terça-feira, 22 de março de 2011

Entidades de todo o país condenam as prisões políticas durante ato contra Obama

Além das milhares de assinaturas na petição pública exigindo liberdade aos presos políticos, chegaram várias notas de condenação às prisões e solidariedade ao PSTU e aos presos.


Grupo Tortura Nunca Mais-SP

Sindicato dos Petroleiros e Petroquímicos de Alagoas e Sergipe

Entidades estudantis

Liga Estratégia Revolucionária

Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte

Tribunal Popular

Conselho de Representantes Sindicais dos Correios RJ

Metalúrgicos de São José dos Campos

Juventude Comunista Avançando (JCA)

CPERS/SINDICATO

União Catarinense de Estudantes – UCE


Leia as notas

Nota de Protesto

O Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo soma-se aos inúmeros protestos de todo o Brasil contra a violência policial carioca e a prisão dos manifestantes que protestavam contra as posições do governo norte-americano, aproveitando a visita do presidente Barak Obama ao nosso país. Eles pediam liberdade para os presos de Guantanamo e a retirada das tropas do Afeganistão e do Iraque, no que somos inteiramente solidários. Exigimos sua soltura imediata, na medida em que as prisões podem ser consideradas políticas e ferem o direito à liberdade de opinião e expressão, garantido na Constituição.

Protestamos também contra o ataque, autorizado pela ONU, de mísseis a Trípoli, capital da Líbia, lançados de navios americanos e ingleses que, em apenas algumas horas, matou dezenas de pessoas. O povo líbio neste momento trava uma dura batalha interna para decidir seu destino e já padece de grande sofrimento. Infelizmente a decisão de atacar a Líbia foi tomada durante o primeiro dia de visita do governante americano ao Brasil. Nosso país, no nosso ponto-de-vista corretamente, se absteve de votar na ONU por qualquer sanção ou ataque à Líbia.

Não queremos a guerra nem o banho de sangue em parte alguma do mundo. Reafirmamos nossa posição a favor da vida e do respeito integral aos Direitos Humanos.

  • Pela soltura imediata dos presos do Rio de Janeiro

  • Pelo cessar-fogo interno e externo na Líbia

  • Pela soberania e autodeterminação dos povos

    Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo

    Rose Nogueira
    Presidente

    São Paulo, 19 de março de 2011


    Liberdade imediata aos 13 companheiros presos na manifestação contra a presença de Obama no Brasil

    No dia 18 de março, cerca de 400 manifestantes foram às ruas do Rio de Janeiro protestar contra a presença de Obama no Brasil, por entender que o presidente norte americano é o principal agente do imperialismo, por repudiar seus objetivos de ampliar o terreno para instalação das multinacionais e por defender o pré sal como um recurso do povo brasileiro.

    Obama veio ao Brasil por que quer tomar para os Estados Unidos o petroleo brasileiro da mesma maneira que bombardeia a Libia e invade o Bahrein, tentando sufocar a revolução arabe, para garantir o fornecimento de petroleo do Norte da Africa e do Oriente Médio para o imperialismo europeu e norte americano.

    De forma totalmente desequilibrada, a polícia reprimiu a manifestação que se desenvolvia de maneira pacífica e prendeu 13 ativistas, que seguem presos e estão sendo acusados de crimes inafiançáveis.

    Não é possível que vivamos no Brasil este tipo de situação. Milhares de homens e mulheres deram suas vidas se enfrentando com a ditadura militar e lutando em defesa da liberdade de organização e de manifestação.

    Nós, petroleiros de Alagoas e Sergipe, que já colocamos nossa equipe juridica a disposição da libertação dos companheiros, conclamamos a todas as organizações sociais, entidades e autoridades de nosso país que movam o esforço possível para que esses 13 companheiros sejam soltos imediatamente, sem nada constar em seus antecedentes, preservando, assim, o direito democrático de livre organização e manifestação.

    Somamos-nos ao grito dos companheiros OBAMA GO HOME

    Sindicato dos Petroleiros e Petroquímicos de Alagoas e Sergipe


    Manifesto Estudantil
    No dia 18 de março, cerca de 400 manifestantes foram às ruas do Rio de Janeiro protestar contra a presença de Obama no Brasil, por entender que o presidente norte americano é o principal agente do imperialismo, por repudiar seus objetivos de ampliar o terreno para instalação das multinacionais e por defender o pré sal como um recurso do povo brasileiro.

    De forma totalmente desequilibrada, a polícia reprimiu a manifestação que se desenvolvia de maneira pacífica e prendeu 13 ativistas, que seguem presos e estão sendo acusados de crimes inafiançáveis.

    Não é possível que vivamos no Brasil este tipo de situação. Milhares de homens e mulheres deram suas vidas se enfrentando com a ditadura militar e lutando em defesa da liberdade de organização e de manifestação.

    Nós, estudantes brasileiros temos orgulho desta história e conclamamos a todas as organizações sociais, entidades e autoridades de nosso país que movam o esforço possível para que esses 13 companheiros sejam soltos imediatamente, sem nada constar em seus antecedentes, preservando, assim, o direito democrático de livre organização e manifestação.

    ASSINAM:
    ANEL-Livre
    UNE - União Nacional dos Estudantes
    DCE UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro
    DCE UFF - Universidade Federal Fluminense
    DCE USP - Universidade de São Paulo
    DCE UFPA - Universidade Federal do Pará
    DCE UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul
    DCE UFC - Universidade Federal do Ceará
    DCE UnB - Universidade de Brasília
    DCE UFES - Universidade Federal do Espírito Santo
    DCE UFPB - Universidad e Federal da Paraíba
    DCE UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina
    DCE UFPR - Universidade Federal do Paraná
    DCE UFBA - Universidade Federal da Bahia
    DCE UNIFAP - Universidade Federal do Amapá
    DCE UFG - Universidade Federal de Goiás
    DCE UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
    DCE UEPA - Universidade Estadual do Pará
    DCE UFRA - Universidade Federal Rural da Amazônia
    DCE UNESP - Universidade Estadual Paulista
    DCE UEM - Universidade Estadual de Maringá
    DCE PUC - Rio de Janeiro
    DCE UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
    DCE UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados
    EXNEEF - Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física
    CONEP - Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia
    ENECOS - Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social
    Coletivo Nacional Levante
    Coletivo Barricadas Abrem Caminhos
    Coletivo 21 de junho
    Brasil & Desenvolvimento UnB
    Resistência Popular


    Liberdade aos presos políticos do ato contra Obama!
    Governo Cabral recria as prisões políticas como nos tempos da ditadura! 13 presos políticos encarcerados, por se manifestarem, nos presídios de Bangu e Água Santa! Fora Cabral! Fora Obama!

    As forças policiais de Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio, atacaram com grande sanha uma manifestação realizada ontem em repúdio à visita de Obama ao Brasil. A manifestação fora proibida, como estão proibidas as faixas, cartazes ou até mesmo portar bolsas ou mochilas em todo o centro do Rio de Janeiro. O governo Cabral, em consonância com as ordens de Dilma, decretou estado de sítio na cidade, numa demonstração escandalosa de servilismo diante do “amo imperialista” Obama.

    A polícia investiu violentamente contra os manifestantes, prendeu 13 pessoas e, pela manhã, os encarcerou nos presídios Bangu e Água Santa. Trabalhadores, trabalhadoras, estudantes, um advogado e dirigentes do PSTU são presos políticos de Cabral!

    As leis e os direitos democráticos foram suprimidos pela polícia e o governador Cabral. As praças, ruas e avenidas do centro do Rio estão sob restrição policial e militar, impedindo a livre circulação da população. A favela Cidade de Deus e seu entorno estão sitiados, sob as ordens dos agentes de segurança norte-americanos e a submissão vergonhosa do Exército brasileiro. Estamos diante de atos arbitrários típicos de estado de sítio. A cidade do Rio de Janeiro é do povo, não de Cabral ou Obama. Liberdade de circulação no centro do Rio e na Cidade de Deus! Obama, fora! Fora Cabral!

    O mínimo que se pode esperar do PT e PCdoB, que fazem parte do governo Cabral, é seu pronunciamento pela imediata e incondicional liberdade dos presos políticos.

    Obama ocupa o Haiti, com a ajuda do Exército brasileiro. O imperialismo estadunidense e europeu ocupam o Iraque e o Afeganistão. Agora pretendem ocupar a Líbia. Fora o imperialismo e as tropas brasileiras do Haiti! Fora o imperialismo do Iraque e Afeganistão! Abaixo a intervenção imperialista na Líbia! Fora o imperialismo do Brasil e da América Latina!

    Todos os sindicatos, organizações de direitos humanos, populares, estudantis e democráticas e partidos de esquerda estão convocados a construir uma campanha nacional contra as medidas arbitrárias do governador Cabral, do Exército e da polícia carioca, pela imediata e incondicional liberdade de todos os presos políticos do Rio e contra a perseguição ao PSTU.

    Para amanhã dia 20/03 estavam convocados dois atos contra a presença de Obama. Um ato estava chamado pelo PSOL, MST, CTB e PCdoB e outras organizações para o metrô glória. O PSTU e a CSP-Conlutas chamavam um ato para o Largo do Machado no mesmo horário, 10hs. Diante dos presos políticos e da militarização da cidade a única política combativa possível é um ato unificado com eixo em Liberdade aos presos políticos e denúncia dos presos políticos de Cabral para receber Obama! Esperamos que as organizações convocantes dos dois atos garantam a unificação desta ato para amanhã.

    Liga Estratégia Revolucionária - LER-QI
    Rio de Janeiro, 19/03/2011



    Moção do X Congresso dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte
    Os Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte, reunidos em seu X CONGRESSO, protestam contra a prisão de 13 ativistas que participavam de uma manifestação pacífica contra a visita de Barack Obama ao Brasil.

    A existência de presos políticos é um claro atentado contra as liberdades democráticas no país.

    Exigimos a libertação imediata e a revogação de todas as acusações.

    Belo Horizonte, 16 de março de 2011


    Nota do Tribunal Popular
    O Tribunal Popular vem denunciando o processo crescente de criminalização dos lutadores e lutadoras sociais e a utilização de instrumentos de exceção, como a utilização do exército para atuar em conflitos urbanos, que suspende os direitos constitucionais, que faz parte de uma lógica de crescente opressão, que se baseiam em doutrinas estadunidenses que sustentam a segurança do Estado capitalista e do capitalismo de forma geral.

    O ato dos lutadores sociais, entre outras questões, denunciava esse processo de crescente opressão no Brasil e no mundo, que os Estados Unidos é a maior representação dessa lógica.

    A prisão dos Companheiros e Companheiras que protestavam contra a presença do presidente estadunidense no Brasil, é a expressão do tratamento que tem sido adotado pelo Estado brasileiro contra aqueles que se levantam contra os trabalhadores brasileiros e do mundo.

    O Tribunal Popular se junta aos diversos grupos que repudiam o Prefeito do Rio Eduardo Paes, o Governador Sérgio Cabral e a Presidente Dilma Rousseff, pela prisão política e arbitrária dos 13 companheiros e companheiras que estavam no ato de protesto e exigimos a imediata libertação de todos e todas!

    Tribunal Popular: o estado brasileiro no banco dos réus


    MOÇÃO DE REPÚDIO
    (Conselho de Representantes Sindicais dos Correios-RJ)
    Os movimentos sociais do Brasil decidiram manifestar-se publicamente sobre a visita do presidente dos Estados Unidos Barack Obama ao Rio de Janeiro. Entendemos que os EUA vêm mantendo todo o arsenal imperialista a serviço da recolonização dos povos, reativando inclusive a IV Frota de sua marinha de guerra.

    Na passeata conjunta dos movimentos sociais realizado na última sexta-feira dia 18/03/2011, fomos surpreendidos com a ostensiva presença do aparato policial e da tropa de choque impedindo, sob alegações burocráticas, a livre manifestação dos movimentos sociais pela Avenida Rio Branco, onde sequer foi permitido ligar o caminhão de som.

    Os militantes que, cientes da liberdade de manifestação, decidiram seguir pela Avenida Rio Branco até o Consulado dos EUA, foram presos após um incidente onde não houve envolvimento dos mesmos, onde a polícia, com truculência, os levou para a delegacia em seguida os encarcerou no presídio de Bangu. Um trabalhador ecetista também foi preso na manifestação.

    O SINTECT/RJ manifesta-se com repúdio a toda e qualquer forma de atentado à liberdade de expressão e ao mesmo tempo exige a libertação dos militantes que, por sua luta em defesa da soberania brasileira, manifestaram pacificamente seu descontentamento.

    Fora Obama!!!
    Liberdade para os militantes presos!!!
    Em defesa da Soberania Brasileira!!!


    Moção de repúdio à prisão dos 13 manifestantes contra a presença de Obama no Rio

    O Conselho de Representantes, formado por Diretores, membros de Cipa, Comissões de PLR e Comissões de Fábricas da base do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, reunidos no dia 26 de março de 2011, aprovou, por unanimidade, moção de repúdio contra a prisão arbitrária dos(as) 13 companheiros(as) presos(as) no dia 18 de março de 2011 quando se manifestavam pacificamente contra a presença do presidente norte-americano, Barack Obama.

    Também foi votada por unanimidade a retirada imediata dos processos contra os manifestantes, já que todas as acusações são baseadas em denúncias infundadas e artificiais, com clara intenção de criminalizar o movimento.

    Para o Conselho de Representantes, tratou-se de uma prisão política executada a serviço da política de submissão do país aos interesses do imperialismo norte-americano. Lamentavelmente essas foram as primeiras prisões políticas do governo Dilma e demonstram a forma como o governo Cabral trata as mobilizações populares no Rio de Janeiro.

    Conselho de Representantes dos Metalúrgicos de São José dos Campos
    26 de março de 2011


    Nota

    Aos companheiros do PSTU,
    A Juventude Comunista Avançando (JCA) vem por meio dessa nota se solidarizar aos 13 militantes do PSTU e aproveita a oportunidade para informá-los que já assinou o abaixo-assinado que exige das autoridades o arquivamento dos processos e que tem denunciado todas as formas de criminalização aos movimentos e lutadores sociais.
    Colocamo-nos à disposição para demais contribuições.

    Saudações cordiais

    Elke Debiazi
    Direção Nacional da Juventude Comunista Avançando


    Nota

    A Direção Estadual do CPERS/SINDICATO repudia a política repressiva utilizada contra os ativistas que participaram na cidade do Rio de Janeiro de manifestação contra a presença do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Brasil. O direito de manifestação pública é uma das principais conquistas do povo brasileiro e não pode ser atacado pelos governos. Repudiamos as prisões absurdas de 13 manifestantes e exigimos do Governo Federal e do Governo do Estado do Rio de Janeiro o imediato arquivamento dos processos abertos contra esses companheiros. O ataque às liberdades democráticas é parte de uma campanha de criminalização dos movimentos sociais, que deve ser repudiada de forma veemente pelo conjunto dos trabalhadores brasileiros.


  • Retirado do Site do PSTU

    domingo, 20 de março de 2011

    Juiz diz que manifestantes ameaçam Obama e nega pedido de soltura

    Samuel Tosta
    Presos são transferidos para presídio
    Advogados dos 13 manifestantes presos no ato em frente ao consulado norte-americano entraram neste sábado com um pedido de revogação da prisão. No entanto, o juiz de plantão julgou que a libertação dos 13 ativistas colocaria em risco a "ordem pública" durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

    "O juiz alegou que, como a visita ainda não terminou, a liberdade poderia ameaçar o 'evento' e 'macular' a imagem do Brasil", conta Cyro Garcia, presidente do PSTU-RJ. "É um argumento tão rídiculo, que só mostra o quanto essa prisão é política. Parece haver uma ordem de só libertar o grupo depois que o Obama se for", conclui.

    O pedido foi entregue acompanhado de uma comissão de parlamentares, formada pelo senador Lindberg Farias (PT), pelos deputados federais Chico Alencar (PSOL), Jean Wyllys (PSOL), Stepan Nercessian (PPS) e a deputada estadual Janira Rocha (PSOL). Lindberg foi recebido em nome da comissão, e argumentou pedindo a libertação do grupo. O juiz manteve-se irredutível, o que motivou os parlamentares a preparar uma nota pública, em defesa do livre direito de manifestação e contra as prisões, assinada ainda pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).

    Os manifestantes estão nos presídios de Água Santa e em Bangu 8. Um menor de idade está preso, e pode ser recolhido ao Instituto Padre Severino. O próximo passo dos advogados do PSTU será neste domingo, 20, com o pedido de habeas corpus para todos. O partido também promete um grande ato em protesto contra as prisões e a visita de Obama, às 10h deste domingo, no Largo do Machado. Na internet, apenas neste sábado, cerca de duas mil pessoas assinaram uma petição pela liberdade do grupo.


    LEIA MAIS:

  • Nota dos parlamentares em defesa do direito de manifestação

  • Presos políticos são transferidos para presídios. Proteste!

  • Lista dos presos


  • Retirado do Site do PSTU

    URGENTE: Presos políticos do PSTU estão sendo levados para Bangu e Água Santa

    Samuel Tosta
    Presos políticos são levados a presídio
    Depois de passar a madrugada na 5º DP (Gomes Freire), os 13 detidos nesta sexta-feira, 18, foram levados para presídios por volta das 8h de hoje. Após exame de corpo-delito no IML, os homens serão encaminhados ao presídio de Água Santa e as mulheres ao presídio de Bangu 8. Dos 13 presos, 10 são militantes do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU)

    Os manifestantes foram enquadrados em vários artigos, e não terão direito a fiança. A principal acusação é de ter tentado "causar incêndio" no consulado dos Estados Unidos. "É uma vergonha o que está acontecendo. É uma prisão política. São presos políticos do governo Sergio Cabral e de Dilma, no momento em que Obama desembarca no Brasil", protestou o presidente do PSTU no Rio de Janeiro, Cyro Garcia. "Estamos muito preocupados com a segurança de nossos militantes e faremos uma campanha internacional pela liberdade deles", afirmou.

    Os 13 manifestantes foram presos após um coqueter molotov ter sido lançado no ato em frente ao consulado. Na noite de ontem, o partido lançou um comunicado à imprensa, no qual reafirma o caráter pacífico da manifestação e que nenhum militante do partido organizou ou participou do ataque. "Os policiais sabem que quem foi preso não tem nada a ver com o que houve. Tem gente lá presa sem nenhuma prova, apenas porque levantou um sapato contra a bandeira dos Estados Unidos. É um absurdo", afirma Cyro. "Estão criminalizando os protestos e o partido. É um absurdo a polícia exibir cartazes políticos e bandeiras do partido como provas aos fotógrafos, como quem exibe armas," protesta.

    Os advogados do PSTU estão entrando na Justiça com um pedido de libertação dos presos, já que não há provas contra eles. Também questionam os artigos apontados pelo delegado, que torna o crime inafiançável. O partido fará um ato neste domingo, às 10h, contra a visita de Obama e pela liberdade dos presos políticos. Hoje, em Brasília, militantes do partido irão até a Praça dos Três Poderes, também para exigir a libertação.

    Assine para a libertação dos presos
    CLIQUE AQUI PARA ASSINAR


    Retirado do Site do PSTU

    sábado, 19 de março de 2011

    Centenas de mulheres vão às ruas de Natal protestar contra o machismo e a exploração

    Na manhã de quinta-feira, dia 17, cerca de 400 mulheres coloriram as ruas de Natal (RN) com bandeiras vermelhas, lilases e muitas reivindicações. Em alusão ao 8 de Março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, elas realizaram um protesto pelas ruas da cidade contra o machismo e exploração. A caminhada, que reuniu trabalhadoras sem-terra do MST, estudantes, servidoras públicas e sindicalistas, saiu do bairro Cidade da Esperança e seguiu até o Centro Administrativo do Estado, sede do governo estadual. O protesto foi organizado por centrais sindicais, entidades estudantis, sindicatos e partidos de esquerda.

    Durante a caminhada, usando faixas e cartazes, as trabalhadoras denunciaram a violência contras as mulheres e fizeram exigências por melhores condições de vida e trabalho. Com o tema “Mais poder para as Mulheres”, a manifestação reafirmou que não basta ser mulher, é preciso ser trabalhadora e estar ligada às lutas populares.

    “No RN a eleição de Rosalba Ciarlini para o governo do Estado significa a continuação do atraso nas políticas públicas e a volta do DEM ao poder, antiga Arena, partido da ditadura. Em Natal, a prefeita Micarla de Sousa é rejeitada por mais de 80% do povo e está destruindo os serviços de saúde, com a privatização, através das UPAS e Ames. Ela também aumentou as passagens dos ônibus”, disse a assistente social e militante do PSTU, Rosália Fernandes.

    “Já a presidenta Dilma abandonou a luta pela legalização do aborto e defendeu um reajuste de R$ 35 para o salário mínimo, enquanto que ela e os parlamentares tiveram um aumento de, no mínimo, R$ 10 mil. Tudo isso mostra que não basta ter uma mulher nos governos para que os interesses das mulheres trabalhadoras sejam atendidos”, completou.

    Entre as principais reivindicações apresentadas pelas mulheres, destacaram-se a luta pelo salário mínimo do Dieese (R$ 2.200), fim da pobreza, aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha, punição aos agressores das mulheres, construção de casas-abrigo e descriminalização do aborto. Para a professora e militante da CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular), Luciana Lima, o protesto serviu para enviar um recado aos governos. “Nós, mulheres, somos quase 40% da população economicamente ativa, mas somos também quase 70% dos mais pobres do mundo. Estudamos mais do que os homens. Entretanto, ganhamos os menores salários, recebendo até 30% menos. Isso mostra que os empresários nos usam para explorar ainda mais a classe trabalhadora. É preciso enfrentar todos os governos que apoiam essa política”, defendeu.


    Retirado do Site do PSTU

    Polícia reprime ato contra Obama no Rio e prende dezenas de manifestantes

    A manifestação contra a vinda do presidente norte-americano foi duramente reprimida pela Polícia Militar no Rio de Janeiro, no final da tarde e início da noite desse 18 de março.

    Organizada por sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos, como o PSTU e a CSP-Conlutas, o protesto enfrentou, desde o início, o autoritarismo da polícia. Antes mesmo de se iniciar, na concentração na Candelária, a PM impediu a aproximação do carro de som. Momentos depois, os policiais tentaram impedir a saída dos manifestantes em passeata pela Avenida Rio Branco, em uma cena inédita.

    Mesmo assim, mais de 300 ativistas saíram em caminhada rumo ao Consulado dos EUA. Quando chegavam ao Consulado, por volta das 19h, a PM reprimiu a manifestação com cassetete e balas de borracha. As últimas informações dão conta de que 15 ativistas foram presos, entre eles cinco militantes do PSTU. Há ainda vários feridos, inclusive um jornalista da CBN, atingido por uma bala de borracha.

    Thiago Hastenheiter, militante do PSTU, contou que “Eles vieram com cassetetes e bombas e nos atacaram. Depois perseguiram os grupos nas ruelas próximas, atirando com balas de borracha”. Segundo Thiago, os manifestantes foram seguidos e revistados, nas ruas próximas.

    A PM acusou os manifestantes de terem jogado um coquetel molotov, e usa isto como para tentar justificar a selvageria. "Não reconhecemos isso. Ninguém do PSTU atirou nada contra a embaixada", conta Ricardo Tavares, do PSTU-RJ. "Essa é uma desculpa da polícia. Parece que voltamos para a ditadura", protesta.

    Muitos ainda não foram localizados e podem estar presos. Os presos foram levados para a 5º Delegacia de Polícia, a Rua Gomes Freire, onde, segundo informações, também está a delegada Marta Rocha, chefe da Polícia Civil. Há informações de que, entre os presos, está um menor de idade, ativista do movimento estudantil. A OAB-RJ foi procurada e está auxiliando na libertação dos manifestantes.

    O PSTU repudia a violência e da absurda violação dos direitos humanos e exige respostas do governador Sergio Cabral. Para o PSTU, a agressão mostra que vale tudo para ocultar os protestos e garantir a festa ao presidente dos Estados Unidos, desde afastar moradores de comunidades de suas próprias casas até repetir métodos da ditadura, como a repressão de hoje.

    O partido afirma que continuará nas ruas contra o governo Obama e a entrega do pré-sal pelo governo Dilma e convoca todos para o ato deste domingo, às 10h, no Largo do Machado.


    Retirado do Site do PSTU

    quarta-feira, 16 de março de 2011

    Inércia do governo pode aumentar tragédia no Japão

    Depois do terremoto e das tsunamis, japoneses estão ameaçados de sofrer um desastre nuclear


    Em meio à destruição, japoneses ainda podem sofrer mais uma catástrofe
    Na última sexta-feira, dia 11, o Japão foi atingido por um dos maiores terremotos já registrados no mundo, chegando a uma magnitude de 9 pontos na escala Richter. Na sequência do terremoto, o país sofreu também com um tsunami que devastou algumas cidades da costa nordeste do país. As imagens do tsunami destruindo casas, carros, aviões e da pilha de destroços sendo arrastados pela força das ondas são impressionantes.

    Antes de tudo, queremos mandar nosso mais profundo sentimento de solidariedade a todos os japoneses e seus familiares. Pela intensidade do terremoto, o desastre poderia ser ainda maior, caso se abatesse em outro país e não no rico Japão. Para efeito de comparação, o tremor que matou mais de 230 mil pessoas no Haiti, em janeiro de 2010, foi 900 vezes menor do que o tremor japonês. Ou seja, se o mesmo terremoto, seguido por um tsunami, ocorresse em algum país pobre como Haiti ou a Indonésia, o número de vítima certamente estaria na casa de centenas de milhares. É importante lembrar que Indonésia e Sumatra sequer foram alertados do tsunami que devastou esses países em 2004.


    Desastre nuclear

    No entanto, a tragédia japonesa agora ameaça a se transformar numa grande catástrofe nuclear. A usina nuclear Fukushima 1, cerca de 250 quilômetros a nordeste de Tóquio, sofreu pelo menos cinco explosões por conta do terremoto e há vazamento de radiação ao redor da usina. Outra usina que o governo decretou sob estado de urgência foi a de Onagawa.

    A possibilidade de um desastre nuclear surpreende muita gente, pois o Japão sempre foi considerado um modelo de prevenção a desastres naturais, com experiência em sismos. Bilhões foram gastos em planejamento para o desenvolvimento de tecnologia para limitar os danos de tremores e tsunamis. A pergunta é: como o governo japonês deixou de fora deste planejamento as usinas nucleares? A resposta a essa questão evidencia uma grande negligência dos governantes do país.

    O Japão tem 55 usinas deste tipo, fundamentais para alimentar uma das maiores economias capitalista do mundo. Entre elas a maior usina nuclear do mundo, a usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa. Por incrível que possa parecer essa usina foi construída sob uma falha geológica. Em julho de 2007, a usina de Kashiwazaki-Kariwa estava a 19 quilômetros do epicentro de um terremoto de 6,8 graus de magnitude na escala Richter, o que causou alguns danos à planta. Hoje a usina se encontra em funcionamento, depois de sofrer obras de reparação que custaram US$1,6 bilhão.


    O que as autoridades não falam

    Após o anúncio do vazamento radioativo na usina nuclear de Fukushima, o balanço
    dos fatos já assusta. Mais de 210 mil moradores da região onde fica a planta tiveram de ser evacuados e outros 160 estão sendo mantidos em quarentena pelas autoridades, que receiam o risco de contaminação por radiação. Uma zona de exclusão aérea de 30 quilômetros de diâmetro já foi criada na região. Dentro dela, os moradores estão proibidos de saírem de suas casas. Apesar de tudo isso, o governo do país demorou em alertar sobre a gravidade da situação.

    Numa reportagem do jornal norte-americano New York Times, especialistas já haviam alertado que a usina não estava funcionando adequadamente logo depois do terremoto. Segundo o jornal, as quantidades de césio que foram detectadas indicavam claramente que o combustível que alimenta a planta já estava danificado. Contudo, as autoridades japonesas se mantiveram inertes por horas até ordenarem a evacuação da área. Agora, fornecem informações a conta-gotas à população. Segundo informações do governo japonês, a usina não foi planejada para aguentar tremores superiores a 7,9 graus na escala Richter, bem abaixo da intensidade do terremoto que atingiu o Japão.

    “A situação se tornou tão crítica que não tem mais, ao que parece, a capacidade de fazer ingressar água doce para resfriar o reator e estabilizá-lo, e agora, como recurso último e extremo, recorrem à água do mar”, disse Robert Alvarez, especialista em desarmamento nuclear do Instituto de Estudos Políticos de Washington. Mas enquanto o governo do Japão se apressa em acalmar a população, minimizando os impactos da tragédia, explosões continuam atingindo os reatores da usina. Tudo indica que o acidente nuclear pode ser mais grave do que dizem as autoridades japonesas.

    Segundo o jornal espanhol El País, André-Claude Lacoste, da Autoridade de Segurança Nuclear francesa, informou que o acidente na usina nuclear de Fukushima está “mais além de Three Miles Island, sem chegar [ao nível de] Chernobyl”. A autoridade se refere aos dois mais importantes acidentes nucleares da história recente.

    Em 1979, o acidente de Three Miles Island, próximo da cidade de Harrisburg, alcançou o nível 5, isto é, um acidente com consequências de maior alcance. Pouco antes de divulgar sua avaliação sobre o acidente nuclear no Japão, o governo da França orientou seus cidadãos a se retirarem imediatamente do país. Para os franceses esse nível já foi atingido pelo acidente de Fukushima I e caminha para o nível 6. A declaração contradiz a versão oficial do governo japonês que até agora qualificou o acidente em nível 4, com consequências e alcance locais.

    A escala dos níveis de gravidade com acidentes nucleares vai até 7 (acidente grave), nível que foi atingido apenas pela catástrofe da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. Na época, o regime stalinista da União Soviética ocultou de todo o mundo e da população ucraniana as reais consequências do desastre. Até hoje, não se sabe exatamente quantas pessoas morreram.

    O terremoto no Japão foi a maior tragédia do país já registrada desde a Segunda Guerra Mundial. No entanto, a tragédia pode ser ainda pior devido à falta de ação do governo. Investir em usinas nucleares sempre foi perigoso, mas construí-las sobre falhas geológicas é mais do que mera imprudência: simboliza o desprezo dos governantes com milhares de vidas e mostra a fragilidade da operação de usinas de energia nuclear no sistema capitalista.


    Retirado do Site do PSTU