sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Há nove dias, greve bancária se mantém forte

A greve nacional dos bancários segue crescendo e, nesta quinta-feira, já paralisou 6.944 agências nos 26 estados e no Distrito Federal, o que representa um aumento de 118 unidades em relação ao dia anterior conforme dados da Contraf


Nas negociações de quinta-feira, 1º de outubro, o tema discutido durante todo o dia foi a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta da Fenaban representa uma PLR bem menor que a do ano passado com o teto, passando de 15% para 4%. Uma perda que, em alguns casos, chega a superar um salário. Não houve debate sobre os índices de reposição das perdas salariais.

Hoje será retomada a mesa única, a partir das 11h, em São Paulo.


Caixa Econômica Federal

A enrolação continua na Caixa. Na negociação de ontem, a empresa se resumiu a reafirmar que seguirão a Fenaban nas cláusulas econômicas. Isso contraria a expectativa dos funcionários em negociar diretamente com o governo sobre a reposição das perdas que, na Caixa, somam mais de 90%.

Foi debatida também a criação de comitês de ética regionais para tratar do assédio moral. Ao todo serão cinco no Brasil, a ser criado no âmbito das Superintendências de Atendimento. O problema é que, com o fim da terceirização da retaguarda sem contratação de novos funcionários, o volume de trabalho aumentou. Junte-se a isso o programa “Minha casa, minha vida” e veremos que a pressão só tende a se agravar.

A Caixa reafirmou a constituição dos comitês de acompanhamento de credenciamento e descredenciamento da rede Saúde Caixa. Serão criados comitês em cada Gipes. O banco também aceitou discutir com os trabalhadores o modelo de custeio do plano de saúde.

Sobre a Cipa, a Caixa concorda em realizar eleições para a escolha de todos os cipeiros eleitos pelos trabalhadores, em lugar de apenas a metade como é feito hoje.

Com a greve mais forte dos últimos anos, os empregados da CEF não aceitarão retornar ao trabalho sem que sejam garantidas conquistas nas suas reivindicações específicas como reposição das Perdas, mais contratações, isonomia e PCC digno.


Quadro nacional de mobilização

Em Bauru (SP), mais de cem pessoas presentes na assembleia deliberaram que a greve continua por tempo indeterminado. A paralisação avançou ainda mais em cidades menores que, somando-se com 35 agências fechadas em Bauru, ultrapassa 80 locais parados na base do sindicato. No dia de ontem, chegou o primeiro interdito proibitório, no HSBC. Nova assembleia hoje às 18h.

Em Fortaleza, assembleia com 380 participantes reiterou a continuidade da greve por unanimidade. O movimento segue forte em todo o estado do Ceará.

“Aqui no Piauí, a participação na assembleia melhorou. Mais de cem pessoas vieram, fruto do nosso trabalho de telefonar para os colegas alertando para a possibilidade de as direções dos bancos mobilizarem os gestores, caso saísse uma proposta, qualquer que fosse só mesmo para encerrar a greve”, afirma Solimar, da Oposição Bancária. “Na minha inscrição, alertei para a possibilidade do acordo de dois anos”, completa.

Nesses oito dias da greve nacional dos bancários, na base do Sindicato dos Bancários da Bahia, estão fechadas mais de 380 agências, englobando Salvador e o interior.

No Rio Grande do Norte, diante da falta de respeito dos banqueiros, que suspenderam as negociações no final da tarde de ontem sem apresentar nenhuma proposta de reajuste nem de melhora de PLR, a assembleia geral dos bancários decidiu, por aclamação, continuar a greve por tempo indeterminado. A categoria volta a se reunir hoje, a partir das 18h30, no auditório do Sinte. Isso porque nesta sexta-feira, às 11h, a Fenaban marcou uma nova rodada de negociação com os bancários.

A greve segue com força e cresceu tanto no BB (principalmente no interior) quanto nos bancos privados. “Recebemos no dia de hoje mais um interdito proibitório, dessa vez do HSBC, e por isso, iremos garantir a greve no ABN Real e no Santander Banespa, que ainda não possuem liminares”, afirma Juary Chagas, diretor do sindicato.

Durante a assembleia, o coordenador-geral do sindicato, Liceu Carvalho, informando os bancários sobre o Interdito Proibitório declarou que “esta é a terceira decisão da Justiça local a favor dos banqueiros, o que prova de que lado está o Judiciário”. O Sindicato reforçou o convite a todos os bancários para intensificar a greve nos piquetes e pressionar os patrões.

Passeata dos bancários mostrou força da greve no Maranhão, realizada na manhã do dia 1º de outubro, pelo centro de São Luís, organizada pelo Sindicato dos Bancários. A passeata terminou na agência do Bradesco da avenida Magalhães de Almeida, a entidade deu continuidade às ações que estão sendo desenvolvidas durante a greve. No final do dia, assembleia decidiu, por unanimidade, a continuidade da greve.

Em São Paulo, o movimento segue forte. “Temos que preparar a base contra manobras que o sindicato posse fazer. Na assembleia de ontem a diretoria da entidade apenas permitiu que a Oposição falasse após a votação da continuidade da greve. Isso demonstra que tentam esvaziar o debate que não contribui para o fortalecimento do movimento”, disse Wilson Ribeiro, empregado da Caixa e membro do MNOB.

“A intensificação da convocação dos bancários para as assembléias e piquetes, para que a categoria tome a campanha em suas mãos, é o que determinará que continuemos a greve fortalecendo a luta pelas reivindicações gerais e específicas nos bancos públicos”, completa.

No Rio de Janeiro, o quadro da greve segue com ampla adesão. “O fim da trava de dois anos e da lateralidade, o PCS, a reposição das perdas, a valorização do piso, isonomia e anuênio para todos são pontos centrais desta campanha e não vamos encerrar o movimento sem eles”, declara Vânia Gobetti, funcionária do BB e ativista da Oposição Bancária.

Retirado do Site do PSTU

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Bancários em greve e entidades do movimento fazem ato e passeata no Centro de Natal

Um grande ato público seguido de passeata marcou a tarde/noite de ontem no centro da Cidade. Bancários em greve, Sindicato dos Bancários, entidades representativas dos trabalhadores, dos estudantes e partidos de esquerda se fizeram presentes na atividade que marcou o sexto dia da greve dos bancários do RN.



Com faixas, bandeiras, apitos e gritando palavras de ordem com muita disposição, os trabalhadores chamaram a atenção da sociedade para o movimento paredista dos bancários, que só cresce em todo o país. O objetivo é também mostrar para os banqueiros e o Governo Lula que os trabalhadores não estão para brincadeira e continuarão fortalecendo o movimento enquanto não tiverem suas reivindicações atendidas.



De todos os bancos públicos da capital potiguar, apenas a agência TRT do Banco do Brasil segue funcionando. No interior, o número de agências fechadas cresceu em relação ao dia de ontem e apesar dos interditos proibitórios conquistados pelo Bradesco e o Itaú/Unibanco, a greve segue forte e numa ascendente.

Facultada a palavra para todas as entidades que fortaleceram a atividade, fiz uma intervenção denunciando a postura autoritária e intransigente de Lula e dos banqueiros, que juntos conseguiram arrecadar mais de 14 bilhões de reais em lucro para o setor financeiro, mas se negam a atender a pauta da categoria.



Representando o PSTU, reafirmei o total e irrestrito apoio e solidariedade do nosso partido à greve dos bancários em todo o Brasil, deixando claro que para nós do partido, a greve tem uma importância fundamental na luta de classes, tanto para avançar no terreno econômico, garantindo melhores salários e condições de trabalho, como também no terreno político e na luta ideológica por transformações profundas na sociedade, em direção ao socialismo.


domingo, 27 de setembro de 2009

Greve dos bancários no RN segue com força

A greve no RN continua fortíssima em adesão. Na Caixa, todas as agências estão paralisadas, no Banco do Brasil aproximadamente 90% dos locais de trabalho estão sem funcionar e as agências do Itaú e HSBC também foram paralisadas.



Embora a greve se apresente com muita força, a participação nos piquetes e nas assembléias está sendo muito abaixo do esperado, o que coloca em risco a vitória do movimento, que fica à mercê das ações da patronal e das direções traidoras.

Em virtude desse quadro, na assembléia da última quinta-feira aprovamos que sem proposta nova ou sem mudança no quadro geral de mobilizações, todas as assembléias daqui para frente terão apenas caráter organizativo.



Também foi aprovada a proposta de construirmos uma passeata na próxima terça-feira, 29/09, para tentar trazer os bancários para participar efetivamente da greve.

Vamos à vitória!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Alerta aos bancários: CTB manobra assembleia e acaba com greve dos Correios em São Paulo

Pelegos ignoraram decisão de manter a greve e declararam a greve encerrada. Deixaram a Praça da Sé escoltados

da redação do Opinião Socialista

Na sexta-feira, dia 18, o presidente Lula deu seu recado aos sindicalistas governistas, exigindo “coragem” para acabar com a greve. No mesmo dia, os sindicalistas da CTB no Rio de Janeiro cumpriram a ordem do presidente. O sindicato de São Paulo demorou um pouco mais, mas, nesta quinta-feira, repetiu as manobras feitas no Rio de Janeiro e em outros lugares, como Mato Grosso do Sul, e declararam a greve simplesmente "encerrada".

A assembleia foi um ataque à democracia e um desrespeito com a categoria, que lotou a praça da Sé em cada um dos nove dias de greve. Primeiro, a CTB chamou o advogado do sindicato, para que este apresentasse os perigos de continuar com a greve. Foi uma preparação para o que viria depois, uma tentativa de estabelecer o medo de punições entre os trabalhadores.

Depois, os dirigentes do sindicato, que fizeram discursos inflamados durante vários dias, deixaram cair sua última máscara e mostraram que também são aprendizes de feiticeiros. Defenderam a proposta inicial da empresa, de acordo de dois anos, com 9% de reajuste nesse período, que os trabalhadores haviam rejeitado diversas vezes. Para isso, chegaram a mentir aos trabalhadores, garantindo que se aprovassem, não haveria o desconto dos dias parados. Algo que não foi dito nem pela empresa nem pelo governo. Ao contrário, o próprio Lula, em seu recado, havia ameaçado com o corte do ponto.


Pelego, pelego!

Mesmo com a pressão, os trabalhadores mostraram que têm coragem para seguir lutando. A maioria levantou os braços, aprovando a continuidade da greve, pelo acordo anual e pelo aumento de R$ 300, defendida no carro de som pelo representante da Oposição Nacional Conlutas, Geraldinho Rodrigues.

Mesmo com cerca de 60% aprovando a continuidade da greve, os dois dirigentes do sindicato declararam a greve encerrada e desligaram o carro de som. A reação dos trabalhadores foi imediata: uma chuva de vaias e protestos. Os mais calmos chamavam os sindicalistas de pelegos. Os mais exaltados, gritavam todo tipo de palavrão para mostrar sua revolta. Alguns trabalhadores, de setores onde a CTB dirige, se revoltaram e partiram pra cima dos pelegos. O principal dirigente do sindicato levou um murro no rosto, assim que desceu do carro de som, e os traidores tiveram de deixar a Praça da Sé escoltada por seguranças.

Para Geraldinho Rodrigues, “O PCdoB desmontou a greve, mesmo quando havia forte disposição para seguir adiante. Repetiu o que a CUT fez com os metalúrgicos do ABC, aceitando o acordo rebaixado sem lutar. No final, mostraram mais uma vez que são agentes do governo”.

Ao final, um grupo de trabalhadores se reuniu com a Oposição Conlutas, para avaliar a assembleia e discutir a melhor forma de denunciar o que havia ocorrido para os demais trabalhadores. O clima de revolta com o sindicato era grande entre todos. “A traição da CTB foi vergonhosa. Quem estava na assembleia, saiu revoltado. Além de lutar contra a direção da empresa, que quer privatizar os Correios, temos de construir uma forte oposição, que derrote essa burocracia traidora, que obedece ao governo”, afirma Geraldinho.

Ainda nesta quinta-feira, o sindicato de Rondônia também aprovou o acordo com a empresa. Nesta sexta-feira, outros sindicatos, como os de Brasília, Campinas e Pernambuco, avaliam se permanecem em greve.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Bancários apontam Calendário Nacional de mobilizações em resposta ao imobilismo da CUT

Após várias rodadas de negociação sem nenhuma proposta dos banqueiros e do Governo Lula, o MNOB/Conlutas e Oposições chamam os bancários de todo país a preparar uma forte greve nacional.


Os bancários de todo o país estão diante de uma duríssima luta. Além de enfrentarem a truculência do setor patronal mais poderoso do país e a intransigência do Governo Lula, os trabalhadores bancários ainda são obrigados a lutar contra a subserviência e o colaboracionismo das direções pelegas, que após várias rodadas de negociação com os patrões, sem qualquer proposta, se negam a chamar os trabalhadores para construir as lutas.


Para sair da crise e continuar lucrando, banqueiros aumentam a exploração com o apoio de Lula

O Governo Lula continua seguindo à risca o seu papel de capacho do imperialismo e dos especuladores nacionais e internacionais. Para salvar os banqueiros da crise econômica, Lula decretou no ano passado um pacote de socorro financeiro aos bancos, expresso principalmente na transferência de recursos e numa lei (Medida Provisória 443) que dá liberdade aos principais bancos estatais (Caixa e Banco do Brasil) para comprar ações podres das instituições financeiras à beira da bancarrota. Do ano passado para cá, Lula liberou mais de 160 bilhões ao sistema financeiro, transformando o PROER de FHC (que custou mais de 20 bilhões) numa verdadeira bagatela.

No entanto, esse mega-socorro de Lula não diminuiu a sede dos bancos pelo lucro. Mesmo com uma vultosa ajuda, os banqueiros (e o próprio Governo Lula enquanto patrão dos bancos estatais) continuam intensificando a exploração sobre os bancários. As demissões, o assédio moral e a pressão por metas são os reflexos da necessidade que os patrões têm de continuar com seus níveis absurdos de lucratividade.

É justamente por conta da política pró-banqueiro de Lula e do aumento da exploração, que mesmo diante de uma queda na taxa de lucro de conjunto, os bancos continuam ganhando. A Caixa divulgou no mês de agosto o seu balanço do 1º semestre e registrou um lucro líquido de R$ 706 milhões. O Banco do Brasil alcançou um lucro de R$ 4,01 bilhões, somente no primeiro semestre de 2009. O conglomerado Itaú-Unibanco ultrapassou todas as expectativas e lucrou R$ 4,586 bilhões também somente no primeiro semestre.

Para se ter uma idéia ainda maior do absurdo que significa essa lucratividade, basta dizer que numa pesquisa realizada no mês passado pela Folha de São Paulo, foi constatado que os 21 bancos que apresentaram seus resultados tiveram um lucro líquido de R$ 14,33 bilhões, o que corresponde a quase 25% do total de ganhos de todas as empresas de capital aberto no Brasil. Se dividíssemos toda essa lucratividade linearmente com quem realmente trabalha, cada bancário receberia um valor de aproximadamente R$ 30 mil. Isto significa que os banqueiros conseguem abocanhar ¼ de tudo o que é lucrado no país, sem produzir um único parafuso sequer.

Contraditoriamente, os bancos que operam no Brasil não só não dividem essa lucratividade com os trabalhadores, como fazem questão de esbanjar luxos megalomaníacos. Recentemente, a Caixa custeou uma pomposa viagem à França para 100 empregados da empresa (a maioria executivos e gestores), como “prêmio” por terem alcançado metas astronômicas, ou seja, por um resultado fruto do assédio e da pressão sobre a maioria dos trabalhadores – que não passaram nem perto de Paris.

Mas isto não é tudo. Mesmo com toda a lucratividade, os bancos fecharam 2.224 postos de trabalho somente no primeiro semestre, segundo dados do DIEESE. Além disso, as instituições financeiras utilizaram o mecanismo da rotatividade, demitindo os trabalhadores mais antigos e com maiores salários e direitos. Foram 15.459 demissões contra 13.235 contratações, o que mostra que a palavra de ordem dos banqueiros é arrochar salários, fechar postos de trabalho e explorar os que continuam trabalhando, sob a ameaça do desemprego.

O Governo Lula tem totais condições de por um fim nesse ciclo e reverter esse quadro editando uma lei que assegure o emprego e impeça as demissões, estatizando sob o controle dos trabalhadores o sistema financeiro e todos os bancos que demitirem. Entretanto, a subserviência de Lula frente aos banqueiros (que financiam as campanhas eleitorais do PT) não possibilita isso, pelo contrário, faz com que o Governo, na prática, financie literalmente todas essas demissões e todos os ataques aos trabalhadores bancários.


O papel criminoso da CUT

A Central Única dos Trabalhadores tem total ciência de toda essa realidade, inclusive porque todos os dados acima foram divulgados por ela, através do portal da CONTRAF (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, ligada à CUT). Entretanto, o seu governismo faz com que a CUT ignore tudo isso e cumpra um papel criminoso, servindo de escudo de Lula (e conseqüentemente, dos banqueiros) num momento em que os trabalhadores bancários estão se organizado e lutando por suas reivindicações imediatas e históricas.

Em São Paulo, o Sindicato (ligado à CUT) sequer chamou assembléia para definir a pauta de reivindicações da categoria. Simplesmente determinou que a pauta dos trabalhadores seria a que foi votada na Conferência Nacional da CONTRAF (um fórum formado majoritariamente pela cúpula da CUT), que definiu um índice unificado 10% quando as perdas da categoria já somam cerca de 25% no setor privado e mais 80% no setor público.

Além disso, durante a Conferência Nacional, a corrente que controla a CUT (Articulação) tentou aprovar que a Campanha Salarial agora tenha a validade de dois anos, como forma de não atrapalhar as campanhas eleitorais dos candidatos governistas. Essa tentativa gerou uma crise na Conferência e a proposta foi retirada, no entanto, não temos nenhuma garantia de que os sindicalistas da CUT não defendam essa proposta nas assembléias, caso os banqueiros e o Governo Lula tentem incluí-la no Acordo Coletivo.

As “negociações” da CONTRAF/CUT já estão ocorrendo e até o momento não há nenhuma sinalização dos patrões. Mesmo diante de toda a lucratividade dos bancos, tanto públicos quanto privados, a direção cutista vem se negando sistematicamente a construir um calendário de mobilizações.

Entretanto, os bancários já começam a exigir das direções alguma atitude e estão demonstrando disposição para uma forte greve. Na última semana (10/09), os trabalhadores paralisaram parcialmente as atividades bancárias em várias cidades do país, demonstrando que não vão aceitar pagar a conta da crise e que querem todas as reivindicações atendidas.


MNOB propõe calendário de mobilizações para unificar as lutas

O MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária, ligado à Conlutas) vem se apresentando como uma alternativa para os trabalhadores bancários diante do peleguismo da CUT. Em julho, o MNOB/Conlutas – juntamente com os sindicatos de Bauru, Maranhão, Rio Grande do Norte e diversas oposições – realizou um Encontro Nacional que construiu uma pauta de reivindicações baseada na participação e nos interesses da categoria. A pauta, que já foi entregue aos banqueiros e às direções dos bancos estatais, exige, entre outras reivindicações: 30% de reajuste para toda a categoria, negociações específicas com os bancos públicos pela reposição integral das perdas, jornada de 6h para todos sem redução de salário, fim das metas e do assédio moral, etc.

Entretanto, não será uma luta fácil. A CUT continua utilizando a Mesa Única da FENABAN (espaço controlado pelos banqueiros privados que define o índice de reajuste da categoria) para evitar as negociações diretas com as direções dos bancos estatais e assim não colocar o Governo Lula na linha de tiro da categoria. Além disso, a CUT também segue sem apontar qualquer indicativo de greve.

Em sintonia com a disposição da categoria, que já demonstra que a resposta a tanta intransigência deve ser com greve, o MNOB/Conlutas aprovou uma proposta de calendário que será lançada em todo o Brasil, para que os trabalhadores pressionem as direções e construam a mobilização da categoria, que já não suporta tamanha exploração:

17/09: Assembléia com indicativo de paralisações;

18/09: Atos públicos e paralisações parciais;

23/09: Assembléia com indicativo de greve;

24/09: Greve Nacional por tempo indeterminado.


Os bancários ainda não receberam nenhuma sinalização nas negociações e não podem simplesmente aguardar o Comando Nacional da CONTRAF/CUT, que não possui nenhuma independência para lutar pela categoria. Trabalhadores dos Correios, da saúde, metalúrgicos, professores, químicos, etc. já estão com suas campanhas em curso e por isso, é necessário exigir e construir as assembléias para aprovar um calendário que unifique a Campanha Salarial dos bancários com as atividades de todos os outros trabalhadores.

Nesse momento de crise econômica, é fundamental a unificação das lutas da classe trabalhadora e através dela, podemos construir paralisações nacionais de todas as categorias em luta. Este é um elemento que intensifica a resistência frente às medidas do Governo e dos patrões, e pode desencadear lutas mais radicalizadas contra os efeitos da crise pesam sobre nossos ombros.

sábado, 5 de setembro de 2009

Golpe no Sindicato dos Bancários de Brasília: Direção da Articulação/CUT chama Assembléia na calada da noite para alterar o Estatuto da entidade

No dia 01/09, nesta semana, a direção do Sindicato de Brasília (Articulação/CUT) chamou uma assembléia sem convocação massiva, atravessando a Campanha Salarial e oportunisticamente a menos de um ano das eleições da entidade, para aprovar medidas que facilitem a sua recondução na direção dos Sindicato: Comissão Eleitoral sem a participação das chapas inscritas, alteração de prazos e escolha de mesários feita pela Comissão Eleitoral (e não através de paridade entre mesários indicados pela chapas).

Nós do MNOB/Conlutas estamos buscando, junto com a Oposição de Brasília, medidas - inclusive judiciais - que possam reverter esse golpe. No entanto, temos muito claro que somente a luta da categoria pode retirar o Sindicato das mãos dos burocratas governistas e devolvê-lo à categoria.

Esta Campanha Salarial é muito importante, pois é nos momentos de luta que se aprofunda a experiência dos trabalhadores com os dirigentes traidores. Lutar para romper com a Mesa Única, para buscar as perdas salariais e por um acordo digno, é uma luta contra os banqueiros, contra o Governo e também contra a CUT.