Mostrando postagens com marcador 1º de maio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1º de maio. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de abril de 2013

Manifesto internacional: 'Viva o 1° de Maio classista, combativo e de luta'

O Encontro Internacional do Sindicalismo Alternativo realizado em Paris, França, de 22 a 24 de março último, do qual a CSP-Conlutas foi uma das organizadoras, aprovou entre outras resoluções, a divulgação de um manifesto conjunto no 1º de Maio. Este manifesto está sendo distribuído em dezenas de países, pelas entidades que participaram do encontro. Leia abaixo:

'Abaixo os planos de austeridade! Revogação imediata dos cortes e das reformas trabalhistas!'

Mais de sessenta organizações de diferentes países e quatro continentes, que participaram em Paris do Encontro Internacional do Sindicalismo Alternativo de 22 a 24 março de 2013, aqueles que se reuniram em Paris para apoiar um sindicalismo de confronto e de oposição ao sindicalismo dos pactos sociais, argumentam que a luta é o único caminho para a transformação social.

Acreditamos na democracia direta, no sindicalismo a partir das assembleias de base contra as cúpulas burocráticas, no internacionalismo, na luta internacional da classe trabalhadora e dos oprimidos (as).

Por ocasião da celebração do 1º de Maio, o Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora, manifestamos que:

1. O desenvolvimento atual crise econômica, política e social do sistema capitalista empurra os trabalhadores (as) e povos à miséria em muitos países e chega a uma autêntica catástrofe social.

2. Governos e instituições internacionais aplicam planos sociais de guerra e as catástrofes em decorrência dessa política contrastam com os bilhões de dólares em ajuda para bancos e com os vergonhosos casos de corrupção na alta hierarquia do sistema.

3. Não podemos continuar assim. Os governos, longe de corrigir a rejeição social, anunciam novas medidas de cortes de empregos, salários e direitos sociais, novas privatizações e pilhagem de países inteiros.

A defesa dos trabalhadores e dos povos, requer luta decidida contra este sistema que condena a humanidade à barbárie e à destruição do planeta. Exige abandonar toda falsa ilusão com as políticas de reformas sociais e com os governos que realizam esses planos de guerra social. Não há como voltar atrás nessa luta.

4. A classe trabalhadora do mundo e, em particular dos países europeus, travam batalhas decisivas hoje contra os governos da troika, se opondo aos planos dessa guerra social com suas próprias medidas e soluções oferecendo uma saída social e popular para esta crise.

Por isso dizemos:

Abaixo os planos de austeridade! Revogação imediata dos cortes e das reformas trabalhistas!
A defesa de um salário mínimo digno, emprego, saúde e educação pública, requer que as múltiplas lutas parciais, nas empresas e setoriais, que recorram ao velho continente e se unifiquem em torno de uma demanda urgente: Fora os governos e políticos austeridade! Que se vão! Não há volta atrás!
Nós afirmamos que sim, há recursos, se pode dar uma solução para a crise desde a defesa dos interesses dos trabalhadores e populares. Mas isso requer a aplicação de medidas anticapitalistas. Por isso defendemos a imediata suspensão dos pagamentos da dívida, dívida ilegítima que os trabalhadores e as pessoas não tem de pagar por ela.

A luta pelo emprego, pela divisão do trabalho e da riqueza necessita arrancar os recursos financeiros das mãos de banqueiros e especuladores. Nacionalização sem compensação dos bancos e empresas, as reformas fiscais para que paguem mais os que têm mais, para colocar esses recursos a serviço do único plano de resgate que está faltando, um plano de resgate para os trabalhadores e a maioria social (99%).

5. A classe trabalhadora, juntamente com outros movimentos sociais, protagonizaram as lutas com oprimidos (as) do mundo. Devemos, portanto, levantar as bandeiras da luta contra o machismo e todas as formas de opressão às mulheres, as bandeiras de luta contra a xenofobia, o racismo e todas as formas de opressão dos trabalhadores imigrantes; assim como as bandeiras de luta pelo direito à autodeterminação dos povos, pela defesa dos direitos de todas as nacionalidades oprimidas para exercer sua soberania. Sem a defesa consequente contra todas as formas de opressão não será possível a unidade da classe trabalhadora para a transformação e da justiça social.

6. Em um dia internacional de luta como o 1º  de Maio não pode faltar a mais firme solidariedade com todos os trabalhadores e povos do mundo que enfrentam o imperialismo e as ditaduras. Em particular, a nossa solidariedade para com os povos árabes do Oriente Médio, as comunidades indígenas e todas as lutas.

7. As organizações internacionais do sindicalismo alternativo estão empenhadas em preparar um 1º de Maio internacionalista e de luta, chamando outras organizações sindicalismo alternativo e aos movimentos sociais para grandes atos e manifestações alternativas as do sindicalismo institucional e burocrático, que sejam uma referência clara de classe e de combatividade.

8. A situação especial que vivemos na Europa e a recente experiência das lutas do recente 14 de novembro, nos obriga a realizar uma atividade de explicação geral, coordenação e iniciativas para a batalha por uma nova greve geral continental tenha continuidade até derrubarmos as políticas da troika e que os trabalhadores do mundo sejam os protagonistas de uma nova sociedade baseada na democracia participativa, liberdade e justiça social.


No ato unificado das organizações de esquerda em São Paulo, o 1º de maio na Sé, contará com apresentações de diversos coletivos de cultura, entre eles o CAS - Coeltivo de Artistas Socialistas.

Abertura – fala

Cultural – grupos Teatro Errante e Partida Teatral

1º bloco de falas - Pastoral e Movimentos

Cultural – Coletivo de Artistas Socialistas e Luta Popular

2º bloco de falas - Centrais Sindicais

Cultural – Extremo Leste Cartel

3º bloco de falas - Partidos Políticos

Cultural / Encerramento / Internacional – Cravos da Madrugada / Banda Exu do Raúl


LEIA MAIS

Encontro Internacional do sindicalismo alternativo e de luta: um encontro vitorioso

Veja a programação dos atos de 1º de Maio pelo país


Retirado do Site do PSTU

sábado, 27 de abril de 2013

PSTU impulsiona abaixo assinado por melhorias em bairros de Aracaju

Abaixo assinado faz parte da campanha dos moradores que exigem saneamento básico, iluminação pública e transporte de qualidade

 
Militantes do PSTU recolhem assinatura nos bairros

Os moradores dos bairros Santa Maria e 17 de Março, em Aracaju, lutam por melhorias na infraestrutura dos bairros. Como parte da campanha, circula um abaixo assinado que exige do prefeito João Alves Filho (DEM) obras de saneamento básico, iluminação pública e transporte de qualidade.

“O abaixo assinado é o primeiro passo da campanha que estamos organizando. Não suportamos mais conviver com esgoto a céu aberto, rua cheia de lama, onde só consegue passar pedestres. À noite, a escuridão contribui para o alto índice de criminalização e violência. Sem contar com a falta de ônibus, os poucos que têm são velhos e sujos. Um verdadeiro desrespeito com os morados”, disse o morador Erílio Bispo.

A campanha tem recebido um grande apoio dos moradores. “Já recolhemos quase mil assinaturas em poucos dias de campanha. As pessoas assinam e pedem folhas para ajudar na coleta de assinaturas. O povo não aguenta mais esperar, são anos vivendo nessa situação. Toda eleição os políticos vêm aqui, prometem melhorias e depois de eleitos desaparecem. Foi assim nos 12 anos de governo do PT e PCdoB e segue com o novo governo do DEM”, afirmou Erílio.


PSTU na campanha

O PSTU participa ativamente desta campanha junto com os moradores dos bairros Santa Maria e 17 de Março. “Os militantes do partido que residem nos dois bairros estão à frente desta luta. Estamos colhendo assinaturas nas ruas e nas feiras, convocando com carro de som e organizando reunião com os moradores. A população reconhece o papel que o partido vem contribuindo nesta luta”, destacou Vera Lúcia, presidente estadual do PSTU/SE.



Assembleia Popular

O abaixo assinado seguirá ocorrendo até meados do mês de maio quando será realizada a assembleia com os moradores dos bairros. “Estamos buscando um local com grande espaço para organizarmos uma assembleia com a população para debatermos os passos seguintes da campanha. Nessa assembleia, vamos organizar um comitê, definir a data de entrega do abaixo assinado ao prefeito e organizar um calendário de atividades”, falou Cilene Santana, moradora do bairro 17 de Março.


1º de maio

PSTU,PSOL, PCB, ANEL, CSP Conlutas e suas entidades filiadas irão organizar um ato público no dia 1º de maio no bairro Santa Maria. “Foi um consenso entre todas as entidades e partidos que o ato público do 1º de maio deve ser realizado no bairro Santa Maria como forma de fortalecer a luta que está sendo travada pelos moradores”, afirmou Deyvis Barros, diretor do Sindipetro AL/SE e da executiva estadual da CSP Conlutas.

O ato público será realizado no dia 1º de maio, quarta-feira, com concentração às 8h, em frente ao supermercado GBarbosa, no bairro Santa Maria.


Retirado do Site do PSTU

quarta-feira, 18 de abril de 2012

'O Congresso da CSP-Conlutas será o espaço onde as lutas se encontram'

Entre os dias 27 a 30 de abril, será realizado em Sumaré (SP), o I Congresso Nacional da CSP-Conlutas. Para falar sobre os desafios do congresso e como o evento está sendo preparado, o Opinião Socialista entrevistou dois membros da Secretaria Executiva Nacional da central, o bancário Sebastião Carlos “Cacau”, e o operário da construção civil, Atnágoras Lopes


Fotos: Kit Gaion
Atnágoras Lopes, operário da construção civil e dirigente da CSP-Conlutas
Qual é a importância desse congresso?

Sebastião Cacau - Além de consolidar a CSP-Conlutas, este congresso é ainda mais importante por causa do momento em que acontece. O ano passado, primeiro ano com Dilma, foi marcado pela retomada do ascenso sindical no país. De norte a sul ocorreram muitas greves e mobilizações dos trabalhadores, e com um grande destaque: a volta das mobilizações operárias, na construção civil, nas obras do PAC e nas montadoras de automóveis.

Nos canteiros das obras do PAC, foram verdadeiras rebeliões contra as condições de trabalho, enfrentando as empresas, os governos, a violência da polícia e as traições da burocracia sindical.

Todas essas mobilizações levaram a CSP-Conlutas a um plano de destaque nacional, pelo papel que a central cumpriu, levando apoio e solidariedade à mobilização.


A luta nos canteiros continua. Na semana passada, inclusive um operário morreu em Belo Monte...

Atnágoras Lopes - Sim. As condições de trabalho são revoltantes. Para se ter uma ideia, em 2009 foram libertadas 38 pessoas em condições de trabalho semi-escravo na obra de Jirau.

Nesta semana, pela primeira vez, eu tive a oportunidade de visitar Belo Monte. A situação é explosiva. Levei nossa solidariedade aos cerca de 43 mil operários que estão em uma forte greve nos canteiros das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, duas das principais obras do país. Além do aumento salarial e direitos, os trabalhadores denunciam abusos das forças policiais. Para garantir a obra, as tropas ocupam o local desde março de 2011, exibindo armamento pesado.

Agora, vamos denunciar essa situação e levar as reivindicações deles para a mesa nacional de negociação, onde também estão representantes do governo e dos consórcios.


Como isso vai se refletir no congresso?

Cacau - . O congresso será o espaço onde as lutas se encontram. Nós queremos que esses processos de luta se reflitam lá em Sumaré, inclusive com a presença de muitos dirigentes dessas mobilizações, lideranças das greves etc. E, obviamente, o congresso precisa aprovar campanhas políticas para o próximo período, que será, sem dúvida, de muitos enfrentamentos.

Uma dessas campanhas deve ser contra os crimes que estão sendo cometidos em nome da realização da Copa do Mundo. Além das greves nos estádios, hoje há uma jornada nacional de luta, contra os despejos e remoções que estão ocorrendo em larga escala nas obras dos estádios. Nessa mobilização tem destaque os setores do movimento popular que compõem a Resistência Urbana – Frente Nacional de Movimentos.


Qual é a expectativa para o congresso, em termos de delegações?

Cacau - Devemos reunir cerca de 2.500 participantes, entre delegados e observadores. Além dos sindicatos e movimentos populares urbanos e rurais, estarão presentes os movimentos de luta contra as opressões e o movimento estudantil, representado pela Assembleia Nacional de Estudantes-Livre (ANEL).

Na véspera do Congresso teremos ainda um encontro das mulheres trabalhadoras que se organizam na CSP-Conlutas, junto com o Movimento Mulheres em Luta (MML), para tratar da luta da mulher trabalhadora contra a opressão e a atuação com os sindicatos (leia na página seguinte).


Há aproximações de entidades, como a Fenasps, e também a adesão de novos sindicatos. Como você avalia esse processo?

Cacau - A CSP-Conlutas, embora seja uma central minoritária, se fortaleceu no último período e temos a possibilidade de trazer ao Congresso não só as representações das entidades filiadas, mas uma vanguarda mais ampla, organizada em seus locais de trabalho, de moradia e nas escolas. E também das entidades que ainda não se decidiram pela filiação à nossa Central, mas nos vêem com simpatia.

Nós continuamos perseguindo o objetivo da unidade dos setores combativos numa mesma central sindical e popular classista. O CONCLAT, em 2010, apesar da ruptura de um setor minoritário, deu passos nesse sentido. Temos agora a possibilidade de seguir avançando.

Nesse sentido, valorizamos muito a posição assumida pela diretoria da FENASPS [federação que representa os trabalhadores da Seguridade Social], que decidiu participar do Congresso com observadores e convidados. É um passo significativo e que fortalece a construção de um pólo classista e socialista, em uma mesma organização nacional.

Além da Fenasps, no Congresso devem se refletir outros processos de aproximação e de organização da nossa classe, dentre eles de sindicatos do setor metro-ferroviário, dos correios, petroleiros, do judiciário estadual, de diversos movimentos populares do campo e da cidade, movimentos quilombolas, além de processos regionais como o que ocorre em Goiás, com a filiação de vários sindicatos oriundos da UGT [União Geral dos Trabalhadores] à nossa Central.


O congresso vai ocorrer às vésperas do 1º de Maio. O que estão programando para a data?
 

Atnágoras - Vamos fazer um grande ato nacional para comemorar o dia internacional dos trabalhadores. Na prática, o ato vai fechar a programação do I Congresso da CSP-Conlutas. Será um ato classista, organizado pelos sindicatos e demais entidades de classe, sem financiamento das empresas, governos e ONGs, na cidade de São Paulo.

Reunirá os milhares de trabalhadores e trabalhadoras presentes ao Congresso e delegações de diversos estados, levantando bem alto as bandeiras de luta dos movimentos sindicais, estudantis e populares brasileiros, abandonadas pela maioria das direções, hoje alinhadas com as políticas dos governos.

Cacau – E vai ser um ato em muitas línguas. Vamos ter a presença da delegação internacional, dos representantes das dezenas de países que virão ao Congresso. Trabalhadores da Espanha, Portugal, Itália, França; Japão, Argentina; Costa Rica, Moçambique, enfim, do mundo todo. Isso vai enriquecer muito o ato, e confirma a vocação internacionalista da CSP-Conlutas e nosso compromisso com a luta dos trabalhadores em todo o mundo, contra o capital e por uma sociedade sem exploração.

Em seguida, nos dias 2 e 3 de maio, teremos uma reunião internacional, aqui em São Paulo, com representantes destas diversas organizações e movimentos. Essa reuinão foi chamada por nós e pelo Solidaires. Vamos ter, por exemplo, representantes de países africanos, que lutam contra a exploração da Vale e que poderão contar com nosso apoio contra a multinacional... O pessoal do Solidaires, da França, tem uma experiência de sindicalismo parecida com a nossa, que busca a independência e o classismo. Esse encontro internacional é muito importante, para aprofundar os laços de solidariedade, trocar experiências e apontar para campanhas e lutas comuns da CSP-Conlutas e organizações parceiras.


Cacau, bancário e da Executiva da CSP-Conlutas


Porque a escolha do tema do congresso, sobre a organização de base?

Cacau - A organização de base, nos locais de trabalho, é fundamental. É requisito para que haja democracia em nossas entidades e movimentos. E mais: funciona como uma vacina para combater a burocratização, um mal que afeta tantos e tantos sindicatos e centrais.

Esse debate é muito grande e não há fórmula pronta. Não pode ser tratada como uma formalidade... do tipo, “ah tem comissão de base? Pronto. Tá resolvido”. Não é assim, simples...

Por isso estamos dedicando grande parte de nossos esforços a esse tema. Em novembro passado, fizemos um Seminário Nacional, com 240 ativistas, gente que atua em comissões de base, comissões de fábrica, comandos, delegados e representantes sindicais, Cipas, oposições etc.

Foi uma ótima atividade. Principalmente pela variedade de setores presentes: construção civil, químicos, metalúrgicos, petroleiros, gráficos, costureiras, servidores públicos, bancários, comerciários etc... Foi uma troca, com relatos de experiências e, claro, muitas propostas sobre o que temos de fazer para revolucionar a atuação dos sindicatos, permitir que a base participe, decida, seja parte da vida política dos sindicatos. Em especial em relação às mulheres, que, diante da opressão a que são submetidas e da dupla jornada, têm mais dificuldade em participar da vida do sindicato, de ir numa assembleia à noite.

O Seminário construiu propostas que orientam a nossa intervenção nas entidades e as campanhas de nossa Central sobre o tema. Essas propostas serão agora discutidas no Congresso e transformadas em resoluções.

Atnágoras - Estamos avançando na compreensão deste tema, mas ele tem ainda um aspecto estratégico. Quando organizamos os trabalhadores na base, criando condições para que discutam, atuem sobre aquela realidade, discutam o assédio do encarregado, entre outras coisas e, principalmente, decidam, estamos plantando uma semente. Estamos diante de situações onde trabalhadores e trabalhadoras acumulam experiência no exercício do poder. Não esperam a diretoria do sindicato dizer o que tem de ser feito. Isso é fundamental para o futuro, para a sociedade que queremos construir, que será gerida pela maioria, pela nossa classe.

Nós não queremos que os trabalhadores se organizem pela base apenas para as lutas específicas. Queremos que exerçam o poder, de olho no futuro. Esse é o nosso sonho, como está no lema do Congresso, do poema de Carlos Drummond de Andrade, conterrâneo do meu amigo Cacau... (risos)... “O futuro é tão grande... Vamos juntos, de mãos dadas”.


Fique atento ao calendário

15 a 20 de abril -Eleição dos(as) delegados(as) das organizações estudantis e movimentos de luta contra a opressão

27 a 30 de abril - I Congresso da Central Sindical e Popular – Conlutas

1º de Maio - ato em São Paulo com as delegações presentes ao Congresso

2 e 3 de maio – Reunião Internacional em São Paulo

Mais informações no site do congresso


Retirado do Site do PSTU

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ato e repressão policial marcam 1º de maio de luta em São Paulo

PM prende um manifestante acusado de desacatar um policial e o agredir com “uma camiseta”


PM's lançam gás de pimenta contra manifestantes
Tinha tudo para ser um ato pacífico dos setores independentes e combativos no já tradicional 1º de maio na Praça da Sé, em São Paulo. Não fosse por uma ação estúpida e truculenta da Polícia Militar.

Cerca de 2 mil manifestantes de diversas entidades, partidos e movimentos sociais se concentravam para o início da manifestação, quando uma estranha movimentação foi percebida na parte de trás da praça, próxima à base comunitária da polícia. Logo a confirmação: a PM acabava de deter uma pessoa.

Centenas de manifestantes cercaram a base, onde os policiais mantinham o ativista detido. A Força Tática foi logo acionada e os policiais se posicionaram com escudos, cercando a base e lançando gás de pimenta nos manifestantes. Os ativistas cercaram então a viatura policial, a fim de impedir que a PM conduzisse o manifestante à delegacia.

Foi aí que a PM irrompeu com violência contra a multidão, lançando bombas de gás e tiros de borracha na direção dos manifestantes, muitos deles idosos e crianças. O ativista Isaías Silva Carvalho, do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) foi ferido por duas balas de borracha no peito, que deixaram enormes feridas.

Questionado pela reportagem do Portal do PSTU sobre o motivo da prisão, o oficial presente no momento, tenente Moura, afirmou que o ativista teria “desacatado” um PM. ”Ele estava importunando as pessoas, a PM foi acionada e o elemento agrediu o policial com uma camiseta e começou a xingá-lo”, afirmou o tenente.


Ativista ferido durante repressão policial

Mesmo com a truculenta ação policial, o ato não foi disperso. Os ativistas logo se reorganizaram e deram prosseguimento à manifestação.


Ato independente e de luta

”Aqui na Praça da Sé estão os que não se renderam, os que ainda acreditam na ação direta e na luta dos trabalhadores”, afirmou João Zafalão, dirigente da Apeoesp pela oposição, ao descrever a razão daquele protesto, num momento em que as grandes centrais promovem, no dia do trabalhador, mega-shows patrocinados pelos governos e grandes empresas.

Além da CSP-Conlutas, marcaram presença a Intersindical, a ANEL, o MTST, além de sindicatos como o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o Sindsef-SP, entre outros. Entre os partidos estiveram o PSTU, PSOL, PCB, PCR, além de outras correntes de esquerda. Movimentos de luta contra a homofobia, o machismo e o racismo também estiveram presentes.




Resistência

Os ativistas mostraram que, no Dia do Trabalhador, não há o que comemorar, apesar do crescimento econômico alardeado pelo governo. “O governo perpetua o massacre contra os trabalhadores, principalmente nas obras do PAC; eles querem voltar ao tempo da escravidão”, afirmou o dirigente da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, referindo-se à rebelião dos operários da construção civil contra os baixos salários e as más condições de trabalho nos canteiros de obra.

Já o dirigente do PSTU, Dirceu Travesso, lembrou cada luta representada naquele momento na Praça da Sé: a dos sem-tetos, dos servidores públicos federais, dos trabalhadores terceirizados da USP. “Precisamos também ir além e transformar essas lutas numa luta contra o machismo, o racismo, a homofobia”, discursou.

Travesso citou ainda a revolução árabe ao afirmar que ”passamos muito tempo ouvindo que não há possibilidade de uma revolução social, e agora os trabalhadores árabes mostram na prática que isso é sim possível”. E, em referência à repressão ocorrida momentos antes, afirmou que “quando o povo resolver se levantar, não será meia dúzia de guardinhas que irá conter, nem exércitos inteiros, como mostra a luta do povo árabe”.


Retirado do Site do PSTU

domingo, 2 de maio de 2010

Mesmo sem sorteio de prêmios, trabalhadores participam do 1º de Maio classista na Sé

Mesmo sem sorteio de prêmios, como nos atos da CUT e da Força Sindical, milhares de trabalhadores foram à Praça da Sé. Pré-candidato do PSTU, Zé Maria, participou da manifestação
___________________________________________________________


Mesmo sem sorteio de prêmios, 3 mil pessoas foram à Sé


O 1º de Maio de luta na Praça da Sé, centro de São Paulo, reuniu cerca de 3 mil pessoas e diversas entidades sindicais e de movimentos sociais, estudantis e populares, pastorais, além de partidos de esquerda, como o PSTU, PSOL e PCB. Diferenciando-se dos atos-shows realizados pelas centrais atreladas ao Estado, o ato foi a expressão da independência dos setores combativos.

“É com muito orgulho que estamos aqui, junto com entidades como o MTST, a Pastoral Operária, as entidades de luta que, desde 1999, vêm fazendo esse 1º de Maio de luta”, afirmou Dirceu Travesso, pela Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas). O dirigente lembrou das diversas lutas que ocorrem em todo o mundo, desde a Europa, na Grécia e Espanha, até o Haiti, onde os trabalhadores se levantam contra os ataques do capital.

Travesso denunciou o governo Lula, que veta o reajuste nas aposentadorias ao mesmo tempo em que destina “mais de 300 bilhões a banqueiros e empresários durante a crise” lembrou dos desafios colocados pela esquerda neste ano. “Em junho vamos dar mais um passo na unificação da luta e da resistência, avançando na unidade”, disse ainda Dirceu, referindo-se ao Congresso de Unificação em junho que deve selar a fusão entre Conlutas e Intersindical.


Lutas

Foram lembradas, durante o ato, diversas lutas que já ocorreram este ano, como a greve dos professores da rede estadual, que enfrentou o autoritarismo do governo Serra. Os servidores do Ibama, em greve desde o dia 9, também foram lembrados. Teve ainda destaque a luta por moradia pelos sem-teto, principalmente a luta que se desenvolve no Jardim Pantanal, área alagada no início do ano, além da luta dos sem-terra.

“Enquanto tiver muita gente sem-terra e muita terra sem gente, vamos continuar ocupando”, discursou Guilherme Boulos, da direção do MTST.


Eleições

Num ano eleitoral, o tema das eleições e a esquerda não poderia ficar de fora. O dirigente nacional do PSTU, José Maria de Almeida, o Zé Maria, pré-candidato à presidência, indicou o objetivo desse processo para o partido. “Nas eleições, queremos elevar as lutas salariais e pelas questões imediatas para uma luta política, uma luta revolucionária e socialista”, disse.

Zé Maria explicou a razão desse ano não ter sido possível a reedição de uma frente de esquerda. “Achamos que uma campanha, a fim de se diferenciar das demais candidaturas e apontar a necessidade do socialismo, deva começar pela ruptura do imperialismo e a expropriação das grandes empresas e multinacionais”, afirmou, lembrando ainda a necessidade de a campanha ser totalmente financiada pelos trabalhadores, sem o financiamento das empresas. Esses princípios, assim, tornaram impossível a unidade com o PSOL nas eleições.

O pré-candidato à presidência pelo PSTU, porém, fez questão de deixar claro que a divisão nas eleições não pode significar a divisão das lutas. Chamando o pré-candidato pelo PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, à frente do palco, Zé disse que “não podemos esquecer o fundamental que é a unidade na luta”. “O eixo da nossa campanha é o ataque a Lula e Serra, que representam a mesma política”, disse.

Já Plínio demonstrou a mesma preocupação, assegurando a defesa da unidade e lembrando do congresso de unificação em junho, que pretende juntar, segundo ele, os setores honestos e realmente de luta do sindicalismo. O pré-candidato do PSOL ressaltou ainda a importância do 1º de Maio de luta, fazendo uma brincadeira com os ativistas: “alguém viu meu cupom por aí? Vão sortear um carro, né?”, disse. Às vais dos ativistas, Plínio disse: “Ué, mas não vão dar nem um carrinho? Nem um apartamentinho? E vocês todos estão aqui?!”

“Nem Dilma, Nem o Serra, qualquer um deles, o trabalhador se ferra!” , gritaram os ativistas ao fim dos discursos. Como é tradição no 1º de Maio de luta, o ato terminou com a Internacional Socialista, tendo acompanhamento do Coletivo Mariguela, um animado grupo musical que acompanhou todo o ato.


Retirado do Site do PSTU