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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Bancários de todo o país cruzam os braços por salários e direitos

Cinco maiores bancos do país lucraram juntos R$ 46 bilhões em 2011


Bancários de todo o país cruzaram os braços

Bancários de todo o país cruzaram os braços a partir do dia 18 de setembro. É a resposta dos trabalhadores à intransigência da Federação Nacional dos Bancos (FENABAN), que se nega a atender às reivindicações apresentadas pela categoria.

Os banqueiros são hoje o setor que têm a taxa mais alta de lucratividade do país. Os cinco maiores bancos lucraram R$ 46 bilhões em 2011 ,o que significa, de forma aproximada, 20% sobre o seu patrimônio liquido. Ou seja, em apenas cinco anos, o lucro alcançado possibilita o retorno ao banqueiro de todo o patrimônio investido. Enquanto isso, as 500 maiores empresas do país têm uma taxa de lucratividade bem menor: 8,2%, segundo a revista Exame.

Apesar de estarem ganhando muito, os banqueiros pagam salários cada vez piores aos seus funcionários, e impõem um ritmo de trabalho cada vez mais enlouquecedor. Para se ter uma idéia, em 1995 um bancário do Banco do Brasil tinha um salário médio em torno de 20 salários mínimos e, em 2010, recebia apenas 7,5 salários mínimos. Para aumentar ainda mais a lucratividade, os bancos desrepeitam a lei, burlando a jornada de 6 horas assegurada pela CLT e não garantindo a igualdade de salários e direitos entre antigos e novos funcionários. Nos bancos privados, a rotatividade é altíssima, pois os banqueiros demitem para contratar funcionários mais novos, com salários menores e menos direitos.

 

Salários pioram no governo do PT
 

Durante os governos de Lula e Dilma, o quadro somente se agravou. Os lucros dos bancos são cada vez maiores e superiores aos dos principais setores da economia. No inicio do governo Lula, em 2002, o lucro total do sistema financeiro foi de R$ 20,595 bilhões, passando para R$ 67,134 bilhões em 2010, final do governo. Em 2011, primeiro ano do governo Dilma, o sistema financeiro atingiu o maior lucro de sua história, chegando à cifra dos R$ 72,356 bilhões.

Os salários também pioraram. No começo do governo Lula, um funcionário do BB recebia, em media, 11,2 salários mínimos e, no final do seu governo, recebia 7,5 salários. O mesmo se repetiu nos demais bancos: de 10,4 para 5,9 salários mínimos no Itaú e de 7,1 para 6,9 na Caixa Econômica Federal. Além disso, Lula, e agora Dilma, poderiam evitar o grande número de demissões nos bancos privados, ratificando a convenção 158 da OIT, que proíbe demissões imotivadas, mas não o fizeram. Com isso, continuaram privilegiando os lucros dos banqueiros em detrimento dos trabalhadores.



 

Reação e greve
 

A categoria bancária tem reagido a essa situação. Desde 2003, em todos os anos, a categoria vai à luta, realizando importantes paralisações. Neste ano, não será diferente. A FENABAN ofereceu 6% de reajuste e, no país todo, os bancários rejeitaram essa proposta e decidiram ir à greve por tempo indeterminado a partir do dia 18.

Em todas estas greves, a vanguarda do movimento tem sido os bancos públicos, motivo pelo qual ganham importância as pautas especificas do BB e da CEF. Que passa centralmente pelo cumprimento da jornada de seis horas no BB e pela luta pela isonomia na CEF.

A Articulação Sindical, que dirige a maioria dos sindicatos de bancários do país, não tem o menor interesse em dar peso às pautas específicas do BB e CEF, pois isso significaria ter que bater de frente com o governo que apóiam e dar peso ao setor mais organizado, o que significaria também perder o controle do movimento. Para esconder o governo, devem manter o centro da negociação na mesa única da FENABAN, que reúne bancos privados e públicos.

Um outro entrave imposto pela direção burocrática ao movimento é a falta de democracia, que afasta cada vez mais a base e, consequentemente, enfraquece o movimento. Bancários ligados ao Movimento Nacional de Oposição Bancaria (MNOB), que é filiado à CSP-Conlutas, lutam para envolver o conjunto da categoria na construção do movimento, cobrando da direção assembléias democráticas e comandos de greve abertos, com poder de decidir sobre os rumos do movimento.

Os trabalhadores do Banco do Estado do Pará, o Banpará, estão mostrando o caminho. Contra a vontade de seu sindicato, e passando por cima do calendário do Comando Nacional e da CONTRAF/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), já estão em greve desde o dia 4 de setembro e não aceitam que os parâmetros de seu acordo sejam estabelecidos a partir da mesa única da FENABAN. O sindicato de Florianópolis, apesar de ser filiado à CUT, também dá um exemplo, quando chama a categoria para comandar o movimento, participando do comando de greve, e coloca à sua disposição a estrutura do sindicato.

Para fortalecer a greve, o MNOB defende também a unificação da campanha salarial com outras categorias, como metalúrgicos, petroleiros, químicos e, especialmente, com os trabalhadores dos correios, que também devem iniciar uma greve nos próximos dias.

 

Oposiçao não concorda com a pauta rebaixada da CONTRAF/CUT
 

O Movimento Nacional de Oposição Bancária não aceita a pauta rebaixada estabelecida pelos sindicatos cutistas que estão reunidos na CONTRAF/CUT. Por isso, defendem uma pauta alternativa, apresentada aos banqueiros pelos sindicatos do Rio Grande do Norte, Maranhão e Bauru. Nela, exigem a reposição das perdas salariais dos bancos privados e públicos, volta do antigo Plano de Cargos e Salários do Banco do Brasil e PLR linear, dentre outras bandeiras que todo o movimento sempre defendeu, mas que as entidades governistas abandonaram depois da eleição de Lula.


Retirado do Site do PSTU

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Segundo semestre tem categorias de peso em campanha salarial

Bancários já definiram indicativo de greve nacional para 18 de setembro


Bancários do Banpará estão parados desde o dia 4

Após a forte greve dos servidores públicos federais, importantes categorias do setor público e privado começam a se mover e prometem um segundo semestre bastante agitado. Bancários, petroleiros, metalúrgicos, operários da construção civil e os trabalhadores dos Correios estão começando agora suas campanhas salariais e já mostram grande disposição de luta.


Greve dia 18
 

Bancários de todo o país já definiram indicativo de greve para o próximo dia 18, após a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ter se mantido intransigente na reunião de negociação que ocorreu no dia 3 de setembro. Esse dia foi marcado por mobilizações da categoria. Em São Paulo, os funcionários do Banco do Brasil e o Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB), filiado à CSP-Conlutas, participaram de um protesto que parou por uma hora o Complexo São João, maior prédio do banco na cidade, com 1800 bancários.

Os bancários do Banco do Brasil reivindicam reposição das perdas salariais; carga horária de seis horas para todos, sem redução de salário; isonomia entre os concursados pré e pós ano de 1998, entre outras reivindicações.

Segundo o membro do MNOB, Bento José, a direção do Sindicato de dos Bancários de São Paulo e a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) não defendem como prioridade as reais necessidades dos bancários. “Eles não tomam como prioridade tratar de pontos estruturais e igualmente importantes para nós, como seis horas para todos, sem redução de salários, e a questão da isonomia entre novos e antigos funcionários, pois essa é uma reivindicação principalmente dos bancos públicos e leva a mobilização. Para eles, não é interessante enfrentar o governo”, justifica Bento.

A prioridade do MNOB na campanha salarial é a luta pela jornada de seis horas sem redução nos salários, isonomia para todos (mesmo direitos para antigos, novos e bancários de bancos incorporados, reposição das perdas salariais e ratificação da convenção 158 da OIT, que proíbe a demissão imotivada). Já houve quatro rodadas de negociação, mas a proposta de apenas 6%, apresentada pela Fenaban, foi recusada.

Já os bancários do Banpará, banco do Estado do Pará, estão em greve desde o dia 4. O banco conta com 1,3 mil funcionários e a paralisação atinge a capital Belém e as agências do interior.

 

Petroleiros
 

Os petroleiros também estão batendo de frente com a intransigência da empresa. Na categoria, as negociações ocorrem via FUP (Federação Única dos Petroleiros, ligada à CUT) e FNP (Federação Nacional dos Petroleiros, que conta com a participação da CSP-Conlutas). Enquanto a FUP aceita as condições impostas pela Petrobras, de não negociar as cláusulas sociais, mas apenas as econômicas no acordo coletivo de trabalho, a FNP não aceita qualquer limitação pré-estabelecida pela estatal.

Após muita pressão, a Petrobrás finalmente aceitou realizar uma reunião com a FNP no último dia 5, no Rio de Janeiro. Porém, o encontro terminou em impasse. Além de colocar a limitação das cláusulas sociais, a empresa não avançou na reivindicação dos petroleiros.

Baseados na pauta histórica aprovada pela categoria, os dirigentes reivindicam o ICV-DIEESE (Índice de Custo de Vida) e 10% de ganho real, o que totaliza 16% – incorporada ao salário básico da categoria. Outro ponto importante da reunião foi a cobrança dos dirigentes da FNP para que a proposta da companhia seja entregue para as duas federações no mesmo dia, sem privilégios. A reivindicação não é à toa. Na última campanha de PLR, um episódio lamentável indignou não apenas os dirigentes, mas uma parcela significativa dos trabalhadores representados pela FNP. Na época, a empresa entregou a proposta antecipadamente à FUP, que divulgou para toda a categoria, enquanto a companhia não havia sequer se reunido com a FNP. Agindo dessa forma, o RH assume publicamente o seu atrelamento com a FUP. A FNP exigiu que esse episódio não se repita.

Nova rodada de negociação acontece nos dias 13 e 14 de setembro. Durante os dois dias, a FNP vai apresentar a pauta de reivindicações e os eixos da campanha, baseado nas reivindicações dos petroleiros.

 

CSP-Conlutas defende unificação
 

Na reunião ampliada da Secretaria Executiva Nacional, realizada no dia 5 de setembro, a CSP-Conlutas aprovou empreender esforços pela unificação das campanhas salariais em curso no país. Nisto está a busca por um calendário comum de atos conjuntos das categorias em luta, com o indicativo dos dias 18 e 19 de setembro.


Retirado do Site do PSTU

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Ao Sindicato de Bancários de SP, Osasco e Região: Repressão na CABB-SP

Na quinta-feria, dia 12 de julho, um novo episódio de repressão e assédio moral aconteceu na Central de Atendimento do BB de SP. Vários atendentes foram chamados de surpresa para reuniões com gerentes de área, que duravam em torno de uma hora. Nas reuniões os administradores apresentavam uma relação de atrasos, discordâncias no ponto eletrônico e faltas não autorizadas, mostrando o quanto estes funcionários estão vulneráveis, intimidando-os. Ao final, da reunião, emitiam um documento, entitulado “ata de reunião”, tendo como conteúdo a relação de faltas, atrasos, discordâncias do ponto eletrônico, a ciência destes e o alerta de que poderiam  ser demitidos pelo banco. Nesta situação constrangedora, os colegas eram pressionados a assinarem esta “ata” que apresenta também código de sigilo ($40).  Sendo este documento confidencial, o Banco fica protegido e o colega refém do Banco, impedido de apresentar este documento em qualquer circunstância.

Essa forma de assédio é uma novidade no BB, implementada pelo Gerente Geral Claudio Rocha, que inclusive não tem base nos normativos do banco.  Ela vem somar-se ao número abusivo de pedidos de informação, aos vários tipos de constrangimentos e controle que os funcionários sofrem, além da anotação irregular que foi feita na GDP, depois da ultima paralisação.

Essa nova medida repressora é um total desrespeito aos funcionários e ao movimento sindical. Acontece um dia após uma reunião nacional de negociação com o banco, onde foi feita a exigência de que o banco reverta as anotações na GDP dos funcionários da Central. Também já foi feita denúncia ao Ministério Público do Trabalho contra o gestor Claudio Rocha e o seu nome foi denunciado a nível nacional no Boletim do MNOB.

A política da diretoria do Sindicato de SP de desmarcar a paralisação que foi aprovada no II Encontro Nacional dos Atendentes de CABB’s e que estava articulada com as Centrais de Salvador e São José dos Pinhais foi um elemento fundamental para gerência do banco se sentir forte e tomar a medida repressiva de quinta-feira.

Exigimos que o Sindicato de SP reveja sua postura e em conjunto com os delegados sindicais da CABB, marcando um novo dia de paralisação, ainda para esse mês. Que o sindicato faça uma denúncia com o nome do gerente geral Cláudio Rocha na Folha Bancária, que exija, na negociação com o banco, o fim da repressão dentro da CABB-SP e por último, denuncie junto a justiça e ao ministério do trabalho esse novo episódio de irregularidades e assédio moral.

Assinam Delegados Sindicais da Verbo Divino

Fabiana Borges (Babi)
Erika Valadares
Maria Valeria (Belela)
Hugo Lacerda


Retirado do Site da CSP-Conlutas

sábado, 15 de outubro de 2011

RN: Ato unificado reúne categorias em greve

Manifestantes na Av. Rio Branco
A Av. Rio Branco, no centro de Natal, foi tomada por diversas categorias de trabalhadores em greve nesta quinta-feira 13. A caminhada reuniu bancários, funcionários da rede estadual de educação e servidores da administração indireta do Rio Grande do Norte em protesto contra a intransigência dos bancos e do governo de Dilma Rousseff (PT), além da falta de compromisso do governo de Rosalba Ciarlini (DEM). Os bancários cobraram reajuste salarial e denunciaram os lucros astronômicos dos banqueiros. Já os funcionários da educação e os servidores da administração indireta, como os do Detran, da Fundação José Augusto e da Emater, exigiram o cumprimento dos acordos feitos com o governo do estado em julho deste ano, referentes às atualizações dos seus planos de cargos.

A manifestação, organizada pela CSP-Conlutas, Sinte/RN, Sinai e Sindicato dos Bancários, além de outras centrais sindicais, foi encerrada em frente ao Banco do Brasil da Av. Rio Branco. O PSTU participou do protesto em apoio à luta dos trabalhadores. "Esse ato unificado das categorias federais e estaduais em greve é uma iniciativa muito importante para fortalecer a luta corporativa desses setores, mas não apenas. É unindo toda a classe trabalhadora que podemos de fato conquistar e dobrar a intransigência dos governos Rosalba e Dilma, que têm tentado criminalizar o movimento dos trabalhadores, seja através da justiça, seja através das ameaças de desconto e corte de ponto.", afirmou Juary Chagas, diretor do Sindicato dos Bancários e militante do PSTU.

Juary Chagas disse também que o Movimento Nacional da Oposição Bancária (MNOB/CSP-Conlutas) reivindica 26% de reajuste salarial para toda a categoria, um plano de reposição das perdas nos bancos públicos, isonomia, estabilidade no emprego, entre outras reivindicações. "Infelizmente, a CONTRAF (confederação nacional ligada à CUT) decidiu por reivindicar apenas um reajuste de 12,8%, que está muito aquém do lucro astronômico dos bancos.", explicou Juary.

Alexandre Guedes, da CSP-Conlutas

Alexandre Guedes, membro do comando de greve do Detran/RN e da CSP-Conlutas, denunciou o governo de Rosalba Ciarlini (DEM) por não cumprir o acordo com a categoria e deixar de pagar o plano de cargos dos servidores. "No Detran, por exemplo, um dos órgãos mais ricos do Estado, a arrecadação cresceu bastante. De R$ 61,4 milhões em 2007 passou para R$ 80,8 milhões em 2010. São R$ 20 milhões a mais em apenas 3 anos. Segundo informações do próprio governo, a implantação de todos os planos de cargos tem um custo de R$ 25 milhões mensais. Portanto, as condições são totalmente favoráveis para a quitação desse débito com o funcionalismo. O governo estadual não tem do que reclamar. Tem arrecadado muito. O calote é um absurdo.", destacou Alexandre.

A luta para que o governo federal invista imediatamente 10% do PIB (Produto Interno Bruto) Nacional em educação pública também esteve representada no protesto unificado. "Nós acreditamos na importância da unificação do movimento estudantil com o movimento de trabalhadores. O governo Dilma prepara agora um novo ataque à educação com o novo PNE e é por isso que estudantes e trabalhadores devem se unir para exigir o investimento de 10% do PIB na educação e o fim dos ataques contra os direitos sociais.", defendeu Géssica Régis, militante da Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre (ANEL).






Retirado do Blog do PSTU/RN

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A greve dos bancários e a unidade entre governo, direções sindicais e capital financeiro

Greve dos bancários é a mais forte em anos
Na noite de 26 de setembro, bancários de todo o país ergueram seus braços em assembléia para deflagrar a greve da categoria por tempo indeterminado. Os trabalhadores rejeitaram a oferta de 8% de aumento (apenas 0,56% acima da inflação) apresentado pela FENABAN (Federação Nacional dos Bancos) e pelo governo Dilma, uma vez que esta proposta está muito aquém das reivindicações da categoria e dos altíssimos índices de lucratividade dos bancos brasileiros.

A greve dos bancários é uma luta duríssima. Trata-se de um embate entre uma parte da classe trabalhadora e o setor patronal mais poderoso do país. Entretanto, os bancários não somente têm enfrentado a truculência dos banqueiros, mas também a intransigência do governo Dilma, que é o patrão dos bancos públicos e, na relação entre os bancos, população e bancários, sempre tem se posicionado contra os interesses dos trabalhadores.


A relação entre os bancos, população e trabalhadores bancários

Antigamente, no início do desenvolvimento da atividade comercial, comerciantes viajavam para outros países para vender suas mercadorias. Eles tinham necessidade de trocar o seu dinheiro por um valor em moeda utilizado naquele território para, assim, conseguir realizar suas transações comerciais. Da mesma forma, precisavam guardar o dinheiro que acumulavam num lugar que fosse mais seguro que suas casas ou estabelecimentos. Foi assim que os bancos surgiram a partir dessas necessidades, com o objetivo de intermediar transações financeiras e proteger as economias das pessoas.

No entanto, essa imagem do banco do passado deixou de existir há muito tempo. Com o passar dos anos, os capitalistas perceberam que podiam ganhar dinheiro não apenas aumentando a produtividade dos seus trabalhadores, mas utilizando o dinheiro depositado nos bancos para realizar mais investimentos de grande proporção, através de empréstimos. Igualmente, os banqueiros perceberam que poderiam não somente realizar suas antigas funções, mas emprestar dinheiro a juros (tanto aos grandes, como aos pequenos proprietários), transformando dinheiro em mais dinheiro. Assim, o capital financeiro foi se aproximando do capital produtivo de modo cada vez mais profundo, até se transformarem em uma só coisa.

É por esse motivo que hoje os patrões sempre recorrem aos bancos para tomar cada vez mais dinheiro e, assim, otimizarem seu processo produtivo. É também por isso que os bancos, como precisam cada vez mais de dinheiro para financiar toda a economia, estão sempre buscando maneiras de, com dinheiro, produzir mais dinheiro através de altas tarifas e cobranças de serviços; além de redução de gastos com salários de funcionários.

Esta é a razão pela qual os bancos sempre são os que se dão bem, na relação com a população e os bancários. Enquanto a população sofre com as pesadas tarifas, com as longas filas e com o péssimo atendimento; os bancários sofrem com os baixos salários, o ritmo de trabalho intenso e uma violenta pressão por metas. Os bancários são obrigados a cobrar tarifas e vender produtos aos clientes (quando estes muitas vezes sequer precisam), para aumentar o lucro do banco. Da mesma forma, o banco investe em automação e intensifica a exploração sobre o bancário para que não seja necessário contratar mais trabalhadores. Como o objetivo é sempre cada vez mais bater metas de vendas e reduzir os gastos em salários, cliente e bancário sofrem mutuamente: faltam trabalhadores para atender com qua lidade e sobram cobranças de serviços e tarifas para os clientes; enquanto que a corrida pelo lucro impõe cada vez mais exploração do bancário no cumprimento dessas metas, ou seja, no trabalho de extorsão e agiotagem da população.

Não há, portanto, nenhum compromisso dos bancos com a população trabalhadora em geral, nem com os bancários em particular. Ambos são, para os banqueiros, meros instrumentos de obtenção de capital. Os interesses desses parasitas estão sempre voltados para a ampliação de sua acumulação financeira, que servirá para financiar toda a economia capitalista e para a alavancagem de seus próprios lucros.


O poder econômico dos bancos e a submissão de Dilma

Com o desenvolvimento do capitalismo, o setor financeiro fundiu-se com o setor produtivo e adquiriu poderes para controlar toda a economia, mas não se limitou a isso. Visando a garantir as condições para seguir com este controle inalterado, os bancos passaram também a influenciar diretamente na política, financiando partidos e candidatos que aspiram chegar ao poder pelas eleições, de modo que estes fiquem comprometidos a implementar políticas que possibilitem a ampliação dos lucros dos banqueiros.

Como é o poder econômico que define o resultado das eleições não é raro que seja o setor financeiro o responsável por determinar as políticas dos governos. Foi assim com FHC e também com Lula. Em 2008, para salvar os banqueiros da crise econômica, Lula decretou um pacote de socorro financeiro aos bancos, expresso principalmente na transferência de recursos e numa lei (Medida Provisória 443) que deu liberdade aos principais bancos estatais (Caixa e Banco do Brasil) para comprar ações podres das instituições financeiras que estavam à beira da bancarrota. Isto foi o que possibilitou a utilização de dinheiro público para salvar o Banco Votorantim e o Panamericano. À época, Lula liberou mais de 160 bilhões ao sistema financeiro, transformando o PROER de FHC (que custou mais de 20 bilhões) numa verdadeira bagatela. Além disso, segundo dados do próprio Banco Central, as 100 maiores instituições financeiras do país acumularam lucros de aproximadamente 128 bilhões entre 2003 a 2009.

Com Dilma, nada se modificou. Durante sua campanha eleitoral, Dilma recebeu aproximadamente 10 milhões de reais (valores declarados) do setor financeiro. Esta parece ser uma cifra gigantesca para nós trabalhadores, mas, na verdade, foi um investimento muito rentável dos banqueiros. Somente no primeiro semestre de 2011, os cinco maiores bancos do país lucraram mais de 21 bilhões de reais. Se esta média de lucratividade se mantiver, ao final do governo Dilma esses bancos lucrarão mais de 170 bilhões, ou seja, 25% a mais do que praticamente todos os bancos do país lucraram durante o governo Lula.


Por que a estatização do sistema financeiro é uma necessidade

Não é somente o lucro dos bancos que aparece como resultado da submissão dos governos à burguesia financeira. A própria natureza do sistema financeiro se mostra na medida do seu caráter privado.

Quando um governo (como o do PT) opta por não se enfrentar com o setor financeiro, mas, ao contrário, busca integrar-se a ele, o que acaba ocorrendo é que os bancos públicos, que poderiam cumprir outro papel na sociedade, mergulham de cabeça na ciranda de exploração dos bancários e extorsão da população.

Como o sistema financeiro privado é um verdadeiro campo de guerra entre capitalistas que buscam ganhar o mercado do concorrente e como os bancos privados têm total liberdade para realizar as ações mais ofensivas, os bancos públicos terminam também se sentindo obrigados a fazer o mesmo, sob pena de “perderem espaço” em razão da feroz concorrência sobre os clientes. Esta é a razão pela qual a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e demais bancos públicos cada vez mais se transformam em bancos de mercado, que reproduzem uma lógica crescente de mais exploração sobre o trabalhador bancário; e mais pilhagem da população através da cobrança de taxas, juros e serviços. Esses bancos públicos, que poderiam estar a serviço de políticas voltadas para a classe trabalhadora e para a maioria da população, simplesmente não podem fazê-lo, pois o ritmo de suas operações e o caráter dos seus negócios é determinado pela concorrência na qual estão inseridos dentro do sistema financeiro.

Por isso que estatizar o sistema financeiro e colocá-lo sob controle social dos trabalhadores não é um delírio, mas uma necessidade urgente. Esta é a mais importante luta no que toca o combate ao alto grau de exploração, ao assédio moral, à pressão por metas e ao adoecimento entre os bancários. É também a única reivindicação séria no que tange a luta contra as taxas, tarifas e juros abusivos.

A estatização do sistema financeiro deveria, portanto, encabeçar a pauta de reivindicação da categoria, tanto pela necessidade dos bancários, quanto pela sua importância no que se refere às demandas e objetivos sociais. Mas, para isso é preciso muita luta para enfrentar os banqueiros e os governos.


O papel de colaboração da CUT no movimento

Além de lutar contra os banqueiros e o governo, os bancários nos últimos anos têm sido obrigados a enfrentar mais inimigo: as direções sindicais governistas, que insistem em não levar adiante a luta pelas reivindicações dos trabalhadores, em nome da defesa de Dilma Roussef.

A CONTRAF/CUT, Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (ligada à Central Única dos Trabalhadores), não só tem total ciência da realidade vivida pelos bancários e pela população, mas elabora estudos que demonstram a dinâmica crescente de lucros dos bancos e da exploração sofrida pela categoria. A CONTRAF/CUT, que dirige mais de 90% dos sindicatos de bancários do país, poderia, sem maiores problemas, organizar a categoria nacionalmente ao redor de reivindicações importantes como a reposição de perdas da categoria, a estatização do sistema financeiro, a estabilidade no emprego, etc., inclusive articulando com outros sindicatos e categorias (empregados dos Correios, petroleiros, trabalhadores dos Institutos Federais, etc.) que agora também agora se colocam em luta contra a polí tica do governo Dilma.

Entretanto, o governismo da CUT os impede de se chocar com Dilma, e, na medida em que a política do governo está em consonância com as aspirações dos banqueiros, as mobilizações da categoria passam a ser mediadas, limitadas pelo interesse da direção em preservar o governo que apóiam politicamente. Isto faz com que, na prática, uma organização de trabalhadores que deveria ser independente sirva de escudo do governo, e, conseqüentemente, dos banqueiros; justamente num momento em que os trabalhadores bancários estão em luta.

Isso tem se expressado, por exemplo, na postura do Sindicato dos Bancários de São Paulo (o maior do país), que é ligado à CUT e sequer chamou assembléia para definir a pauta de reivindicações da categoria. O Sindicato simplesmente determinou que a reivindicação salarial dos trabalhadores consistiria num índice de 12,8% a ser negociado numa Mesa Única da FENABAN, quando as perdas da categoria já somam cerca de 26% no setor privado, 86% no Banco do Brasil, 98% na Caixa e 107% no BNB!

Além disso, o Governo Dilma tem assumido uma postura truculenta com relação aos grevistas. A exemplo do que está ocorrendo em outras greves de categorias nacionais, o governo tenta de todas as formas criminalizar a luta dos trabalhadores, seja utilizando de instrumentos da justiça burguesa (como o interdito proibitório) para desmontar a greve, seja sinalizando que irá impor o desconto dos dias parados, como é o caso do Banco do Brasil. Os sindicatos ligados à CUT, mesmo diante desse fato, têm se negado a denunciar o governo Dilma e há o risco de se reeditar episódios como o recente acordo fechado no TST entre o governo e a federação cutista dos trabalhadores dos Correios (FENTECT/CUT), no qual a representação da categoria aceitou defender em assembléia uma proposta que aceita o desconto do s dias de paralisação.


MNOB/CSP-Conlutas defende a ampliação da greve e unificação das lutas

Desde 2004, a luta nacional dos bancários construiu o MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária, hoje vinculado à CSP-Conlutas), que surgiu como uma necessidade de organização para fazer frente à política de colaboração com os banqueiros e o governo, por parte da direção majoritária da categoria, a CONTRAF/CUT.

Neste ano, no mês de julho, o MNOB/CSP-Conlutas – juntamente com os sindicatos de Bauru, Maranhão, Rio Grande do Norte e diversas oposições – realizou um Encontro Nacional que construiu uma pauta de reivindicações e definiu uma atuação para a Campanha Salarial, exigindo, entre outras coisas, 26% de reajuste para toda a categoria, negociações específicas com os bancos públicos pela reposição integral das perdas, jornada de 6h para todos sem redução de salário, fim das metas e do assédio moral, democracia nas assembléias, eleição de comando de negociação na base, etc.

Evidente que a luta por essas reivindicações não é fácil, uma vez que esbarra na truculência dos banqueiros e do governo, no governismo da CUT e na necessidade de fortes mobilizações. Entretanto, mesmo com todos os entraves, os bancários estão construindo uma greve com forte nível de paralisação e que já foi capaz de conquistar importantes avanços. A greve obrigou o BANPARÁ a apresentar uma proposta de reajuste de 10%, concessão de cinco dias de licença-prêmio e anistia dos dias parados. O BRB (Banco Regional de Brasília) também avançou para uma proposta de 17,45% sobre o piso salarial e 24,17% de reajuste na função de caixa. Considerando que esses bancos regionais não possuem os mesmos níveis de lucratividade dos gigantes do sistema financeiro, fica muito evidente que é possíve l conquistar todas as reivindicações da categoria.

Por isso que este é o momento de intensificar e ampliar a greve dos bancários, além de unificar as lutas com as demais categorias em greve ou que irão iniciar processos de mobilização. Bancários, trabalhadores dos Institutos Federais, dos Correios, petroleiros, etc., unificados em luta, podem desencadear ações mais incisivas que não apenas possibilitem a conquista das reivindicações imediatas dessas categorias, mas, sobretudo, a tirada de conclusões políticas por parte de um setor importante da classe trabalhadora, em relação à necessidade de enfrentar os patrões, os governos e a dinâmica exploratória da sociedade capitalista.

sábado, 1 de outubro de 2011

Bancários: para arrancar uma boa proposta é preciso manter e ampliar a greve

A greve da categoria bancária está crescendo em todo o país. No 4º dia de paralisação já são cerca de 7700 agencias paradas nacionalmente. Os bancos, e em especial o BB estão praticando o assédio e uma política antisindical, como interdito proibitório e contingência. Mesmo assim a greve é forte em todo o país e se amplia diariamente.


BRB e Banpará

O BRB (Banco Regional de Brasília) fez uma proposta, que concede dentre outros o índice de 17,45% sobre o salário base e 24,17% sobre a gratificação de caixa. A proposta foi aceita pelos seus funcionários.

O Banpará também apresentou proposta, aprovada ontem em assembléia, de 10% sobre as verbas salariais, anistia dos dias parados e LICENÇA PRÊMIO de 5 dias, além dos 5 abonos anuais. Negociação específica no BB e CEF, já!

Por enquanto não há notícias de negociações com a Fenaban. No BRB e no Banpará, que têm um lucros bem inferior aos outros, a luta mostra que os bancos têm condições de ceder um reajuste digno para todos os bancários. A Contraf-CUT deve buscar negociar as questões específicas com o BB e a CEF desde já.


Vitória na justiça no RJ – O sindicato de SP deve entrar com ação também

O Sindicato dos Bancários do Rio obteve duas vitórias importantes: a inconstitucionalidade do desconto dos dias parados e a derrubada do interdito proibitório. O MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária) está pressionando e apresentando proposta nas assembléias para que os sindicatos do Brasil inteiro também ingressem com as ações.


Unidade de bancários, carteiros e funcionalismo em greve

Infelizmente o banqueiro que mais trabalha contra a greve e as nossas reivindicações é o governo, através do Banco do Brasil. Foi o primeiro a recorrer ao interdito proibitório e faz assédio moral chantageando com o desconto dos dias parados. Para fazer frente às práticas antisindicais é preciso recorrer à unidade dos trabalhadores.

Ontem, o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, funcionário do BB e ex-sindicalista, disse à impressa que os trabalhadores dos Correios, em greve há 15 dias, eram intransigentes por não aceitar o desconto dos dias parados. Sabemos que a intransigência é do governo que se nega a respeitar o artigo 9º da Constituição.

Temos que unir os trabalhadores em greve para obrigar o governo Dilma a reconhecer o direito de greve, transformando o discurso em prática: “Se o Brasil cresceu, os trabalhadores querem o seu”.


Retirado do Site do PSTU

Ato unifica bancários, trabalhadores dos Correios e servidores da Justiça em greve

Manifestação reunião 4 mil trabalhadores em greve no centro de São Paulo; bancários e funcionários dos Correios enfrentam intransigência e truculência do governo


Diego Cruz
Detalhe do ato unificado em São Paulo
Uma grande manifestação agitou o centro da capital paulista, na tarde desse dia 30 de setembro. Apesar do tempo seco e do forte calor, o ato reuniu cerca de 4 mil pessoas. O protesto reuniu três categorias em greve: trabalhadores dos Correios, bancários e servidores da Justiça Federal. Os funcionários da estatal de serviços postais estão parados desde o dia 13 de setembro. Já os bancários cruzaram os braços no dia 27 e os servidores do judiciário decidiram parar nesse dia 30.


Ombro a ombro

Os trabalhadores dos Correios se concentraram em frente ao prédio histórico da empresa no vale do Anhangabaú. A poucos metros dali, os bancários se reuniam próximo ao prédio do Banco do Brasil. Por volta das 16h os funcionários dos Correios e os servidores do Judiciário subiram em direção à Av. Líbero Badaró e se juntaram aos bancários. Duas ondas humanas, uma amarelo e azul, dos uniformes dos Correios, e outra vermelha, dos coletes de greve dos bancários, se misturaram para seguirem em uma grande passeata pelas ruas do centro. “A greve continua; Dilma a culpa é sua” era uma das principais palavras de ordem cantadas pelos manifestantes. Os grevistas seguiram em passeata até a Praça da Sé e retornaram ao Anhangabaú.

Se as categorias são diferentes, o motivo pelo qual lutam é o mesmo. Salários rebaixados e corroídos pela inflação e péssimas condições de trabalho. Outro obstáculo que são obrigados a enfrentar é a intransigência nas negociações. No caso dos Correios, o governo orientou o corte nos pontos dos grevistas e entrou na Justiça contra a greve. Já os bancários enfrentam os ‘interditos proibitórios’ pedidos pela direção dos bancos públicos, que estão à frente dos banqueiros privados no enfrentamento contra a greve.

Foto: Vinicius Psoa



Governo corta salário nos Correios

Apesar das sucessivas tentativas de intimidação realizadas pelo governo e a direção da estatal, a greve continua forte. “Nesse dia 29 houve novas negociações, dois mil companheiros de Brasília ocuparam o prédio dos Correios, mas não se chegou a um acordo porque a empresa só reafirmou a proposta que já vinha fazendo”, afirmou Geraldo Rodrigues, o Geraldinho, dirigente da Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios (FNTC) e da CSP-Conlutas. A proposta da empresa prevê reajuste apenas em 2012.

O dirigente ainda criticou o desconto dos dias parados. “É uma atitude truculenta, o governo não respeitou nem os estados que ganharam liminar contra o desconto nos salários, algo que nunca tinha acontecido nos Correios” disse. O governo descontou seis dias dos trabalhadores em greve.

No próximo dia 4 de outubro os trabalhadores dos Correios organizam caravana a Brasília a fim de pressionar o governo pelo avanço nas negociações. Além de reajuste já e o não desconto dos dias parados, eles exigem o veto de Dilma à MP-532, que abre o capital da estatal e inicia o processo de privatização da empresa.




Bancários fazem forte greve

Se os funcionários dos Correios enfrentam o corte nos dias parados, os bancários batem de frente com a intransigência dos bancos, principalmente os bancos públicos como o Banco do Brasil, e os interditos proibitórios, mecanismos jurídicos utilizados pelas instituições para coibirem piquetes. Nessa linha de intransigência e truculência, o governo saiu na frente dos banqueiros.

“Antes mesmo de começar a greve, o governo já vinha com uma linha mais dura, se antecipando aos próprios banqueiros o governo já começou dizendo que não daria reajuste”, denuncia Juliana de Oliveira, bancária do Banco do Brasil e membro do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB), ligado à CSP-Conlutas. Eles exigem reajuste e contratação de mais funcionários.

Juliana critica ainda a direção majoritária dos sindicatos, ligada à CUT que, não só demorou para chamar a greve, como apresentou uma pauta de reivindicação extremamente rebaixada. “Nossa greve começou esse ano mais forte que a do ano passado, mas ela poderia ser ainda maior” , destacou. Juliana lembrou ainda das conquistas dos bancários de bancos como o Banpará e o BRB para mostrar que é possível arrancar o reajuste, ampliando a greve e unificando as lutas com as das demais categorias mobilizadas.



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  • Editorial do Opinião Socialista: Lutemos juntos contra os banqueiros


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    terça-feira, 27 de setembro de 2011

    Bancários entram em greve nacional nesta terça-feira, 27

    Na negociação ocorrida nesta sexta-feira, dia 23 de setembro, em São Paulo, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) em mesa única com os bancos públicos Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, apresentaram nova proposta de índice de reajuste de 8% sobre todas as verbas, uma elevação de apenas 0,2% em relação à proposta de 7,8%, que foi rejeitada em assembleias na última quinta-feira, dia 22, em todo o país.

    Este índice é muito aquém das perdas acumuladas dos bancários, de 98,62% na CEF, 86,68% no BB e 26% nos privados, constrastando com os recordes de lucros que, durante o governo Lula, alcançaram 500% (R$170 bilhões) e, neste primeiro semestre, chegaram a mais de R$ 27,4 bilhões, mostrando claramente que a crise internacional não afetou o setor.

    O governo tenta, através da direção do Banco do Brasil, ameaçar os bancários prometendo descontar os dias de greve. Mas a força da categoria, que vem fazendo greve desde 2003, começa a dividir o setor patronal mesmo antes da paralisação. O Banco de Brasília(BRB) apresentou contraproposta acima da última apresentada pela Fenaban: 10% sobre os VP's - vencimentos padrão (salário de ingresso e reflexo nos demais níveis) e mais 8% sobre todas as demais verbas salariais, garantindo ainda um "plus", acima do que vier a ser concedido pela Fenaban, na hipótese de fechamento de convenção com índice maior ou igual à contraproposta por ele apresentada.

    A tática da Articulação bancária (corrente ligada à CUT e ao PT) que dirige a Contraf/CUT (Confederação nacional dos bancários), de fazer uma campanha apagada para forçar um acordo sem greve, não surtiu efeito. Por isso os bancários sairão em greve a partir desta terça-feira, em todo o país.


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  • Editorial do Opinião Socialista: Lutemos juntos contra os banqueiros

  • Banqueiros lucraram como nunca e bancários vão à luta


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    sábado, 10 de setembro de 2011

    Banqueiros lucram como nunca e categoria vai à luta por direitos

    A palavra de ordem “O lucro do banco cresceu agora eu quero o meu”, sintetiza a política do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB), ligado à CSP-Conlutas, na campanha salarial 2011 cuja data base é 1° de setembro.

    Nesta campanha os bancários enfrentam o arrocho salarial, o crescimento inflacionário, o ritmo alucinante da jornada de trabalho, o endividamento, reflexos diretos da política econômica do governo, que privilegia o setor financeiro e ataca os trabalhadores e a maioria do povo.

    Dilma e os banqueiros ameaçam a categoria com a crise internacional para tentar impor o arrocho salarial e anunciando também que as estatais não deverão conceder “aumento real”. Mas não existe crise hoje no Brasil, com os bancos (incluindo os públicos) tendo lucros altíssimos. É fato que a categoria está atenta ao desenrolar da crise econômica mundial, mas não vão abrir mão de salários e mais direitos.

    O sistema financeiro obteve 500% de lucratividade nos dois mandatos de Lula (de R$ 34 bilhões, nos dois governos de FHC, para R$ 170 bilhões nos de Lula) enquanto a categoria obteve 56% de reajuste. Os bancários percebem a realidade de crescimento econômico e dos altíssimos lucros dos bancos e tem feito fortes movimentos grevistas nos últimos anos.

    Neste 1° semestre, todos os bancos continuam a bater recordes. O Bradesco anunciou R$ 5,4 bilhões de lucro superando em 21,7% do mesmo período do ano passado. O Banco do Brasil, R$6,2 bilhões, a Caixa Econômica Federal R$1,7 bilhões, o Itaú Unibanco R$ 7,1 bilhões e o Santander R$ 4,1 bilhões (25% do seu lucro mundial). E esta tendência se mantém. O crédito bancário subiu para R$ 1,85 trilhão, diz o Banco Central, com um volume total atingindo 47,3% do PIB. Estes dados se contrastam com as perdas de 98,62% na Caixa Econômica Federal, 86,68% no Banco do Brasil e 26% nos privados e um piso de R$ 1.140,00 nos privados e R$1.600,00 nos públicos.


    Reivindicações

    Os salários precisam ser valorizados com a reposição das perdas, piso do Dieese e PLR (Participação dos Lucros e Resultados) de 25% dos lucros linear para todos.

    Outro aspecto da campanha é o combate ao assédio moral. O ritmo e a pressão por metas são generalizados, tornando os problemas psíquicos juntamente com a LER-DORT, as principais doenças profissionais na categoria.

    As pautas específicas também serão parte fundamental da campanha: a luta por 6 horas e o PCS (Plano de Cargos e Salários) no Banco do Brasil, a isonomia de direitos na Caixa Econômica Federal e a estabilidade nos bancos privados que vêem seus empregados sumirem por conta das fusões e dos cortes administrativos.


    Contra o governismo

    Infelizmente, a postura do Planalto Central não deve mudar o apoio irrestrito da Confederação dos Bancários –Contraf-CUT, ao governo. Ao rebaixar a reivindicação em 12% de reposição (inflação e “aumento real”) e não ter mobilizado a categoria até agora sinalizam que vão buscar saídas com proposta rebaixada e algum “avanço” que não implique em grandes custos para os bancos e o governo.

    Por isso, a intervenção do MNOB, é lutar contra a política dos sindicalistas governistas que querem convencer os trabalhadores a rebaixar suas expectativas. Vamos exigir destas direções que rompam com o governo Dilma e lutem contra os patrões e o governo em defesa das reivindicações dos trabalhadores.


    Calendário de mobilização

    Definidas as rodadas de negociações (30 e 31/08 – emprego e reivindicações sociais; 5 e 6/09 – saúde e condições de trabalho e 13/09 – remuneração), o MNOB está defendendo o seguinte calendário de mobilização da campanha:

  • Manifestações nos locais de trabalho nos dias de negociações;

  • Reuniões nos locais de trabalho durante as próximas semanas;

  • 13/09 – Dia de luta;

  • 14/09 – Assembléia (onde os sindicatos não convocarem o MNOB realizará plenárias);

  • 15/09 – Paralisações e/ou greve de 24 horas;

  • 20/09 – Assembléias de deflagração de greve;

  • 21/09 – Data indicativa de greve.


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    quinta-feira, 14 de outubro de 2010

    Greve dos bancários termina nesta quarta-feira com acordos rebaixados e puxada de tapete pela CUT

    Uma das maiores greves já realizada pela categoria bancária. Um cenário político propício com um segundo turno, a candidata do governo ameaçada nas urnas, o governo desesperado para acabar com a greve e um recorde nos lucros dos bancos.

    Todo este cenário daria a certeza de um bom acordo, um índice melhor, a isonomia ou a recuperação das perdas do Plano Real para a categoria bancária. Porém, entrou em cena o comando nacional da CUT, orientando o fim da greve e a aceitação da proposta.

    Para o membro do MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária) filiado à CSP –Conlutas, Wilson Ribeiro, o acordo feito representa uma perda de oportunidade para a categoria obter conquistas importantes. “A proposta foi apresentada de forma diferenciada entre os bancos. O MNOB, que sempre defendeu o fim da Mesa Única da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), considera que nesta campanha a CUT conseguiu o pior, pois manteve o que a Mesa Única tinha de ruim e não garantiu o que tinha de melhor no Acordo da Fenaban”, explica Ribeiro.

    Segundo o representante do MNOB, os 16,33% no piso da Fenaban deveriam ter sido aplicados nos bancos públicos, mas isso não foi garantido nas negociações. Por outro lado, os 7,5% foi o índice que serviu de parâmetro para se fechar os Acordos nos bancos públicos. “O MNOB orientou a rejeição da proposta e apresentação de uma contra-proposta de 16,33% no piso, com reflexo nos quadros de carreiras dos bancos e 12% sobre todas as verbas salariais. Infelizmente, a maioria das assembléias do país aprovou a proposta dos bancos e recuou da greve”, lamenta.


    Greve continua em alguns estados

    A paralisação dos bancários continuou no Banco do Brasil do Rio Grande do Sul e Ceará. A greve foi mantida também na Caixa Econômica Federal do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia, Pará e Amapá. No Basa (Banco da Amazônia) a greve também continua. Os sindicatos do Maranhão e Rio Grande do Norte e no interior de São Paulo em Bauru, rejeitaram a proposta, mas acataram a decisão da maioria do país e encerraram a greve.


    Indignação

    Wilson salienta que a greve não acabou porque os grevistas não queriam mais lutar. Segundo o representante do MNOB, ocorreu o contrário. Em todas as assembléias os grevistas ficaram indignados com a postura dos dirigentes sindicais que defendiam a proposta dos bancos. “A greve encerrou com a presença dos gerentes votando pelo fim do movimento”, avalia.

    Ele acrescenta ainda que os bancários terminam a campanha salarial com uma contradição: “A categoria do setor econômico que obteve o maior lucro termina com o menor reajuste. Enquanto metalúrgicos conseguiram 10,81% e petroleiros 9% os bancários saem com um índice de 7,5%!”, finaliza.


    Retirado do Site da CSP-Conlutas

    quinta-feira, 30 de setembro de 2010

    Bancários de todo o país entram em greve

    Leia abaixo a nota divulgada pelo Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) sobre a greve dos bancários iniciada nesse dia 29 de setembro


    Em 24 estados do país teve inicio greve de 460 mil bancários dos bancos públicos e privados. As assembleias foram lotadas e o clima era de greve, lembrando um pouco as assembléias do começo desta década.

    A bronca da categoria é porque o setor financeiro bate recordes de lucro e na hora das negociações salariais é o setor que oferece o menor reajuste. Enquanto metalúrgicos e petroleiros fecham acordos de 9% a 10,81%, os bancários receberam a proposta de 4,29%.


    Governo Lula se esconde atrás da mesa da Fenaban

    Enquanto a CUT defende uma Mesa Única de Negociação e deixa as negociações econômicas por conta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), o governo do PT se esquiva de negociar as perdas nos bancos federais.

    Depois de oito anos do governo Lula, os bancários dos bancos federais ainda não repuseram as perdas do governo FHC. No Banco do Brasil essas perdas estão em 81% e na Caixa em 93%.

    Para os bancários dos bancos públicos está bem claro o papel cumprido pelo sindicalismo da CUT é de blindar Lula evitando negociações diretas nos bancos federais.


    MNOB/CSP-Conlutas defende Isonomia e Reposição das Perdas

    O MNOB defende a necessidade de negociações especificas para que os temas de isonomia, reposição das perdas e estabilidade no emprego, sejam debatidos nos respectivos bancos.

    Para isso é importante o fortalecimento da greve com a participação da categoria no movimento, indo nas atividades de rua e nas assembléias. Mas os sindicatos precisam realizar assembléias especificas para debater a mobilização e as reivindicações em cada banco.

    Não é possível que o sindicalismo da CUT, na mesa de negociação, ao invés de debater isonomia, recuperação das perdas e estabilidade fique apenas na discussão de PLR.

    Nas assembléias pelo país o MNOB/CSP-CONLUTAS tem defendido uma ação mais contundente para cobrar o governo dessas reivindicações. A proposta de um acampamento na porta do Ministério do Planejamento, durante a greve, foi aprovada no Rio de Janeiro. Agora é preciso aprovar essa proposta em todos os sindicatos do país.


    Retirado do Site do PSTU

    sábado, 25 de setembro de 2010

    Bancários se preparam para deflagrar greve

    Categoria vai cruzar os braços a partir do dia 28


    Durante os oito anos de governo Lula, os banqueiros lucraram R$ 127 bilhões. Apesar disso, ainda não apresentaram proposta aos bancários, cuja data-base foi no dia 1° de setembro. Em acordo com os banqueiros, a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) jogou as negociações para o final de setembro, com assembléias marcadas para o dia 28, quando deve ser deflagrada a greve.

    Desde 2003, os bancários fazem greves todos os anos, mas elas só têm evitado mais perdas, conquistando pequenos aumentos acima da inflação. Isso acontece porque a Contraf-CUT, que coordena as negociações, tem privilegiado os acordos políticos com Lula e o PT, em detrimento das reivindicações da categoria.

    Neste ano, reivindicam 11% de reajuste, enquanto as perdas salariais acumuladas chegam a 23,45% nos bancos privados, 80,77% no Banco do Brasil e 91,86% na Caixa Econômica Federal.

    O Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB - CSP-Conlutas) apresenta uma pauta alternativa, elaborada em seu Encontro Nacional de Base e aprovada em assembléias no Rio Grande do Norte, Maranhão e Bauru (SP). A reivindicação central é a reposição integral das perdas salariais, alem de reajuste de 24% para toda a categoria, isonomia nos bancos públicos, estabilidade no emprego, fim das metas e do assédio moral e respeito à jornada de 6 horas. Por isso, a partir do dia 28, bancários se preparam para deflagrar greve em todo o país.

    As traições da Contraf têm elevado o peso da oposição nos bancos públicos, como demonstraram as eleições corporativas. Mas a burocracia, aliada ao banco e ao governo, ainda é um inimigo forte. Nesta greve, a categoria deve responder se consegue derrotá-la e impor à luta sua própria dinâmica.


    Retirado do Site do PSTU

    quarta-feira, 30 de junho de 2010

    Bancários da Caixa paralisam serviços contra a reestruturação

    Os bancários da Caixa Econômica Federal paralisaram, na manhã de 29 de junho, os serviços do Banco durante uma hora. O objetivo da mobilização foi protestar contra o processo de reestruturação que vem acontecendo no Banco, processo este que desvaloriza e desrespeita os empregados.

    A reestruturação também é prejudicial aos clientes. A direção do Sindicato dos Bancários, em carta aberta à população, alerta que “a reestruturação na Caixa também afetará diretamente o cliente, pois atividades que hoje são efetuadas aqui no Rio Grande do Norte, serão migradas para Fortaleza ou Salvador (isso envolve boa parte das áreas de habitação, seguro contra danos físicos e morte e invalidez, liberação de hipoteca etc.)”.

    Vale ressaltar que as respostas rápidas que os clientes tinham dos setores instalados no RN não poderão mais ser dadas, porque boa parte das atividades já foram migradas para outros Estados. O cliente sairá perdendo diretamente com esse processo de enxugamento. O empregado, por sua vez, acumulará mais trabalho com uma unidade reduzida.

    Essa reestruturação é parte de um pacote de enxugamento que atingirá todos os empregados da Caixa, retirando direitos e preparando uma possível fusão da Caixa com o Banco do Brasil, ou seja, encaminhando para a privatização. Essa medida faz parte da política neoliberal iniciada no governo Collor, continuada por Fernando Henrique Cardoso e ampliada no governo Lula que defende apenas os interesses dos banqueiros e grandes empresários.

    Além disso, a Caixa está descumprindo o Acordo Coletivo assinado com o Movimento Sindical e não apresentou o Plano de Cargos e Salários/Plano de Funções Gratificadas (PCC/PFG). A isonomia não foi implementada, ou seja, a igualdade de direitos entre os funcionários antigos e novos, pois desde 1998, pessoas que exercem trabalhos idênticos não têm um tratamento igual. Os trabalhadores contratados antes de 1998 têm mais direitos que os contratados depois de tal ano. Essa luta dura mais de uma década.

    A paralisação aconteceu das 10h às 11h nas agências da Caixa Ribeira, Potiguar (centro), Alecrim e nas unidades meio GICOP, GICOT, RERET e RESUT. Os bancários participaram do protesto usando a cor preta. Segundo a direção do Sindicato dos Bancários, há a possibilidade de greve por tempo indeterminado.



    Retirado do Site do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte

    sábado, 8 de maio de 2010

    É possível derrotar a política de desmonte da Caixa e do Governo Lula nacionalmente!

    Sindicato dos Bancários do RN/Conlutas impõe derrota à Reestruturação de Filiais da Caixa

    Como já é de conhecimento dos empregados, a direção da Caixa decidiu implantar, durante este primeiro semestre, uma "Reestruturação das Filiais", que acarreta, entre outras coisas, centralização de serviços, fechamento de unidades, descomissionamento e total insegurança para os trabalhadores atingidos.

    Aqui no RN, a RERET, as retaguardas e o SESMT ainda não têm clareza do que acontecerá em suas áreas. GICOP e GICOT já sabem que deixarão de existir para se fundirem em uma só unidade, com menos empregados. Os que forem "descartados" precisariam sair de sua cidade para garantir suas funções ou simplesmente, abrir mão das mesmas, sem nenhuma garantia de que teriam seu salário mantido. Na RESUT, a situação é ainda pior, pois a unidade foi extinta, tendo seus serviços terceirizados em Recife.

    Entretanto, da mesma forma que os sindicatos de bancários de Bauru/Conlutas e Florianópolis, o Sindicato dos Bancários do RN acaba de conquistar na jutiça uma liminar que impede a Caixa de implementar a reestruturação em todo território do RN, garantindo aos trabalhadores o direito de permanecer nas suas cidades e/ou locais de trabalho, além da garantia da irredutibilidade salarial. Os trabalhadores atingidos pela reestruturação não poderão ser descomissionados sob pena de multa no valor de R$ 1.000,00 por dia, por empregado.

    Embora essa seja uma vitória parcial - na medida em que não temos nenhuma garantia de que a justiça leve à frente essa decisão em defesa dos trabalhadores -, a ação movida deixa claro que é possível enfrentar a política de desmonte da direção da Caixa e do Governo Lula.

    Infelizmente, os sindicatos da CUT não partem da mesma compreensão. Mesmo dirigindo a maioria dos sindicatos do país, a CUT se nega a organizar a resistência da categoria (que é o que de fato pode barrar os ataques da Caixa) e também não move uma palha para fazer algo que para o poderoso aparato cutista seria muito simples: uma mera ação na justiça.

    Isso ocorre porque a CUT abandonou completamente os interesses dos trabalhadores e agora, no ano de eleições, fará de tudo para impedir que os trabalhadores se enfrentem com o Governo. O compromisso da CUT esse ano não é com a luta, e sim, com a eleição de Dilma Roussef.


    O CONECEF vem aí! É possível impor uma derrota à CONTRAF/CUT!

    Nos dias 28, 29 e 30 de maio, ocorrerá o XXVI CONECEF, em São Paulo. Esta será uma grande oportunidade para impormos uma derrota à CUT e sua política governista.

    Um dos temas em debate será a reestruturação e teremos a possibilidade de aprovar uma resolução que exija dos Sindicatos e também da própria CONTRAF e FENAE, o ingresso em ações na justiça e a organização de uma mobilização efetiva para barrar a reestruturação. É também a possibilidade de eleger uma outra Comissão de Negociação (que hoje é indicada pelas Federações, e não eleita pelos trabalhadores). No CONECEF do ano passado a oposição não conseguiu aprovar essa proposta por apenas 12 votos.

    Por isso, devemos ir todos à Assembléia desta quinta-feira (16/05), que discutirá a participação do Sindicato do RN no CONECEF. Não podemos deixar que os delegados que o RN tem direito sejam aqueles que tentaram atropelar a vontade da categoria nas últimas eleições do Sindicato e que tem, constantemente, estado ao lado da direção da Caixa e do Governo no momento em que os trabalhadores precisam, mais do que nunca, lutar pelos seus direitos.

    TODOS À ASSEMBLÉIA DE 16/05 NO SINDICATO! Quanto maior a presença da categoria, maiores a chances de derrotar o peleguismo e a traição da CUT!

    quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

    Vitória dos trabalhadores: Chapa da Conlutas derrota a CUT na eleição de bancários do RN

    O resultado esmagador das eleições do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte não deixa dúvidas: o Movimento Nacional de Oposição Bancária e a Conlutas crescem em bancários.
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    Na madrugada de 25 de fevereiro, um som ecoava do Palácio dos Esportes, no centro de Natal. Era a palavra de ordem “Eu sou Conlutas! Sou radical! Não sou capacho do Governo Federal!”, ecoada pelos bancários do RN e apoiadores que vieram de vários estados do país (SP, MA, RS, CE, etc.), durante a apuração das eleições do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte.

    A Chapa 1 – Independência e Luta –, do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) e da Conlutas, venceu com impressionantes 82,82%, enquanto a chapa 2, que era formada pela Articulação/CUT e pela patronal, obteve apenas 17,18% dos votos válidos. Após anunciada a vitória, os membros da Chapa 1, junto com os bancários da categoria, militantes e apoiadores, comemoraram o resultado histórico que sepultou de uma vez a CUT na categoria bancária do RN.


    O gangsterismo sindical da CUT não foi suficiente para impedir a derrota

    A campanha para a sucessão no Sindicato durou cerca de dois meses, período em que toda a categoria pôde tomar conhecimento da diferença brutal entre os dois projetos apresentados nas eleições.

    Enquanto a chapa da CUT reafirmava a defesa da Mesa Única da FENABAN, do colaboracionismo com os patrões e o Governo Lula, a Chapa 1 defendeu a independência de classe frente a patrões e Governos, a autonomia frente aos partidos, além de todas as bandeiras de luta reivindicadas pelos bancários. Essas diferenças foram elementos norteadores que fizeram com que os bancários do RN, já antes do dia da votação, sinalizassem uma votação em massa na Chapa da Conlutas.

    Diante dessa realidade e tendo a ciência de que sofreria uma derrota esmagadora, a Chapa da CUT tentou de todas as maneiras inviabilizar o processo de votação com posturas claras de banditismo e gangsterismo sindical. Provocações, intimidações, ofensas, tentativas seguidas de parar a coleta de votos foram apenas alguns exemplos do que a CUT tentou fazer para criar fatos políticos que manchassem ou diminuíssem o tamanho da vitória da Conlutas.

    Em uma das maiores urnas, o mesário ligado à Chapa da CUT fez de tudo para sumir com a relação de votantes e quando foi impelido pelos próprios bancários que estavam no local de trabalho, tentou engolir (literalmente) a relação. Antes de iniciar a apuração, a CUT também tentou de todas as formas inviabilizar a contagem dos votos que selariam a humilhante derrota e, incentivados pelos próprios candidatos da Chapa 2, invadiram o ginásio com uma grande quantidade de militantes e capangas contratados.

    Felizmente, a Comissão Eleitoral conseguiu garantir a continuidade e a segurança do processo, de forma que não tendo mais como impedir a deflagração do resultado das eleições, a CUT se retirou da apuração, reconhecendo tacitamente a sua derrota.

    Foram episódios lamentáveis que demonstraram cada vez mais a decadência absoluta da CUT como instrumento da classe trabalhadora. No entanto, a melhor resposta para toda a violência, ofensas e provocações foi dada sem dúvida pela própria categoria, que varreu de uma vez o peleguismo ao depositar o voto na Chapa 1.


    A propaganda ideológica contra o PSTU também virou pó

    Além do gangsterismo da CUT, outra coisa chamou atenção na campanha. Mesmo com a Chapa 1 tendo sido construída a partir da composição de várias forças políticas e mesmo com a minoria de militantes sendo organicamente do partido, a chapa da CUT tentou utilizar um artifício político desonesto para evitar a derrota: atacar o PSTU.

    A CUT procurou, durante todo o processo, fazer a sua campanha a partir de uma propaganda ideológica que tentava convencer os bancários a votar nos governistas, pois se não o fizessem, estariam colocando o sindicato “sob o controle” dos “radicais”, dos “xiitas da Conlutas e do PSTU”. A CUT simplesmente acreditava que nossa já reconhecida política de oposição de esquerda ao Governo Lula, ruptura com o imperialismo e construção das lutas da classe trabalhadora a serviço da transformação social, afloraria o conservadorismo na categoria e faria com que não depositassem o voto na nossa chapa.

    Felizmente, o tiro saiu pela culatra. De nada adiantou o falatório cutista que procurou se apoiar nas concepções mais atrasadas disseminadas no seio da classe, pois a resposta de mais de 80% dos bancários do RN foi clara: o que queremos é um sindicato classista, combativo, com disposição e independência para enfrentar patrões, governos e quem mais se colocar à frente contra as nossas reivindicações imediatas e históricas.


    “Me parece... que a Conlutas cresce!”

    O anúncio oficial do resultado das urnas, que revelou a esmagadora maioria de votos para a Chapa 1, mostra que quem hoje está isolada é a CUT. Não ainda isolada do ponto de vista da estrutura e da quantidade dos sindicatos que dirige, mas sobretudo pelo aparato falido, engessado e “chapa branca” que se tornou.

    A falência da CUT e os resultados expressivos obtidos nos locais onde o conjunto das categorias fez alguma experiência com a Conlutas e com as direções combativas mostram que é possível avançar na construção de uma ferramenta da classe trabalhadora que esteja a serviço não apenas da luta contra os governos e as burocracias sindicais governistas, mas principalmente que possa impulsionar um processo de organização da classe trabalhadora em direção ao socialismo.

    Esta vitória dos bancários do RN é parte indissociável desse processo e deve ser repetida sempre que houver a possibilidade de unir os lutadores em torno de um programa que se norteie pelo classismo, democracia operária, independência de classe e pela ação direta em defesa dos interesses da classe trabalhadora. Esta é uma vitória histórica dos bancários, mas principalmente da nossa classe, que vê a influência do projeto da Conlutas se ampliar e se fortalecer.

    Ao final da apuração das eleições dos bancários do RN, um outro grito ecoava no Palácio dos Esportes, no centro da Natal: “Me parece... Me parece... Me parece... Que a Conlutas cresce! Na luta!”. Mas não nos parece. Simplesmente, não temos dúvidas.

    segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

    A Chapa 1 - Independência e Luta/Conlutas é registrada para disputar as eleições do Sindicado dos Bancários/RN

    No dia 24/02, os bancários do RN irão escolher a nova diretoria que administrará o Sindicato dos Bancários no triênio 2010/2013.

    A chapa 1 – INDEPENDÊNCIA E LUTA – composta por diretores da atual gestão e por novos ativistas da categoria se propõe a continuar a luta firme e responsável pelo fortalecimento do nosso sindicato como instrumento de luta dos bancários e da classe trabalhadora, objetivando conquistar melhores condições de vida, de trabalho e avançar na construção de uma sociedade justa e igualitária.


    TRABALHADORES DO MUNDO, UNI-VOS!

    Todos os dias nos deparamos com os ataques à nossa classe. E quando isso não acontece diretamente conosco, outros trabalhadores ao redor do mundo sofrem na pele o peso da ofensiva da burguesia, do governo e dos patrões.

    No Brasil, mais de 4 mil trabalhadores foram demitidos da EMBRAER. Em Honduras, muitos são torturados pelos golpistas que tomaram o poder. Lula massacra e oprime trabalhadores do Haiti com seu exército em falsa missão de paz. Na China, a exploração existe a ponto de descontarem dos operários os intervalos de ida ao banheiro. São ataques desferidos a trabalhadores como nós, que apenas exercem atividades diferentes.

    A divisão do trabalho em ramos e categorias profissionais ajuda os patrões e os capitalistas a manterem a exploração sobre nossa classe, pois está claro que dividindo nossas lutas de forma corporativa, somos muito mais fracos.

    Nós da Chapa 1 – INDEPENDÊNCIA E LUTA – temos muito claro que sem construir a unidade de todos os trabalhadores, nossa luta não terá chance de êxito. Por isso, defendemos a unidade dos trabalhadores em luta, ligando a luta dos bancários com a de outras categorias e dispensando total solidariedade internacional aos trabalhadores do mundo inteiro, como forma de nos ajudarmos mutuamente e assim avançar nas conquistas.


    SINDICATO É COM INDEPENDÊNCIA, LUTA E DEMOCRACIA!

    A independência de classe é um princípio valioso das organizações da nossa classe. Por isso, defendemos que os sindicatos devem ser totalmente independentes (política, financeira e administrativamente) em relação à burguesia e ao Estado, pois são os trabalhadores que devem decidir os rumos do sindicato, assim como financiá-los de forma independente. Sem essa independência, torna-se impossível lutar de formar intransigente pelos trabalhadores, pois “quem paga a banda, escolhe a música”.

    Além disso, os sindicatos também precisam ser autônomos em relação a qualquer partido, elegendo suas instâncias democráticas (assembléias, conferências, congressos, etc.) como os fóruns legítimos onda a base decida tudo.
    Mas apenas isto não basta. Os sindicatos também precisam ser democráticos. Todos os trabalhadores, independente de credo, raça, gênero, orientação sexual ou concepção política e/ou partidária têm o direito de expressar-se, manifestar-se e submeter suas propostas ao crivo da coletividade, sem qualquer cerceamento. Esse princípio – o da democracia operária – é algo do qual não abrimos mão.

    Contudo, nem todos pensam assim. Nos sindicatos dirigidos pela CUT, os fóruns são manipulados e sempre com maioria de dirigentes sindicais. Os comandos de negociação escolhidos pela base foram extintos e as categorias não são mobilizadas ou têm suas greves sabotadas. O atrelamento às políticas do governo, aos patrões e a defesa dos seus cargos nas estatais impede que a CUT lute verdadeiramente pelos trabalhadores.
    Por isso, a CUT já demonstrou que está totalmente burocratizada e não tem mais condições de exercer um sindicalismo democrático, independente e comprometido com os trabalhadores. Por isso, depois de anos de experiência, os bancários do RN decidiram em 2007 por construir a Conlutas.

    A Chapa 1 – INDEPENDÊNCIA E LUTA – constrói a Conlutas junto com os bancários do RN e é formada por lutadores e lutadoras que têm como princípios inquebrantáveis a independência de classe, a luta pelos interesses dos trabalhadores e a democracia operária.


    LUTAR SEMPRE! POR UMA SOCIEDADE DIFERENTE!

    A nossa atuação no sindicato tem sido marcada por estarmos à frente da luta em defesa da classe trabalhadora, das mobilizações, das greves e sempre atentos na defesa da saúde do trabalhador e no combate ao assédio moral.

    O nosso setor jurídico atuou firmemente, o que permitiu reintegrar bancários demitidos injustamente pelo governo e pelos patrões, bem como iniciar e ganhar várias ações na justiça com o objetivo de recuperar direitos que nos foram retirados. Isso mostra que temos clareza que devemos utilizar todos os instrumentos (justiça, parlamento, etc.) que estiverem ao nosso alcance para defender os trabalhadores.

    No entanto, também temos claro que sem luta, todas essas conquistas imediatas tendem a se perder. Por isso, defendemos a ação direta (greves, mobilizações, manifestações, etc.) como método privilegiado de luta, pois é organizando a classe para enfrentar diretamente os patrões, a burguesia e os seus governos de plantão que podemos avançar nas nossas conquistas de aumento salarial, defesa do emprego, melhores condições de trabalho, etc.

    Mas lutar pela questão econômica não basta. Na atual fase do capitalismo, nenhuma conquista da classe trabalhadora pode ser duradoura. Os direitos conquistados ao longo da história estão sendo constantemente atacados pelos governos e patrões com o intuito de aumentarem os seus lucros. Para garantir seriamente as nossas conquistas, é preciso ir além do corporativismo e das bandeiras econômicas.

    Por isso, defendemos que os sindicatos devem combinar a luta imediata com a luta por um novo tipo de sociedade, sem exploradores nem explorados, na qual os trabalhadores estejam no poder: uma sociedade socialista.


    COMBATIVIDADE COM TRANSPARÊNCIA E RESPONSABILIDADE!

    O nosso histórico desmente os que nos chamavam de “irresponsáveis” apenas por sermos defensores intransigentes dos trabalhadores. O patrimônio do sindicato está sendo administrado com transparência e competência. Com as finanças sólidas, pudemos adquirir uma nova sede administrativa, um novo automóvel e fazer melhorias na área de lazer. Hoje, somos uma entidade financiada apenas pelos bancários e passamos a devolver o Imposto Sindical por entender que ele serve somente para beneficiar os sindicalistas acomodados, pelegos e oportunistas.

    Também promovemos cursos de formação política, seminários, atividades esportivas e culturais.

    Por tudo isso, nosso sindicato é uma entidade reconhecida e merecedora do respeito dos bancários do RN e é referência para todo o país.


    NOSSO SINDICATO TEM QUE CONTINUAR NA LUTA!

    Estamos dispostos a dar continuidade a esse trabalho vitorioso e a promover as mudanças necessárias para termos uma entidade cada vez mais forte e atuante. Não podemos retroceder e, por isso, nos propomos a continuar na luta! A CHAPA 1 – INDEPENDÊNCIA E LUTA – convoca a todos os bancários a se engajarem nessa tarefa!

    Não ao imposto sindical!
    Reposição de todas as perdas da categoria!
    Pela isonomia de direitos entre novos e antigos!
    Fim da Mesa Única da FENABAN!
    Estabilidade no emprego já!
    Fim das metas e do assédio moral!
    Contra toda forma de opressão racial, de gênero ou orientação sexual!
    Contra as reformas sindical, previdenciária e trabalhista de Lula!
    Pelo fim do fator previdenciário!
    Pela reposição das perdas dos aposentados e reajuste automático das aposentadorias!
    Fortalecer e impulsionar o MNOB e a Conlutas!
    Contra a criminalização dos movimentos sociais!
    Em defesa da democracia operária!
    Estatização do sistema financeiro sob controle dos trabalhadores!
    Estatização das empresas que demitirem sob o controle dos trabalhadores!
    Em apoio à luta dos trabalhadores no Brasil e do mundo!
    Pela construção de uma sociedade socialista!

    segunda-feira, 26 de outubro de 2009

    Greve da Caixa e BNB termina com mais uma traição da CUT

    Para arrefecer a disposição de luta dos bancários, a CUT orientou a aceitação de acordos rebaixados e, mais uma vez, desmontou a forte greve da Caixa e BNB. Os bancários precisam fortalecer uma alternativa de direção.
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    Em 2009, a burocracia sindical da CUT voltou a trair os trabalhadores bancários. Após enterrar a greve no setor privado e no Banco do Brasil, a Central Única dos Trabalhadores, através da sua confederação na categoria, a CONTRAF/CUT, desmantelou a greve da Caixa Econômica Federal e do Banco do Nordeste.

    Diante de uma fortíssima greve, na qual os bancários se recusavam a aceitar as propostas rebaixadas oferecidas pelas direções dos bancos e pelo Governo Lula, a saída encontrada pela CUT foi mais uma vez apostar no terrorismo. Tanto a Caixa quanto o BNB, ao perceber a força do movimento, ameaçaram os trabalhadores levando a greve para a justiça burguesa e instaurando o dissídio. Era o que precisavam os sindicalistas da CUT para por um fim no teatro que armaram durante mais de 30 dias de paralisação nacional.


    Negociação na calada da noite sela acordo entre a direção da Caixa e CUT

    Após ameaçar os bancários com o dissídio e ser derrotada na justiça (que negou a abusividade da greve), a Caixa sorrateiramente marcou uma negociação às pressas com o Comando da CONTRAF/CUT, no apagar das luzes da última terça-feira, 20/10. Ao final da rodada, que terminou depois das 23h, a proposta da Caixa não avançava em absolutamente nada da proposta anterior (um pífio reajuste de 6%, mais uma PLR menor do que a conquistada no ano passado), exceto pelo acréscimo de mais 2 mil empregados a serem contratados – que não é suficiente para resolver o caos que existe nas agências – e um mísero abono de R$ 700,00.

    Ao iniciar o 28º dia de greve (21/10), os piquetes dos sindicatos da CUT em frente às agências bancárias, visivelmente enfraquecidos, já mostravam que a operação de desmonte estava sendo iniciada. Horas depois, o Comando da CONTRAF/CUT orientaria a aceitação da proposta e fim da greve, alegando que a negociação havia "chegado ao limite" e que a categoria não podia "correr o risco do TST", mesmo diante de um movimento que ainda não dava sinais de refluxo e que era plenamente capaz de arrancar conquistas através da luta.

    Com assembléias abarrotadas de gerentes e dirigentes cutistas, juntos, defendendo ardorosamente o fim da greve, a CUT consegue impor sua orientação na maioria das bases sindicais. Bases importantes como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, etc. ainda tentaram resistir e aprovaram a continuidade da greve no dia 21/10, entretanto, com o desmonte concretizado na maioria do país, os bravos que ainda resistiam foram obrigados a acabar com o movimento no dia posterior.


    O desmonte na Caixa abriu caminho para enterrar a greve no BNB

    Ao perceber que a tática acordada entre Governo Lula e CUT havia sido bem sucedida na greve da Caixa, a direção do BNB não se preocupou nem mesmo em mudar o roteiro e aplicou a mesma fórmula para enterrar a forte greve que durou 34 dias. Com a greve fragilizada pelo fim do movimento na Caixa, a direção do BNB foi ao TST e instaurou o dissídio com o objetivo de gerar um clima de terror entre os trabalhadores e, em seguida, apresentou uma proposta ridícula, que acrescentava somente um abono de R$ 500,00 e um adiantamento 1/3 do salário a ser pago em março de 2010, um "empréstimo de greve".

    A apresentação dessa provocação foi o suficiente para a maioria da Comissão de Negociação (CUT e CTB) orientar às bases a aceitação da proposta no dia 26/10, mesmo quando havia uma possibilidade concreta de avançar nas negociações, com o possível retorno da greve no Ceará (que já tinha assembléia marcada para quinta-feira, 29/10).

    Os bancários do BNB de Pernambuco ainda resistiram e mantiveram a greve no dia 27/10, no entanto, isolados, foram obrigados a encerrar o movimento. O saldo da greve é que, assim como na Caixa, os trabalhadores do BNB retornaram ao trabalho revoltados, pois tinham consciência de que o movimento resistia, de que era possível conquistar avanços, mas que o papel cumprido pelas direções ao orientar a aceitação da proposta foi determinante para desmantelar a resistência dos bancários.


    Para transformar a luta em vitória é preciso uma alternativa de direção

    Apesar profunda frustração com o resultado da greve, os bancários do BNB e da Caixa deram uma enorme demonstração de coragem e bravura ao levar à frente uma greve marcada pela colaboração entre direção dos bancos, Governo Lula e sindicalistas da CUT.

    O Movimento Nacional de Oposição Bancária, ligado à Conlutas, que nos últimos anos vem se construindo como uma alternativa para a categoria, esteve ao lado dos bancários e lutou, até o último momento, para derrotar a política de acordos da CUT com os patrões. O MNOB pressionou parlamentares, radicalizou os piquetes e defendeu a continuidade da greve quando a CUT e seus satélites tentaram enterrar o movimento.

    Não foi dessa vez que a categoria bancária conseguiu impor uma derrota aos governistas, no entanto, toda a sua luta não foi em vão. É o momento de aproveitar essa disposição para reorganizar forças e impulsionar a luta por uma alternativa de direção, que reflita os anseios e os interesses dos trabalhadores, que se coloque contra a Mesa Única da FENABAN, contra os índices rebaixados diante dos gigantescos lucros do setor financeiro e que se construa no classismo e na independência frente os patrões e governos.

    É verdade que uma parte significativa dos bancários é levada a desacreditar do instrumento da greve por conta do peleguismo e da política de colaboração da CUT e das outras entidades governistas. No entanto, apesar de uma indignação justa, esta é uma postura que somente ajuda os próprios governistas, pois significa cada vez menos lutas, menos mobilizações e, portanto, mais facilidade para que a burocracia consiga impor aos trabalhadores a sua política traidora.

    Por isso, este é momento de transformar a raiva, em mais lutas. Os bancários da Caixa e do BNB conseguiram, com todas as adversidades, acordos de gabinete e traições, construir uma luta memorável e se a vitória não veio agora, sem dúvidas virá quando os trabalhadores tomarem as rédeas dos processos de luta e construírem uma direção combativa e independente dos banqueiros e governos de plantão. O MNOB/Conlutas se apresenta como essa ferramenta e conclama a todos para construírem essa alternativa. Dessa forma, poderemos em breve avançar nas conquistas da categoria e na luta pelas transformações necessárias à sociedade.

    sábado, 17 de outubro de 2009

    Justiça nega abusividade do movimento e greve da Caixa se fortalece

    Mesmo com o ajuizamento do dissídio por parte da Caixa, os bancários em todo o país não se intimidaram com a intransigência de Lula e do seu “time” que hoje está à frente da direção da Caixa Econômica Federal
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    Apostando no TST para sair do impasse que a própria Caixa criou nas negociações, a direção da empresa e o Governo Lula sentiram o peso da mobilização dos bancários, que respondeu a essa política truculenta com luta.

    Ontem, um fortíssimo piquete em frente à CETEL (central que abriga cerca de mil trabalhadores terceirizados) impediu o funcionamento de dos setores de telemarketing e parte da tecnologia, em São Paulo. Uma ação radicalizada que há muito não se via numa greve de bancários.

    Além disso, no final da tarde de ontem, a maioria das assembléias decidiu manter a greve nacional e o movimento segue com força nos 26 estados e no Distrito Federal.


    Derrota na Justiça dá mais fôlego à greve

    Tentando não negociar com os trabalhadores ao utilizar a Mesa Única da FENABAN como escudo, Lula e a direção da Caixa se viram de mãos atadas frente a uma greve muito mais forte que nos últimos anos e apelaram para o dissídio e um pedido de liminar decretando abusividade da greve na última quinta-feira, 15/10.

    No entanto, a derrota veio a galope. A abusividade e a determinação de retorno ao trabalho foram negadas pelo tribunal. Essa derrota acirrou ainda mais os ânimos dos trabalhadores, que agora fortalecem e radicalizam a greve, enquanto a Caixa está sendo obrigada a esperar por duas audiências de conciliação (a primeira foi marcada para a próxima quarta-feira, dia 21/10) antes do julgamento do dissídio, com a maioria das suas agências fechadas.

    Esse cenário dá um fôlego a mais à greve e abre a possibilidade de, através do fortalecimento do movimento, os bancários conseguirem arrancar da Caixa as suas reivindicações.


    MNOB/Conlutas orienta aprovação de contraproposta e fortalecimento da greve

    O Movimento Nacional de Oposição Bancária (ligado à Conlutas) entende que este é o momento de ampliarmos e fortalecermos o movimento, pois há espaço para conquistar as reivindicações da categoria até o julgamento do dissídio. A orientação também se estende às bases sindicais que suspenderam o movimento. Os trabalhadores cujos sindicatos encerraram a greve devem exigir das direções que chamem novas assembléias para que retomem o movimento, pois essas localidades estão isoladas a partir do momento que a greve segue forte em mais de 90% das localidades.

    O MNOB/Conlutas orienta aos trabalhadores que aprovem nas assembléias a apresentação de uma contraproposta à direção da Caixa, que contemple:

    - PCF já! 6 horas sem redução de salário;
    - Isonomia: licença-prêmio e ATS para todos;
    - Reposição das perdas;
    - Não compensação dos dias da greve. Nenhuma punição aos que lutam por todos.

    Além disso, o MNOB/Conlutas está formando uma comissão de sindicalistas para exigir de parlamentares que intervenham junto ao Governo Lula para que se reabram as negociações e para que sejam atendidas as reivindicações dos bancários.

    Esta é uma iniciativa importante, que aliada ao fortalecimento da greve a partir de segunda-feira, 19/10, pode dar um norte político ao movimento, cobrando diretamente e jogando a responsabilidade da greve para Lula, a Casa Civil e seus ministérios, aumentando a possibilidade de vitória da categoria.


    Veja o quadro nacional do movimento

    A greve na Caixa segue forte em Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Ceará, Florianópolis, Bahia, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará/Amapá, Maranhão, Piauí, Goiás, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, Alagoas, Acre, Campo Grande (MS), Nova Friburgo (RJ), Feira de Santana (BA), Vitória da Conquista (BA), Andradina (SP), Assis (SP), Blumenau (SC), Campina Grande (PB), Catanduva (SP), Corumbá (MS), Dourados (MS), Guaratinguetá (SP), Jaú (SP), Lins (SP), Marília (SP), Naviraí (MS), Ponta Porá (MS), Presidente Prudente (SP), Presidente Wenceslau (SP), Ribeirão preto (SP), Rio Claro (SP), Rondonópolis (MT), Santos (SP), São Carlos (SP), São José dos Campos (SP), São José do Rio Preto (SP), Sorocaba (SP), Mogi das Cruzes (SP), Três Lagoas (MT), Tupã (SP), Vale do Ribeira (SP), Votuporanga (SP), Videira (SC), Atibaia (SP), Vale do Paranhana (RS), São Miguel do Oeste (SC), Chapecó (SC), Araranguá (SC), Concórdia (SP), Divinópolis (MG), Joaçaba (SC).

    Suspenderam a greve da Caixa: ABC Paulista, Itaperuna (RJ), Taubaté (SP), Araraquara (SP), Bragança Paulista (SP), Caxias do Sul (RS), Criciúma (SC), Franca (SP), Guarapuava (PR), Guarulhos (SP), Jau (SP), Jundiaí (SP), Piracicaba (SP), Santiago (RS), Teófilo Otoni (MG), Toledo (PR), Umuarama (PR), Araçatuba (SP), Arapoti (PR), Limeira (SP), Vale do Caí (RS), Campinas (SP), Guaporé (RS).

    Outros bancos em greve: Os trabalhadores do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e do Banco do Estado de Sergipe (Banese) também permanecem em greve, aguardando propostas da direção da empresa. O Banco da Amazônia apresentou nova proposta em negociação e os trabalhadores irão submetê-la às assembléias.

    segunda-feira, 12 de outubro de 2009

    Bancários da Caixa e BNB seguem em greve após mais uma traição da CUT

    Em conluio com os banqueiros e o Governo Lula, CUT orientou aceitação de acordo rebaixado para enfraquecer a greve. Ainda assim, trabalhadores da Caixa e BNB seguem na luta
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    Depois de iniciada a greve no dia 24/09, a direção da CONTRAF/CUT orientou que todos os sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores aceitassem na última quinta-feira (08/10), uma proposta de reajuste de 6% oferecida pelos banqueiros. Este reajuste rebaixado não contempla nem de longe os 23,35% de perdas acumuladas para os trabalhadores do setor privado e menos ainda a defasagem salarial nos bancos públicos.

    Mesmo diante de uma greve fortíssima que enfrenta um setor que foi um dos que mais lucraram no período de crise (só no primeiro semestre, os bancos no país lucraram mais de R$ 14 bilhões), a CUT preferiu seguir à risca a orientação de Lula e desmontar a greve para que o movimento dos trabalhadores não se chocasse com os planos do governo e da patronal.


    CUT e gerentes acabam a greve no BB

    No mesmo dia 08/10, o Banco do Brasil apresentou uma proposta que ratificava os 6% da FENABAN, acrescentando mais 3% sobre o Plano de Cargos e Salários, provando que é possível quebrar a Mesa Única e garantir uma greve unificada com negociações específicas, enfrentando diretamente o Governo e a direção das estatais.

    Ainda assim, a proposta do Banco do Brasil ainda era extremamente rebaixada e por esse motivo o Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB/Conlutas) se colocou radicalmente contrário à proposta, pois a greve tinha muita força e era possível arrancar muito mais.

    No entanto, as direções ligadas à CUT orientaram a aceitação do acordo tanto no setor privado quanto no Banco do Brasil e foi desmontando a greve nacional não porque os trabalhadores estavam satisfeitos com a proposta, mas fazendo terrorismo com os trabalhadores, agitando a proposta como uma "vitória" e atuando em unidade com os gestores do banco, que lotaram as assembléias em todo o país para acabar com o movimento.

    Mesmo diante de mais uma traição cutista, prosseguiram em greve nas assembléias do dia 08/10 as bases de Brasília, Belo Horizonte, Rio Grande do Sul, Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Paraíba, além dos sindicatos ligados ao MNOB/Conlutas (Rio Grande do Norte, Maranhão e Bauru), que orientaram a continuidade da greve.

    Em Brasília, Belo Horizonte (ambos ligados à CUT), o sindicato sequer conseguia intervir, tamanhas eram as vaias e manifestações de repúdio que os trabalhadores lançavam contra o peleguismo de suas direções. Entretanto, no dia seguinte, a CUT conseguiu o seu objetivo e foi enterrando o movimento nas bases que ainda resistiam, até acabar com a greve nacional.


    Caixa e BNB seguem na luta

    Mesmo diante de mais uma ação bem sucedida da CUT, os trabalhadores ainda não estão derrotados. Os bancários da Caixa e do BNB ainda constroem uma greve de peso, que não apresenta sinais de refluxo.

    A Caixa ainda não apresentou nenhuma proposta específica, apenas ratificou a proposta da FENABAN. Já o BNB, apresentou uma proposta muito rebaixada e que ainda precisaria de confirmação do DEST, para autorizar o acordo. Como resposta, os bancários da Caixa em todo Brasil seguem a greve em todos os estados e no BNB, os trabalhadores demonstram que não estão dispostos a acabar o movimento em troca de um "cheque em branco" do Banco do Nordeste.

    A tática da CUT já utilizada em anos anteriores, de isolar a greve da Caixa e do BNB, tem um objetivo claro: enfraquecer o movimento para facilitar o desmonte da greve com uma proposta rebaixada. Mas, é justamente nesse setor que o movimento está mais radicalizado e forte. A proposta do MNOB/Conlutas é fazer uma caravana a Brasília, com representações das bases sindicais, para que a partir desta terça-feira possamos forçar que o Governo a negociar.

    Além de reajuste, os bancários lutam por isonomia (ATS e Licença-Prêmio), contratação de mais empregados, melhorias no plano de cargos e salários, plano de funções, etc.

    Este é o momento de intensificar e radicalizar a greve, pressionando Lula, a direção dos bancos públicos e as direções sindicais governistas. Afinal, somente a unidade dos trabalhadores em luta pode derrotar essa aliança maligna.