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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Chapa 2 da CSP-Conlutas vence eleição do Sindsaúde-RN

Chapa composta por militantes do PSTU e independentes vence um dos principais sindicatos do Rio Grande do Norte



Chapa 2 faz campanha em Natal
Acabou na madrugada desse dia 8 de fevereiro a apuração da eleição do Sindsaúde-RN, o Sindicato dos Servidores da Saúde do Rio Grande do Norte, um dos sindicatos mais importantes do estado, fundador e filiado à CSP-Conlutas.

A disputa se deu entre duas chapas de militantes que compõem a CSP-Conlutas, fato que lamentamos, mas que se impôs na realidade.

No primeiro turno, respeitando-se os critérios estabelecidos pela comissão eleitoral, não se alcançou o quórum estatutário e a Comissão Eleitoral convocou uma segunda volta de votação. Nesse segundo turno o quórum foi alcançado e a apuração transcorreu em clima de normalidade.

A eleição foi dirigida por uma comissão eleitoral eleita em assembleia e na votação, pelo critério da majoritariedade, foram eleitos três companheiros apoiadores da atual diretoria do sindicato, que organizou a Chapa 1.

A diretoria do Sindsaúde-RN, ainda no primeiro turno, encaminhou um pedido à Secretaria Executiva Nacional da Central para que indicasse um membro da SEN para acompanhar o processo. Tendo em vista a disputa entre duas chapas da central, naquele momento não houve indicação pela SEN, que reformulou a proposta para o segundo turno. A SEN também deliberou, por unanimidade, não declarar apoio a nenhuma das chapas na disputa.

A Secretaria Executiva, após o primeiro turno, decidiu apresentar à direção do Sindsaúde-RN a indicação de dois de seus membros para acompanhar o processo, os companheiros Miguel Leme e Paulo Barela, o que foi aceito pela diretoria da entidade. Esses dois companheiros se deslocaram para o Rio Grande do Norte para cumpria tarefa delegada pela Secretaria. A apuração da eleição, nesse dia 7 de fevereiro, foi conduzida pelo diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo/CUT e membro da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio, por decisão da diretoria do sindicato.

Ao final, sagrou-se vitoriosa a Chapa 2 - Reconstruir o Sindsaúde-RN com Luta e Democracia.

Passada a eleição, e manifesta a vontade da categoria nas urnas, a nova direção e a categoria tem desafios muito grandes a enfrentar, seja na defesa dos direitos da categoria, seja na defesa da saúde pública e da população potiguar, que amarga uma situação de crise e verdadeiro caos no serviço público daquele estado, seja no enfrentamento ao governo Rosalba, o que exigirá esforço importante para unir todos os setores e toda a categoria na luta. Temos também pela frente a jornada nacional de lutas e a marcha a Brasília, no dia 24 de abril.

Com certeza, seguiremos todos fortalecendo o Sindsaúde-RN, engajados nessas lutas e na construção de nossa Central, a CSP-Conlutas.


Retirado do Site do PSTU

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí contrariam direção do sindicato e continuam em greve

Direção do sindicato, ligado à CUT, não consegue segurar a greve e agora joga para que ela seja declarada abusiva pela Justiça


Mobilização dos metalúrgicos no último dia 31
Uma verdadeira rebelião de base. É a melhor definição para a forte greve que os metalúrgicos de Niterói e Itaborai deflagraram no último dia 30 de maio, passando por cima da direção do próprio sindicato. Há mais de uma semana os trabalhadores fazem massivas mobilizações e passeatas, chamando a atenção da população pelas ruas do centro de Niterói.

A direção da entidade, ligada à CUT, foi contra a greve, defendendo que os metalúrgicos continuassem negociando trabalhando, mas a revolta provocada pela intransigência da patronal falou mais alto. No dia 31, os metalúrgicos realizaram uma passeata que chegou a reunir algo como cinco mil trabalhadores no centro de Niterói. A passeata foi até a sede do sindicato, que estava fechado.

"O sindicato não mobilizou a categoria e pouco fez nesse período de negociação, o que gerou a revolta dos trabalhadores, que cansaram de tanta enrolação", explica Paulo Martins, o Paulinho, dirigente da oposição à atual direção do sindicato. Com a traição da direção do Sindicato dos Metalúrgicos, a Chapa 3, que concorre às eleições da entidade (atualmente sob júdice), está dirigindo na prática as mobilizações. Até mesmo carro de som teve que ser emprestado de outros sindicatos.

No dia 31, uma assembleia na porta do sindicato com cerca de três mil trabalhadores elegeram um Comando de Greve, que os operários reivindicam que participem das negociações com a patronal, já que não confiam na direção da entidade.


Negociações

Nesse dia 5 de junho houve audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, a fim de decidir o dissídio da categoria. Pela manhã, os trabalhadores realizaram uma assembleia de 500 pessoas e, logo após, um protesto nas Barcas, seguindo em passeata até o prédio do TRT. Após pressão, conseguiram garantir a participação de representantes do Comando de Greve na reunião com o tribunal.

Na reunião de conciliação, o sindicato manteve sua postura e afirmou "não ter nenhuma responsabilidade" pela greve, mesmo ela tendo sido aprovada por uma assembleia massiva da categoria. A direção do sindicato se nega a reconhecer a decisão dos operários em assembleia e afirma que a greve é “coisa do PSTU e do PSOL”. A patronal, apoiando-se no discurso do sindicato, pediu a abusividade da greve, mas a Justiça determinou a continuidade das negociações. Uma nova reunião deverá ocorrer na próxima segunda-feira, dia 11.

Na manhã desta quarta-feira, dia 6, os trabalhadores realizaram nova assembleia que reuniu cerca de 1200 metalúrgicos, que reafirmou a continuidade da greve.


Intransigência

A categoria é formada por 14 mil metalúrgicos, a maioria trabalhadores de estaleiros. A principal reivindicação dos operários é reajuste de 16%, aumento no Vale-refeição de R$ 140 para R$ 350, mais segurança, plano de saúde e PLR (Participação nos Lucros e Resultados). O Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), porém, limita-se a oferecer apenas 7,5% de reajuste.


Retirado do Site do PSTU

terça-feira, 17 de abril de 2012

Vencedores e vencidos na USP

Logo da chapa vencedora na USP
Entre os dias 27 e 29 de março foram realizadas as eleições para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de São Paulo (USP).

Este processo eleitoral, que registrou uma participação histórica de 13.134 votantes (superando em 70% a participação nas últimas eleições), foi marcado por uma situação política de grande polarização entre dois projetos opostos para a universidade. Por um lado, o atual reitor, João Grandino Rodas, servo fiel do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin do PSDB, partido de direita, que pretende impor um plano de privatização-elitização da USP através de uma política de perseguição e repressão-militarização contra os setores organizados dos estudantes e dos trabalhadores. Nesta linha, em setembro de 2011, Rodas firmou um convênio que permitiu a presença permanente da Polícia Militar (PM) dentro da USP. Por outro lado, enfrentando estes planos e medidas, está o movimento estudantil e social, que defende decididamente a histórica bandeira da educação pública, gratuita, universal, democrática e de qualidade.

Este processo político na USP, do qual as recentes eleições para o DCE foram parte expressiva, merece o interesse do conjunto do movimento estudantil e da esquerda internacional. Não apenas porque a USP é a maior universidade do Brasil e da América Latina, mas, centralmente, porque no marco do enfrentamento violento que ali se desenvolve, surgem e intervêm, dentro do movimento estudantil, as mais diversas correntes políticas, em um amplo leque que vai desde a extrema direita até a extrema-esquerda.

Neste sentido, as eleições estudantis puseram à prova esta variedade de organizações, com suas respectivas estratégias e métodos políticos. E, como em todo processo político, tivemos vencedores e vencidos.


Os números das eleições

Primeiro, os competidores políticos e seus resultados. A vitória foi para a chapa “Não vou me adaptar!” composta por militantes do PSTU, do MES e do CSOL (correntes internas do PSOL), com 6964 votos (53%). O segundo lugar ficou para a chapa “Reação”, que responde ao PSDB, com 2660 votos (20%). Na terceira posição ficou a chapa “Universidade em Movimento”, impulsionada pela APS (corrente majoritária do PSOL); junto com a governista Consulta Popular e o stalinista PCR, com 2579 votos (19%). O quarto lugar ficou para a chapa 27 de Outubro, integrada por militantes da LER-QI, PCO, POR, Praxis e setores anarquistas, que conseguiu coletar 503 votos (4%). Em último lugar ficaram os governistas do PT e do PCdoB, que atuaram pela chapa “Quem vem com tudo não cansa”, com 254 votos (2%).


Uma vitória política do movimento estudantil

O principal vencedor desta eleição é, sem sombra de dúvida, o movimento estudantil brasileiro, que impôs uma importante derrota política ao nefasto projeto privatizante, elitista e repressor impulsionado por Rodas, pelo PSDB e pelos poderosos meios de comunicação da burguesia.

O reitor Rodas e o PSDB de Alckmin competiram diretamente nestas eleições através da chapa “Reação”. Esta chapa, apesar de sua provada relação com o PSDB, apresentou-se como uma chapa “apartidária”, apoiando-se naqueles setores mais conservadores e elitistas dos estudantes, desenvolvendo um discurso claramente contrário às mobilizações e lutas dos estudantes (o lema de sua campanha era “Pelos estudantes, contra a greve”), ao mesmo tempo em que expressavam apoio aberto à totalidade da política de Rodas, incluindo a presença da PM dentro da USP.

O surgimento da chapa de direita foi parte da ofensiva que Rodas-PSDB estão levando adiante na USP. Apesar dos ataques à gratuidade, à autonomia e às liberdades democráticas na USP sempre terem existido, com maior ou menor força, desde o segundo semestre de 2011 se configura uma grande ofensiva com o objetivo de desmantelar e impor uma derrota histórica ao movimento estudantil e aos demais setores organizados da universidade.

Rodas e o PSDB entendem que, para poder entregar a USP nas mãos do setor privado e colocar a universidade inteiramente a serviço das multinacionais, precisam desmoralizar e derrotar o movimento estudantil e os setores sindicais combativos. Isto explica que, entre outros fatos, atualmente existam 73 companheiras e companheiros inicialmente presos e agora processados judicialmente devido à desocupação brutal de uma ocupação estudantil, executado por um efetivo de mais de 400 policiais dentro do prédio da universidade (novembro de 2011). Em outra invasão da PM, efetuada em pleno feriado de carnaval para desalojar a ocupação de um andar do Conjunto Residencial da USP (CRUSP), conhecida como a “moradia retomada”, 12 pessoas foram presas, entre elas uma menor de idade e uma companheira grávida (fevereiro de 2012). Outros 6 companheiros foram expulsos (dezembro de 2011) por participar da mesma ocupação. No contexto de uma situação de perseguição, atualmente existem 26 estudantes, além de vários professores e dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP), que passam por processos administrativos internos devido à atividades relacionadas com as lutas.

Outro ataque frontal ao movimento estudantil foi o episódio de um policial ter apontado uma arma de fogo no rosto de um estudante negro no próprio prédio do DCE (janeiro de 2012). Neste cenário, de restrição das mais elementares liberdades democráticas na USP, consolida-se o acordo entre Rodas e a PM, sendo nomeado recentemente um ex-coronel desta instituição repressora como chefe de segurança da USP.

No marco de um ataque generalizado, era impossível que o controle do DCE não estivesse nas aspirações de Rodas-PSDB. Foi entendendo o processo global e este último em particular, que se conformou uma ampla unidade de setores de esquerda, materializada na chapa “Não vou me adaptar!”. O centro programático desta chapa foi a defesa, na USP, de uma universidade pública, gratuita, autônoma e democrática. A chapa vencedora foi apoiada, por compartilhar seus objetivos políticos, pela ANEL e por outras organizações estudantis de diferentes estados do Brasil.

Esta unidade foi determinante para uma contundente vitória contra Rodas, onde 80% dos estudantes que participaram rechaçaram sua chapa. Foi determinante conformar e fortalecer nas bases, com uma tremenda e incansável campanha militante que percorreu toda a USP, um polo de atração contra Rodas-PSDB-PM, para manter o DCE como um instrumento democrático para a luta dos estudantes, independente da reitoria e do governo.


A derrota do governismo

Infelizmente, nem todos os setores que se reivindicam de esquerda ou, como mínimo, que diziam se opor à Rodas, compreenderam a importância da unidade de enfrentá-lo. Os estudantes, que queriam acertar as contas com o reitor e seus planos, também acertaram contas com estes setores.

A chapa do PT e do PCdoB, completamente ligada ao governo Dilma e à política governista da UNE, tiveram uma votação ínfima. A Consulta Popular, movimento político vinculado ao MST, em aliança com a APS [1], corrente majoritária na direção do PSOL, e o stalinista PCR [2], através da chapa “Universidade em Movimento”, centraram seus ataques com um discurso similar ao da chapa “Reação” no que se refere ao apartidarismo, contra a chapa “Não vou me adaptar!”. Sua política priorizou criticar o suposto autoritarismo do movimento estudantil, relegando a questão central de combater a reitoria e a chapa “Reação”, apresentando um programa que era quase uma “versão crítica” do programa da direita.

Certamente, se estes setores tivessem centrado forças em torno do combate contra a chapa do reitor, a derrota da direita poderia ter sido ainda mais estrondosa, por mais de 10 mil votos, desmoralizando-a e dificultando em muito sua eventual recomposição.


Os generais sem exército

Menção à parte merecem os setores da ultra-esquerda. Demonstrando que se importam apenas em construir seus pequenos grupos, sem muito interesse pela sorte do movimento estudantil de conjunto, que está enfrentando uma ofensiva que tinha uma expressão concreta nestas eleições, a LER-QI (ligada ao PTS argentino), o PCO (no passado ligado ao Partido Obrero da Argentina) e o grupo Praxis (ligado ao Novo MAS argentino), montaram uma chapa composta, segundo eles mesmos, pelos setores mais “combativos”, por aqueles que “estiveram à frente das ocupações”.

Como para estes grupos o principal é sua autoconstrução, captando um ou dois dentro de um setor da vanguarda, ou parasitando outros partidos de esquerda, pouco importava se a chapa de Rodas e do PSDB triunfaria, pois o central era se diferenciar a qualquer custo do PSTU e se apresentar como os mais “radicais”. Sua política, então, esteve dirigida a uma reduzida vanguarda, à qual eles denominavam de “ala revolucionária” do movimento (como bem orienta a teoria da “democracia dos que lutam” que o PTS argentino levanta) e não a setores mais amplos dos estudantes. E assim foi. Os estudantes os colocaram em seu lugar e, ao final das eleições, tiveram apenas 503 votos para contar.

Mas chegou o momento de dar alguma explicação, de fazer um balanço desta política frente ao movimento estudantil e à esquerda. Tarefa amarga para nossos generais, pois a realidade retribuiu sua política com uma derrota. Por isso, longe de reconhecer sua responsabilidade na divisão da esquerda e o rechaço dos estudantes à sua política e métodos, a ultraesquerda se enrola em insensatas teorias para se justificar. É lamentável, pois os fatos obrigam a concordar que dificilmente poderíamos esperar uma atitude mais honesta.

A primeira destas ideologias justificativas é que, supostamente, o perigo de um triunfo da direita não era real, e que o PSTU e seus aliados haviam utilizado o “fortalecimento da direita” para, de forma oportunista, canalizar votos para sua chapa. A LER-QI disse a esse respeito: “A campanha eleitoral foi marcada por um esforço do PSOL e do PSTU para supervalorizar a possibilidade e as consequências de uma vitória da direita nas eleições (...)” [3]. Em consequência, agora a LER-QI denuncia a “mentira do voto útil”. O PCO, no mesmo sentido, afirma que “o fantasma da direita é usado pela burocracia estudantil (sic) como um argumento a mais para frear a luta estudantil” [4].

Uma vez que sua chapa foi derrotada tão contundentemente pela chapa unitária, é fácil e irresponsável afirmar que a direita, ao mando de Rodas, não tinha peso ou possibilidades reais de ganhar o DCE. A verdade é que ninguém, a não ser aqueles que a todo custo se negam a reconhecer o enorme acerto que significou uma política de unidade da esquerda contra a chapa de direita, pode negar que toda a ofensiva ideológica de Rodas e da imprensa burguesa paulista criou condições muito favoráveis para o avanço e fortalecimento da direita dentro do movimento estudantil.

Uma vitória da direita, se não tivesse existido uma oposição unida como a impulsionada pelo PSTU, era completamente possível, o que seria uma derrota duríssima do movimento. É necessário considerar que, em situação diferente da que atravessa a USP, a direita triunfou eleitoralmente em outras importantes universidades como as de Brasília, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, convertendo-se em um obstáculo sério para o desenvolvimento da luta estudantil. Se isto tivesse acontecido na USP, pelo seu peso político, seria ainda pior, pois a direita estaria em condições de estender seu alcance nacional e se fortalecer em um nível superior, conspirando contra o processo de reorganização do movimento estudantil brasileiro em seu conjunto.

O fato de que a direita foi derrotada na USP, não prova que é um setor insignificante. Prova que houve uma política correta, de unidade dos setores majoritários da esquerda, que a enfrentou consequentemente, sem poupar esforços. A chapa “Reação”, com seus 2660 votos ganhos quase sem fazer campanha, obteve o segundo lugar e teve a mesma quantidade de votos que, em anos anteriores, permitiram a vitória de muitas chapas [5]. A questão não é que a direita teve “poucos votos”, a questão é que devido ao acerto político de unidade da esquerda a alternativa contra Rodas se fortaleceu muito.

A política da ultraesquerda, objetivamente, acabou fazendo coro com a Consulta Popular, a APS, o PT e o PCdoB, favorecendo Alckmin e Rodas no sentido de debilitar uma alternativa unificada para esmagar a chapa do PSDB. Apenas o Movimento Negação da Negação (MNN), dentro do campo da ultraesquerda, compreendeu a necessidade de não dividir a esquerda nesta conjuntura tão difícil e rompeu com a chapa “27 de outubro” para chamar o voto para a chapa “Não vou me adaptar!”, sob a consigna de “Esmaguemos a chapa de Rodas”. Esta posição correta valeu ao MNN a acusação de “traição” por parte de seus tradicionais aliados.

Este argumento da ultraesquerda, que minimiza o perigo da direita, vai contra um dos eixos de sua própria campanha “Pelo fim da ditadura de ontem e de hoje”. Se a caracterização destes setores é que na USP se instalou uma ditadura, passa a existir ainda mais motivos para impulsionar uma frente que articule a maior quantidade de forças contra esse regime reacionário. Contudo, em gritante demonstração de incoerência, enquanto colavam cartazes contra a ditadura e com o rosto de Alexandre Vannuchi Leme, líder estudantil da USP, assassinado em 1973 pela ditadura militar, fracionavam o polo contra a direita para montar sua própria chapa. O PSTU, pelo contrário e apesar das diferenças que tem com o MES, impulsionou uma frente única com a esquerda para enfrentar Rodas.

Como seu resultado eleitoral é vergonhoso (4% do total geral e 7,2% do total de votos que teve a chapa vencedora) eles passam a questionar o próprio sistema eleitoral como um todo. É assim que, fazendo acrobacias teórico-políticas, procuram equiparar as eleições burguesas com as eleições sindicais, neste caso de um DCE. Dizem então, que “a votação, ao melhor estilo brasileiro, nada tem a ver com a realidade” [6]. Contudo, poucos parágrafos depois, quando falam de seus votos, dizem que estes refletem “a realidade política mais importante na USP neste momento” [7]. Quer dizer, quando se referem aos votos alheios, todo o processo eleitoral não tem nada a ver com a realidade, mas quando analisam os votos que sua chapa recebeu (4% do total), estes sim expressariam “a realidade política mais importante na USP”. Primeiramente, a ideia de que as eleições não têm relação com a realidade é equivocada. Inclusive as eleições burguesas, ainda que de forma distorcida, expressam a realidade política. Muito mais equivocado é afirmar isto no caso de uma eleição para um organismo sindical de luta. Mas, mesmo descontando essas questões, se é verdade que as eleições não expressam nada da realidade, se nunca passou de uma “farsa”, para que então se apresentar em tão irrelevante processo?

Desta forma, para explicar seus magros 4%, os que “estiveram a frente das ocupações” e se consideram a vanguarda do movimento estudantil, se veem obrigados a recorrer a argumentos que, além de contraditórios, beiram o delírio.

A LER-QI, contudo, opina que os 4% de sua chapa constitui uma “votação expressiva” que “não foi muito maior apenas em função da campanha pelo ‘voto útil’, levada adiante pelo PSOL, PSTU e MNN, debilitando a expressão dos setores mais radicalizados dos estudantes” [8]. Em outras palavras, a culpa pelo insignificante resultado da ultraesquerda não seria de sua política e seus métodos (conhecidos pelos estudantes), mas daqueles que estavam chamando a enfrentar unificadamente a chapa da direita reacionária. E, quando não, para o ultraesquerdismo pequeno burguês, sempre se pode jogar a culpa nas massas atrasadas, incapazes de compreender a mensagem de dirigentes que irradiam tanta luz política, pois “a maior parte do ‘eleitorado’ que comparece às urnas, é arrastado para lá sem saber absolutamente nada das eleições” [9].

Até se pode entender como é difícil aceitar uma surra política tão dura como a que recebeu a chapa da ultraesquerda, o que não é aceitável é o método de distorção dos fatos no afã de não reconhecer a clara mensagem de rechaço que lhes deram os estudantes. Isso não tem nada a ver com a atitude de socialistas revolucionários.


Em melhores condições para continuar lutando

As eleições do DCE da USP se deram no marco de uma luta em curso, uma luta contra os planos do reitor Rodas e do PSDB de privatizar a universidade através de uma política repressora e de cerceamento das liberdades democráticas.

O resultado das eleições, onde a chapa montada por Rodas foi derrotada, sem dúvidas fortalece o movimento estudantil nessa universidade e em todo o Brasil. Este triunfo também é uma vitória política de todo o movimento estudantil latino americano.

Mantendo o DCE como instrumento de luta e não como apêndice do reitorado, o movimento estudantil está em melhores condições para continuar a luta contra a ofensiva de Rodas-PSDB e em defesa da democracia e autonomia da USP, onde um ponto central é a expulsão da PM da universidade.

Para conseguir essa vitória, demonstrou-se acertada e determinante uma política de frente única dos setores de esquerda para enfrentar a chapa da direita. Como expressão da luta contra o reitor e a PM, nas eleições se generalizou um amplo sentimento e movimento que se expressou em uma chapa unificada. A outra política, aplicada pelos setores governistas e a ultraesquerda, de dividir o movimento e atacar o progressista processo unitário foi amplamente rechaçada pela base estudantil. É preciso seguir apostando na unidade para continuar a mobilização até a derrota final de Rodas e a expulsão da PM na USP.

[1] Ação Popular Socialista, liderada por Ivan Valente.
[2] Partido Comunista Revolucionário. Em seu site, entre outros, pode-se ler um artigo intitulado: "Stalin, o pai dos povos" (http://pcrbrasil.org/stalin/)
[3] Gilga, Bruno: "Mais de 500 estudantes votam na '27 de outubro', que fez uma grande campanha militante." Publicado no dia 03/04/2012, no site da LER-QI
[4] “Eleições de entidades versus luta do movimento estudantil”, publicado no dia 03/04/2012 no site do PCO.
[5] Em 2005, a chapa "Educação pela Pedra", foi eleita com 2731 votos, e a chapa "Para transformar o tédio em melodia", em 2009, ganhou as eleições com 2500 votos.
[6] "O que significa o resultado da eleição para o DCE", publicado no dia 02/04/2012 no site do PCO.
[7] Idem.
[8] Gilga, Bruno, citado acima.
[9] "O que significa o resultado da eleição para o DCE", publicado no dia 02/04/2012 no site do PCO.


Retirado do Site do PSTU

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Dirigentes da CST/Unidos pra Lutar e da Intersindical comandam invasão da sede do PSTU em Niterói

Aconteceu na tarde desse dia 2 de março, em Niterói (RJ), um fato inconcebível envolvendo militantes que se reivindicam da esquerda socialista brasileira. Um grupo de pessoas comandado por dirigentes de correntes internas do PSOL (Rosi Messias e Jessé Brandão pela CST/Unidos Pra Lutar; Índio e Gegê também dirigentes da Intersindical) invadiram a sede do PSTU na cidade agredindo verbalmente e ameaçando fisicamente as (os) militantes do partido que lá se encontravam. Só se retiraram do local com a chegada de mais companheiros que exigiram que deixassem o local. Não bastasse esse lamentável acontecimento, militantes do PSTU e da CSP-Conlutas agora estão recebendo ligações telefônicas com ameaças de morte e de agressão física.

O contexto em que isso se dá torna o fato ainda mais condenável. Está inscrita uma chapa de oposição para as eleições do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, da qual participam trabalhadores metalúrgicos ligados à CSP-Conlutas e à Intersindical. Esta chapa está sob fogo cerrado da burocracia da CUT que dirige o sindicato e das empresas, que tentam por todos os meios impedir a chapa de concorrer. Esta luta para assegurar o direito democrático dos metalúrgicos vem já há meses, com muitas manobras da burocracia cutista, pressão das empresas sobre os trabalhadores que estão na chapa da oposição e várias decisões judiciais.

A última manobra da burocracia foi impugnar alguns nomes da chapa de oposição, apesar destes terem plenas condições legais de concorrer. Frente a esse fato estabeleceu-se uma divergência dentro da chapa e entre os apoiadores da oposição. Os companheiros da CSP-Conlutas e os militantes do PSTU consideraram que o melhor seria enfrentar, na Justiça se fosse o caso, o pedido de impugnação, para garantir o direito dos trabalhadores de fazerem parte da chapa. Os companheiros ligados à Intersindical e a alguns setores do PSOL consideraram que o melhor seria substituir os impugnados. Prevaleceu a decisão de não substituir os trabalhadores, e de lutar para garantir o seu direito a concorrer.

E foi a discordância com esta decisão que levou aquelas pessoas, comandadas pelos dirigentes políticos citados acima, a agir como um bando de gangsters, invadindo a sede do PSTU para tentar mudar à força a posição do partido com ameaças e agressões. Note-se que estas pessoas não invadiram a sede do sindicato para enfrentar a burocracia e exigir dela que respeite o direito dos trabalhadores escolherem livremente a diretoria da sua entidade. Invadiram a sede do nosso partido, aliados que somos na mesma chapa para enfrentar a burocracia. Uma atitude inaceitável e compreensível apenas se levarmos em conta que correntes e dirigentes que assim atuam estão profundamente contaminados com a ideologia do vale-tudo e da sua própria autoconstrução, sem guardar a mínima preocupação com o avanço das organizações de frente única da nossa classe.

Repudiamos veementemente a agressão contra a nossa sede, o desrespeito e ameaças feitas contra os (as) nossos(as) militantes por parte destas pessoas e destes dirigentes. E reafirmamos, por outro lado, que o nosso partido não se move, nem define suas opiniões por ameaças e agressões. Não reconhecemos estes métodos como aceitáveis no interior do movimento da classe trabalhadora. Seguiremos fieis à prática de tratar as diferenças existentes dentro das nossas organizações e movimentos de forma democrática, respeitando as decisões tomadas pelos trabalhadores nas instâncias das suas entidades e movimentos.

Por último, não queremos responsabilizar o conjunto do PSOL pela atitude destes dirigentes e militantes, pois não acreditamos que o partido possa respaldar tal tipo de procedimento. Mas justamente por isso é importante um imediato pronunciamento da direção estadual e nacional do PSOL, condenando o comportamento destas pessoas. Da mesma forma é importante um pronunciamento do MES, que também faz parte do acordo em torno à chapa de oposição (mas que não participou da invasão da sede do PSTU). Institucionalmente, para o PSTU, isto é muito importante.

Na tarde de 3 de março, chegou a informação que uma liminar garantiu a inscrição de toda a chapa 3, incluindo os 7 nomes questionados pela comissão eleitoral (Atualizado às 17h)


Retirado do Site do PSTU

terça-feira, 20 de março de 2012

Itajubá (MG): metalúrgicos da CSP-Conlutas derrotam a CUT com 71,79% dos votos

Chapa da CSP-Conlutas
A Chapa 1, da CSP-Conlutas e da Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos, obteve grande vitória e se reelegeu na direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Itajubá, Paraisópolis e Região, com 71,79% dos votos válidos, para o triênio 2012-2015. A apuração terminou às 3h30 da sexta-feira, dia 16, no ginásio do bairro Santa Rosa, em Itajubá-MG. A Chapa 2, da CUT/CSD, alcançou apenas 28,21% dos votos, com uma campanha pautada pela despolitização e falsas promessas. A nova diretoria toma posse no dia 30 de maio.

Na apuração, a torcida da CSP-Conlutas estava muito agitada, com metalúrgicos, trabalhadores da saúde, professores e militantes do movimento popular entoando palavras de ordem de independência política frente aos patrões e os governos. O clima de euforia tomou conta quando o resultado foi anunciado pelo metalúrgico Giba Gomes, da Federação.

A Chapa 1 saiu vitoriosa na ampla maioria das fábricas, sobretudo na Delphi e na Mahle, uma das maiores da região. Foram 1555 votos para a Chapa 1 contra 611 para a Chapa 2. Ao todo, registrou-se 26 votos brancos e 52 votos nulos.

Com o resultado, a Federação Democrática e a CSP-Conlutas se fortalecem para seguirem travando a luta em defesa das conquistas e por novas vitórias, a exemplo da recente campanha salarial da categoria. Os metalúrgicos da região, que participaram em peso do processo, agora podem ter a certeza de que Sindicato dos Metalúrgicos seguirá no caminho das lutas, sem se vender às empresas e aos governos e firme na defesa dos direitos.

“Essa eleição foi uma vitória da categoria e não só dos que se dedicaram a construir a Chapa 1. Tenho certeza de que a categoria acredita que com essa nova diretoria poderemos alcançar um futuro de grandes conquistas. Saudamos a toda os metalúrgicos e metalúrgicas pela forte participação no processo eleitoral. Felizmente tudo ocorreu da forma mais democrática e limpa possível. Agradecemos a todos pelo alto índice de votos na nossa chapa. Agora o desafio é seguir adiante, fortalecendo o sindicato” disse o dirigente do Sindicato, José Carlos dos Santos, o Carlinhos.


Retirado do Site do PSTU

sábado, 3 de março de 2012

Chapa da CSP-Conlutas derrota ofensiva patronal e da prefeitura e vence eleições

Kit
Integrantes da Chapa durante apuração
Uma explosão de alegria marcou o final das eleições para a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) na manhã desse dia 2 de março. Mesmo após uma noite não dormida, os ativistas e apoiadores da Chapa 1, da CSP-Conlutas, deram um show de animação. “A chapa 1/ É do peão/ Aqui não entra governo nem patrão”, foi uma das palavras de ordem entoadas.

A apuração dos votos, que estava marcada para iniciar à meia-noite, só começou por volta das 6h da manhã. A chapa 2, ligada à CTB, prevendo a derrota, tentou colocar todo tipo de empecilho para impedir a contagem dos votos. E não erraram. No final da apuração, a chapa 1 obteve 5.974 votos, ou 59%, contra os 4.117, ou 40%, da chapa 2. Foram no total 10.355 votos válidos, um quórum histórico para as eleições do sindicato.

“Os metalúrgicos estão de parabéns, eles deram mostra que querem um sindicato de luta, que organize a base dos trabalhadores, a partir de agora não existe mais chapa 1 ou chapa 2, mas sim os metalúrgicos unidos, contra os ataques dos patrões”, afirmou Macapá, o novo presidente eleito do sindicato.


Ataques e solidariedade ativa

A campanha dessas eleições foi marcada por uma forte ofensiva das empresas, articulada com a prefeitura local e a imprensa, contra a atual direção do sindicato. Principalmente na General Motors, uma das principais bases da categoria. A empresa realizou uma verdadeira campanha terrorista, junto às recentes demissões a ‘conta-gotas’, a fim de minar o apoio da chapa 1. Chegou-se a ameaçar o fechamento de setores inteiros da planta caso a atual direção permanecesse à frente do sindicato. Na empresa, a chapa 2 chegou a angariar 60% dos votos.

Tal estratégia, porém, não surtiu efeito e, no total, os metalúrgicos disseram ‘não’ à campanha terrorista. Em todas as outras empresas a chapa 1 obteve larga vantagem. Mas não foi fácil. Para enfrentar a campanha patronal, ativistas e apoiadores de várias partes do país foram prestar sua solidariedade ativa durante a campanha eleitoral, o que serviu para reverter a ofensiva dos patrões. Foram centenas de estudantes, ativistas, trabalhadores e inclusive metalúrgicos que apoiaram sua categoria.

É o caso de Antônio Carlos, o ‘Boi’, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Itaúnas e da Federação Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais. Embora o cansaço transparecesse em seu rosto, Boi parecia feliz com o resultado. “Essa campanha foi muito importante, a gente sabe da necessidade de se ter uma sindicato de luta em defesa dos trabalhadores. Lá em Minas vemos o que acontece na Fiat de Betim, que a CTB dirige, e tem banco de horas, um piso muito baixo... por isso estamos aqui”, afirmou.

As semelhanças não param por aí. Assim como em São José dos Campos, Antônio vê essa mesma ofensiva envolvendo patrões e governo em Itaúna. “Lá acontece o mesmo que aqui, a prefeitura já chegou a colocar matéria paga no jornal para dizer que as empresas não se instalam lá por conta do sindicato”, denuncia, reforçando a importância da solidariedade de classe.
Ao final da manhã desse dia 2, embora exaustos, os metalúrgicos estavam felizes por mais essa vitória, e certos que muitos desafios ainda virão. “O desafio agora é reforçar nossa organização de base, para que possamos lutar por nossos direitos”, finaliza o novo presidente da entidade.


Retirado do Site do PSTU

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Reta final para a eleição do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos

Está em curso uma das eleições sindicais mais importantes do país, na região do Vale do Paraíba. Entre 29 de fevereiro e 1º de março, os metalúrgicos de São José dos Campos e Região escolherão a nova diretoria do seu sindicato, para o período de 2012 a 2015


Logo da Chapa 1
Neste ano, apenas duas chapas estão inscritas. A Chapa 1, da CSP-Conlutas, e a chapa 2, da CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil). A convenção da Chapa 1, no dia 14 de janeiro, mostrou a importância da democracia operária na escolha dos nomes e do debate de programa. Os metalúrgicos formaram uma chapa representativa, composta por 41 membros das principais fábricas, como GM, Embraer, TI-Automotive, Heatcraft, Hitachi, Eaton, Avibras, MWL, Wirex Cable e Swisbras.

O candidato a presidente escolhido foi Antonio de Barros, o “Macapá”, operário da General Motors. O candidato a vice-presidente é Herbert Claros, da Embraer. Os dois são militantes do PSTU.

Além da construção democrática e representativa, a Chapa 1 expressa a continuidade de um projeto de sindicato comprometido com a defesa rigorosa dos direitos dos metalúrgicos, voltado para os interesses imediatos e históricos dos trabalhadores.

Formada por diretores e cipeiros de grande prestígio na base, a Chapa 1 é uma fusão de experiência com a renovação, reunindo ainda novos ativistas, que refletem a juventude e a organização de base do sindicato.

Na raiz do programa da Chapa 1 está a tradição de lutas, mobilizações, independência de classe, democracia operária e internacionalismo. Marcas que fizeram do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região uma referência nacional para o movimento operário combativo e a própria CSP-Conlutas. É essa tradição operária e história de lutas que a Chapa 1 defende nas eleições.


Chapa 2 é apoiada pelos patrões

A Chapa 2 é formada por candidatos provenientes de outras centrais, que foram derrotados nas últimas eleições. Agora se agruparam na CTB como forma de lançar uma cara nova que não esteja associada à velha burocracia defensora do Banco de Horas na região. Mudou a face, mas a essência continua a mesma.

No contexto das eleições, os patrões, a grande imprensa e a prefeitura de São José dos Campos, do PSDB, estão em verdadeira campanha contra o Sindicato. Quase todos os dias a imprensa local cospe matérias e artigos que tentam atingir o sindicato através da criminalização das lideranças do Pinheirinho, particularmente contra um de seus coordenadores, Valdir Martins, o Marrom, que também é diretor do sindicato.

Outro forte ataque parte do prefeito Eduardo Cury, do PSDB, que desde novembro está aterrorizando a população e os trabalhadores com a idéia de que enquanto a atual diretoria continuar no sindicato, nenhuma empresa investirá na cidade. Essa cantilena é repetida constantemente pelo empresariado da região.

Mas a ofensiva mais dura está partindo da GM, que está demitindo a conta-gotas os trabalhadores, buscando criar um clima de terror na fábrica, na covarde e desesperada tentativa de dividir os trabalhadores e amedrontá-los às vésperas das eleições sindicais.

Vários chefes e supervisores usam broches e camisetas da chapa da CTB, procurando com isso intimidar os trabalhadores a votarem na chapa preferida pela GM. Há relatos de trabalhadores que foram assediados pelos chefes a não votar na chapa do Sindicato, sob risco de “fecharem a fábrica”. Com isso a chefia da GM transformou-se no principal cabo-eleitoral da oposição ao Sindicato na fábrica.




Todo apoio à Chapa 1

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região possui uma enorme importância para a região e as lutas dos trabalhadores do país. Durante anos esteve presente nas lutas decisivas dos trabalhadores no Brasil e se somou a diversas iniciativas em defesa dos trabalhadores de outros países.

Este é um momento decisivo para defender esse instrumento de luta a serviços dos interesses dos trabalhadores, que têm resistido a diversas tentativas de retirada de direitos e rebaixamento salarial, ao contrário do que ocorre em outras regiões, onde os sindicatos são dirigidos pela CUT e CTB.

É hora das entidades combativas, classistas e independentes e dos ativistas se somarem na defesa desse importante instrumento de luta, apoiando política e financeiramente a Chapa 1.


  • Acesse o Blog da Chapa da CSP-Conlutas


  • Retirado do Site do PSTU

    quarta-feira, 2 de novembro de 2011

    Duas eleições, uma única lição

    Divisionismo da esquerda só pode trazer derrotas ao movimento estudantil


    Em uma mesma semana, duas políticas opostas foram postas à prova na disputa pela direção do movimento estudantil. Os estudantes lutadores de todo o país devem conhecer os resultados das eleições para os DCE’s da UFRJ e da UnB. Em base a essas experiências, é urgente tirarmos conclusões.

    Na UFRJ, pela quarta vez consecutiva, prevaleceu a unidade da esquerda nas eleições, cuja chapa derrotou nas urnas a chapa governista, alinhada com as posições da UNE. Na eleição de quorum mais alto na história do movimento estudantil daquela universidade, os lutadores comemoraram uma vitória inconteste – seja pela diferença de cerca de 900 votos, ou pela vitória no debate político sobre a necessidade de uma direção independente do governo e da reitoria no DCE.

    Na UnB, contudo, se impôs o divisionismo e a fragmentação, mesmo diante de uma gestão governista no DCE e de uma campanha dos ativistas da ANEL por uma chapa unificada de oposição. O grave erro da esquerda da UNE – hegemonizada naquela universidade pelo coletivo Vamos à Luta/CST-PSOL – cobrou seu preço. O resultado eleitoral conferiu a vitória à chapa da direita reacionária, ao mesmo tempo em que não deixou dúvida de que a esquerda unificada teria ganhado a eleição.


    Sectarismo impôs retrocesso

    É um retrocesso enorme que o DCE-UnB esteja sob controle da direita. A chapa Aliança pela liberdade defendeu em seu programa, entre outras bandeiras reacionárias, a presença da PM na universidade, a legitimidade das fundações de direito privado e a estrutura burocrática de poder da UnB. É um engano pensar que esse resultado não pode incidir negativamente sobre a disposição de luta do movimento no próximo ano.

    É verdade que a conjuntura do país vem sendo marcada, desde o início do ano, por importantes lutas econômicas – seja de professores, operários, servidores ou bombeiros. O movimento estudantil também se animou neste segundo semestre. Mas, ainda assim, a popularidade do governo segue alta e contendo, até aqui, o desgaste dos escândalos de corrupção.

    Por isso, a defesa da ANEL de chapas unitárias da esquerda nas eleições do DCE vai além de uma aliança eleitoral para que tenhamos mais votos. Significa fortalecer um pólo de oposição de esquerda a Dilma que tenha capacidade de furar o bloqueio da popularidade do governo e provocar um movimento massivo de contestação da atual política educacional.

    Em nossa opinião, a ANEL acerta porque compreende que nessas eleições está colocada, para além da disputa eleitoral, uma forte disputa política pela consciência da maioria dos estudantes – cujo resultado pode fortalecer ou enfraquecer o movimento. Na UnB, o divisionismo imposto pela CST-PSOL só trouxe prejuízos ao movimento: custou a vitória eleitoral da chapa mais reacionária de todas e fragilizou de conjunto os lutadores para combater a falsa idéia semeada pelo governo de que a universidade está se expandindo e democratizando.


    Unidade nas eleições e no plebiscito pelos 10% do PIB

    Depois da UnB, não é possível mais que o divisionismo nos imponha novas derrotas. Por isso, a esquerda da UNE deve abandonar de vez todo o sectarismo e compor chapas com a ANEL por todo o país. Um desafio importante vai se dar na USP, onde a universidade está polarizada pela entrada da PM no campus e uma chapa de direita já se articula. Nessa e em todas as universidades do país, a Juventude do PSTU se soma ao chamado da ANEL por chapas unitárias da esquerda nas eleições de DCE.

    Essa unidade dos lutadores deve se dar na perspectiva, ainda, de fortalecer a campanha pelos 10% do PIB para a educação pública. Novembro é o mês do plebiscito popular, que vai mobilizar milhares de estudantes e trabalhadores em todo o país. Diante da recusa intransigente dos setores governistas em construírem essa iniciativa na base, a esquerda não deve ter dúvida. Novamente, unificar suas forças para alcançar vitórias na luta pela educação pública que merecemos.


    Retirado do Site do PSTU

    Chapa apoiada pela ANEL vence e DCE-UFRJ segue na luta!

    Chapa 2, 'Não temos tempo a perder'
    Pela quarta vez consecutiva, a chapa apoiada pela ANEL, e composta também por integrantes da esquerda da UNE, venceu as eleições do DCE-UFRJ. A chapa da UNE, atrelada ao governo e à reitoria, foi mais uma vez derrotada.

    Os integrantes da chapa 2, “Não temos tempo a perder”, denunciaram em sua campanha a precarização e privatização a que vem sendo submetida a UFRJ, além da carência de políticas efetivas de assistência estudantil. Apoiados na experiência do processo de luta recente naquela universidade, demonstraram que só com independência frente ao governo e à reitoria o DCE poderia ser uma ferramenta para as conquistas dos estudantes.

    “A vitória nas urnas vai impulsionar a luta dos estudantes da UFRJ. Nosso fôlego agora é redobrado para tirar do papel as promessas da reitoria e para realizar com força total o plebiscito popular pelos 10% do PIB para a educação pública”, declarou Julio Anselmo – membro da chapa 2 e da Comissão Executiva Estadual da ANEL-RJ.

    A Juventude do PSTU saúda e parabeniza os lutadores e as lutadoras da chapa 2.


    Resultado das eleições

    Chapa 1 – Mãos à obra – oposição (PCdoB/PT/PPL e independentes) – 3159 votos
    Chapa 2 – Não temos tempo a perder (PSTU/PSOL e independentes) – 4041 votos
    Chapa 3 – Correnteza (PCR e independentes) – 1058 votos
    Chapa 4 – Quem vem com tudo não cansa (CM e independentes) – 971 votos

    Nulos – 58 votos
    Brancos – 53 votos
    Total – 9341 votos


    LEIA MAIS

  • Esquerda se fragmenta e entrega o DCE-UnB nas mãos da direita conservadora


  • Retirado do Site do PSTU

    quinta-feira, 22 de setembro de 2011

    Chapa de oposição vence eleição para o Centro Acadêmico de História da UFRN

    Cartaz da Chapa vencedora
    Nesta terça-feira (20), em Natal/RN, o movimento estudantil combativo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) conquistou mais uma vitória. A Chapa 2 – Nada Será Como Antes (oposição) venceu com 51% dos votos a eleição para o Centro Acadêmico de História (CAHIS). A Chapa 1 – Chapa Ação (situação) obteve 45% dos votos e saiu derrotada. Brancos e nulos somaram 4%.

    Durante toda a campanha, os membros da Chapa 1 se comportaram como autênticos provocadores, agredindo verbalmente os membros e apoiadores da Chapa 2. Aproveitando-se da desconfiança em relação a partidos políticos, que predomina entre os estudantes do curso de História da UFRN, a Chapa 1 tentou esconder a todo custo que era composta por militantes do PT. Como se não bastasse, centrou sua campanha no ataque à Chapa 2, afirmando que esta era financiada pelo PSTU.

    Por outro lado, a Chapa 2, durante todo o processo eleitoral, vendeu uma rifa para financiar a própria campanha e focou seu discurso na conscientização dos estudantes, denunciando o governo de Dilma Rousseff, que prepara mais um ataque contra a educação pública através do novo PNE. “Fizemos uma campanha limpa e com debate político, mostrando os ataques do governo e defendendo o investimento imediato de 10% do PIB para a educação pública. A vitória da Chapa 2 representa um fortalecimento da luta dos estudantes de História e mostra a necessidade de termos um CAHIS independente, autônomo e combativo. Queremos um Centro Acadêmico comprometido com a defesa da educação de qualidade e que não compactue com o governo.”, disse Géssica Régis, membro da Chapa 2 e militante do PSTU.

    O processo de votação teve início às 08h30min e foi encerrado às 21h. Uma hora depois, a comissão eleitoral proclamou a Chapa 2 – Nada Será Como Antes vencedora do pleito. A alegria, então, tomou conta dos membros da oposição. “Lutar, mudar, somos oposição! Nada como antes, Chapa 2 na eleição.”, cantavam todos.


    Retirado do Blog do PSTU/RN

    terça-feira, 3 de maio de 2011

    FUP sofre mais uma derrota no Sindipetro-RJ

    Terminou por volta das 14h desse sábado, 30 de abril, a apuração das eleições para a direção do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro. A vitória da chapa 1 - Independência, Unidade e Luta, com 1.228 votos, mostrou o apoio da categoria à atual gestão do sindicato. A chapa 2 - Uma nova direção, pela unidade nacional – patrocinada pela FUP e pela CUT, teve 1.034. Nulos e brancos foram 23, de um total de 2.291 votantes.

    O início da apuração foi bem tenso. A chapa da FUP, percebendo que ia perder, exigiu a impugnação de duas urnas de aposentados, do Rio e de Angra. Na primeira, alegaram que ao prestar o serviço de realização do imposto de renda para a categoria, na sede do sindicato, durante a votação estavam “comprando” votos.

    Para tentar ganhar no grito trouxeram até o sindicato líderes de torcidas uniformizadas de futebol, jagunços armados e bate paus.

    Mas a Chapa 1 e a diretoria do sindicato lembraram que esse é um trabalho já realizado no ano passado e que não recebeu nenhuma crítica antes. Inclusive, quem marcou a data da eleição, coincidente com a última semana de declaração do imposto de renda, foi a oposição, maioria na comissão eleitoral.

    Na de Angra, acusaram o sindicato de estar carregando os eleitores para votar no carro do sindicato, utilizando-se da máquina em benefício de um único grupo.

    Os petroleiros da Costa Verde integrantes da chapa 1 explicaram que, quando uma cadeirante foi votar, ela não tinha como ter acesso ao local de votação, daí pegaram o carro apenas para subir com ela. De qualquer forma, o voto dela estava em separado, então não havia justificativa para impugnar uma urna inteira.

    A vitória da Chapa 1 ocorreu por que os aposentados têm extrema rejeição à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e os trabalhadores da ativa estão cansados de suas traições. Por isso a chapa 2- CUT/FUP tentou impugnar as urnas dos aposentados tentando retira-los do pleito.

    Por volta das 3h da madrugada de sexta para sábado, porém, chegou-se a um consenso, deixando apenas a urna de Angra em separado para uma avaliação posterior.

    O Sindipetro-RJ rompeu com a FUP, em um plebiscito, após ela passar a defender junto a gerência da Petrobrás a Repactuação. Nesta eleição, a FUP tentou voltar para aquele sindicato, mas foi novamente derrotada.

    A vitória no Rio de Janeiro representa a vitória do sindicalismo independente, que não se vendeu para a gerência da Petrobrás e não baixa a cabeça frente aos ataques do governo aos direitos dos petroleiros. Os petroleiros a nível nacional mantiveram um Sindipetro no campo da luta, em defesa dos interesses dos trabalhadores e dos aposentados e na luta pelo monopólio estatal do petróleo e uma Petrobrás 100% estatal. Mais um passo na construção de uma direção alternativa para a categoria.


    FUP frauda eleições na Bahia

    Enquanto isso, na Bahia, as eleições que tiveram início há três semana foram fraudadas pela Chapa 2, ligada à direção da FUP/CUT/CTB. Sabendo que iriam perder, resolveram roubá-la utilizando-se de bandidos, jagunços e seguranças contratados.

    Para se ter uma idéia do tamanho da fraude, estiveram à frente desse processo Nelson Santos, ex-Secretário de políticas sindicais do Ministério do Trabalho, ligado a José Dirceu, e o Deputado Estadual Rosemberg Pinto, ex-diretor deste sindicato.

    “Este grupo invadiu a PrismaPack (empresa localizada no pólo plástico de Camaçari) para impedir a coleta de votos, roubaram urnas, invadiram o sindicato, danificaram listas de votação e promovem todo tipo de truculência”, informou a maioria da diretoria do sindicato.

    Antes mesmo de começar o processo eleitoral, realizaram uma assembleia às pressas e sem discussão com os trabalhadores, patrocinada pela direção da Petrobrás, que dividiu o sindicato em sindicato dos petroleiros e do ramo químico.

    Mas como tal prática não foi suficiente resolveram impedir a todo custo que fosse expressa a vontade dos petroleiros nas urnas. Com a fraude consumada, novas eleições serão chamadas.


    FUP garante vitória em Minas Gerais

    Em Minas Gerais, a chapa 1 da FUP ganhou as eleições por 649 (66%) a 333 (33%) da chapa 2. Particularmente na Regap, na ativa o resultado foi 412 (59%) a 285 (41%) para a chapa 1.

    Mas a luta dos companheiros de Minas para a construção de uma nova direção continua a nivel nacional


    Continua nas eleições a disputa da direção dos petroleiros

    A categoria petroleira vem há cerca de 6 anos encarando a construção de uma nova direção sindical. Este embate ficou mais forte após a fundação da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

    A ruptura com a direção da FUP, por seu governismo exacerbado, são um processo concreto e objetivo. Isso se dá nas campanhas salariais e nas lutas econômicas do dia a dia, como a luta contra a Repactuação, a imposição da RMNR e nas greves da categoria como a que aconteceu recentemente no Litoral Paulista.

    Neste momento, ela passa pelas eleições sindicais. Já houve em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os próximos embates este ano são as eleições do Rio Grande do Sul, dia 5 de maio, no Norte Fluminense de 11 a 31 de maio, em Alagoas e Sergipe em 17 de maio, no Unificado de São Paulo, possivelmente em junho, e novamente na Bahia em julho ou agosto, depois que a FUP fraudou as eleições de abril.

    Em todas elas os petroleiros estão forjando sua nova direção, a sua maneira, com suas contradições e construindo seu próprio caminho.


    Retirado do Site do PSTU

    terça-feira, 21 de setembro de 2010

    Chapa apoiada pela CSP-Conlutas vence eleições do sindicato dos metroviários de São Paulo

    São Paulo, madrugada do dia 18 de setembro, sábado, por volta de 1h20 da manhã. O atual presidente da CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil) e candidato à reeleição, Wagner Gomes, anuncia a vitória da chapa 2 “Oposição, é hora de mudar”.

    Nesse momento, uma explosão de alegria toma conta dos militantes da oposição que se encontravam na quadra do Sindicato dos Metroviários, onde estava sendo realizada a apuração da eleição.

    Após o anúncio, Altino de Melo fez uma breve saudação aos militantes e, já como novo presidente do sindicato, conclamou a unidade em defesa dos metroviários. A chapa 2 obteve 53% dos votos válidos, contra 47% da chapa 1.


    Sindicato de referência

    No dia 26 de agosto o sindicato dos metroviários completou 29 anos. É um sindicato de referência nacional no setor de transporte e um dos mais importantes do país. A categoria tem por volta de 8.600 metroviários, sendo 6.640 associados.

    A “Chapa 2, Oposição é Hora de Mudar”, obteve 2.650 votos, ou 53%, e a Chapa 1, “Sindicato no Rumo Certo”, 2.321 votos, ou 47%. Votos brancos foram 28 e nulos 187, totalizando 5186 participantes. A chapa 2 foi composta pela CSP-Conlutas, Intersindical, a corrente “Unidos Pra Lutar” e dois outros grupos independentes, um deles ligado ao setor da segurança. A chapa 1 foi formada pela CTB e a CUT.

    A campanha foi marcada por um debate sobre os problemas da categoria. No meio do processo, a direção do sindicato baixou o nível e partiu para ataques pessoais, mas o mais importante é que a categoria participou ativamente da eleição e não se intimidou.

    Para falar dessa histórica vitória, falamos com Altino de Melo Prazeres Júnior, que encabeçou a chapa 2, e é militante do PSTU e da CSP-Conlutas.


    Portal do PSTU - Qual a importância dessa vitória para o movimento dos trabalhadores de São Paulo?

    AltinoEm primeiro lugar, quero dizer que vamos cumprir com nossos eixos de campanha que tem, entre outros pontos, a necessidade de devolver o sindicato para as mãos dos metroviários, pois a atual diretoria estava muito distante da base. Esse sindicato, que é uma referência para as lutas, estava atrelado ao governo Lula, e fazendo parceira com a empresa. Agora vamos defender os interesses dos metroviários, porque vamos ser independentes dos governos, sejam eles quais forem.


    Como foi a formação da chapa?

    Nós primeiro propusemos formar uma chapa nas áreas, os trabalhadores escolheriam os diretores e quem encabeçaria a chapa. A atual diretoria não aceitou. Então propusemos para a oposição realizar uma prévia pela base entre as correntes da oposição e, nessa prévia, também se escolheria o encabeçador da nossa chapa, que tinha três companheiros concorrendo. Mas o Metrô não permitiu a realização da prévia. Então não houve outro jeito a não ser fazer uma convenção para escolher o presidente de chapa. As outras correntes retiraram os nomes ficando só o meu.


    A que você atribui a vitória?

    Em primeiro lugar, à categoria que confiou no nosso projeto, que é de construção de um sindicato independente dos governos e que lute pela categoria, pois estamos sendo atacados pela empresa e o nosso sindicato não reagia a esses ataques. Para se ter uma idéia, em todo o país as categorias estão conquistando aumento real aqui não conseguimos nem a reposição da inflação.


    Como será a convivência entre as correntes?

    Da melhor forma possível, organizaremos o trabalho do sindicato através de comissões de base. A organização de base é quem de fato decidirá o rumo de categoria em cada momento, e também através de suas assembléias.


    E sobre a filiação do sindicato à CTB, já que você é da CSP–Conlutas?

    Faremos um amplo e real debate na base e só depois a categoria vai decidir o que fazer.


    E agora?

    Agora vamos arregaçar as mangas e dar prosseguimento ao trabalho que já vínhamos fazendo. Quero aqui agradecer a todos aos militantes das outras organizações, mas quero mandar um agradecimento especial aos militantes do PSTU que muito ajudaram nessa vitória histórica.


    Retirado do Site do PSTU

    quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

    Vitória dos trabalhadores: Chapa da Conlutas derrota a CUT na eleição de bancários do RN

    O resultado esmagador das eleições do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte não deixa dúvidas: o Movimento Nacional de Oposição Bancária e a Conlutas crescem em bancários.
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    Na madrugada de 25 de fevereiro, um som ecoava do Palácio dos Esportes, no centro de Natal. Era a palavra de ordem “Eu sou Conlutas! Sou radical! Não sou capacho do Governo Federal!”, ecoada pelos bancários do RN e apoiadores que vieram de vários estados do país (SP, MA, RS, CE, etc.), durante a apuração das eleições do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte.

    A Chapa 1 – Independência e Luta –, do Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) e da Conlutas, venceu com impressionantes 82,82%, enquanto a chapa 2, que era formada pela Articulação/CUT e pela patronal, obteve apenas 17,18% dos votos válidos. Após anunciada a vitória, os membros da Chapa 1, junto com os bancários da categoria, militantes e apoiadores, comemoraram o resultado histórico que sepultou de uma vez a CUT na categoria bancária do RN.


    O gangsterismo sindical da CUT não foi suficiente para impedir a derrota

    A campanha para a sucessão no Sindicato durou cerca de dois meses, período em que toda a categoria pôde tomar conhecimento da diferença brutal entre os dois projetos apresentados nas eleições.

    Enquanto a chapa da CUT reafirmava a defesa da Mesa Única da FENABAN, do colaboracionismo com os patrões e o Governo Lula, a Chapa 1 defendeu a independência de classe frente a patrões e Governos, a autonomia frente aos partidos, além de todas as bandeiras de luta reivindicadas pelos bancários. Essas diferenças foram elementos norteadores que fizeram com que os bancários do RN, já antes do dia da votação, sinalizassem uma votação em massa na Chapa da Conlutas.

    Diante dessa realidade e tendo a ciência de que sofreria uma derrota esmagadora, a Chapa da CUT tentou de todas as maneiras inviabilizar o processo de votação com posturas claras de banditismo e gangsterismo sindical. Provocações, intimidações, ofensas, tentativas seguidas de parar a coleta de votos foram apenas alguns exemplos do que a CUT tentou fazer para criar fatos políticos que manchassem ou diminuíssem o tamanho da vitória da Conlutas.

    Em uma das maiores urnas, o mesário ligado à Chapa da CUT fez de tudo para sumir com a relação de votantes e quando foi impelido pelos próprios bancários que estavam no local de trabalho, tentou engolir (literalmente) a relação. Antes de iniciar a apuração, a CUT também tentou de todas as formas inviabilizar a contagem dos votos que selariam a humilhante derrota e, incentivados pelos próprios candidatos da Chapa 2, invadiram o ginásio com uma grande quantidade de militantes e capangas contratados.

    Felizmente, a Comissão Eleitoral conseguiu garantir a continuidade e a segurança do processo, de forma que não tendo mais como impedir a deflagração do resultado das eleições, a CUT se retirou da apuração, reconhecendo tacitamente a sua derrota.

    Foram episódios lamentáveis que demonstraram cada vez mais a decadência absoluta da CUT como instrumento da classe trabalhadora. No entanto, a melhor resposta para toda a violência, ofensas e provocações foi dada sem dúvida pela própria categoria, que varreu de uma vez o peleguismo ao depositar o voto na Chapa 1.


    A propaganda ideológica contra o PSTU também virou pó

    Além do gangsterismo da CUT, outra coisa chamou atenção na campanha. Mesmo com a Chapa 1 tendo sido construída a partir da composição de várias forças políticas e mesmo com a minoria de militantes sendo organicamente do partido, a chapa da CUT tentou utilizar um artifício político desonesto para evitar a derrota: atacar o PSTU.

    A CUT procurou, durante todo o processo, fazer a sua campanha a partir de uma propaganda ideológica que tentava convencer os bancários a votar nos governistas, pois se não o fizessem, estariam colocando o sindicato “sob o controle” dos “radicais”, dos “xiitas da Conlutas e do PSTU”. A CUT simplesmente acreditava que nossa já reconhecida política de oposição de esquerda ao Governo Lula, ruptura com o imperialismo e construção das lutas da classe trabalhadora a serviço da transformação social, afloraria o conservadorismo na categoria e faria com que não depositassem o voto na nossa chapa.

    Felizmente, o tiro saiu pela culatra. De nada adiantou o falatório cutista que procurou se apoiar nas concepções mais atrasadas disseminadas no seio da classe, pois a resposta de mais de 80% dos bancários do RN foi clara: o que queremos é um sindicato classista, combativo, com disposição e independência para enfrentar patrões, governos e quem mais se colocar à frente contra as nossas reivindicações imediatas e históricas.


    “Me parece... que a Conlutas cresce!”

    O anúncio oficial do resultado das urnas, que revelou a esmagadora maioria de votos para a Chapa 1, mostra que quem hoje está isolada é a CUT. Não ainda isolada do ponto de vista da estrutura e da quantidade dos sindicatos que dirige, mas sobretudo pelo aparato falido, engessado e “chapa branca” que se tornou.

    A falência da CUT e os resultados expressivos obtidos nos locais onde o conjunto das categorias fez alguma experiência com a Conlutas e com as direções combativas mostram que é possível avançar na construção de uma ferramenta da classe trabalhadora que esteja a serviço não apenas da luta contra os governos e as burocracias sindicais governistas, mas principalmente que possa impulsionar um processo de organização da classe trabalhadora em direção ao socialismo.

    Esta vitória dos bancários do RN é parte indissociável desse processo e deve ser repetida sempre que houver a possibilidade de unir os lutadores em torno de um programa que se norteie pelo classismo, democracia operária, independência de classe e pela ação direta em defesa dos interesses da classe trabalhadora. Esta é uma vitória histórica dos bancários, mas principalmente da nossa classe, que vê a influência do projeto da Conlutas se ampliar e se fortalecer.

    Ao final da apuração das eleições dos bancários do RN, um outro grito ecoava no Palácio dos Esportes, no centro da Natal: “Me parece... Me parece... Me parece... Que a Conlutas cresce! Na luta!”. Mas não nos parece. Simplesmente, não temos dúvidas.

    segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

    A Chapa 1 - Independência e Luta/Conlutas é registrada para disputar as eleições do Sindicado dos Bancários/RN

    No dia 24/02, os bancários do RN irão escolher a nova diretoria que administrará o Sindicato dos Bancários no triênio 2010/2013.

    A chapa 1 – INDEPENDÊNCIA E LUTA – composta por diretores da atual gestão e por novos ativistas da categoria se propõe a continuar a luta firme e responsável pelo fortalecimento do nosso sindicato como instrumento de luta dos bancários e da classe trabalhadora, objetivando conquistar melhores condições de vida, de trabalho e avançar na construção de uma sociedade justa e igualitária.


    TRABALHADORES DO MUNDO, UNI-VOS!

    Todos os dias nos deparamos com os ataques à nossa classe. E quando isso não acontece diretamente conosco, outros trabalhadores ao redor do mundo sofrem na pele o peso da ofensiva da burguesia, do governo e dos patrões.

    No Brasil, mais de 4 mil trabalhadores foram demitidos da EMBRAER. Em Honduras, muitos são torturados pelos golpistas que tomaram o poder. Lula massacra e oprime trabalhadores do Haiti com seu exército em falsa missão de paz. Na China, a exploração existe a ponto de descontarem dos operários os intervalos de ida ao banheiro. São ataques desferidos a trabalhadores como nós, que apenas exercem atividades diferentes.

    A divisão do trabalho em ramos e categorias profissionais ajuda os patrões e os capitalistas a manterem a exploração sobre nossa classe, pois está claro que dividindo nossas lutas de forma corporativa, somos muito mais fracos.

    Nós da Chapa 1 – INDEPENDÊNCIA E LUTA – temos muito claro que sem construir a unidade de todos os trabalhadores, nossa luta não terá chance de êxito. Por isso, defendemos a unidade dos trabalhadores em luta, ligando a luta dos bancários com a de outras categorias e dispensando total solidariedade internacional aos trabalhadores do mundo inteiro, como forma de nos ajudarmos mutuamente e assim avançar nas conquistas.


    SINDICATO É COM INDEPENDÊNCIA, LUTA E DEMOCRACIA!

    A independência de classe é um princípio valioso das organizações da nossa classe. Por isso, defendemos que os sindicatos devem ser totalmente independentes (política, financeira e administrativamente) em relação à burguesia e ao Estado, pois são os trabalhadores que devem decidir os rumos do sindicato, assim como financiá-los de forma independente. Sem essa independência, torna-se impossível lutar de formar intransigente pelos trabalhadores, pois “quem paga a banda, escolhe a música”.

    Além disso, os sindicatos também precisam ser autônomos em relação a qualquer partido, elegendo suas instâncias democráticas (assembléias, conferências, congressos, etc.) como os fóruns legítimos onda a base decida tudo.
    Mas apenas isto não basta. Os sindicatos também precisam ser democráticos. Todos os trabalhadores, independente de credo, raça, gênero, orientação sexual ou concepção política e/ou partidária têm o direito de expressar-se, manifestar-se e submeter suas propostas ao crivo da coletividade, sem qualquer cerceamento. Esse princípio – o da democracia operária – é algo do qual não abrimos mão.

    Contudo, nem todos pensam assim. Nos sindicatos dirigidos pela CUT, os fóruns são manipulados e sempre com maioria de dirigentes sindicais. Os comandos de negociação escolhidos pela base foram extintos e as categorias não são mobilizadas ou têm suas greves sabotadas. O atrelamento às políticas do governo, aos patrões e a defesa dos seus cargos nas estatais impede que a CUT lute verdadeiramente pelos trabalhadores.
    Por isso, a CUT já demonstrou que está totalmente burocratizada e não tem mais condições de exercer um sindicalismo democrático, independente e comprometido com os trabalhadores. Por isso, depois de anos de experiência, os bancários do RN decidiram em 2007 por construir a Conlutas.

    A Chapa 1 – INDEPENDÊNCIA E LUTA – constrói a Conlutas junto com os bancários do RN e é formada por lutadores e lutadoras que têm como princípios inquebrantáveis a independência de classe, a luta pelos interesses dos trabalhadores e a democracia operária.


    LUTAR SEMPRE! POR UMA SOCIEDADE DIFERENTE!

    A nossa atuação no sindicato tem sido marcada por estarmos à frente da luta em defesa da classe trabalhadora, das mobilizações, das greves e sempre atentos na defesa da saúde do trabalhador e no combate ao assédio moral.

    O nosso setor jurídico atuou firmemente, o que permitiu reintegrar bancários demitidos injustamente pelo governo e pelos patrões, bem como iniciar e ganhar várias ações na justiça com o objetivo de recuperar direitos que nos foram retirados. Isso mostra que temos clareza que devemos utilizar todos os instrumentos (justiça, parlamento, etc.) que estiverem ao nosso alcance para defender os trabalhadores.

    No entanto, também temos claro que sem luta, todas essas conquistas imediatas tendem a se perder. Por isso, defendemos a ação direta (greves, mobilizações, manifestações, etc.) como método privilegiado de luta, pois é organizando a classe para enfrentar diretamente os patrões, a burguesia e os seus governos de plantão que podemos avançar nas nossas conquistas de aumento salarial, defesa do emprego, melhores condições de trabalho, etc.

    Mas lutar pela questão econômica não basta. Na atual fase do capitalismo, nenhuma conquista da classe trabalhadora pode ser duradoura. Os direitos conquistados ao longo da história estão sendo constantemente atacados pelos governos e patrões com o intuito de aumentarem os seus lucros. Para garantir seriamente as nossas conquistas, é preciso ir além do corporativismo e das bandeiras econômicas.

    Por isso, defendemos que os sindicatos devem combinar a luta imediata com a luta por um novo tipo de sociedade, sem exploradores nem explorados, na qual os trabalhadores estejam no poder: uma sociedade socialista.


    COMBATIVIDADE COM TRANSPARÊNCIA E RESPONSABILIDADE!

    O nosso histórico desmente os que nos chamavam de “irresponsáveis” apenas por sermos defensores intransigentes dos trabalhadores. O patrimônio do sindicato está sendo administrado com transparência e competência. Com as finanças sólidas, pudemos adquirir uma nova sede administrativa, um novo automóvel e fazer melhorias na área de lazer. Hoje, somos uma entidade financiada apenas pelos bancários e passamos a devolver o Imposto Sindical por entender que ele serve somente para beneficiar os sindicalistas acomodados, pelegos e oportunistas.

    Também promovemos cursos de formação política, seminários, atividades esportivas e culturais.

    Por tudo isso, nosso sindicato é uma entidade reconhecida e merecedora do respeito dos bancários do RN e é referência para todo o país.


    NOSSO SINDICATO TEM QUE CONTINUAR NA LUTA!

    Estamos dispostos a dar continuidade a esse trabalho vitorioso e a promover as mudanças necessárias para termos uma entidade cada vez mais forte e atuante. Não podemos retroceder e, por isso, nos propomos a continuar na luta! A CHAPA 1 – INDEPENDÊNCIA E LUTA – convoca a todos os bancários a se engajarem nessa tarefa!

    Não ao imposto sindical!
    Reposição de todas as perdas da categoria!
    Pela isonomia de direitos entre novos e antigos!
    Fim da Mesa Única da FENABAN!
    Estabilidade no emprego já!
    Fim das metas e do assédio moral!
    Contra toda forma de opressão racial, de gênero ou orientação sexual!
    Contra as reformas sindical, previdenciária e trabalhista de Lula!
    Pelo fim do fator previdenciário!
    Pela reposição das perdas dos aposentados e reajuste automático das aposentadorias!
    Fortalecer e impulsionar o MNOB e a Conlutas!
    Contra a criminalização dos movimentos sociais!
    Em defesa da democracia operária!
    Estatização do sistema financeiro sob controle dos trabalhadores!
    Estatização das empresas que demitirem sob o controle dos trabalhadores!
    Em apoio à luta dos trabalhadores no Brasil e do mundo!
    Pela construção de uma sociedade socialista!

    sábado, 5 de setembro de 2009

    Golpe no Sindicato dos Bancários de Brasília: Direção da Articulação/CUT chama Assembléia na calada da noite para alterar o Estatuto da entidade

    No dia 01/09, nesta semana, a direção do Sindicato de Brasília (Articulação/CUT) chamou uma assembléia sem convocação massiva, atravessando a Campanha Salarial e oportunisticamente a menos de um ano das eleições da entidade, para aprovar medidas que facilitem a sua recondução na direção dos Sindicato: Comissão Eleitoral sem a participação das chapas inscritas, alteração de prazos e escolha de mesários feita pela Comissão Eleitoral (e não através de paridade entre mesários indicados pela chapas).

    Nós do MNOB/Conlutas estamos buscando, junto com a Oposição de Brasília, medidas - inclusive judiciais - que possam reverter esse golpe. No entanto, temos muito claro que somente a luta da categoria pode retirar o Sindicato das mãos dos burocratas governistas e devolvê-lo à categoria.

    Esta Campanha Salarial é muito importante, pois é nos momentos de luta que se aprofunda a experiência dos trabalhadores com os dirigentes traidores. Lutar para romper com a Mesa Única, para buscar as perdas salariais e por um acordo digno, é uma luta contra os banqueiros, contra o Governo e também contra a CUT.

    domingo, 24 de maio de 2009

    Chapa da Oposição Bancária derrota CUT e CTB no Maranhão


    Bancários do Maranhão decidem manter o sindicato com autonomia e independência frente a patrões, banqueiros e governo.

    A chapa 1 (Unidade, Resistência e Luta) apoiada pelo Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) venceu neste sábado (23) as eleições para a diretoria do Sindicato dos Bancários do Maranhão com mais de 56% dos votos válidos.

    As eleições ocorreram durante os dias 19, 20 e 21 de maio em todo o estado e contou com a participação recorde de 2775 bancários. A chapa composta pela maioria da atual direção do sindicato derrotou a chapa da CUT e da CTB por uma diferença de 333 votos. A chapa 1 ganhou na capital e em quase todas as regionais, inclusive Imperatriz.

    Em seu programa, a Chapa 1 reivindica a luta pela reposição das perdas salariais acumuladas desde o governo FHC e a construção de uma mesa de negociação dos bancos públicos. Durante a disputa a chapa oposicionista (CUT-CTB) que contava com apoio da direção dos bancos preferiu fazer uma campanha difamatória atacando membros da chapa do MNOB.

    A vitória da Chapa 1 reforça o pólo alternativo de resistência ao governismo da Contraf-CUT e a construção de um sindicalismo de base, democrático e desatrelado dos patrões e do governo. Agora o desafio é mobilizar a categoria para continuar na luta contra as demissões, o assédio moral e o arrocho salarial.

    Retirado do Site do MNOB