento do livro será às 18h30, no auditório “C” do CCHLA, próximo à Biblioteca Central Zila Mamede, na UFRN/Campus Natal.

    O evento será promovido pelo Programa de Pós-graduação em Serviço Social da UFRN e na ocasião haverá uma palestra seguida de um debate com o autor, com participação do professor de Direito da UFRN, Zéu Palmeira. A professora Amanda Gurgel já confirmou presença. “O livro de Juary é fundamental para entender porque na greve dos professores do RN, por exemplo, nossa greve foi julgada ilegal e ainda fomos ameaçados de demissão, enquanto o Estado e os patrões rasgam todo dia a Constituição Brasileira com a conivência da Justiça.”, comentou Amanda.

    O autor do livro faz o convite ao lançamento: “Trata-se de uma humilde contribuição teórica, trabalhada em perspectiva marxista, a respeito do papel e do caráter do direito ao longo do desenvolvimento das sociedades. Será um prazer contar com a presença de todos os companheiros, colegas de trabalho e estudo, professores, intelectuais, estudantes, militantes políticos e ativistas dos movimentos sociais.”, destacou Juary.


    Perfil do autor

    O jovem potiguar Juary Chagas tem apenas 30 anos, mas já acumula uma intensa história militante em defesa dos trabalhadores e do socialismo. Em 2000, entrou para o movimento estudantil da UFRN e passou a lutar contra as reformas neoliberais na universidade. Quatro anos depois, começou a trabalhar no setor bancário e em 2006, participou da fundação da Conlutas (hoje Central Sindical e Popular - Conlutas). Posteriormente, ingressou no PSTU e foi eleito para a direção do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte. O autor já foi candidato a vice-prefeito de Natal (2008) e a Deputado Federal (2010). Bacharel em Direito e pós-graduando em Serviço Social (ambos pela UFRN), Juary Chagas está lançando seu livro Sociedade de Classe, Direito de Classe pela editora Sundermann. O livro traz uma abordagem marxista sobre o conceito de direito, sua relação com a troca de mercadorias e como ele é usado para assegurar a exploração dos trabalhadores.

    terça-feira, 16 de agosto de 2011

    Papo de redação: Juary Chagas



    "Na faculdade de direito eu procurei aliar a necessidade acadêmica de ter que produzir um trabalho para concluir o curso com um projeto político, com as ideias que eu defendo na minha militância. A forma de casar essas duas coisas foi construir um trabalho que pudesse localizar a discussão do direito, localizar o debate sobre a justiça dentro de uma perspectiva marxista" afirmou Juary.


    Existe como esse direito institucional funcionar dentro de um projeto político marxista?

    "Toda a construção do livro é orientada para procurar esclarecer essas questões. O tema central do trabalho é que a gente procura desenvolver o direito não como uma coisa que foi pensada em um determinado tempo para tentar dar a sociedade uma harmonia social da qual ela faz parte. O direito não surge porque a sociedade é harmônica e em determinadas circunstâncias essa harmonia é abalada. Aí se pensou a necessidade de instituir um instrumento regulador, punitivo, para tentar restabelecer essa harmonia social. É justamente nisso que a perspectiva marxista trabalha para desmistificar essa historia. O direito surge a partir do momento em que o ser humano se envolve em determinadas relações de produção da sua própria sobrevivência".

    Segundo Juary, "O homem que produzia apenas para a sua sobrevivência, num determinado momento, passa a produzir para além das suas próprias necessidades. Surgiu então a primeira necessidade histórica do homem transformar esses bens num determinado valor de uso, mas também num valor de troca. As primeiras relações jurídicas surgem a partir do surgimento da mercadoria, quando o homem passa a trocar essa mercadoria com outros sujeitos sociais. Então, esse vínculo contratual que faz uma mediação entre a troca de mercadorias é o embrião da forma jurídica. Quando surge esse excedente de produção, esses bens produzidos para além da capacidade de consumir, surgem também a possibilidade histórica de um determinado segmento social se apropriar desse excedente e também dos meios de produção, que em determinado tempo fizeram com que as mercadorias fossem transformadas em coisas com valor de troca".

    Para o autor, "Quando o direito surge de forma mais acabada ele se vincula a essas relações de produção e se joga para proteger essas relações. Por isso que, quando analisamos o direito do ponto de vista marxista, a gente percebe que ele surge como um instrumento para garantir a livre negociação de mercadorias e a ampliação desse circuito mercantil. Não por acaso, o direito surge também para assegurar os interesses da classe dominante. No escravismo as leis, a justiça, se voltavam para garantir uma normatização, uma legalização das relações sociais existentes. O direito existe como esse sistema de relações e o Estado está ali para aplicar o direito".


    Hoje existe uma grande discussão no meio do movimento popular, como a criminalização e o julgamento da ilegalidade da greve, que é um direito garantido pela Constituição Federal. Como você analisa isso?

    "A primeira coisa que a gente precisa compreender é que o direito é um instrumento que, surgindo da forma da mercadoria para garantir a sua livre circulação e sendo assegurado pelo poder do Estado, evidentemente que ele tem uma natureza de classe. E a natureza de classe do direito é a natureza da classe dominante. Então, o direito é um instrumento de manutenção dos interesses da classe dominante. No livro a gente traça toda essa perspectiva e faz uma análise nesse sentido. Aí a gente precisa estabelecer uma mediação para explicar como essas relações ocorrem no mundo real. O direito é um instrumento com natureza de classe, mas está sujeito a correlação de forças que existe nessa luta de classes. Então, quando alguma medida judicial vem no interesse da classe trabalhadora isso não significa simplesmente que foi a burguesia ou o Estado que concedeu, mas que houve uma luta entre as classes sociais que fez com que o direito consagrasse essa lei ou vantagem material. A diferença do capitalismo para as outras formas de organização econômica e social é que a burguesia entrega os anéis para não perder os dedos".

    Juary lembra que houve muitas lutas da classe trabalhadora para garantir o direito de greve na Constituição de 1988. "No final da década de 1970 e início da década de 1980 uma fortíssima mobilização social desencadeou o processo de redemocratização que culminou com a consagração da Constituição de 1988. Então, essa não foi uma concessão do direito. Essa foi uma conquista da luta da classe que foi consagrada pela imposição da luta".

    Ele afirma que nos momentos onde não há mobilização, aonde não há força política e social para encurralar o direito e o Estado, esses irão se colocar ao lado da classe dominante porque tem a ver com a sua natureza.


    Criminalização dos movimentos sociais...

    "Hoje estamos vendo um grande processo de criminalização dos movimentos sociais, inclusive com a justiça se posicionando de forma muito dura, arbitrária, truculenta, reacionária frente os movimentos e as greves. Um dos elementos a partir dos quais a gente pode explicar isso tem a ver com a incapacidade dos movimentos sociais, entendendo isso num sentido amplo, a organizar a classe trabalhadora para lutar. Isso se deve a todo um processo de domesticação dos sindicatos, das centrais sindicais, dos movimentos, principalmente os que estão ligados ao governo a partir da ascensão do PT à presidência da República. As principais entidades representativas dos trabalhadores que antigamente tiveram uma historia de lutas passaram a defender as políticas do governo. Evidentemente esse não é o único elemento, mas é um ponto importante para se analisar".


    Você deve ter aproveitado o espaço da sala de aula durante o curso de direito para debater esse conteúdo que se transformou no livro. Como ocorria isso e qual era a reação da turma na sala de aula?

    "Na verdade a construção do livro, mesmo quando ainda estava constituído como trabalho acadêmico, em nenhum momento foi resultado de algum processo mais avançado que existia na faculdade. O meio acadêmico no direito, e pode-se dizer em geral, é um meio extremamente conservador. Quando decidi fazer esse trabalho não tive nenhum apoio dentro da faculdade. Muito pelo contrário, eu tive fortes dificuldades de encontrar até mesmo professores que se dispusessem a orientar o trabalho. Eu tive a sorte de encontrar lá na faculdade o professor Zeu Palmeira que se dispôs a orientar o trabalho. Quando passamos para o processo de montagem da banca foi outra dificuldade. A teoria marxista que é trabalhada no direito não é somente marginalizada, ela é uma teoria combatida e muitas vezes até ridicularizada. O curso de direto hoje, não somente na UFRN, mas nas universidades em geral, é dominado por forças conservadoras. Esse é um debate que vai muito além da visão acadêmica. É um debate que passa também por um enfrentamento de visão de mundo, de interpretação da realidade e de interesses de classe. O direito é um curso bastante elitizado, onde a classe trabalhadora tem dificuldade de entrar pela sua concorrência. Pelo seu próprio conteúdo teórico, pela forma de interpretação da realidade que a maioria dos docentes assume dentro da academia, esse debate marxista é absolutamente marginalizado e combatido".


    Você coloca as dificuldades enfrentadas diante de uma academia reacionária. Como vê então o exercício da defesa do direito de classe?

    "Embora tenha um caráter intelectual, acadêmico, eu não tenho dúvidas de que trabalhos como esse tem o mérito de colocar uma discussão que tem a ver com um projeto de sociedade".


    Como transportar essa discussão, que já é difícil de ocorrer na academia, para a sociedade e o meio popular?

    "Muito embora esse tipo de trabalho tenha um viés acadêmico e intelectual pode e deve expressar questões que tocam o dia-a-dia da classe trabalhadora. Esse trabalho, antes de qualquer coisa, é um trabalho militante em defesa da luta da classe trabalhadora, em defesa da revolução socialista. O objetivo final é que esse trabalho possa influenciar de alguma maneira os movimentos sociais, os partidos políticos, a esquerda em geral, a classe trabalhadora como um todo para entender o direito, qual a sua natureza, de onde surge, como funciona. Acho que esse é o resumo do sentido prático desse trabalho".


    Como ampliar esse debate que o livro propõe e quais os espaços que tem sido ocupado para fazer valer esse debate?

    "Um trabalho como esse, que procura explicar justamente o que a classe dominante mais procura esconder, que é a luta de classes, evidentemente não vai ter nenhum espaço privilegiado dentro dos meios de comunicação que são controlados pela classe dominante. Então a gente procura trabalhar com os companheiros que estão do nosso lado nessa luta, que são as entidades combativas do movimento estudantil, os movimentos sociais, os sindicatos, os partidos políticos de esquerda, os coletivos de comunicação como o coletivo foque, que se coloca claramente como uma imprensa a serviço da classe trabalhadora. Esses são os nossos parceiros privilegiados. Esse é um trabalho tem lado, uma perspectiva marxista, que é advogar a luta por uma sociedade socialista".


    A gente sabe das dificuldades que é publicar em nosso país, imagine publicar um livro com esse conteúdo político marxista. Fale um pouco da editora que abriu espaço para essa publicação.

    "Publicar um livro é uma coisa muito dispendiosa financeiramente, não por acaso as publicações da burguesia dominam todas as livrarias e as bibliotecas, porque ela quem tem o papel, ela quem tem as máquinas de imprensa, ela quem tem o capital. Então, não é por acaso que é tão difícil se publicar, e mais ainda se publicar com uma perspectiva marxista de esquerda revolucionária. Nesse sentido iniciativas como a da editora Sundermann são fundamentais. Uma livraria e editora que se coloca com uma linha editorial claramente de esquerda, claramente em defesa da classe trabalhadora, claramente reivindicando o marxismo. E que se utiliza desses instrumentos para divulgar as ideias. Evidentemente que não é uma coisa fácil. É preciso a contribuição de pessoas que acreditam nesse projeto. mas vale a pena, por que a mesma medida das dificuldades é o tamanho dos nossos desafios de travar contra a burguesia uma luta no domínio econômico, político e também teórico".


    Um recado final para os leitores do Coletivo Foque.

    "Acredite nas suas próprias forças. A justiça que está aí não está ao lado da classe trabalhadora. Eventualmente ela pode se colocar ao lado da classe trabalhadora, mas quando isso acontece é por que os trabalhadores pressionam e lutam. A chave de tudo isso é que confiem nas suas próprias forças, se organizem e lutem, por que é só a luta que vai mudar a vida e, inclusive, obrigar o direito a consagrar realmente as conquistas".


    Retirado do Site do Coletivo Foque