Mostrando postagens com marcador Amanda Gurgel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amanda Gurgel. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Os socialistas e os mandatos parlamentares

Leia o artigo publicado no Opinião Socialista 453, de novembro de 2012, sobre a atuação dos revolucionários no parlamento burguês



Vereador operário Cleber Rabelo, de Belém (PA)
Tiveram grande repercussão na imprensa as declarações de Amanda Gurgel de que, após ser eleita a vereadora mais votada em Natal (RN), viveria apenas com um valor similar ao que recebe como professora. Mais recentemente, Amanda anunciou ainda que disputará a presidência da Câmara de Vereadores de Natal, tendo como principal proposta a redução do salário dos vereadores. O rebuliço foi geral.

Os trabalhadores, obviamente, viram na atitude de Amanda um gesto de honestidade e a apoiaram totalmente. Já a imprensa a atacou duramente, qualificando a decisão de “infantil”, mera “verborragia” e outros adjetivos ainda menos elogiosos. Algo parecido aconteceu com Cleber Rabelo em Belém (PA), que já declarou que uma de suas primeiras propostas na Câmara será a redução do salário dos vereadores.

A atitude de Amanda e Cleber não é casual ou impensada. Ao contrário, é coerente com a compreensão que o PSTU tem sobre as Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas, Câmara de Deputados e o Senado, ou seja, toda a estrutura parlamentar do Estado capitalista moderno. Cabe aqui explicar o que exatamente pensamos sobre o tema.


Um covil de bandidos a serviço dos ricos

Para dar um ar de legitimidade às suas leis, os governos precisam aprová-las em uma instituição coletiva, eleita por voto universal. É o caso das Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas, Câmara de Deputados e Senado Federal. Mas essas instituições se encontram sob o completo controle do próprio governo. Em primeiro lugar, devido ao sistema eletivo, que garante ao poder econômico todas as condições para conquistar a ampla maioria dos mandatos. Em segundo lugar, pela corrupção, que, em última instância, nada mais é do que a compra dos votos dos parlamentares para que aprovem seus projetos de miséria e destruição. Quem duvida disso, que siga o “trabalho” da Câmara de Vereadores do Rio, que em breve deve votar, a pedido do prefeito Eduardo Paes, a transformação de uma Área de Preservação Ambiental da Zona Sul em campo de golfe para as Olimpíadas de 2016. Os exemplos de atrocidades como essa são praticamente infinitos.

Por isso, as Câmaras e Assembleias Legislativas não são, e nem podem ser, uma verdadeira arena de disputa pela transformação da sociedade. Com ou sem corrupção, o parlamento moderno só serve aos ricos. A chamada “Casa do Povo” não passa de um covil de bandidos engravatados, “300 picaretas com anel de doutor”, como dizia a ótima canção dos Paralamas do Sucesso... Nenhuma lei progressiva ou que beneficie os trabalhadores pode ser aprovada por essas instituições, a não ser como raríssima exceção.


Os socialistas dentro do parlamento

Por isso, os socialistas atuam no parlamento com objetivos bastante claros. Por um lado, queremos utilizar a tribuna parlamentar para a denúncia do próprio parlamento, para combater as ilusões que os trabalhadores ainda têm nesse antro de deliquentes. Assim, os parlamentares socialistas são os maiores denunciadores das enganações dos governos e empresas, de toda a corrupção e roubalheira que reina nessas instituições, de todas as tentativas de enganar o povo por meio de leis e medidas que só atacam e retiram direitos.

Por outro lado, os socialistas não apenas denunciam, mas também utilizam todas as possibilidades do mandato parlamentar para resistir ou adiar a aprovação dessas mesmas leis e medidas: pedidos de vistas, obstrução da pauta, manobras regimentais, ocupação da Câmara ou Assembeia pela população para impedir a aprovação de determinada lei etc.



Isso não significa que não apresentemos projetos de leis que beneficiem os trabalhadores e não lutemos por sua aprovação. Ao contrário, formularemos os mais variados projetos que tenham por objetivo ampliar direitos, fortalecer os serviços públicos, diminuir a exploração do povo, acabar com as raízes da violência e da miséria etc. Mas sabemos que apenas em situações muito excepcionais esse tipo de projeto pode ser aprovado. Em sua essência, a atuação parlamentar dos socialistas gira em torno da denúncia e resistência.


O impulso às lutas diretas

Mas a principal tarefa dos parlamentares socialistas passa por fora das Câmaras e Assembleias Legislativas. Os socialistas utilizam a tribuna parlamentar, em primeiro lugar, para promover, impulsionar, divulgar e organizar as lutas diretas dos trabalhadores.

Que empolgante seria, por exemplo, para os trabalhadores, ouvir hoje, desde a tribuna parlamentar, um discurso que denunciasse as atrocidades cometidas pelo Estado nazista de Israel na Faixa de Gaza e convocasse uma grande manifestação contra este genocídio. Tal discurso certamente causaria grande impacto em toda a população e poderia ser, junto com a agitação na base, um elemento importante para que os trabalhadores saíssem de fato às ruas em defesa do povo palestino. Com esse espírito trabalharão os parlamentares do PSTU.


O controle coletivo sobre os mandatos

Os mandatos parlamentares são fonte de uma enorme pressão reformista, elitista e de acomodação política e social. Para que os parlamentares socialistas não se adaptem à lógica institucional burguesa, os mandatos do PSTU são geridos coletivamente. Cada projeto é discutido nas instâncias coletivas do partido, onde os militantes opinam, ajudam, trabalham e criticam. A posição perante cada votação também é decidida entre todos, e o parlamentar é o porta-voz de um coletivo muito maior do que ele próprio, o que lhe confere ainda mais força e autoridade.

O segundo mecanismo de controle sobre os parlamentares são os próprios eleitores, que são convidados a opinar e a participar do mandato da maneira mais próxima e cotidiana possível: por um lado, através da presença constante desses eleitores no gabinete. Por outro, através de visitas regulares do próprio parlamentar aos bairros, empresas e escolas que o elegeram, para ouvir in loco, as queixas e sugestões dos trabalhadores.

Assim, um parlamentar do PSTU nunca se coloca acima do coletivo. O controle coletivo sobre o mandato não o deixa esquecer que está ali graças a seus companheiros e aos trabalhadores que depositaram seu voto em um projeto que sempre foi, e nunca pode deixar de ser, coletivo.


O dinheiro do parlamento

Para os parlamentares comuns, o gabinete é uma verdadeira mina de ouro: salários altíssimos para o parlamentar e seus assessores, celular liberado, verba de gabinete, diárias, passagens de avião, jetons, bonificações e um sem número de benefícios e gratificações.

No PSTU, as coisas são diferentes. Em primeiro lugar, nosso parlamentar, ao ser eleito, continua recebendo o mesmo salário que recebia em sua antiga profissão, ou um pouco mais, caso seu antigo salário esteja abaixo da média recebida pelos trabalhadores qualificados em geral. Todo o resto é usado para financiar as lutas sociais que o partido considere importante. O mesmo ocorre com o salário dos assessores e qualquer outra verba ou vantagem que provenha do gabinete.

Fazemos isso para que o parlamentar eleito não esqueça nunca como vivem, o que comem, como se deslocam e o que vestem os trabalhadores que o elegeram.


A verdadeira arena de batalha

Em resumo, durante os próximos quatro anos, o PSTU usará seus mandatos parlamentares, toda sua projeção, estrutura e dinheiro, como um ponto de apoio para a luta, a organização e a conscientização dos trabalhadores. Mas nunca esqueceremos que se trata de um ponto de apoio secundário, que a verdadeira luta passa por fora das Câmaras e Assembleias Legislativas. Passa pela mobilização das massas trabalhadoras em suas empresas, escolas e, sobretudo, nas ruas, estas sim, a verdadeira arena de batalha e disputa na sociedade moderna.


A tradição revolucionária

Em 1920, a Internacional Comunista (IC), o partido mundial da revolução socialista criado depois da Revolução Russa, definiu os princípios fundamentais que deveriam reger a ação dos parlamentares socialistas no mundo inteiro. Essas diretrizes são válidas até hoje e sobre elas nos baseamos para gerir nossos mandatos. Eis alguns trechos da resolução do 2º Congresso da IC. sobre o tema:

“O governo parlamentar tornou-se a forma 'democrática' de dominação da burguesia, que, em certo grau do seu desenvolvimento, necessita da ficção de uma representação popular. Aparecendo exteriormente como uma organização da 'vontade do povo', acima das classes, é, no entanto, um instrumento de coerção e de opressão das massas nas mãos do capital”.

“A luta das massas constitui todo um sistema de ações em desenvolvimento contínuo que assume formas cada vez mais duras e conduzem, logicamente, à insurreição contra o Estado capitalista. Nesta luta de massas que se transformará em guerra civil, o partido dirigente do proletariado deve, regra geral, fortificar todas as posições legais, ter pontos de apoio secundários de sua ação revolucionária e subordiná-los ao plano da campanha principal, quer dizer, à luta de massas”.

“Esta ação parlamentar que consiste, essencialmente, em utilizar a tribuna parlamentar para fazer a agitação revolucionária, para denunciar as manobras do adversário, para agrupar em torno de certas idéias as massas prisioneiras de ilusões democráticas e que, sobretudo nos países atrasados, voltam ainda os seus olhares para a tribuna parlamentar, esta ação deve estar totalmente subordinada aos objetivos e às tarefas da luta extra-parlamentar das massas”.

“Quando estas condições (...) são cumpridas, a atividade parlamentar está em completa oposição com a repugnante politicagem dos partidos social-democratas de todos os países, cujos deputados estão no parlamento para apoiar esta 'instituição democrática' ou, no melhor dos casos, para 'conquistá-la'. O Partido Comunista só pode admitir a utilização exclusivamente revolucionária do parlamento”.



Retirado do Site do PSTU

quarta-feira, 13 de março de 2013

Mulheres trabalhadoras denunciam violência machista e exigem políticas de proteção em Natal

Centenas de mulheres foram às ruas da capital potiguar no dia 8 de março para exigir dos governos investimentos reais que garantam a aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha.



Detalhe do ato
A cada duas horas uma mulher é morta no Brasil. Tamanha violência faz o país ocupar a 7ª posição no número de assassinatos, entre outras 84 nações. Diante desta sombria constatação, fica difícil transformar o 8 de março em um dia de festas, bombons e flores. Mas tão pouco serve como data para lamentações. O dia que homenageia as 129 operárias de uma fábrica de tecidos nos Estados Unidos é, antes de tudo, um dia de combate ao machismo e à exploração do capitalismo.

Pensando nisso, centenas de mulheres trabalhadoras cobriram de vermelho e lilás as ruas do centro de Natal na última sexta-feira. Numa belíssima manifestação pública, que fechou uma das faixas da Av. Rio Branco, uma das principais vias da cidade, elas denunciaram a violência machista e a falta de políticas efetivas de proteção às mulheres. “Feministas contra o machismo! Feministas contra o capital! Feministas contra o racismo, contra o terrorismo neoliberal!”, cantavam.

A manifestação foi organizada por grupos feministas, sindicatos, entidades estudantis, movimentos populares e partidos de esquerda, como PSTU e PSOL. O protesto expressou a unificação na luta de diversas organizações, com exceção do PT e da CUT que romperam e preferiram fazer uma marcha em defesa do governo federal. “Esse ato unificado é muito importante. Mostra que a luta das mulheres é conjunta com a de todos os trabalhadores e jovens”, destacou a estudante Géssica Régis, da Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (ANEL)

O ato político e cultural também reuniu muitos homens, mostrando que a união entre trabalhadoras e trabalhadores é decisiva para combater a opressão que só aprofunda a exploração do capitalismo. “Quem bate em mulher não é covarde, e sim criminoso”, dizia um cartaz pintado pelo militante João Henrique Galvão.




“Não basta ser mulher. É preciso ser uma mulher trabalhadora”

A manifestação não poupou críticas à presidenta Dilma, à governadora Rosalba Ciarlini e ao prefeito Carlos Eduardo por não investirem recursos suficientes para garantir a segurança das mulheres trabalhadoras. No ano passado, sob a gestão de Micarla de Sousa, a prefeitura aplicou menos de 0,05% do orçamento em políticas de combate ao machismo. Este ano o percentual também é menor. “Precisamos de uma política que realmente traga mudanças, de investimentos, de governos comprometidos com o fim da exploração e da opressão capitalistas”, disse a assistente social Rosália Fernandes, dirigente do PSTU.

As principais reivindicações do protesto exigiam a aplicação da Lei Maria da Penha e a ampliação da proteção às mulheres, a suspensão dos projetos de reformas do Código Penal, da Previdência e da legislação trabalhista, que visam retirar direitos, e a legalização do aborto. A construção de creches em período integral, casas-abrigo, delegacias especializadas e a reativação da Secretaria da Mulher em Natal também foram reivindicadas. A luta das trabalhadoras terceirizadas para não serem demitidas também foi destaque.

O ato público ainda denunciou a ameaça da redução de direitos prevista no Acordo Coletivo Especial (ACE), um projeto elaborado pela CUT e que o governo Dilma pretende aprovar no Congresso. “O ACE vai atacar principalmente as mulheres trabalhadoras, que já estão muito fragilizadas em seus direitos. É uma vergonha que isso esteja sendo preparado pelas mãos do governo de uma mulher”, denunciou a diretora do Sindsaúde, Simone Dutra.

O mandato da vereadora Amanda Gurgel (PSTU) participou do ato, apoiando a construção do 8 de março desde o início. Na mesma semana, a vereadora já havia realizado uma audiência pública para debater o tema da violência contra as mulheres e as políticas de proteção. Na ocasião, um grupo temático foi formado para elaborar projetos de lei que possam ser apresentados pela professora.

No protesto, Amanda Gurgel denunciou a falta de investimentos dos governos e destacou que não basta ser mulher para realizar as mudanças necessárias. Ela também colocou o mandato à disposição da luta das trabalhadoras. “Faltam creches, casas-abrigo, delegacias especializadas, centros de referências e emprego para as trabalhadoras. Sem isso, o discurso de libertação das mulheres por parte dos governos não passa de demagogia. Não basta ser uma mulher. É preciso ser uma mulher trabalhadora para saber das necessidades de cada uma de nós”, defendeu a vereadora do PSTU.


Retirado do Site do PSTU

sexta-feira, 1 de março de 2013

Mandato da vereadora Amanda Gurgel realiza Seminário sobre Educação Pública em Natal

Encontro reuniu educadores, pais e estudantes para discutir a crise na educação pública e seu financiamento, as reivindicações dos trabalhadores, os projetos e as ações do mandato.



1º Seminário sobre Educação Pública em Natal realizado pelo mandato da vereadora Amanda Gurgel
Envolver a comunidade escolar e os trabalhadores na luta pelo ensino público de qualidade e na elaboração política dos projetos de lei. Foi com essa ideia que o mandato da vereadora Amanda Gurgel (PSTU) realizou o seu 1º Seminário sobre Educação Pública em Natal, no último sábado, dia 23. O encontro ocorreu no auditório do IFRN e reuniu educadores, pais e estudantes para discutir a crise na educação pública e seu financiamento, as reivindicações dos professores, a educação infantil e as ações do mandato.

O objetivo do evento foi mais do que alcançado. Do seminário, saíram diversas propostas que vão ajudar na elaboração dos projetos de lei do mandato. Entre elas estão, por exemplo, a exigência do cumprimento imediato da aplicação de 25% dos impostos em educação pública, o investimento de 30% de todo o orçamento do município em educação, em 2014, e a garantia de salas de aula com limite máximo de 20 alunos.

Foram aprovadas ainda propostas de reestruturação completa das escolas, com climatização das salas e recursos tecnológicos; pagamento do Piso Nacional do Dieese para professores em início de carreira, fim das terceirizações com efetivação dos terceirizados e criação de formas de combate ao machismo, racismo e homofobia nas escolas.

Para a realização do seminário, o mandato da vereadora Amanda Gurgel também garantiu uma creche para que as mulheres trabalhadoras pudessem participar do evento.


Políticas públicas, financiamento e neoliberalismo na educação

O seminário promoveu uma mesa redonda com a participação dos educadores Magnus Gonzaga, Rogério Gurgel e da vereadora Amanda Gurgel. O professor e presidente estadual do PSTU no Rio Grande do Norte, Dário Barbosa, fez a abertura do seminário saudando os participantes e desejando a todos um bom debate. O vereador do PSOL, Sandro Pimentel, parabenizou a iniciativa. "Parabenizo a vereadora Amanda Gurgel e

o PSTU por essa importante iniciativa. É fundamental discutir os problemas da educação para apontar soluções"
, disse o vereador.
Professor da UFRN e doutorando em Educação, o educador Magnus Gonzaga fez uma exposição sobre a história e as implicações das políticas públicas a partir da década de 1990. Magnus explicou que as políticas públicas sempre são orientadas por uma perspectiva de sociedade. “Como vivemos sob o capitalismo, a educação também é orientada pela perspectiva dos valores capitalistas”, disse.

O professor da UFRN resgatou a história das políticas públicas, implementadas a partir do Consenso de Washington, de 1989, sob a orientação do Banco Mundial, e atacou duramente o neoliberalismo. “O objetivo do Banco Mundial para a educação foi o de transformar um direito em mercadoria, aplicando a política neoliberal de se fazer mais com menos investimento. Daí a recomendação, por exemplo, de termos 40 ou 50 alunos por sala de aula”, criticou.

O também professor da UFRN e especialista em financiamento da educação pública, Rogério Gurgel, destacou que as políticas neoliberais de financiamento na educação levaram o professor a se tornar o profissional com menor remuneração entre os de formação semelhante. “O piso se transformou no teto por falta de políticas de desenvolvimento da carreira do professor. O educador infantil, por exemplo, é uma espécie de sub-educador do ponto de vista do salário”, afirmou.

Rogério Gurgel disse ainda que o baixo financiamento da educação pública tem relação com os planos neoliberais que prevêem um enxugamento das responsabilidades do estado. Ele também criticou a avaliação de desempenho que vincula o avanço do educador na carreira a um julgamento injusto, no qual o estado não é responsabilizado pela falta de investimento. “A orientação do neoliberalismo na educação é não pagar nem mesmo o piso e a avaliação de desempenho é a palavra-chave do ataque neoliberal na educação”, ressaltou Gurgel.

O especialista em financiamento defendeu, por fim, a necessidade de os professores iniciarem a profissão com o piso nacional do Dieese, no valor atual de R$ 2.234. Rogério Gurgel disse ainda que a melhoria da educação está relacionada a investimentos cada vez maiores. “É preciso aliar o investimento em educação pública ao crescimento do PIB, sempre na perspectiva de se elevar cada vez mais os recursos”, apontou o professor.


“Sem investimento, não há educação de qualidade”

A professora e vereadora do PSTU, Amanda Gurgel, criticou a forma como o ensino público é tratado no capitalismo. "Nessa sociedade, a prioridade não é formar intelectuais nas escolas, é só oferecer o básico do básico, porque os governos não usam os recursos para financiar a educação pública. Usam para pagar a dívida pública aos bancos, o que leva metade do orçamento do país todos os anos", denunciou a vereadora socialista.

Amanda afirmou que os governos tentam convencer a sociedade de que a culpa pelo caos na educação é dos professores, transferindo a responsabilidade do estado. “Exigem de nós um brilho nos olhos e uma paixão por ensinar. Mas esse é um pedido absurdo diante das péssimas condições das escolas e do salário que nos pagam. É bonito falar em ‘todos pela educação’, quando a responsabilidade do estado é transferida para ONGs e todo tipo de voluntários. Isso está errado. Sem investimento, não há educação de qualidade”, argumentou.

A professora ainda ressaltou que a educação deve ser um direito e não uma mercadoria, como quer o capitalismo. “Se a educação é um direito, então por que um trabalhador precisa se endividar para poder estudar?”, questionou Amanda.

A vereadora do PSTU encerrou afirmando que as propostas aprovadas no seminário não vão resolver todos os problemas da educação, mas são necessárias para que se tenha uma escola pública minimamente digna. “É preciso que fique bem claro que a escola que nós queremos não surgirá no capitalismo, e sim na sociedade socialista”, concluiu.


Retirado do Site do PSTU

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Bloco Cuscuz Alegado leva irreverência e indignação para a folia das ruas de Natal

Bloco de carnaval contou com a participação da vereadora Amanda Gurgel e reuniu trabalhadores para protestar contra as injustiças e o descaso dos governos.


Paulo Almeida
Foliões protestaram e se divertiram no 2° ano do bloco
“Eu falo, eu falo! A saúde tá precária e o povo abandonado. E a Rosalba, governadora, não dá assistência pra classe trabalhadora”, dizia uma das músicas cantadas pelos foliões indignados do bloco Cuscuz Alegado, que desfilou em 2013 pelo segundo ano no carnaval de Natal. As paródias das marchinhas, com mensagens de protesto contra o caos na saúde e na educação, se transformaram numa marca registrada da brincadeira. No sábado e na segunda, o bloco desfilou pelas ruas de Ponta Negra e da Redinha, denunciando as injustiças e o descaso dos governos com os serviços públicos. Tudo com muita irreverência, alegria e criatividade.

Politizando a avenida e carnavalizando as lutas, o Cuscuz Alegado arrastou muitos foliões durante os dois dias de desfiles. Animado pelo batuque do grupo musical “Resistência da Lata”, o bloco levou para a avenida protestos contra a falta de transporte coletivo, o atraso no pagamento dos terceirizados e o recente aumento nos salários dos vereadores e do prefeito de Natal. “Esse é o nosso segundo ano no bloco e essa é uma parceria de extrema importância pra gente. Como temos uma proposta de arte e educação, o Cuscuz Alegado só nos ajuda a conciliar essa mistura.”, comentou o professor Marcos Vinícius, coordenador da banda “Resistência da Lata”.


“Olha o salário do mané”

No primeiro dia de desfile, em Ponta Negra, os foliões do Cuscuz Alegado foram surpreendidos com a presença do prefeito Carlos Eduardo (PDT), que apareceu no local para conferir outros blocos. Trabalhadores, estudantes e militantes do PSTU aproveitaram para mandar um recado ao chefe do executivo municipal, que sancionou um aumento no próprio salário. “Olha o salário do mané! O que ele quer? O que ele quer? Será que ele vai à Europa? Será que só come filé? Ele vem de uma oligarquia. O trabalhador pra ele é ralé! Olha o salário dele! Corta o salário dele! Olha o salário dele! Corta o salário dele!”, cantavam indignados, diante de um prefeito constrangido.

Durante o desfile, o PSTU também coletou assinaturas dos foliões para um abaixo-assinado contra o aumento dos salários dos vereadores e do prefeito. Sancionada este ano, a medida tem gerado muita indignação na população, principalmente entre os trabalhadores terceirizados que estão com o pagamento atrasado. “O ponto alto do bloco foi poder cantar a nossa marchinha na cara do prefeito Carlos Eduardo”, desabafou a professora universitária Érica Galvão, uma das organizadoras do bloco.

Ela destacou ainda o crescimento do Cuscuz Alegado, que começou com um pequeno grupo de educadores e foi atraindo trabalhadores de outras categorias, justamente por resgatar a irreverência do carnaval e seu perfil popular. “Os trabalhadores atenderam ao chamado. Vieram para as oficinas, para a confecção das alegorias, das marchinhas. A gente viu que o pessoal aprendeu a cantar todas as músicas, realmente protestando, botando a boca no trombone, falando do descaso na saúde, na educação”, contou Érica.




A marca do Cuscuz

Uma das fundadoras do bloco Cuscuz Alegado, a professora e vereadora do PSTU, Amanda Gurgel, participou ativamente dos dois dias de desfiles. Para ela, foi muito gratificante poder reunir protesto político e carnaval com o objetivo de conscientizar a população. “Tivemos muitas marchinhas que são verdadeiras palavras de ordem. Teve marchinha sobre o caos na saúde, responsabilizando a governadora pelo abandono do nosso maior hospital. Marchinhas contra o racismo, a homofobia, o machismo. Muitos temas atuais, como o aumento na gasolina. Foi bastante criativo”, destacou Amanda.

Para a vereadora socialista, além de um momento de diversão, o carnaval também pode ser um importante espaço de politização dos trabalhadores. “Queremos deixar a marca do Cuscuz Alegado, que é um bloco da educação e dos trabalhadores, mas também queremos deixar a marca do PSTU, do nosso mandato e, principalmente, a marca do que nós pensamos em relação a esses temas que são importantes demais para a população”, afirmou a professora.

Como não poderia ser diferente, durante os dois dias de desfile, o bloco ainda distribuiu muito cuscuz aos foliões. Tudo doado pelos próprios trabalhadores. Uma deliciosa forma de ironizar a lei que proíbe os professores de se alimentarem da merenda escolar.


Retirado do Site do PSTU

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Com irreverência e protesto, ‘Cuscuz Alegado’ desfila no carnaval de Natal pelo segundo ano

Bloco que denuncia descaso dos governos foi inspirado no desabafo da professora Amanda Gurgel


O bloco de carnaval “Cuscuz Alegado” foi criado em 2012 por um grupo de professores indignados com o caos na educação pública. Com bastante criatividade e ousadia, o bloco vai desfilar em Natal pelo segundo ano, denunciando os problemas nas escolas, o descaso dos governos e muitas outras injustiças, como o recente aumento nos salários dos vereadores e do prefeito. Este ano, a falta de transporte coletivo em Nova Natal e o não pagamento dos salários e direitos dos terceirizados também estarão na mira das denúncias dos foliões do “Cuscuz Alegado”.

O bloco sairá dois dias neste carnaval. No sábado, dia 9, a brincadeira começa na Praça Praia de Ponta Negra, por trás do Vilarte, em Ponta Negra. Na segunda-feira, dia 11, a largada do bloco é na Praça do Cruzeiro, na Redinha. Nos dois dias, a concentração dos desfiles será às 16 horas. A animação e a batucada ficam por conta do grupo musical Resistência da Lata.

Entre as fundadoras do “Cuscuz Alegado” está a professora e vereadora do PSTU, Amanda Gurgel, que tornou famosa a expressão que dá nome ao bloco. Em 2011, durante uma greve, Amanda denunciou na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte o drama da educação. O vídeo com o desabafo foi parar na internet e alcançou milhões de acessos. Entre outras coisas, Amanda criticou o fato de a justiça e o governo proibirem os professores de se alimentarem da merenda escolar, alegando que o cuscuz é destinado apenas aos alunos. Nascia, assim, a expressão “cuscuz alegado”.



Inicialmente formado por um pequeno grupo de educadores, o bloco acabou atraindo foliões de outras categorias ao longo da sua formação, exatamente por resgatar a irreverência do carnaval e seu perfil popular. Além de um espaço para alegria e divertimento, o “Cuscuz Alegado” é também um lugar de protesto, onde a população e os trabalhadores tem voz para expressar sua indignação contra a exploração e o descaso dos governantes. “Este é um bloco aberto a todos que queiram se divertir e denunciar a falta de transporte, a crise na saúde, o descaso com a educação. É um bloco pra mostrar as injustiças com muita irreverência, como no caso deste aumento salarial escandaloso que os vereadores e o prefeito de Natal deram si mesmos.”, comentou a professora Amanda Gurgel.

Nos dois dias de desfile, o bloco ainda irá distribuir cuscuz aos foliões, algo que já virou uma marca registrada da brincadeira. “O governo e a justiça proíbem a merenda escolar para os trabalhadores da educação. Mas no nosso bloco isso não existe, o cuscuz é liberado pra todo mundo.”, explica a professora Luana Paôla, uma das organizadoras do bloco. Ela também esclarece que tudo no “Cuscuz Alegado” vem de doações dos próprios foliões e trabalhadores. “Nos desfiles, até passamos o chapéu para arrecadarmos dinheiro para pagar a banda.”, finaliza.


Retirado do Site do PSTU

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Plenária discute as primeiras iniciativas do mandato de Amanda Gurgel em Natal

Encontro reuniu militantes, apoiadores e trabalhadores de diversas categorias



Plenária contou com a participação de dois ex-vereadores do partido.
Em Natal, a tarde de sol do último sábado, dia 12, era um convite para as pessoas irem à praia, mesmo com a cidade ainda respirando o caos da desastrosa administração da ex-prefeita Micarla de Sousa (PV). Mas o programa escolhido por dezenas de apoiadores, militantes e trabalhadores de diversas categorias foi outro. As cadeiras do auditório do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) nem demoraram a serem ocupadas por professores, estudantes, servidores da saúde pública, petroleiros, rodoviários, entre outros. Estavam todos ali, cerca de 110 pessoas, para a primeira plenária do mandato da professora Amanda Gurgel (PSTU.

A plenária da vereadora mais votada da história de Natal foi realizada com o objetivo de convocar os trabalhadores a participarem da elaboração dos projetos e das primeiras iniciativas do mandato socialista. A abertura do evento ficou por conta dos cordelistas Nando Poeta, Abaeté do Cordel e Hélio Gomes, que abrilhantaram o momento com suas poesias. Uma delas, inclusive, foi dedicada pelo poeta Hélio Gomes ao mandato da professora Amanda Gurgel. “Mandato socialista / Vai à rua, vai à praça / Leva o povo para a Câmara / Pra gritar, ganhar na raça / Benefícios pra cidade / Ou impedir qualquer trapaça.”, dizia um trecho.

Para enriquecer o debate político sobre como deve ser um mandato socialista, a plenária contou com as importantes participações de dois ex-vereadores do partido. Fábio José, eleito pelo PSTU em Juazeiro do Norte (CE), entre os anos de 2001 e 2004, e Romildo Raposo, eleito pelo PT em Diadema (SP), nos anos de 1989 e 1992 (Romildo era da corrente interna Convergência Socialista, uma das fundadoras do PSTU). Nas palestras coordenadas pelo professor Dário Barbosa, presidente estadual do partido, os dois ex-vereadores contaram suas experiências de luta política no parlamento e alertaram sobre as dificuldades que os revolucionários enfrentam no terreno do inimigo.

Antes do início da plenária, foi respeitado um minuto de silêncio em memória do operário da construção civil de Belém (PA) e militante do PSTU, Adilson Duarte, que morreu afogado no último dia 6.


“Não se chega ao socialismo pelo parlamento.”

Em sua exposição, Fábio José destacou as principais características que marcam a atuação de um mandato socialista e fez relatos impressionantes de quando foi vereador em Juazeiro do Norte. O professor da Universidade Rural do Cariri (URCA) disse que o parlamento burguês deve servir unicamente como ponto de apoio dos revolucionários para mobilizar os trabalhadores em direção a uma profunda mudança social.“O mandato socialista tem que servir para potencializar e fortalecer a mais elementar reivindicação dos trabalhadores. Se nós queremos fazer uma revolução nesse país, nós devemos disputar a consciência das massas trabalhadoras. Um mandato parlamentar ajuda nessa luta, mas não é o objetivo final. Não se chega ao socialismo pelo parlamento.”, assegurou o ex-vereador do PSTU.

Fábio José falou também sobre as pressões que o parlamentar socialista pode sofrer por atuar de forma combativa. Durante seu mandato, o professor universitário apresentou projetos em defesa dos trabalhadores, apoiou lutas na cidade e foi responsável pelas denúncias de corrupção que derrubaram a Mesa Diretora da Câmara de Juazeiro. “Os parlamentares burgueses vão tentar nos intimidar. Quando fui vereador em Juazeiro passei duas semanas com um matador rondando o quarteirão da minha casa. Quem garantiu a minha segurança, quando sofri ameaças de morte, foi o partido. Não foi a polícia.”, lembrou.

O ex-vereador pelo PSTU encerrou sua apresentação destacando a importância do mandato da professora Amanda Gurgel e da iniciativa da plenária com a população. “Temos a convicção de que a Amanda pode traduzir os anseios dessa coletividade, apresentando projetos de interesse dos trabalhadores e sendo uma porta-voz. Essa plenária é o primeiro passo para organizar aqueles que querem mudar Natal, o Brasil e o mundo.”, disse.


“Covil de bandidos”

Romildo Raposo foi vereador em Diadema (SP) entre os anos de 1989 e 1992. Eleito pelo PT (Romildo fazia parte da corrente Convergência Socialista, uma das fundadoras do PSTU), ficou conhecido pelas lutas em defesa dos metalúrgicos e, principalmente, pelo apoio à causa do movimento por moradia. Na primeira plenária de apoiadores do mandato de Amanda Gurgel, o hoje professor de Sociologia da Educação na UFPB não teve dúvidas sobre como qualificar o lugar que a professora terá de frequentar pelos próximos quatro anos. “Ela vai estar num covil de bandidos. E vai precisar da ajuda de vocês e do partido para enfrentá-los.”, afirmou Romildo.

Como vereador, Raposo chegou a ser preso, por 45 dias, depois de apoiar e participar de um ato público durante uma ocupação de um terreno abandonado. O apoio de seu mandato foi decisivo para a conquista das casas pelos moradores. O fruto desta luta, a Vila Socialista, está de pé até hoje em Diadema. Para Romildo, essa experiência ilustra bem como deve ser a atuação de um parlamentar socialista. “É preciso fazer muita denúncia, apresentar projetos que atendam as necessidades dos trabalhadores e sempre discutir tudo com as categorias, com os moradores dos bairros. É pra mobilizá-los que usamos o mandato.”, explicou. E concluiu: “O mandato socialista precisa ter independência de classe e compromisso com os trabalhadores.”.




“Me senti fortalecida com a plenária”

Nestes primeiros dias de mandato, a professora Amanda Gurgel já deu uma clara demonstração de como será a atuação socialista do PSTU em Natal. Nas sessões extraordinárias da semana passada, Amanda denunciou e votou contra a proposta da Câmara que aumentou o número de cargos comissionados dos vereadores. A professora apresentou um projeto substitutivo proibindo a criação de mais 80 cargos desnecessários, mas a maioria da Câmara foi contrária. “A cidade neste caos em que se encontra, com o ano letivo encerrado mais cedo, a saúde numa calamidade, e a mesa diretora da Câmara de Natal convocou uma sessão extraordinária simplesmente para aprovar um aumento de cargos comissionados dos vereadores. Um desrespeito.”, criticou Amanda, durante a plenária.

A vereadora afirmou também que o mandato estará a serviço das lutas dos trabalhadores por saúde e educação públicas de qualidade, transporte e em defesa das mulheres que sofrem com o machismo. Amanda lembrou que sua atuação na Câmara não será indiferente diante da violência machista e disse que o mandato irá lutar, junto com as mulheres, pela criação de delegacias especiais e casas-abrigo. “Em briga de marido e mulher, nosso mandato vai, sim, meter a colher.”, avisou.

Ao final de sua exposição, a professora agradeceu a presença dos apoiadores e fez um convite para que todos seguissem participando do mandato, ajudando a mobilizar os trabalhadores e a elaborar os projetos que serão apresentados na Câmara. Amanda anunciou, inclusive, a criação de grupos de trabalho dos quais os trabalhadores deverão participar para discutir propostas sobre diversos temas da cidade. “Me senti fortalecida com a plenária. As pessoas demonstraram que continuam com essa indignação, com a chama da indignação acesa. Demonstraram isso nessa plenária quando se dispuseram a fazer parte dos grupos de trabalho. E isso é bom demais.”, comemorou a vereadora.


Participação popular

A primeira plenária do mandato da vereadora Amanda Gurgel foi bastante representativa. Participaram do evento trabalhadores de diversas categorias, como professores, profissionais da saúde, rodoviários e petroleiros. Destaque ainda para os moradores do Conjunto Nova Natal, onde Amanda é professora. Várias entidades também compareceram à plenária, a exemplo da Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL), centros acadêmicos da UFRN, Coletivo Feminista Leila Diniz e os Sindicatos dos Trabalhadores da Saúde e Educação de São Gonçalo do Amarante (Sindsaúde e Sinte).

Durante a plenária, muitos trabalhadores e trabalhadoras fizeram declarações de apoio ao mandato, deram sugestões de iniciativas e se dispuseram a participar da elaboração dos projetos. A professora de Língua Portuguesa, Ricaline da Costa, foi uma delas. “Sou professora, mas quero participar do grupo de trabalho da saúde porque sou usuária do SUS e acredito que devemos lutar para que ele seja de qualidade para todos.”, disse. Ricaline foi filiada ao PT por dez anos, mas deixou o partido depois de muitas desilusões. Na plenária, ela aproveitou para dizer que estava se filiando ao PSTU. “Acredito na política defendida por este partido e pela professora Amanda.”, declarou.

Depoimento emocionante também deu o técnico em segurança do trabalho da Petrobrás, Ionaldo Morais. Militante do PCdoB por 20 anos, Ionaldo rompeu com o partido e se aproximou da campanha da professora Amanda Gurgel. “Eu ouvi as palavras 'revolução' e 'socialismo' bem mais vezes nesta plenária do PSTU do que em 20 anos como militante do PCdoB. Eu acho que o mandato de Amanda é algo especial, que pode dar uma nova motivação para os trabalhadores.”, afirmou.

O petroleiro disse ainda que a defesa da causa ambiental deve estar na pauta política das esquerdas e sugeriu que a proposta fosse incorporada pelo mandato da professora Amanda Gurgel. “Há um grande desafio hoje para as esquerdas, que é incorporar a luta em defesa do planeta sem negligenciar as lutas tradicionais dos trabalhadores. Não podemos mais admitir que essa luta seja conduzida por ONGs ou por partidos que se dizem verdes. A defesa do planeta é uma pauta urgente do socialismo.”, analisou.

A plenária foi encerrada com a formação dos grupos de trabalho sobre educação, saúde, transporte, cultura e mulheres, que terão a função de elaborar projetos para o mandato com base nos problemas enfrentados pelos trabalhadores e a população. No próximo dia 23 de fevereiro, o grupo de educação já irá realizar o primeiro seminário temático. E no sábado de Carnaval, dia 9, sairá a segunda edição do Cuscuz Alegado, bloco inspirado no discurso da professora Amanda Gurgel.


Retirado do Site do PSTU

sábado, 12 de janeiro de 2013

Calamidade na saúde do Rio Grande do Norte continua! Governo Rosalba é responsável pelo caos!

A calamidade na saúde pública do Rio Grande do Norte continua, mesmo com o término oficial do Estado de Calamidade. Depois de seis meses, a situação dos hospitais estaduais continua colocando em risco a vida de quem necessita de atendimento médico. O caso mais emblemático é do hospital Walfredo Gurgel. O Walfredo é o único hospital do Estado habilitado em todas as especialidades. Os corredores do hospital estão com cerca de 50 pacientes amontoados em macas e os acompanhantes têm que dormir no chão. Há mortes diárias por falta de leitos nas UTI’s. Os trabalhadores do hospital estão em situação permanente de stress, suportando todo tipo de precariedade, de assédio moral e os usuários sofrem cotidianamente com a dor, com as mortes, e com a falta de estrutura.

Mas a situação no Walfredo Gurgel é somente a ponta do estrangulamento da situação da saúde pública no Rio Grande do Norte. A superlotação do hospital demonstra o fato de que estamos em um sistema único de saúde que está sendo sucateado e privatizado. Uma rede de atendimento que está sendo violentamente atacada desde o âmbito municipal, estadual e federal. No município de Natal as Organizações Sociais (OS’s) foram utilizadas para privatizar unidades e só não permaneceram porque o Ministério Público interveio. Nos hospitais estaduais o sistema de cooperativas conspira contra o sistema público e também em nível federal, a entrega dos hospitais universitários como o Onofre Lopes para a EBSERH é claro atentado à saúde pública.

Por isso, a liberação emergencial de R$ 33 milhões pelo Governo Federal não resolverá o problema, pois além de ser insuficiente, o sistema público está sendo desmontado através de todos os mecanismos de privatizações e por todos os governantes.

Em meio à perplexidade nacional com a situação de calamidade na saúde no Estado, a governadora Rosalba, de forma sádica, teve a cara de pau de dizer que “já é possível perceber as melhorias e que o balanço dos 180 dias é positivo”. Em nossa opinião a governadora deveria ser responsabilizada criminalmente pelas mortes que estão ocorrendo por falta de leitos e de atendimento. O governo Rosalba já tem o diagnóstico dos problemas da saúde há dois anos e até agora só aplicou medidas paliativas, além de adotar uma política de privatizações e de ataque aos trabalhadores da saúde.

Na cidade de Natal, assim como em outras capitais do Brasil, o que temos visto é que tem verbas sendo destinadas para as obras da Copa, como a construção de estádios, grandes avenidas, etc. Mas não são os mesmos recursos destinados à construção de hospitais, de aparelhamento das unidades de saúde nos bairros e para a contratação de mais profissionais por concurso público. O último orçamento previsto do município, por exemplo, destina mais de 700 milhões para obras e apenas metade desse valor para a saúde. Ainda assim, desta verba para a saúde, nem tudo é aplicado para a saúde pública, sendo que boa parte vai parar nos bolsos das entidades privadas.

Diante de tanto sofrimento humano gerado pelo caos na saúde pública do Rio Grande do Norte, é ainda mais indignante a situação das mulheres que necessitam das maternidades. Muitas mulheres em trabalho de parto ficam sendo deslocadas de uma maternidade para outra à procura de um leito. Algumas mulheres perderam seus bebês. Tanto o Estado quanto o município não oferecem condições dignas para as mulheres terem seus filhos.

A resposta a esta situação exige dos movimentos sociais e de todas as entidades de trabalhadores do Rio Grande do Norte uma mobilização permanente para lutarmos contra os ataques desferidos à saúde pública pelos governantes. Temos que unificar a população pobre e trabalhadora que está agonizando nas filas com os trabalhadores da saúde que estão esgotados pelas condições insuportáveis de trabalho.

  • Em defesa do SUS! Pela saúde pública 100% estatal e de qualidade!
  • Nenhuma forma de privatização da saúde!
  • Contra a política privatizante do governo de Dilma de entregar os hospitais universitários à EBSERH!
  • 6% do PIB Nacional para a saúde! Aplicação de 25% do orçamento estadual e municipal na saúde! Dinheiro público somente para a saúde pública!
  • Atendimento a todas as reivindicações dos trabalhadores da saúde!
  • Construção de um novo hospital estadual em Natal já! Aparelhamento da rede básica de saúde do município de Natal! Se tem dinheiro para a Copa tem que ter dinheiro para hospitais!
  • Responsabilizar a governadora pelas mortes! Fora Rosalba!


  • Amanda Gurgel, vereadora de Natal pelo PSTU e Dario Barbosa, presidente Estadual do PSTU


    Retirado do Site do PSTU

    quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

    Vereadora mais votada entre as capitais, Amanda Gurgel toma posse em Natal

    Logo na primeira sessão da Câmara, Amanda disputa a presidência da Casa defendendo a redução do salário dos vereadores


    Amanda Gurgel na sessão de posse da Câmara de Natal
    O dia 1º de janeiro de 2013 já entrou para a história da classe trabalhadora brasileira. No momento em que um novo ano se inicia, milhares de trabalhadores, jovens e mulheres de Natal renovaram seus sonhos e esperanças na luta por uma vida digna. E foi esse o sentimento que marcou a posse da professora Amanda Gurgel como a vereadora mais votada entre as capitais, em solenidade realizada na Câmara Municipal de Natal. Do lado de fora, muitas pessoas realizaram um ato em apoio à vereadora do PSTU, demonstrando que ela não estará sozinha nos próximos quatros anos.

    Eleita com 32.819 votos, a maior votação da história da cidade, Amanda Gurgel tomou posse já mostrando a que veio e como será um mandato socialista. Em seu discurso, no qual se apresentou como candidata à Presidência da Câmara, a professora denunciou os responsáveis pela crise social em que está jogada a cidade e criticou o aumento nos salários dos vereadores. “O povo não entende como pode, em meio a essa crise, os vereadores terem um aumento absurdo em seus salários. Senhores vereadores, receber 17, 18 mil reais é um desrespeito com quem ganha um salário mínimo. Reafirmo aqui o meu compromisso de votar contra e fazer de tudo para barrar esse aumento”, disse.

    Amanda Gurgel disputou a presidência da Câmara contra outras duas chapas, encabeçadas pelos vereadores Hugo Manso (PT) e Albert Dickson (PP). Costurando um acordão entre 21 vereadores, Dickson venceu a eleição. Mas ao contrário do novo presidente da Câmara, a professora Amanda apresentou, junto com os dois parlamentares do PSOL, uma candidatura com base em um programa de combate aos privilégios e a corrupção dos vereadores. “É necessário neste momento ouvir o recado das urnas, que não quer uma Câmara submissa, que não quer uma câmara que funcione em base a conchavos e ao clientelismo, com privilégios. O povo está cansado, o povo quer mudança”, discursou.


    Um mandato de oposição de esquerda aos governos

    No discurso de posse, Amanda Gurgel não poupou os responsáveis pelo caos que vive Natal, a exemplo da ex-prefeita Micarla de Sousa (PV), afastada do cargo por corrupção. “As montanhas de lixo pelas ruas são só o retrato mais grotesco de um governo que saqueou as riquezas do município. O lixo é só a parte mais aparente. A vida de quem vive nos bairros mais distantes de Natal e que depende dos serviços públicos é um drama permanente. Todos os serviços mais básicos, que deveriam ser direitos fundamentais da população, estão sendo negados todos os dias”, denunciou Amanda.

    O descaso da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) com a saúde pública estadual e as privatizações dos hospitais universitários do governo Dilma também foram lembrados pela vereadora mais votada de Natal. “O caos da saúde está no rosto da mãe que passou a noite abanando seu filho recém-nascido em uma maternidade às escuras. E é agravada pelo governo Rosalba, que mantém a fila de espera para a UTI do Walfredo Gurgel como um monumento ao descaso pela vida. E, infelizmente, também pelo governo Dilma, que mantém os projetos de privatização dos serviços públicos, e vai entregar os hospitais universitários, como o Onofre Lopes, para uma empresa”, criticou.

    Durante o discurso, Amanda ainda afirmou que a “Era Micarla” faliu e endividou a cidade. A vereadora empossada comparou o caos em Natal com a crise econômica na Europa e também fez questionamentos ao novo prefeito eleito, Carlos Eduardo Alves (PDT). “Em países como a Grécia, Portugal e Espanha, os governantes estão jogando a crise nas costas dos trabalhadores, atacando direitos e desmontando os serviços públicos. A “saída” que encontram é essa. Essa será a saída de Carlos Eduardo para a crise aqui em Natal? Pedir paciência para o funcionalismo? Jogar a conta da crise para quem mais sofre com ela? ”, questionou.

    Já no final do discurso, a professora Amanda Gurgel alertou os vereadores sobre o recado vindo das ruas e das urnas e disse que os trabalhadores estão dando suas respostas ao caos imposto pelos governos. “Lá na Europa, os trabalhadores estão dando o seu recado, indo para as ruas, mostrando a sua indignação. Aqui, em Natal, o povo também deu o seu recado nas ruas e nas urnas. Estamos vivendo dias históricos”, destacou a vereadora.

    E concluiu afirmando que as verdadeiras mudanças na sociedade não vem dos parlamentos, mas das mobilizações dos trabalhadores. “O meu partido, o PSTU, acredita que não é dentro dos gabinetes que as verdadeiras mudanças acontecerão em Natal, no Rio Grande do Norte e em nosso país. As verdadeiras mudanças virão das mobilizações populares, virão do povo organizado, virão dos mais explorados e dos mais oprimidos”.


    Um mandato com a força dos trabalhadores

    Logo após a cerimônia de posse, militantes do PSTU, trabalhadores, ativistas sociais e apoiadores participaram de uma festa em comemoração ao início do mandato da professora Amanda Gurgel. Na festa realizada em frente à Casa do Cordel, um tradicional ponto de cultura potiguar, estiveram presentes pessoas que participaram da eleição de Amanda desde o começo da campanha e que permanecem ajudando, como é o caso do professor do IFRN, Mateus Nascimento. “A presença de Amanda Gurgel na Câmara é a presença das necessidades do povo. O povo apostou em Amanda e nós estamos com ela. Não só no dia da posse, mas também durante todo o mandato construindo a luta”, afirmou.

    Cyro Garcia, da direção nacional do PSTU, que veio a Natal para acompanhar a posse de Amanda Gurgel, também participou da comemoração e comentou o início de um mandato socialista que terá a força dos trabalhadores. Cyro afirmou que o mandato de Amanda fortalece nacionalmente a luta dos trabalhadores pelo socialismo e mostra que é possível eleger sem rebaixar o programa político. “Estamos comemorando uma grande vitória da classe trabalhadora não só de Natal, mas do Brasil inteiro. O fato de ela ter sido eleita em Natal como a mais votada das capitais mostra uma vitória nacional. Mostra que os trabalhadores não precisam rebaixar seu programa político para serem eleitos. O PSTU elegeu Amanda com um programa revolucionário. Essa vitória fortalece a luta dos trabalhadores para pavimentar a estrada que nos levará uma sociedade socialista”, declarou.


    LEIA MAIS


    Leia o discurso de Amanda Gurgel durante a posse na Câmara e as eleições para a Presidência da Câmara


    Retirado do Site do PSTU

    sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

    Amanda Gurgel é candidata à Presidência da Câmara de Natal

    A professora foi eleita com 32.819 votos, sendo a vereadora mais votada, proporcionalmente, em todo o país. Agora, apresenta sua candidatura para a presidência da Câmara de Natal, que será feita logo após a posse, em 1º de janeiro





    Amanda toma posse no primeiro dia de janeiro
    A candidatura à presidência da Câmara Municipal representa o que foi a votação em Amanda: o descontentamento dos trabalhadores aos políticos tradicionais e seus partidos, em especial da juventude, das mulheres e dos moradores dos bairros mais esquecidos. Agora, irá se apresentar ao novo governo municipal, do Estado e federal, como uma alternativa socialista, diante de candidaturas ligadas diretamente às oligarquias. “A Câmara atual foi completamente submissa à prefeitura, sustentando Micarla até o final. Nós somos oposição aos governos. Essa é uma das marcas da candidatura”, diz Amanda. A oposição do mandato não terá nada a ver com a dos setores que apoiaram Hermano Morais (PMDB), o outro lado da moeda desta velha política. Será uma oposição de esquerda socialista, dos trabalhadores. “Esse governo vai tentar aumentar a passagem, reduzir salários. Nós estaremos do outro lado, do lado das lutas, apoiando nas ruas. Esse é o sentido do mandato”, resume Amanda.


    Uma cidade para os trabalhadores

    A candidatura de Amanda expressa um programa de mudanças voltadas para enfrentar a grave desigualdade e a pobreza na cidade, de defesa dos interesses dos trabalhadores e da população e dos bairros mais esquecidos de nossa cidade. O descaso constante dos governos faz com que esses moradores, mesmo pagando impostos, tenham negados os direitos mais simples, como a Educação, Saúde, Transporte e Saneamento.

    Não se garante nenhum destes direitos sem o investimento necessário. A cada ano, as discussões sobre o Orçamento da cidade revelarão caminhos opostos. Um deles será a manutenção da divisão atual, responsável pela desigualdade e o outro será aquele em que a educação e a saúde serão prioridades, no lugar da dívida e do lucro das empresas. “Esse modelo, que tira o dinheiro da Educação, faz com que faltem 35 mil vagas nas creches de Natal, por exemplo. Quem paga a conta são as mulheres trabalhadoras e seus filhos”, afirma Amanda.


    Combate aos privilégios

    O alto salário de um vereador proporciona condições de vida impensáveis. Que trabalhador ganha R$ 15 mil? E ainda recebe cerca de R$ 500 por cada dia extra de trabalho? Que tem sessões em plenário apenas de terça a quinta-feira? A sociedade não admite mais esses salários tão absurdos e escandalosos e reajustes constantes, ainda mais em um estado como o Rio Grande do Norte, que é o terceiro do país em desigualdade social. A candidatura de Amanda defende a redução dos salários e o congelamento durante os quatro anos. Um de seus projetos será para rebaixar o salário de um vereador, correspondendo ao que recebe um trabalhador.


    Poder popular

    O sistema político reserva aos trabalhadores o direito de decisão a cada quatro anos, passando um cheque em branco para os vereadores. Essa é a democracia dos ricos, que faz com que a maioria dos vereadores representem as empresas. Mesmo os mais corruptos, os que têm suas fotos estampadas nos jornais, cumprem o seu mandato até o fim. O PSTU acredita em outra forma de poder popular, como por exemplo, a formação de Conselhos Populares em todos os bairros, discutindo e decidindo sobre as questões importantes da cidade.

    Mas, mesmo nos moldes atuais, é necessário dar poder à população, não apenas na hora do voto. A candidatura de Amanda defende prioridade e incentivo a projetos de Leis de Iniciativa Popular, com a assinatura de 3% da população. Defende que estes entrem em votação em regime de urgência, na frente dos demais, como ocorre com os projetos do prefeito. Defende ainda mais audiências públicas e o fim do voto secreto.

    “Esta conversa de que a Câmara é a casa do povo é só discurso. Na verdade, para que o povo conquiste alguma coisa aqui, é preciso muita mobilização, pressão, muita luta. Foi assim quando os estudantes derrubaram o aumento da passagem”, lembra Amanda.


    Combate à corrupção

    A Câmara de Natal é marcada pela corrupção, com muitos vereadores atuais investigados pela Operação Impacto. A corrupção está presente em todas as esferas, começando pela prefeitura. Funciona como parte de uma engrenagem financiada pelas grandes empresas, que são quem de fato governam a cidade ao longo dos anos, através destes representantes e das famílias que controlam o poder político.

    A candidatura de Amanda e seu mandato defende o combate permanente à corrupção, com a investigação e apuração de denúncias, com a participação de entidades dos trabalhadores e da sociedade civil. Para isso, defende ainda a abertura permanente do sigilo fiscal de vereadores e a divulgação anual de seu patrimônio, como forma de combater o enriquecimento ilegal.


    Partido prepara a festa de posse

    O início do mandato será marcado por um grande ato político, no dia da posse. Todos os apoiadores estão sendo convocados a comparecer na frente da Câmara, no dia 1º de janeiro. O partido produziu um boletim especial para dezembro, que está sendo distribuído em locais importantes, como a UFRN, a Feira de Nova Natal e junto às operárias da Fábrica Guararapes.

    Dezenas de militantes de outras regionais, que vieram nos meses de julho a setembro, ajudar na campanha, já confirmaram presença, em especial os das cidades do Nordeste. Vão repetir a palavra de ordem da festa da vitória, logo após a divulgação do resultado: “Eu fui pra rua sem ganhar nenhum real, e elegi Amanda em Natal”.

    A cerimônia será transmitida em um telão, na entrada da Câmara. Com faixas, bandeiras, adesivos e uma camisa especialmente feita para a ocasião, o ato político irá marcar a vitória que foi a eleição de Amanda e mostrar uma marca do que pretende ser o mandato; um mandato dos trabalhadores, comprometido com o que está do lado de fora da Câmara. Logo após a posse e eleição da presidência da Câmara haverá uma festa, na Casa do Cordel, um centro cultural próximo, com o já tradicional cuscus alegado.


    Retirado do Site do PSTU

    sábado, 22 de dezembro de 2012

    PSTU ingressa com ação contra aumento dos salários dos vereadores de São Paulo

    Vereadores aumentaram seus próprios salários para mais de R$ 15 mil a partir de 2013




    A ação é assinada pela presidente do PSTU-SP, Ana Luiza
    O PSTU entrou nesse dia 21 de dezembro com uma ação popular na Justiça contra o aumento abusivo que os vereadores de São Paulo aprovaram para os próprios salários. A ação contra a Câmara Municipal é assinada pela presidente do partido na cidade, Ana Luiza, ex-candidata à prefeitura, e pede a suspensão imediata desse aumento.


    Aumento absurdo

    O abusivo aumento dos vereadores foi aprovado em 23 de novembro de 2011 e reajusta os salários dos parlamentares dos atuais R$ 9.288 para R$ 15.031 já em janeiro de 2013. O reajuste representa um aumento de 61,8%. A ação protocolada pelo PSTU destaca que "nenhum trabalhador, de nenhuma categoria profissional do país, teve ou terá esse percentual de aumento em seus vencimentos", classificando a medida como um "ato lesivo ao patrimônio público" e à "moralidade administrativa".

    Na mesma votação em que aumentaram seus salários, os vereadores também se autoconcederam o 13º salário, além de reajustes automáticos conforme o reajuste do funcionalismo público. Essas medidas estão sendo questionadas pela Justiça, mas o aumento continua garantido.

    Ana Luiza, através da ação, lembra ainda que, além dos salários, cada vereador recebe mensalmente mais de R$ 100 mil para custear a contratação de 18 assistentes, além de mais R$ 17 mil para despesas de gabinetes. O aumento nos salários aprovado pelos vereadores custará mais de R$ 3,8 milhões por ano aos cofres públicos. "Enquanto os vereadores aumentam seus próprios salários para valores absurdos, a cidade sofre com serviços públicos precarizados, ruas esburacadas e servidores mal pagos", afirma Ana Luiza.


    Abaixo os privilégios e mordomias

    O PSTU é contra os altos salários e privilégios garantidos aos parlamentares. Nas eleições, os candidatos do partido se comprometeram a, caso eleitos, continuarem vivendo com o mesmo salário que recebiam antes. Tal compromisso será levado adiante pelos dois vereadores eleitos pelo PSTU, o operário da construção civil Cleber Rabelo em Belém (PA) e a professora Amanda Gurgel em Natal (RN).


  • Diplomação de Cleber é marcada por protesto contra prisão de operários de Belo Monte

  • Em Natal, Amanda Gurgel recebe diploma de vereadora e protesta contra aumento


  • Retirado do Site do PSTU

    sábado, 15 de dezembro de 2012

    Em Natal, Amanda Gurgel recebe diploma de vereadora e protesta contra aumento

    Estudantes quebram o coro da solenidade no TRE, denunciando o aumento dos salários de vereadores e prefeito


    Fotos: Paulo Almeida
    Amanda Gurgel recebe diploma de vereadora eleita
    O mandato ainda não começou, mas a professora Amanda Gurgel já mostrou como serão os quatro anos de um mandato revolucionário na Câmara de Vereadores de Natal. A diplomação dos vereadores e do prefeito eleitos foi marcada por protestos contra o reajuste salarial, que levará o salário dos vereadores para R$ 18 mil.

    Os protestos foram convocados pela Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL). Com nariz de palhaço, faixas e adesivo com os dizeres “Revogação do aumento! Chega de Privilégios: salário de vereador = salário de trabalhador”, os estudantes pressionaram os vereadores eleitos a assinarem um Termo de Compromisso pela revogação do aumento. Somente cinco vereadores assinaram o Termo: Amanda Gurgel (PSTU), Sandro Pimentel (PSOL) e Marcos Antônio (PSOL), Hugo Manso (PT) e George Câmara (PCdoB).

    Durante a solenidade, a cada anúncio de diplomação de vereadores próximos a prefeita Micarla de Sousa (PV), afastada por corrupção, os estudantes vaiavam. Amanda Gurgel foi aplaudida e recebeu o seu diploma de punho erguido sob a palavra de ordem “Amanda, vereadora, professora, socialista e lutadora”.

    ”A diplomação já mostra um pouco do que vão ser os próximos anos. Ela aconteceu no meio de uma disputa do movimento social, dos estudantes, com a Câmara. O protesto causou um incômodo entre os vereadores, mas será assim daqui pra frente. Não vamos dar sossego, ainda mais com um aumento desses, e com a cidade desse jeito”, afirma Amanda Gurgel.

    Na próxima terça, 18 de dezembro, haverá a segunda rodada de votação sobre o aumento e orçamento. Um novo protesto está marcado e Amanda Gurgel estará nas galerias, ao lado dos estudantes e trabalhadores.




    Revogação do aumento e redução dos salários

    O aumento foi aprovado no dia 12. Com o reajuste, o salário do próximo prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, sobe para R$ 25 mil, e o dos vereadores passa de R$ 15 para 18 mil. Um aumento de 78% no salário de prefeito e de e 20% no dos vereadores.

    “A redução dos salários de vereadores e prefeito já era uma proposta do nosso mandato. Já defendíamos a redução do salário de R$ 15 mil. O vereador tem de receber o mesmo de um trabalhador. Defenderemos na Câmara a revogação deste aumento e lutaremos para que os privilégios acabem”, defende Amanda.

    O aumento torna-se ainda mais revoltante pelo caos que se encontra a cidade. Enquanto vereadores e prefeitos receberão um salário quase 30 vezes maior que um salário mínimo, o governo encerrou o ano letivo mais cedo por falta de merenda e recursos para a manutenção. Ao mesmo tempo, a saúde está em estado de calamidade, com várias unidades fechadas e os bairros convivem com falta de transportes públicos e lixo acumulado nas ruas.


    Retirado do Site do PSTU

    quarta-feira, 28 de novembro de 2012

    30 anos da LIT: Delegações de todo o mundo participarão do ato em Buenos Aires

    Ato ocorre dia 1º de dezembro e vai contar com transmissão online
     


    Cartaz de divulgação do ato
    O ato em celebração do 30° aniversário de Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (LIT-QI) está mobilizando delegações do mundo todo.
    Delegações do Brasil, Bolívia, Portugal, Chile, Espanha, Venezuela, Itália, Costa Rica, Uruguai, Peru, Paraguai, Colômbia, entre outros, já confirmaram sua presença no ato que será realizado em Buenos Aires, Argentina, país que abrigou a fundação da LIT. Do Brasil será enviada uma delegação composta por 250 ativistas.

    Também já foram realizados diversos atos e eventos em diferentes países, como na Itália e na Colômbia, além de inúmeras palestras. No dia 15 de dezembro, será realizado, em Madri, um ato no qual vão participar delegações dos partidos e organizações da Europa filiados à LIT.

    “Nossa comemoração não será uma lembrança do passado. Faremos desse passado bagagem e alicerce para o presente e o futuro. Não será um ato de recordação. Será um ato internacional e internacionalista, de luta, pelo triunfo da classe operária, da juventude e dos povos. Será um ato de luta contra toda opressão e injustiça. Será um ato de rebeldia e briga por um futuro melhor, pela revolução socialista internacional. Para que os trabalhadores de todo mundo avancem na luta pelo poder político em seus países”, explica Eduardo Barragán, do PSTU argentino.

    E a luta dos trabalhadores pelo mundo tem alento no velho continente Europeu, que realizou uma Greve Geral continental no último dia 14, contra os ataques da Troika. “O ato que vamos celebrar no dia 1º será realizado à luz dos acontecimentos que sacodem o mundo e, em especial, o velho continente, e a luz, também, de uma nova realidade na LIT-QI. O ato nos oferece a oportunidade de explicar a nova realidade e desafios que enfrentamos na Europa. O “Estado de bem-estar” – que foi a base material dos governos liberais e social-democratas, dos partidos “socialistas” e “comunistas” e da burocracia sindical – está ruindo como um castelo de cartas”, explica Ángel Luis Parras, da Corriente Roja (Espanha).

    O ato também será uma oportunidade para discutir os grandes avanços produzidos pela reorganização do movimento operário, como é o caso do Brasil. “No Brasil, o congresso da CSP-Conlutas, realizado em maio, foi uma vitória para a construção de uma alternativa independente, de luta e organização. Esse congresso confirma que a CSP-Conlutas é o pólo mais dinâmico do processo de reorganização do movimento operário no Brasil”, afirma Eduardo Almeida, da direção do PSTU, que também lembrou a eleição de dois vereadores pelo partido nas últimas eleições: “Agora, os movimentos sociais e todos aqueles que lutam pelo socialismo conquistaram dois importantes pontos de apoio no parlamento, com a eleição de Amanda Gurgel, em Natal, e Cleber Rabelo”, conclui.


    Evento terá transmissão ao vivo

    O ato em celebração do 30° aniversário da LIT terá transmissão ao vivo. A transmissão será realizada em dois idiomas, espanhol e português, e vai contar com duas câmeras instaladas no Clube Unione Benevolenza. Tudo para não perder nenhum detalhe, acompanhando todos os momentos do ato. Para assistir acesse o Portal do PSTU ou da LIT-QI.

    Durante o ato, será lançado também o documentário sobre os 30 anos de história da LIT. Produzido pelo núcleo de comunicação do PSTU, e com 45 minutos de duração, será lançado nas versões em espanhol e português. O documentário também aborda os desafios atuais pós-restauração capitalista na ex-URSS e o crescimento da organização nos últimos anos. Adquira o documentário nas nossas sedes regionais.


    Onde vai ser

    SALÓN UNIONE E BENEVOLENZA. RUA JUAN D. PERÓN, 1362, 17H
    Festa após o ato no Bauen Hotel. Av. Callao 360 Buenos Aires. 



    Retirado do Site do PSTU

    quarta-feira, 17 de outubro de 2012

    Nota do PSTU sobre o Segundo Turno em Natal

    Nestas eleições, o PSTU apresentou suas candidaturas como parte da Frente Ampla de Esquerda, que junto ao PSOL e movimentos sociais lançou candidaturas socialistas e da classe trabalhadora contra os já conhecidos representantes da velha política, que sempre governaram Natal. Nos orgulhamos de termos feito uma campanha que denunciou a situação de calamidade de nossa cidade, responsabilizou o desastre que foi a administração de Micarla de Souza (bem como de seus antecessores, que estiveram sempre ao lado dos grandes empresários e da defesa dos interesses de suas próprias oligarquias) e, ao mesmo tempo, apresentou uma alternativa de governo para os trabalhadores natalenses e a população mais pobre.
    Fizemos isso e chamamos o voto nas nossas candidaturas porque sabemos que é impossível governar para quem explora e para quem é explorado ao mesmo tempo. Nossa opção é clara: queremos Natal para os trabalhadores e por isso apresentamos nossos candidatos para que, se eleitos, utilizem seus mandatos a serviço das lutas e da mobilização social, que é o que realmente pode transformar a vida dos trabalhadores.

    Nossas candidaturas apresentaram esse projeto de ruptura com a velha política, que só privilegia os ricos. É uma vitória que nossa candidata Amanda Gurgel tenha sido eleita com a maior votação da história dessa cidade (quase 33 mil votos) e tenha sido a mais votada em todas as capitais, defendendo esse programa, sem se comprometer nem política nem financeiramente com esses caciques e seus partidos.

    Agora, passado o dia 07 de outubro, os trabalhadores ainda serão chamados a depositar o seu voto no segundo turno das eleições para prefeito. De um lado, está o candidato Hermano Morais (PMDB) e do outro, Carlos Eduardo (PDT), mas nenhum deles irá governar para os trabalhadores.

    Hermano Morais se apresenta como “renovação”, mas na prática representa o núcleo duro da família Alves (Garibaldi e Henrique Alves), que já governou essa cidade por vários anos e nunca mudou a vida de quem trabalha e mora em Natal. Hermano também é aliado político da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), que privatizou a saúde junto com Micarla de Souza, sucateou os serviços públicos e ainda se apresentou de forma intransigente diante das reivindicações dos trabalhadores.

    Carlos Eduardo (que também é da família Alves), hoje é aliado de Vilma de Faria (ex-prefeita e ex-governadora) e já teve oportunidade de governar Natal por duas vezes. Dentre os inúmeros ataques aos trabalhadores promovidos por Carlos Eduardo, um deles foi o de ter aumentado o preço da passagem do transporte público de Natal seis vezes. Também foi Carlos Eduardo que lançou Micarla de Souza como administradora na cidade, quando foi eleita a sua vice-prefeita.

    Infelizmente, o Partido dos Trabalhadores (PT) mais uma vez mostra submissão às oligarquias. A imprensa chegou a divulgar a intenção do PT nacional de oferecer apoio ao PMDB de Hermano, em troca do apoio deste partido em outras cidades. Em vez de rejeitar completamente essa negociação, e chamar o voto nulo, o PT de Natal resolve aprovar o apoio a Carlos Eduardo, outro Alves. Esta é uma posição que envergonha um partido que se diz de trabalhadores, pois está claro que a classe trabalhadora não tem alternativa política nesse segundo turno. Independentemente de quem vencer as eleições, os trabalhadores serão duramente atacados, principalmente porque estamos em meio a uma crise econômica mundial, cujos efeitos já se fazem sentir por aqui. Cada voto dado a Carlos Eduardo ou a Hermano Moraes ampliará a força do novo prefeito para atacar os trabalhadores e a população pobre.

    Por isso, o PSTU faz um chamado a todos os trabalhadores, a todos os insatisfeitos com mais esta traição do PT e a todos que depositaram sua confiança na candidatura de Amanda Gurgel e na candidatura do professor Robério, da qual fizemos parte. Votem NULO, como expressão política da indignação perante a ausência de uma alternativa no segundo turno e como forma de preparar os trabalhadores para as mobilizações e as lutas que faremos contra os ataques do próximo governo.

    NEM HERMANO NEM CARLOS EDUARDO!

    NO SEGUNDO TURNO, VOTE NULO!

    PREPARAR AS LUTAS CONTRA OS ATAQUES DO PRÓXIMO PREFEITO!

    Natal, 15 de outubro de 2012

    Diretório Municipal do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
    Professora Amanda Gurgel, vereadora eleita
    Dário Barbosa, ex-candidato a vice-prefeito, pela Frente Ampla de Esquerda



    Retirado do Blog do PSTU/RN

    terça-feira, 16 de outubro de 2012

    Uma grande vitória no terreno do inimigo


    Capa do Opinião Socialista
    As eleições são controladas pela burguesia, que consegue impor sua vontade pelos acordos financeiros ou pela compra direta dos partidos majoritários. As grandes empresas, por exemplo, financiam as campanhas de Haddad (PT), Serra (PSDB), Russomano (PRB) e Chalita (PMDB) em São Paulo, sendo vitoriosas com qualquer um dos possíveis vencedores.

    Financiam campanhas caríssimas que são as que têm alguma chance de serem vitoriosas. Controlam assim os governos e parlamentares eleitos, e depois cobram suas faturas com os contratos que almejam com os poderes públicos.

    Os dois grandes blocos dirigidos pelo PT e PSDB-DEM têm acordo no fundamental, na aplicação do plano econômico, a serviço da grande burguesia que os financia. Por exemplo, esses partidos vão apoiar as medidas que estão sendo preparadas pelo governo e o Congresso para atacar os trabalhadores depois das eleições. Foi o principal sindicato dirigido pela CUT, o de metalúrgicos do ABC, que apresentou ao Congresso a proposta dos Acordos Coletivos Especiais (ACE’s) que significam uma reforma Trabalhista disfarçada que pode atacar direitos básicos como as férias e décimo terceiro salário.

    Os trabalhadores nem imaginam que, ao votar pelos candidatos desses partidos, estão dando apoio a este tipo de ataque contra eles mesmos.


    Dois lutadores socialistas furaram o bloqueio

    Por isso mesmo não existe nenhuma possibilidade de se chegar a uma mudança radical da sociedade através da via morta das eleições. E é por isso também que, quando conseguimos vencer a burguesia nesse terreno controlado por eles, temos que comemorar muito.

    Nessas eleições, os lutadores socialistas do PSTU conseguiram vitórias muito importantes, ao ter votações significativas para nossos candidatos em todo o país e eleger Cleber Rabelo, em Belém, e Amanda Gurgel, em Natal. Alguma coisa dos ventos que sacode o mundo começam a soprar no Brasil.

    Essa campanha vitoriosa foi realizada sem um centavo da burguesia ou da corrupção. Foi financiada pelos próprios trabalhadores e jovens que nos apoiam. Nessa campanha não atuou nenhum cabo eleitoral pago. Foi feita pela militância e os simpatizantes do PSTU.

    A campanha foi uma expressão das lutas do movimento de massas. Cleber esteve à frente da duríssima greve da construção civil de 17 dias, em meio às eleições. Amanda surgiu no cenário nacional como um a professora em greve que questionou diretamente os parlamentares em um vídeo que se massificou rapidamente na internet.

    E assim foi com o conjunto de nossos candidatos. Toninho, em São José dos Campos (SP), foi a expressão da luta do Pinheirinho e dos metalúrgicos da GM. Ana Luíza, em São Paulo, dedicou parte da campanha ao apoio à greve do funcionalismo público federal. Vanessa, em Belo Horizonte, é da direção do sindicato dos professores e de suas greves. Cyro Garcia, no Rio, é uma das mais importantes lideranças das lutas bancárias. Gonzaga, em Fortaleza, dirigiu as greves da construção civil.

    Não aceitamos financiamento da burguesia como o PSOL. Não concordamos com o corte do ponto dos grevistas como Marcelo Freixo. Não defendemos alianças com partidos burgueses. Não aceitamos crescer eleitoralmente à custa de incorporar as práticas que já levaram o PT ao desastre atual.

    Temos consciência de que conseguimos pontos de apoio em parlamentos burgueses para o que é mais importante: a luta direta dos trabalhadores. Temos agora mais apoio para as lutas contra os ACE’s e a favor das greves.

    Chamamos todos os que estiveram juntos conosco nessa campanha eleitoral a se juntarem a nós. Filiem-se o PSTU. O socialismo cresce.


    Retirado do Site do PSTU

    sexta-feira, 12 de outubro de 2012

    PSTU atinge cinco mil novos filiados


    Operário assina ficha de filiação em Belém
    Nosso partido lançou uma campanha nacional de filiações em julho, aproveitando a campanha eleitoral deste ano, com o objetivo de aumentar o número de seus filiados e fortalecer a relação do partido com os seus apoiadores e simpatizantes.
    Ainda estamos recolhendo informações, mas já podemos anunciar que tivemos uma grande vitória com a campanha, ultrapassando as cinco mil novas filiações ao partido, com destaque para um grande número de filiações operárias.

    Apesar de toda falta de democracia nas eleições, com a grande imprensa e o poder econômico beneficiando descaradamente os seus candidatos, o resultado obtido com a campanha de filiações demonstra que a presença nas eleições serviu não só para divulgar o nosso programa socialista, como também foi uma ótima oportunidade para o partido crescer, se enraizando em importantes setores da nossa classe.


    Destaques

    No estado de São Paulo, já atingimos 1.500 novas filiações, sendo que 700 foram na capital, mais de 400 em São José dos Campos – a maioria entre os metalúrgicos da região do Vale do Paraíba. O resultado foi uma campanha eleitoral que levou o camarada Toninho a ser o quinto candidato a vereador mais votado da cidade de São José dos Campos. Só não se elegeu devido à barreira do coeficiente eleitoral. Atingimos também cerca de 100 novos filiados tanto em Campinas como na região do ABC.

    Em Belém, na vitoriosa campanha eleitoral que colocou Edmilson Rodrigues (PSOL) no segundo turno, e elegeu Cléber Rabelo para a Câmara de Vereadores, ultrapassamos a incrível marca de 900 filiações, mais de 600 são operários da construção civil.

    No Nordeste chegamos a 1.200 novos filiados, destacando a campanha em Fortaleza com mais de 400 filiações – em grande parte, operários da construção civil; em Natal foram realizadas mais de 230 filiações como parte da campanha de Amanda Gurgel; em Aracaju, chegamos a, pelo menos,150 novos filiados durante a campanha de Vera para a prefeitura.

    No Estado do Rio de Janeiro, chegamos a 750 novos filiados, com destaque para as mais de 300 na capital, cerca de 150 na região da Baixada Fluminense e 80 em Nova Friburgo.

    Em Minas Gerais, já foram quase 300 filiados, sendo 120 deles em Belo Horizonte. Na região Sul se chegou as 300 novas filiações, especialmente em Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba.

    Um resultado vitorioso que expressa o fortalecimento do partido, mais uma vitória da nossa campanha eleitoral nas eleições municipais deste ano.


    Fortalecer a relação política com os filiados

    Agora, em outubro, vamos dar prosseguimento ao avanço da relação política do partido com os novos filiados, fruto da nossa campanha vitoriosa. Estão sendo programadas várias palestras abertas do partido sobre o balanço das eleições e a participação do PSTU, como também sobre a campanha contra os crimes da ditadura no Brasil, a Comissão da Verdade e em defesa da anistia aos militantes da antiga Convergência Socialista, perseguidos pelo regime militar.

    Vamos convidar todos os filiados que queiram se integrar a um dos núcleos regulares do partido para se tornarem militantes da organização. Este processo já vem acontecendo em várias cidades, mostrando que a campanha de filiação vem fortalecer também os organismos partidários.

    Mas, com todos os novos filiados, mesmo com aqueles que não queiram ou não possam se integrar regularmente em um dos nossos núcleos, queremos estabelecer uma relação política cotidiana. Queremos integrá-los em nossas campanhas políticas e demais atividades públicas do partido; em nossas palestras abertas e regulares nas sedes, nas atividades de formação teórica e discutindo com eles os nossos materiais políticos e de propaganda socialista, como o jornal Opinião Socialista e a revista Correio Internacional.

    O objetivo é incorporar ao nosso cotidiano o chamado aos ativistas e lutadores, dos movimentos sociais e da juventude, para que se filiem ao nosso partido, como um primeiro passo de aproximação da nossa organização.


    Somos socialistas de carteirinha

    Durante agosto e setembro, várias atividades públicas do partido, abertas aos nossos apoiadores e simpatizantes, foram realizadas por nossas regionais para marcar o início de uma nova relação política com os novos filiados.

    Em todas as regiões do país, nosso partido chamou os ativistas e os nossos apoiadores da nossa campanha para discutir nosso programa para as cidades. Também discutimos temas da conjuntura internacional, aproveitando para realizar uma bela homenagem aos novos filiados, que recebiam dos nossos militantes mais antigos e figuras públicas do partido a nova carteira de filiado.

    Estas atividades foram um importante impulso para a reta final da nossa campanha eleitoral e emocionou a muitos que percebiam o fortalecimento do partido.


    Retirado do Site do PSTU

    terça-feira, 9 de outubro de 2012

    Amanda Gurgel: 'Os políticos de Natal perderam o sossego'

    Amanda Gurgel se emociona durante comemoração
    Ainda emocionada e exausta pela intensa campanha, Amanda Gurgel falou ao Portal do PSTU sobre o significado dessa vitória. Amanda teve votação recorde de quase 33 mil votos em Natal, mais do que o dobro dos 14 mil do então recordista de votos Paulo Wagner (PV), um conhecido apresentador de TV da cidade. A professora que catalisou a indignação da população natalense fez questão de agradecer todos os apoiadores e principalmente os militantes que viajaram a Natal ajudar na campanha, sem os quais ela não teria sido o que foi. “Minha energia e disposição vieram deles”, diz.


    Qual a avaliação você faz dessa campanha?

    Amanda Gurgel: Foi uma grande vitória. Contávamos com a possibilidade de sermos eleitos ou não, mas já tínhamos a festa preparada, porque de qualquer forma foi uma campanha muito comovente. Moveu de forma espontânea idosos, crianças, que colavam adesivos nas bicicletas, trabalhadores dos mais diversos setores, como saúde, educação, além de operários que vinham pegar material para distribuir. Várias pessoas vinham nos dizer que essa seria a primeira vez que votariam sem receber dinheiro. Foi uma campanha limpa, que esteve voltada a um projeto coletivo, não a um interesse individual como são normalmente as demais campanhas.


    Você percorreu as ruas de Natal, os bairros mais pobres e teve muito contato com a população. O que mais ouviu? 

    Olha, os principais problemas dos quais a população reclama não é nenhuma novidade. São problemas que são sentidos desde sempre como a educação que está esquecida, o descaso com a saúde, o esgoto a céu aberto... Agora, a reivindicação que eu mais ouvi é a que eu não mudasse de lado. Muitos vinham me pedir para que eu não os desapontasse, não os frustrasse. Porque aqui já houve parlamentares ligados à educação que, quando foram eleitos, começaram a apoiar os projetos do governo e deixaram de lado as reivindicações dos professores. Então, nós explicamos que nosso mandato será diferente, não vai ser voltado para os interesses dos poderosos.




    A que você atribui essa votação histórica em Natal?

    É, foi realmente histórica. A gente atribui ao fato de as pessoas estarem 'cheias' com a política. Foi um recado bem claro que as pessoas deram aos políticos tradicionais. Tivemos até a surpresa de elegermos mais dois candidatos da Frente Ampla de Esquerda, dois companheiros do PSOL que não seriam eleitos se não fosse essa grande votação. Mas nós vamos fazer a diferença, com um mandato a serviço das lutas. Os políticos de Natal perderam o sossego.


    E como vai ser o mandato de um partido revolucionário na Câmara de Vereadores?

    Então, as pessoas já estão ansiosas para ver como vai ser um mandato socialista, de um partido revolucionário. Temos que falar que vai ser absolutamente diferente dos políticos que estão aí. Não vai ter conchavos ou acordos, não vai ter projeto a favor dos poderosos. Vai sim ter muita denúncia dessa situação, vai ter projetos discutidos com a população e os trabalhadores. Um mandato revolucionário é isso.


    Já há algum projeto em mente para ser apresentado?

    Com certeza, uma das primeiras coisas que vamos fazer vai ser exigir a aplicação dos 30% do PIB do município na Educação, que foi um dos eixos de nossa campanha e como estabelece a própria lei. Sabemos que é muito dinheiro, mas grandes problemas exigem grandes investimentos.


    LEIA MAIS

  • Cleber Rabelo e Amanda Gurgel são eleitos vereadores pelo PSTU, em Belém e Natal 


  • Retirado do Site do PSTU