sábado, 1 de agosto de 2009

PSTU faz ato-festa em Natal

Festividade marcou a celebração dos 15 anos do partido com muita emoção e animação


Na noite de 31 de julho, o PSTU do Rio Grande do Norte realizou um ato-festa para relembrar as lutas que marcaram a história do partido e celebrar seus 15 anos em defesa dos trabalhadores e do socialismo. A festividade ocorreu num dos bares mais frequentados do centro de Natal e reuniu cerca de 100 pessoas entre militantes, membros de outras organizações de esquerda, ativistas sindicais e colaboradores, como o chargista Amâncio.

Marcada por muita emoção e animação, a atividade contou com momentos de grande importância. A exibição do documentário “Meu Partido é Assim” e a exposição de fotos raras e recentes se encarregaram de contar a trajetória de lutas do PSTU no Brasil e no Rio Grande do Norte.

Houve, também, a leitura das cartas de militantes que hoje vivem em outros estados. Entretanto, o momento de maior emoção foi a homenagem feita a Gildo Rocha e a José Luís e Rosa Sundermann. Em respeito à memória dos companheiros assassinados, todos os presentes fizeram um minuto de silêncio.

O ato-festa ainda contou com a formação de uma mesa, composta por dirigentes e militantes do partido. Na ocasião, eles lembraram as importantes lutas que estão ocorrendo e reafirmaram o compromisso do PSTU em defesa do socialismo. O PSOL esteve presente e fez uma saudação. “Penso que o PSTU se confunde com a revolução. O PSOL acredita que vocês têm cumprido um importante papel na luta da classe trabalhadora pelo socialismo”, disse Sandro Pimentel, presidente do PSOL no estado.

Em suas intervenções, os militantes do partido denunciaram a ocupação do Haiti, o golpe em Honduras, a corrupção do Senado e a política do governo diante da crise, além de fazerem um chamado para a construção do partido.




Ao final, todos os presentes cantaram o hino da Internacional e se serviram do bolo dos 15 anos do PSTU.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

PSTU do Rio Grande do Norte comemora 15 anos com jornada de atividades

Durante os meses de julho e agosto, os militantes do PSTU no Rio Grande do Norte organizam uma jornada de atividades, como parte das comemorações dos 15 anos de existência do partido que ocorrem em todo o país.

A primeira delas foi realizada dia 21 de julho, na cidade de Currais Novos, a 180 quilômetros de Natal. A atividade contou com a presença de um dos dirigentes do partido no estado, o camarada Alexandre Guedes, que foi recepcionado pela jovem militância do PSTU na cidade, além de simpatizantes e convidados.

Após a exibição do vídeo “Meu Partido é assim!”, Alexandre fez uma breve intervenção ressaltando a importância dessa data por se tratar de uma organização que há 15 anos, enquanto partido, e 35 anos enquanto corrente trotskista se manteve firme na defesa da classe trabalhadora e na luta pelo socialismo. As diversas intervenções na plenária mostraram que mesmo sabendo das dificuldades de manter a militância em uma cidade pequena, que sofre com a pobreza e a miséria marcantes do interior do Nordeste, ainda assim existe disposição para lutar por uma transformação na sociedade.

“Não podemos nem devemos encarar o socialismo como uma utopia. Utopia é imaginar que no capitalismo teremos relações sociais justas entre os seres humanos, é imaginar que pode haver felicidade para todos nessa sociedade em que vivemos. Lutar pelo socialismo é lutar pela sobrevivência da espécie humana no planeta”, finalizou Alexandre ao encerrar a solenidade política. Após o ato, todos foram convidados para uma confraternização.

PSTU na praça

Três dias depois, na tarde do dia 24, a militância do PSTU se dirigiu ao Calçadão da João Pessoa, em Natal, para mais uma atividade em comemoração aos 15 anos do partido. Lá se realizou o tradicional “PSTU na praça”, uma atividade já conhecida pelos que transitam no centro de Natal em que os militantes do PSTU dialogam com os trabalhadores através de panfletagem e intervenções no carro de som.

Os militantes utilizaram a palavra para reforçar a importância do fato de o PSTU ter sobrevivido firmemente sem se vender nem se render aos “encantos” da Frente Popular, além de fazer a propaganda das bandeiras políticas do partido na atualidade, como o “Fora Sarney”, o fim do Senado e o apoio à luta dos trabalhadores em Honduras e no Haiti.

Portando bandeiras e distribuindo panfletos, a militância chamou a atenção das pessoas que passavam pelo centro da cidade. Muitas observaram a atividade e algumas inclusive aplaudiram e apoiaram a iniciativa.



Seguem as atividades na terra potiguar

As atividades dos 15 anos não param no Rio Grande do Norte. Até o próximo mês o PSTU estará realizando atos, solenidades e visitando cidades da Grande Natal e também do interior do estado.

Ailson Matias, um dos dirigentes do partido na região, explica que as atividades fazem parte da iniciativa que o PSTU tem de continuar crescendo e batalhando pela Revolução Socialista. “Nosso compromisso é de continuar na luta até a emancipação final da classe trabalhadora e para isso é muito importante construir essa ferramenta. Durante essas atividades dos 15 anos vamos chamar os trabalhadores para conhecer e fortalecer esse partido. Um partido de luta, revolucionário e socialista”, finalizou.


Segue abaixo o calendário:
31/07 – Grande ato político e festivo em Natal/RN

14/08 – Ato político e confraternização em Ceará-Mirim/RN

21/08 – Ato político e confraternização em São Gonçalo do Amarante/RN

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Encontro do MNOB e das Oposições aponta uma Alternativa para a Campanha Salarial 2009

Neste final de semana, 18 e 19 de Julho, foi realizado em São Paulo o Encontro de Bancários organizado pelo MNOB e os Sindicatos dos Bancários de Bauru, Maranhão e Rio Grande do Norte.

Foi um encontro vitorioso onde estiveram presentes bancários de 13 estados, representando vários locais de trabalho. Em sua esmagadora maioria os participantes eram bancários de base e não dirigentes sindicais, que vieram ao Encontro com recursos próprios já que os sindicatos não deram nenhuma ajuda financeira a esses bancários.

Neste mesmo final de semana ocorreu o Encontro da Contraf/CUT e em breve deverá ocorrer o Encontro da CONTEC. A categoria terá então três alternativas para a Campanha Salarial, pois cada um desses Encontros está deliberando por reivindicações e uma estratégia de Campanha Salarial.

No Encontro do MNOB e das Oposições, houve um debate democrático, com 4 teses sendo apresentadas e mais contribuições dos bancários presentes ao Encontro. Todos puderam falar e expressar a sua opinião, e fazer propostas para a Pauta de Reivindicações, a Organização da Campanha, etc.

As principais Resoluções do Encontro foram:
· Campanha Salarial Unificada – 24% para todos os bancários;
· Contra a Mesa Única da Fenaban;
· Negociação das Perdas do Plano Real nas mesas de negociações especificas;
· Contra o Acordo de 2 anos – Campanha Salarial todos os anos!;
· Isonomia já!
· PLR de 25% do lucro liquido distribuído linearmente
· Jornada de 6 horas para todos
· Piso do DIEESE
· Estabilidade no emprego e contra demissões imotivadas
· Fim do assedio moral e das metas
· Contra a terceirização
· Contratação de mais bancário (as)
· Nenhum privilégio aos dirigentes sindicais!
· Que os ricos paguem pela crise



Outra resolução foi abrir um prazo de uma semana para que todos os bancários que queiram fazer contribuições à pauta de reivindicações (além daquelas que já foram feitas no próprio Encontro) o possam fazer. Basta remeter suas propostas nos endereços eletrônicos abaixo.

Findo o prazo, os Sindicatos dos Bancários de Bauru, Rio Grande do Norte e Maranhão vão debater com suas bases em assembléia e, caso sejam aprovadas as pautas e a estratégia de Campanha do Encontro, eles elegerão, na própria assembléia, um membro para o Comando Nacional que irá entregar as pautas até os bancos.

Outra importante resolução foi preparar desde já um dia nacional de luta da categoria para o dia 14 de Agosto, unificando com outras categorias que estarão se mobilizando contra a crise econômica e seus efeitos.

Agora, o desafio é divulgar as propostas para a categoria e fortalecer a Campanha Salarial para conseguirmos recuperar nossas perdas, obter a Isonomia, a estabilidade contra demissões imotivadas, o fim do assédio moral, o respeito aos direitos da jornada de 6 horas, da mulher gestante, e dos que forem acometidos por problemas de saúde, etc.



Retirado do Site do MNOB

domingo, 5 de julho de 2009

Encontro Estadual dos Bancários termina com unificação da pauta para a Campanha Salarial

Após intensos debates, os bancários do RN aprovaram uma tese unificada para a Campanha Salarial 2009/2010. O documento será defendido pela categoria no Encontro Nacional do MNOB, fórum que vai receber e deliberar sobre as teses de todas as bases que compõem o Movimento. O Encontro terá um papel fundamental para os trabalhadores porque decidirá sobre a pauta que será apresentada aos patrões na mesa de negociação. A base também aprovou a ida de delegados ao Encontro Nacional do MNOB que ocorrerá dias 18 e 19 de julho, em São Paulo.
Algumas polêmicas marcaram a defesa das teses defendidas pelo Grupo de Ação Socialista (GAS) e a tese "Que os ricos paguem pela crise", defendida por mim e subscrita por outros companheiros, entretanto, todas elas de cunho terminológico e interpretativo, a ponto dos camaradas do GAS questionarem o ponto da luta pela desfiliação do Sindicato do Maranhão à CUT, alegando uma suposta "ingerência" naquela base sindical, como se a iniciativa da nossa tese ensejasse uma intervenção e não uma luta política.

Depois de muitos debates e de um chamado público à unidade da nossa parte, conseguimos chegar a um consenso e levar uma única tese para o Encontro Nacional do MNOB. Esta unificação foi uma vitória dos bancários do RN, que mais do que nunca precisam da unidade dos setores combativos do sindicalismo classista para enfrentar os banqueiros e o Governo Lula.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Natal vive onda de greves

Uma onda de greves e mobilizações está sacudindo a capital potiguar nos últimos dias. Na última semana, em Natal (RN), duas categorias do setor da administração indireta deflagraram greve. Os trabalhadores do Detran, órgão responsável pelo trânsito e registros de veículos, paralisaram suas atividades na última semana. Eles conseguiram arrancar uma promessa de concurso público e de Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS), mas ainda mantêm o estado de greve e prometem retomar o movimento caso não sejam atendidos. Já os trabalhadores da Emater, órgão que trata da fiscalização agropecuária, continuam de braços cruzados. O sindicato, ligado à Intersindical, avalia que 80% da categoria esteja paralisada.

É forte também a greve dos trabalhadores da Previdência Social (INSS), que – seguindo um calendário nacional – dura mais de uma semana. A categoria reivindica um PCCS e está lutando contra um ataque brutal do governo Lula, que retirou uma gratificação de 84% incorporada judicialmente e pretende obrigar a categoria, que tem jornada de seis horas, a cumprir uma jornada de oito, sob a ameaça de reduzir o salário daqueles que não aceitarem.

A categoria dos rodoviários – responsável pela esmagadora parcela do transporte público na cidade – também cruzou os braços desde a última terça-feira, 23. A cidade praticamente parou. O sindicato da categoria, filiado à CTB, que reivindicava 17,5% de reajuste salarial desde 1º de maio, baixou a proposta para 12% e ainda assim não houve nenhuma sinalização dos empresários do transporte – que lucram com os mais de 300 mil usuários por dia que são transportados em Natal a um valor de R$ 1,85.

O clima de lutas que já não está favorável aos patrões e governos tende a se acirrar. Os trabalhadores ferroviários confirmaram nesta quinta-feira, 25, o início da greve da categoria por tempo indeterminado. A categoria, que reivindica reajuste de 12,9%, recebeu como resposta da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) uma proposta de 4% e, após três rodadas, não houve acordo. Com a greve, o sindicato afirma que apenas dois trens circularão durante todo o dia.

Patrões, governos e imprensa burguesa unidos

 
Diante do colapso gerado pela greve dos rodoviários e ferroviários, a prefeita Micarla de Sousa (PV) assinou um decreto autorizando ônibus fretados e táxis de lotação a circular pela cidade até o fim da greve. Esta é uma medida que, além de garantir a farra para outro setor empresarial dos transportes, tem um caráter populista, objetivando enganar a população com um discurso de que a prefeita está “preocupada em resolver o problema”, enquanto os culpados pelos transtornos gerados pelas greves são dos trabalhadores.

Já a governadora Vilma de Faria (PSB), afirmou através dos diretores de órgãos da administração indireta que as greves não são legítimas e ameaça cortar gratificações e o ponto dos grevistas.

Os empresários dos transportes já deixaram claro que querem jogar a crise nas costas dos trabalhadores. Mesmo com os lucros exorbitantes fruto do alto valor da tarifa e da bilhetagem eletrônica que reduziu custos e demitiu trabalhadores, os patrões dizem cinicamente que “o momento de crise não permite aumento de salários nem conquistar novas coisas”.

A imprensa burguesa local, ligada a partidos de direita e aos governos municipal e estadual, tenta, em pânico, criminalizar as greves e isentar os patrões e governos da responsabilidade que têm pelas péssimas condições de vida dos trabalhadores. Todos os noticiários e jornais impressos tentam capitalizar a insatisfação de um setor da população para fazer a onda de greves refluir.

Unificar as lutas para enfrentar os inimigos da classe

 
O PSTU tem participado ativamente das greves e das mobilizações. Seja através da solidariedade dos militantes, seja com a participação efetiva nas categorias e nas direções dos sindicatos, o partido está construindo as atividades e fazendo um chamado a todas as categorias para politizar e unificar as lutas. Afinal, todas estas greves e mobilizações são expressões do enfrentamento que as categorias estão construindo para que a crise não seja paga pelos trabalhadores.

O diretor do Sindicato dos Ferroviários e militante do PSTU, Cherlinton Saraiva, levanta a importância que têm essa tarefa. “Estão todos unidos contra dos trabalhadores: Micarla, Vilma, Lula, patrões e imprensa burguesa. Nossa tarefa agora é unificar e potencializar as mobilizações, realizando atividades unitárias de todos os trabalhadores em luta. É importante fazer esse chamado à Intersindical e à CTB, pois isso dará mais fôlego para enfrentarmos nossos inimigos e conquistarmos nossas reivindicações imediatas e históricas”, afirmou.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Delegação do Haiti faz palestra em Natal/RN

“A presença militar é o que garante a continuidade do plano neoliberal no Haiti”. Assim disse Frantz Dupuche, militante da Plataforma Haitiana em Defesa de um Desenvolvimento Alternativo (PAPDA) que compõe com mais dois companheiros uma delegação haitiana que desembarcou no Brasil para uma série de atividades da campanha internacional pela retiradas das tropas militares do Haiti – impulsionada pela Conlutas e pela central Batay Ouvryie.

Na última quinta-feira (18/06), o auditório do SindSaúde/RN foi palco de mais uma atividade desta caravana, uma palestra cujo objetivo é dar visibilidade às atrocidades que ocorrem no Haiti, desde que a “missão de paz” da ONU resolveu colocar seus pés naquele território. Integrantes do MST, ativistas do movimento sindical, militantes da Conlutas e do PSTU prestigiaram o evento e deixaram sua irrestrita solidariedade ao povo haitiano.

Dupuche fez um resgate histórico das lutas do povo do Haiti, que deu mostras de resistência contra a política imperialista do EUA. “Colocaram tropas militares no Haiti a mando dos EUA, pois a força bélica é o método que eles lançam para garantir que lá tudo seja privatizado. Até o vice-presidente do Brasil (José Alencar) mandou seu filho para analisar a possibilidade de montar uma fábrica por lá e explorar os trabalhadores haitianos”.

O ativista apontou que o fato da mão-de-obra no Haiti ser extremamente barata, favorece os capitalistas que vêem aquele país como a uma oportunidade de multiplicar seus lucros através da exploração dos trabalhadores daquele país. “Por mês, um trabalhador da construção civil recebe 40 dólares”, disse Frantz. Além disso, Dupuche reafirmou que essa superexploração faz com que existam rebeliões contra o regime e a forma que o imperialismo usa para minimizar essas tensões é a violência. “Depois que as tropas militares de vários países, inclusive do Brasil, ocuparam o Haiti, aumentou a violência em nosso país.”.

O haitiano também denunciou o papel nefasto do governo Lula, que integra as tropas da ONU que ocupam o Haiti. “Um governo que se diz de esquerda não pode ser tão capacho dos EUA. Infelizmente, Lula não só não presta solidariedade ao povo haitiano, como mantém quase dois mil soldados brasileiros torturando e matando trabalhadores no nosso país. É uma vergonha.”.

Dário Barbosa e Juary Chagas, pelo PSTU, prestaram toda solidariedade ao povo haitiano e dedicaram suas intervenções para analisar o conteúdo ideológico que tem esta ocupação. “Essa ocupação expressa o papel absolutamente subserviente do Governo Lula diante do imperialismo. Lula chega ao ponto de utilizar a simpatia que o povo do Haiti tem com o futebol brasileiro, mandando a seleção nacional àquele país com o objetivo de mascarar a ocupação militar enquanto uma ‘missão de paz’ ao mesmo tempo em que reprime o movimento de resistência desse povo. Os trabalhadores do Haiti têm o direito de se auto-determinar sem sofrer intervenção da rapina imperialista e por isso, é preciso construir uma gigantesca campanha que force Lula a retirar imediatamente as tropas brasileiras do Haiti”, afirmou Juary.

“A solidariedade internacional é um princípio que para nós do PSTU é muito caro e por isso fazemos questão de prestar toda solidariedade aos trabalhadores do Haiti. Os governos da América Latina, incluindo os de Cuba e Venezuela, não se posicionam claramente contra essa ofensiva imperialista, pois governam de forma totalmente adaptada ao regime burguês. Com toda certeza, se estivéssemos diante de governos com uma concepção de ruptura com o capital e que impulsionassem a construção do socialismo, a solidariedade ao povo do Haiti estaria num patamar muito superior.”, concluiu Dário.