sexta-feira, 20 de julho de 2012

Sindicato realiza ato em defesa dos empregos dia 24, em frente à GM

Manifestação vai reunir trabalhadores de diferentes categorias


Metalúrgicos protestam em Brasília contra ameaça de demissões
Um ato em defesa dos empregos vai reunir trabalhadores, centrais sindicais e sindicatos de diferentes categorias, na próxima terça-feira, dia 24, em frente à General Motors. A manifestação vai anteceder a reunião entre Sindicato dos Metalúrgicos, GM e Ministério do Trabalho, agendada para o dia 25, e que vai dar continuidade à discussão sobre a necessidade de manutenção dos empregos na fábrica de São José dos Campos.

O ato faz parte da série de ações que vêm sendo desenvolvidas pelo Sindicato para evitar que a GM conclua seus planos de demitir até 2 mil trabalhadores, com o fechamento do setor MVA.

Na última quarta-feira, dia 18, uma delegação de trabalhadores e dirigentes sindicais foi a Brasília para participar da manifestação dos servidores federais em greve e levar as bandeiras da Campanha em Defesa dos Empregos na GM.

Durante a manifestação, o presidente do Sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, convidou as entidades e trabalhadores presentes a participarem do ato no dia 24.

"A luta contra as demissões na GM deve ser de todos, independentemente de partido ou central. Vamos chamar toda a sociedade para que empresa e governo sintam-se pressionados a tomar medidas imediatas que resultem na manutenção dos postos de trabalho", afirma Macapá.


Reuniões no dia 25

As discussões sobre a ameaça de demissões na GM vêm ganhando força no governo federal. O Ministério do Trabalho confirmou, para o dia 25, uma nova reunião com a GM e Sindicato, em local e horário a serem definidos. Esta semana, o Sindicato esteve com o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que se comprometeu a levar o assunto para a presidente Dilma Rousseff.

Também no dia 25, acontecerá uma audiência no Ministério Público do Trabalho, em São José dos Campos, para discussão sobre as demissões ocorridas durante o PDV. O Sindicato, entretanto, também vai levar para a mesa a discussão de futuros cortes.


Retirado do Site do PSTU

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada pelo Congresso não tem reajuste a servidores

Governo exige “cota de sacrifício” dos servidores ao mesmo tempo em que amplia isenções e dá mais R$ 45 bi para o BNDES repassar em subsídios à indústria


Agência Brasil
Servidores protestam em Brasília
Mesmo com a greve nas universidades e institutos federais, que já dura dois meses, e a extensão do movimento para cerca de 30 órgãos da União, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada nesse dia 17 de julho pelo Congresso Nacional não prevê reajuste aos servidores federais em 2013. A justificativa seria o acirramento da crise internacional e o seu reflexo nas contas do governo.

A lei, uma espécie de esboço para a elaboração do Orçamento do próximo ano, ainda prevê reajuste zero para os aposentados que recebem acima do salário mínimo. Este, deve ter reajuste de apenas 7,35%, indo para R$ 667,75, segundo a atual regra que estabelece o reajuste do mínimo baseado no crescimento econômico de dois anos antes e a inflação.


”Cota de sacrifício”

Apesar de usar como justificativa a crise internacional e a consequente redução das receitas, a LDO mantém as previsões iniciais do governo sobre o PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas no país durante o ano) de 2012, de 4,5%. Tal projeção já foi há muito abandonada até mesmo pelo governo, devido ao rápido desaquecimento da economia. Hoje, estimativas do mercado oscilam entre 1,5% e, nas estimativas mais otimistas, 2% de crescimento para este ano.

Por outro lado, mantêm-se na lei os 3,1% de Superávit Primário (economia para pagar os juros da dívida), ou R$ 155,9 bilhões. No entanto, enquanto a agiotagem internacional vê o retorno de seus investimentos garantido, o governo chama os servidores a prestarem sua cota de sacrifício diante da piora do cenário externo. “Os servidores já tiveram reajuste nos últimos 10 anos e têm estabilidade. Mesmo que aconteça o pior na Europa e nos Estados Unidos, continuarão empregados. Portanto, devem dar a sua cota de sacrifício”, teria dito um assessor do Planalto ao jornal Correio Braziliense.

Essa cota de sacrifício, por outro lado, não deve ser compartilhada com os empresários. No mesmo dia em que votaram a LDO, os deputados aprovaram duas Medidas Provisórias que integram o Plano Brasil Maior e que desoneram a folha, reduzem impostos e transferem mais R$ 45 bilhões ao BNDES, a fim de seguir sua política de subsídios à indústria. Enquanto isso, o setor segue ameaçando com demissões, como a GM em São José dos Campos (SP) que, apesar de ter se beneficiado com a isenção do IPI, sinaliza o fechamento de dois mil postos de trabalho na planta da cidade.




Greves se acirram

Os servidores federais, por sua vez, mostram que não aceitarão passivamente esse descaso. Neste dia 18 cerca de 10 mil servidores, estudantes das universidades federais e representantes de outras categorias, protestavam em Brasília contra a intransigência do governo. No próximo dia 2 de agosto, a CSP-Conlutas, CUT e CTB organizam um dia nacional de luta.

Marcha de SPF's em greve e de Centrais Sindicais convoca novo dia de luta em 2 de agosto


Retirado do Site do PSTU

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Ao Sindicato de Bancários de SP, Osasco e Região: Repressão na CABB-SP

Na quinta-feria, dia 12 de julho, um novo episódio de repressão e assédio moral aconteceu na Central de Atendimento do BB de SP. Vários atendentes foram chamados de surpresa para reuniões com gerentes de área, que duravam em torno de uma hora. Nas reuniões os administradores apresentavam uma relação de atrasos, discordâncias no ponto eletrônico e faltas não autorizadas, mostrando o quanto estes funcionários estão vulneráveis, intimidando-os. Ao final, da reunião, emitiam um documento, entitulado “ata de reunião”, tendo como conteúdo a relação de faltas, atrasos, discordâncias do ponto eletrônico, a ciência destes e o alerta de que poderiam  ser demitidos pelo banco. Nesta situação constrangedora, os colegas eram pressionados a assinarem esta “ata” que apresenta também código de sigilo ($40).  Sendo este documento confidencial, o Banco fica protegido e o colega refém do Banco, impedido de apresentar este documento em qualquer circunstância.

Essa forma de assédio é uma novidade no BB, implementada pelo Gerente Geral Claudio Rocha, que inclusive não tem base nos normativos do banco.  Ela vem somar-se ao número abusivo de pedidos de informação, aos vários tipos de constrangimentos e controle que os funcionários sofrem, além da anotação irregular que foi feita na GDP, depois da ultima paralisação.

Essa nova medida repressora é um total desrespeito aos funcionários e ao movimento sindical. Acontece um dia após uma reunião nacional de negociação com o banco, onde foi feita a exigência de que o banco reverta as anotações na GDP dos funcionários da Central. Também já foi feita denúncia ao Ministério Público do Trabalho contra o gestor Claudio Rocha e o seu nome foi denunciado a nível nacional no Boletim do MNOB.

A política da diretoria do Sindicato de SP de desmarcar a paralisação que foi aprovada no II Encontro Nacional dos Atendentes de CABB’s e que estava articulada com as Centrais de Salvador e São José dos Pinhais foi um elemento fundamental para gerência do banco se sentir forte e tomar a medida repressiva de quinta-feira.

Exigimos que o Sindicato de SP reveja sua postura e em conjunto com os delegados sindicais da CABB, marcando um novo dia de paralisação, ainda para esse mês. Que o sindicato faça uma denúncia com o nome do gerente geral Cláudio Rocha na Folha Bancária, que exija, na negociação com o banco, o fim da repressão dentro da CABB-SP e por último, denuncie junto a justiça e ao ministério do trabalho esse novo episódio de irregularidades e assédio moral.

Assinam Delegados Sindicais da Verbo Divino

Fabiana Borges (Babi)
Erika Valadares
Maria Valeria (Belela)
Hugo Lacerda


Retirado do Site da CSP-Conlutas

Edir Macedo: racismo, machismo, homofobia e muita asneira, em nome de deus

Líder da Igreja Universal, Edir Macedo
Em um país em que os governantes se recusam a criminalizar a homofobia e tratam com descaso criminoso episódios mais variados de machismo e racismo, realmente não pode haver limites para os absurdos que rondam a vida de mulheres, negros e a população LGBT.

Infelizmente não faltam exemplos: dos assassinatos de jovens negros na periferia aos ataques a homossexuais no centro da cidade; da constante e crescente violência machista a uma escalada de demonstrações de asqueroso preconceito nos meios de comunicação em geral.

O último e deplorável exemplo disto foi dado por um velho conhecido porta-voz da opressão: o “bispo” evangélico Edir Macedo, título por trás do qual se esconde um burguês racista, machista e homofóbico cujo poder é alimentado pelo dinheiro que rouba de um povo pobre, movido por fé e desespero, e pelas relações espúrias que mantém com o poder, inclusive o Federal.

Alguns dos frutos mais recentes das relações promíscuas que o poderoso chefão da Igreja Universal do Reino de Deus mantém com Dilma e seus aliados (particularmente na infernal bancada evangélica) foram o veto ao kit anti-homofobia, a mutilação do PLC 122 e do Estatuto da Igualdade Racial.

A mais recente demonstração de ódio e preconceito de Macedo, contudo, é uma exclusividade dele e veio através de um de seus púlpitos midiáticos na forma de uma série de bizarras orientações para seus fiéis e auxiliares, dentre as quais a recomendação categórica para que os “desejam fazer a Obra de Deus” não se casem com mulheres mais velhas e, ainda mais absurdo, fujam de relacionamentos interraciais.


Machismo e racismo em nome de deus

Em uma peça de lixo jornalístico intitulada “Homem de Deus quanto à idade e à raça: ele precisa estar sempre preparado para servi-Lo” e publicada no portal da IURD, Macedo não mede palavras para destilar seus preconceitos e para praticamente “obrigar” seus seguidores a conduzir suas vidas movidos pelo racismo mais asqueroso e por uma forma arcaica de machismo. O que, por si só, já deveria ser suficiente para colocar esta verdadeira besta para fora do convívio social.

O “primeiro mandamento” do preconceito “a la” Edir Macedo começa com uma norma estupidamente machista: “O rapaz que deseja fazer a Obra de Deus não deve se casar com uma moça que tenha idade superior à dele”. O motivo? “Para não se deixar influenciar por ela” porque “quando a mulher tem idade superior à do seu marido, ela, que por natureza já tem o instinto de ser 'mandona", acaba por se colocar no lugar da mãe do marido” .

Dando sequência a sua patética versão do “perigo” que as mulheres representam na mitologia cristã (desde a história de Eva), Macedo explicita a hipocrisia de seus “valores” e “moral”, defendendo que o casamento com mulheres mais velhas também são desaconselháveis porque “a experiência tem mostrado que é muito mais difícil, mas não impossível, manter a fidelidade conjugal”. Um detalhe que não pode nos escapar: evidentemente, a recomendação é só para mulheres mais velhas; homens mais velhos, mandões e autoritários estão liberados para oprimir suas mulheres mais novas.

É até um desperdício de palavras comentar esta quantidade de asneiras ofensivas. Temos certeza que nossos leitores e leitoras sabem muito bem o significado delas. E o pior é que o absurdo do “primeiro mandamento” é apenas uma prévia da fúria ensandecida do bispo contra outro setor marginalizado da sociedade, apesar de compor metade da população brasileira: negros e negras.


Pregando contra o amor inter-racial

O “segundo mandamento” é de asqueroso racismo, embalado em uma “justificativa” é um verdadeiro insulto para qualquer ser pensante. A pregação começa com um porém: “Não haveria nenhum problema para o homem de Deus se casar com uma mulher de raça diferente da dele, não fossem os problemas da discriminação que seus filhos poderão enfrentar nas sociedades racistas deste mundo louco”.

Ou seja, o bispo agracia seus seguidores com um ensinamento cuja lógica só não é mais obscura do que as finanças e a conta bancária de Macedo e sua igreja: a melhor forma de evitar a discriminação e o racismo é tomando uma “atitude racista preventiva”, impedindo sequer a aproximação das raças. Ou, ainda, para que as futuras crianças negras não enfrentem o racismo “deste louco mundo”, a melhor coisa é institucionalizarmos, já, uma sociedade totalmente racista e segregada.

Grande idéia! Mas Macedo também deveria ser processado por plágio. Afinal, ela não é nada original. Os “eugenistas” (ou defensores da “raça pura”) do século 19, a Ku Klux Klan, Hitler e Mussolini e, acima de tudo, os defensores do apartheid, na África do Sul, há muito já detêm a patente deste tipo de idéia.

Com o objetivo de se defender das evidentes críticas a seu delírio fascista-religioso, Macedo encerra seu artigo afirmando que tudo o que está apenas fazendo um “alerta” sobre a situação “não porque a Igreja Universal do Reino de Deus tenha qualquer objeção quanto ao casamento envolvendo mistura de raça ou cor. Não, muito pelo contrário!” , já que tem muitos fiéis nesta condição e só está querendo evitar “este tipo de problema acontecendo com as crianças dentro das nossas igrejas, em outros países”.

Sempre movido pelo desejo de retirar os obstáculos do caminho para que o “homem de Deus” exerça suas funções (e caberia perguntar que tipo de deus é este que criaria seres que não pudessem exercer livremente o tão propagado amor que recheia os discursos religiosos...), Macedo tenta sustentar seu racismo com nojeiras como a “preocupação” os “riscos de traumas ou complexos que as crianças poderão absorver durante os períodos escolares”.

Desconsiderando-se o fato de que, para o bispo racista, ser negro por si só já é um “problema”, os absurdos escritos por Macedo são dignos de uma mentalidade escravista e, inclusive, há muito já foram legalmente proibidos.


Apartheid em nome de deus

Como dissemos, as idéias de Edir Macedo não são novas. Mas, ao contrário do que acontece no país governado por Dilma, elas não são defendidas com tanto descaramento também há muito tempo. Até mesmo porque foram derrotadas nas ruas e proibidas por leis que resultaram destas lutas.

Nos Estados Unidos, as chamadas “leis antimestiças” (que proibiam até sexo interracial) vigoraram em vários estados até 1967, quando as mobilizações pelos direitos civis baniram da segregação institucional. O mesmo aconteceu com legislações semelhantes que foram criadas na Alemanha Nazista (de 1935 até 1945) e na África do Sul, durante a era do "apartheid", de 1949 a 1985.

Em todos os casos, as leis foram derrubadas como frutos de vigorosos processos de mobilização e luta por direitos fundamentais. E, apesar de sabermos que isto não tenha significado o fim da segregação ou do racismo, é evidente que foram parte das conquistas arrancadas da derrota de regimes e Estados que deveriam ser varridos para o lixo da História.

No nosso país, onde a elite branca se utilizou de outras armas (como a “teoria do embranquecimento, no século 19, e o “mito da democracia racial”, no século 20), nunca houve uma legislação abertamente segregacionista, apesar da cotidiana prática do racismo.

Edir Macedo, contudo, através de suas “doutrinas e normas” parece querer inovar e transformar seus templos “caça-níqueis” em áreas regidas pelo apartheid. E o pior é saber que está sendo proposto não acobertado pelo silêncio cúmplice de um governo que se diz democrata, mas por um de seus aliados mais fiéis.


Retirado do Site do PSTU

terça-feira, 17 de julho de 2012

Intransigência do governo força continuidade da greve nas universidades federais

Servidores federais em greve acampam na Esplanada dos Ministérios; neste dia 18 ocorre grande marcha a Brasília


Docentes, funcionários e estudantes em greve 'enterram' o Reuni
A intransigência do governo Dilma está forçando a continuidade da greve dos professores nas universidades federais, que já entra em seu segundo mês e atinge 57 das 59 unidades, além de 34 dos 38 institutos federais, uma das maiores greves da história no setor.

Os docentes estão parados desde o dia 17 de maio, exigindo a reestruturação do Plano de Carreira, promessa do governo em 2011 que até agora não saiu do papel, além de recomposição das perdas salariais e a reversão da precarização que atinge as instituições federais.

Após enfrentarem a intransigência e “enrolação” do Governo Federal, que marcou e desmarcou reuniões com o movimento sem maiores explicações, houve por fim uma rodada de negociações nesse dia 13 de julho, em Brasília. Ao mesmo tempo em que representantes do Ministério do Planejamento se reuniam com os professores grevistas, o ministro da Educação Aloizio Mercadante e a de Planejamento, Miriam Belchior, iam à imprensa informar o “fim da greve” com uma proposta que supostamente garantiria 45% de reajuste.

A realidade, porém, passa ao largo das cifras divulgadas pelo governo e a proposta, ao invés de melhorar, piora a situação dos docentes.




Manobra para acabar com a greve

Segundo o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), a proposta apresentada pelo governo “sequer recompõe as perdas inflacionárias dos salários de grande parte da categoria”. Segundo análise do Comando Nacional de Greve, as propostas “apresentam um rebaixamento do valor real da remuneração dos professores”. Além disso, ao contrário do que reivindicam os docentes, a estruturação de uma única carreira, o governo aposta na divisão da categoria.

Os 45% de reajuste foram amplamente divulgados pela imprensa. Mas os cálculos do governo partem de uma manobra, tomando como referência os salários de julho de 2010 e simplesmente desconsiderando a inflação nos próximos três anos (35% de acordo com levantamento do Comando de Greve a partir da inflação dos últimos 30 meses) para chegar ao valor de 45%. A proposta do governo, na verdade, garante apenas um pequeno aumento para uma classe de professores que está no topo da carreira e que representa menos de 10% da categoria.


Intensificar a mobilização

A greve nas universidades federais já é uma das maiores greves do setor desde 2001, pelo menos. Começou com os docentes cruzando os braços no dia 17 de maio, sendo seguidos pelos funcionários, que pararam no dia 13 de junho e pelos estudantes, que decretaram greve estudantil em dezenas de universidades e elegeram um Comando Nacional de Greve para exigir suas próprias reivindicações. A força da mobilização e a ação unificada desses três setores vêm expondo a dura realidade das universidades federais em todo o país, como a estrutura precária e a falta de docentes.

Esta semana deve ser decisiva para a greve nas universidades e no funcionalismo público federal. Neste dia 16 os servidores começaram a montar um acampamento em Brasília, parte da agenda de mobilizações do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais. Já neste dia 18, quarta-feira, os servidores devem tomar Brasília em uma grande marcha. Os estudantes, por sua vez, participam também de uma reunião ampliada do Comando Nacional de Greve, dia 19, também em Brasília.


LEIA MAIS

Servidores federais vão sacudir Brasília no dia 18


Retirado do Site do PSTU

sábado, 14 de julho de 2012

35 anos da prisão dos militantes da ex-Convergência Socialista

Mesa da solenidade
No dia 30 de junho, ocorreu no Memorial da Resistência o “Sábado Resistente” que abordou o tema “Os 35 anos da prisão dos militantes da ex-Convergência Socialista”.

Estiveram presentes à mesa, Bernardo Cerdeira - Jornalista, Editor da revista Versus Especial, preso em 1977 e dirigente da ex-Convergêcia Socialista; Maria Salay - Operaria metalúrgica do ABC, dirigente das greves de 1977, militante da ex-Convergência Socialista; Álvaro Bianchi - Diretor do Arquivo Edgard Leuenroth e professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Américo Gomes, operário metalúrgico em São Paulo, no inicio da década de 80, advogado, Coordenador da Comissão de Presos e Perseguidos Políticos da ex-Convergência Socialista. A mediação do debate ficou a cargo de Ivan Seixas (Presidente do Núcleo de Preservação da Memória Política).

O evento foi realizado no Memorial da Resistência de São Paulo, promovido pelo Núcleo de Preservação da Memória Política. Um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964, como explanou Ivan Seixas.

Contou com a presença também de Rafael Martinelli do Fórum dos Ex-Presos Políticos e a historiadora, coordenadora do site Observatório das Violências Policiais de São Paulo, da PUC/SP, e Ângela Mendes de Almeida, ex-companheira do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino, assassinado no DOI-CODI em 1971, uma das autoras da ação por danos morais na área cível contra o coronel Carlos Brilhante Ustra, ganha recentemente em primeira instância, que defendeu a revogação ou reinterpretação da Lei da Anistia.

O Memorial da Resistência de São Paulo fica no Largo General Osório, 66 – Luz, antigo prédio do DOPS. Os eventos são realizados com o apoio da Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva, presidida pelo deputado Adriano Diogo (PT).

A atividade recordou que os militantes da ex-Convergência Socialista lutavam principalmente junto ao movimento operário pela derrubada da ditadura militar e pela legalização de um partido socialista de trabalhadores que representasse e defendesse os interesses da classe operária. E por isso foram presos e alguns de seus militantes torturados, além de perseguidos e demitidos de seus empregos.

Além de tomarem o tema da repressão na época da ditadura, os palestrantes também abordaram o tema dos processos que apresentaram junto à Comissão de Anistia solicitando a Anistia Política para seus militantes, e a participação do PSTU nas Comissões de Verdade, tanto nacional como estadual.

O partido tem como objetivo se somar à campanha que exige punição exemplar aos agentes de Estado que torturaram, seqüestraram, mataram e estupraram em nome da repressão feita pela ditadura instalada em 1964. Mas não somente a eles, mas também aqueles que os financiaram, como as grandes empresas nacionais e multinacionais que patrocinaram o golpe e os aparatos de repressão.

Um outro tema que será abordado pelos militantes do PSTU será o desenvolvimento da Operação Condor, onde governos do Cone Sul (Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina) agiram, juntamente com o governo dos Estados Unidos, para reprimir as organização de esquerda que lutavam contra a ditadura. Principalmente por que muitos militantes da Liga Internacional dos Trabalhadores, como seu fundador Nahuel Moreno, foi preso e exilado por causa desta repressão.

As responsabilidades pelos crimes que o Estado cometeu na região devem ser investigadas e os seus agentes punidos.


Retirado do Site do PSTU