quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Nota de agradecimento



Durante as eleições enfrentamos duras batalhas para levar aos trabalhadores um programa socialista, de ruptura com o capitalismo e suas instituições antidemocráticas, que pudesse inverter a lógica atual da sociedade e garantir que as riquezas produzidas sejam controladas pelos trabalhadores.

Enfrentamos as candidaturas do PSDB, DEM, PSB, PV, PT, PCdoB, etc., todas financiadas por grandes empresários e, por isso, comprometidas com a manutenção de tudo que aí está. Sofremos um forte boicote da imprensa (inclusive a “pública”, como é o caso da TVU), que escondeu nossas candidaturas e nos excluiu de todos os debates na TV. Lutamos ainda contra a Justiça Eleitoral, que revelou sem nenhum pudor o seu caráter em defesa da classe dominante, ao tentar impugnar as candidaturas do PSTU por questões burocráticas ao mesmo tempo em que deixava candidatos da burguesia corruptos concorrerem livremente.

Diante desse cenário, em que as candidaturas dos trabalhadores não têm nenhum espaço e no qual temos clareza de que quem vence as eleições é o poder econômico, o PSTU se orgulha de ter feito uma campanha que é muito mais modesta, mas que se volta para os interesses da classe trabalhadora, da juventude e da população pobre do RN. Ao contrário dos outros, não temos milhões para gastar em uma eleição e nem pretendemos isso, pois nossas campanhas são financiadas pelos militantes e trabalhadores que concordam com nossas idéias. É isso que garante a nossa independência política, diferentemente das candidaturas, inclusive as ditas de esquerda, que são financiadas por empresários, latifundiários, banqueiros, e, depois de eleitos governam para quem bancou suas campanhas.

É nesse sentido que gostaria de agradecer a tod@s os 1.144 votos recebidos, uma votação expressiva diante das condições dadas e de todo o caráter das eleições neste falso regime democrático. Agradeço também, em nome do PSTU a todos os votos dados e a confiança depositada nos nossos demais candidatos (Zé Maria, Simone Dutra, Dário Barbosa, Alexandre Guedes, Bira Queiroz, Luciana Lima e Rosália Fernandes) nessas eleições.

Infelizmente os votos que recebemos não foram suficientes para eleger nenhum candidato. Esta seria uma vitória importante, pois a classe trabalhadora poderia contar com representantes que denunciariam a podridão desse regime, que apresentariam proposições que se enfrentam com a ordem capitalista, e, principalmente, que apoiariam incondicionalmente todas as lutas dos trabalhadores. Mas também temos clareza de que através das eleições, a vida dos trabalhadores não vai mudar. A sociedade ainda continuará a mesma, com os grandes empresários lucrando, os trabalhadores sendo explorados e a burguesia controlando o Estado.

Você, que depositou o seu voto no PSTU, votou “Contra Burguês”, votou nesse projeto, nesse programa, nas lutas, nos trabalhadores, na batalha cotidiana por uma sociedade sem exploradores nem explorados, você votou no socialismo.

Mas, diferentemente da maioria dos outros partidos, não queremos somente o seu voto. Queremos você na luta. Terminadas as eleições, o PSTU seguirá construindo as greves, as manifestações, as ocupações, enfim, todas as lutas em defesa de melhores condições de vida (salário, direitos, moradia, saúde, educação, trabalho, terra, etc.) para os trabalhadores e de uma sociedade socialista, pois é só a luta que pode mudar a vida.

Por isso, agradeço a todos que votaram no nosso partido e também aos que não votaram por inúmeros motivos – inclusive por enxergar que era quase impossível nos eleger – mas que simpatizam com a nossa coerência e respeitam a nossa luta por uma sociedade diferente. Agradeço e convido-os a conhecer nossas idéias e a construir junto conosco uma sociedade justa, igualitária e socialista.

Um forte abraço socialista,

Juary Chagas


Veja o resultado de nossa votação aqui

Como lutar contra a direita nas eleições? Votando nulo!

No governo FHC, os bancos lucraram R$ 35 bilhões, uma soma fantástica. Mas no governo Lula, os lucros dos bancos cresceram ainda mais, chegando a R$ 170 bilhões.


O governo Lula teve uma vitória parcial no primeiro turno das eleições de 2010. Como nas eleições de Lula em 2002 e 2006, derrotou a oposição de direita, mas teve de amargar um inesperado segundo turno entre Dilma e Serra.

Lula ampliou a maioria que já tinha na Câmara dos Deputados, passando de 380 para 402 deputados, deixando o bloco PSDB-DEM com 118 deputados. Ganhou pela primeira vez a maioria também no Senado, passando de 39 para 59 senadores. Por último, mas não menos importante, ainda ampliou o número de governos de Estado no primeiro turno, passando a governar mais estados de peso como o Rio Grande do Sul.

Mesmo assim, não houve grandes comemorações no campo governista. A inesperada passagem para o segundo turno mostrou que sua candidata perdeu 7% dos votos em dez dias. Marina Silva, que capitalizou a maior parte do desgaste de Dilma, sai fortalecida e com peso importante nesse segundo turno.

A oposição de direita se fortaleceu nessa reta final. Tem o apoio majoritário e maciço das empresas de TV e jornais. Mesmo tendo sofrido uma derrota eleitoral, ganhou um alento com a passagem para o segundo turno e a vitória em São Paulo e Paraná.

O resultado do segundo turno está completamente aberto. Vai depender de um grande número de fatores como a posição de Marina Silva, a descoberta de novos fatos dos escândalos de corrupção, o comportamento nos debates etc. Mesmo assim, a popularidade – cerca de 80% – do governo Lula torna a hipótese de vitória de Dilma o mais provável resultado do segundo turno.


Crescimento de Marina

A candidatura de Marina foi concebida inicialmente como um instrumento auxiliar da campanha de Serra, cujo objetivo era dividir o voto feminino e petista de Dilma. Marina esteve apagada em boa parte da campanha, não se diferenciando em nada das campanhas majoritárias e espremida num patamar de 8 a 9%. Só cresceu a partir do desgaste de Dilma com as denúncias de tráfico de influência. Capitalizou a queda parcial da petista num eleitorado que resistia a seguir o PSDB, com componentes de esquerda e direita.

Marina ocupou uma parte do espaço que foi de Heloísa Helena em 2006 com o discurso de ética na política. Mas uma candidata do PV, um partido que tem em sua direção Zequinha Sarney, falando em ética, é ridículo. O PV está presente em todo tipo de governo estadual, completamente apegado às verbas do Estado.

Marina cresceu também a partir de uma manobra de direita: a campanha realizada por setores evangélicos mostrando que Dilma seria favorável ao aborto.

Isso teve grande impacto em setores populares que não tinham sido afetados pelas denúncias de corrupção e tráfico de influência do PT. Marina Silva saiu em defesa clara de uma posição reacionária contra o aborto e questionando Dilma. A petista ficou na defensiva e disse que também era contra o aborto.

Agora Marina terá de decidir o apoio a Serra ou a Dilma. Pode também se manter numa semineutralidade, liberando o voto. De uma forma ou de outra, surge como uma força ascendente das eleições, mais uma arma nas mãos da burguesia.

A falsa polarização entre dois projetos semelhantes (Dilma e Serra) foi rompida nas eleições, com os quase 20% dos votos em Marina. No entanto, trata-se de outra falsa opção porque, em todas as questões fundamentais, como no plano econômico e na relação com o imperialismo, Marina expressou total acordo com o PT e PSDB.


Quem é a direita?

Governo, PT, PCdoB e CUT farão uma enorme campanha pelo voto em Dilma, argumentando que é necessário evitar a volta da direita. Nós também somos contra a volta do PSDB-DEM ao governo.

Durante a campanha eleitoral, o PSTU foi duramente atacado pelo PSDB. Por duas vezes tentaram tirar nosso programa de TV do ar. Na primeira vez, porque mostramos como FHC tratava os aposentados e os chamou de vagabundos. Conseguimos manter nosso programa nessa vez, mas não na segunda.

Quando Serra atacava Dilma ligando a petista à corrupção, mostramos em nosso programa que Serra também esteve ligado ao governo Arruda, do Distrito Federal. O PSDB conseguiu tirar nosso programa final do ar.

Não queremos que a oposição de direita retorne. O governo FHC é lembrado pelos trabalhadores pelas privatizações e ataques aos trabalhadores. Serra seria uma continuação piorada de FHC por conta da crise internacional que se avizinha.

É necessário lutar contra a direita, mas isso não significa votar em Dilma. Muitas vezes os termos “esquerda” e “direita” são bastante imprecisos. Hoje essa indefinição é tão ampla que inclui na “esquerda” a socialdemocracia europeia que administra o capitalismo há décadas na Europa. Ou ainda o PSB no Brasil que apresentou como candidato ao governo de São Paulo o presidente da Fiesp.

Os marxistas definem a localização das posições políticas a partir da classe social representada. Aí a confusão desaparece. Para nós, os representantes da “direita” são os defensores da grande burguesia e do imperialismo. E como estão a grande burguesia e o imperialismo nessas eleições?

Os banqueiros estão financiando as duas campanhas, e é provável que estejam dando mais dinheiro para Dilma que para Serra. Eles têm todas as razões para confiar em ambos. Durante os dois governos FHC, os bancos lucraram R$ 35 bilhões, uma soma fantástica. No entanto, nos dois governos Lula, os lucros dos bancos cresceram ainda mais, chegando a R$ 170 bilhões. Não por acaso, num dos jantares de apoio a Dilma estava presente o banqueiro Safra, uma das maiores fortunas do país.

As grandes empresas, como um todo, quadruplicaram seus lucros no governo Lula. Este é o motivo pelo qual, no início de setembro, as empresas já tinham doado R$ 39,5 milhões para a campanha de Dilma e R$ 26 milhões para a de Serra.

É verdade que a maioria das grandes empresas de comunicação, incluindo TVs e jornais, apoiam Serra. Isso possibilita ao governo uma imagem de vítima perante a burguesia. No entanto, Lula e Dilma têm a seu lado pesos pesados como a Vale, Eike Batista e inúmeros outros empresários.

O apoio dos governos imperialistas também é uma referência importante para identificar quem representa a grande burguesia nas eleições. É indiscutível que todos eles estão muito tranquilos com as eleições no país, porque sabem que seus interesses estarão garantidos com PT ou PSDB. E também é inegável que Lula conta com uma enorme simpatia entre esses governos. Não é por acaso que conseguiu a realização da Copa e da Olimpíada no país, o que está sendo muito usado na campanha eleitoral.

Por último, podemos ter como referência a posição dos políticos da direita tradicional, que sempre representaram a burguesia no país. Obviamente o PSDB e o DEM são partes importantes dessa representação política. Mas se pode dizer a mesma coisa de Sarney, Collor, Maluf, Jader Barbalho que apóiam Dilma.


Voto nulo no segundo turno

Na verdade, temos dois representantes da grande burguesia e da direita nesse segundo turno. Dilma é apoiada pelo PT, pela CUT e por uma parte da esquerda do país, por expressar a colaboração de classes entre a grande burguesia (que mandou no governo Lula assim como no de FHC) e os trabalhadores. Essa é a grande confusão política existente hoje entre os trabalhadores. Não ajudaremos a ampliar essa confusão.

Cada voto dado em Dilma ou em Serra ampliará a força do novo governo eleito para atacar os trabalhadores. Não se pode esquecer a crise econômica internacional que se avizinha. Não é por acaso que tanto Dilma quanto Serra já manifestaram que vão implementar uma nova reforma da Previdência assim que eleitos.

Cada voto nulo nesse segundo turno significará menos força para o governo eleito. Foi impossível para a luta dos trabalhadores nessa conjuntura romper a falsa polarização eleitoral entre as duas candidaturas. Mas é necessário expressar nossa rejeição às duas alternativas patronais em disputa. Não serão eleitos em nosso nome.


Retirado do Site do PSTU

sábado, 2 de outubro de 2010

Voto útil, contra a direita, é o voto no 16!

As eleições estão chegando, e a campanha chega à reta final. Está na hora de decidir em quem votar. Vote contra a direita, vote nos candidatos do PSTU.

Imprima sua cola para levar na hora de votar

Alguns podem pensar que é melhor votar em Dilma para evitar a volta da direita. De fato, as pesquisas têm demonstrado grande possibilidade de Dilma se eleger no primeiro turno. Serra é o representante das privatizações – que Lula não cancelou. Mas quem é a direita?

Na verdade, são “duas direitas” disputando o aparato de Estado. Dilma e Serra têm o mesmo projeto para o país. Nos governos do PSDB e nos dois mandatos de Lula, os banqueiros e os grandes empresários se deram muito bem. No governo Lula, lucraram mais que no de FHC. Alguns dos setores mais importantes da burguesia estão apoiando Lula.

Nós, do PSTU, queremos conversar com os trabalhadores e jovens que estão prestes a votar. Durante os últimos meses, tentamos mostrar aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros uma alternativa que realmente os representasse e atendesse às suas necessidades.

As candidaturas de Dilma, Serra e Marina são apoiadas e financiadas pelos maiores bancos e pelas maiores empresas do país. Depois, no governo, eles pagarão esses favores com ataques aos direitos dos trabalhadores, arrocho salarial e sucateamento da saúde, educação, transportes.

Nós, ao contrário, queremos o apoio dos trabalhadores e estudantes conscientes. Precisamos do seu voto.

Temos orgulho de não aceitar dinheiro de nenhum setor da burguesia. Mantemos nossa independência financeira, o que é imprescindível para manter nossa independência política em relação a todos os setores da burguesia. Ficamos com nossos poucos recursos e nossa campanha modesta.

Em compensação, você não vai ver o PSTU nos noticiários envolvido em escândalos de corrupção. Você não vai ver o PSTU na TV defendendo políticas contra os aposentados, anunciando cortes de recursos para a saúde e a educação.

O PSTU vai estar ao seu lado, nas lutas do dia-a-dia, nas campanhas eleitorais, nas greves por melhores condições de trabalho, pela reforma agrária e todas que servirem para trazer benefícios aos trabalhadores e à juventude, pelo fim da exploração.

Dizemos aos trabalhadores que, se não houver um programa econômico que rompa com o imperialismo e o FMI, as mudanças necessárias ao país não vão acontecer, pois as nossas riquezas são sugadas. É por isso que defendemos o não-pagamento das dívidas, a estatização dos bancos e o controle de capitais e apoiamos as lutas por salário e emprego dos trabalhadores.

Um voto seu no PSTU significa um voto num programa socialista que, se não fossem nossas candidaturas, estaria ausente da campanha eleitoral em boa parte do país. Você que está conosco nas lutas aposte em nós também nas eleições.

Vote em nossos candidatos e convide seus colegas de trabalho, amigos, familiares, vizinhos a votarem 16 também. Some-se à nossa campanha ajudando a convencer mais pessoas a votar em nossos candidatos. No dia da eleição, leve sua colinha com o número dos nossos candidatos. Não esqueça: este ano, é preciso dois documentos para votar, o título e outro documento com foto (RG, identidade profissional, carteira de habilitação etc.)

Não será um voto perdido. É um voto para manter viva a luta da classe trabalhadora contra os patrões e fortalecê-la para o futuro. É hora de fortalecer a verdadeira esquerda no país. O voto contra a direita, o verdadeiro voto de protesto é no 16!

Contra burguês, vote 16!


Retirado do Site Zé Maria Presidente

PSOL retira candidatura de Avilete Cruz em Sergipe

Candidata do PSOL chamou Dilma de terrorista e seqüestradora e fez dobradinha com o DEM em debate na TV


O lamentável episódio foi transmitido ao vivo pela televisão em horário nobre. Aconteceu no debate da TV Sergipe, afiliada da Rede Globo, entre parte dos candidatos ao governo do estado, na última terça-feira, 29. Avilete Cruz questionou o candidato do PT e atual governador, Marcelo Déda, se ele não se envergonhava de apoiar uma “terrorista, seqüestradora e assaltante”, referindo-se à Dilma Rousseff.



Nesse mesmo debate, assim como em outros em que participou, Avilete concentrou as suas críticas quase que exclusivamente no PT, chegando, em dados momentos a promover “dobradinhas” com o candidato do DEM, João Alves Filho. Na prática, a postura da figura pública do PSOL serviu de ponto de apoio do “democrata” em sua incursão contra o PT. Mas o show de barbaridades da candidata do PSOL não fica por aí. Durante o horário da propaganda eleitoral, Avilete declarou que, por ser cristã, é contra o aborto, desrespeitando deliberação congressual do seu próprio partido.

A postura da candidata envergonha a esquerda. Além do despreparo político, a reta final da campanha revelou um lado digno de asco. A candidata do PSOL abandonou as bandeiras históricas da esquerda para se focar em promessas eleitorais, a exemplo de condomínios com agências bancárias, helicópteros, ambulância e academias de ginástica. Assistimos a um final digno de filmes de horror para a candidatura do PSOL em Sergipe. Infelizmente, essa tragédia já dava recados de que se aproximava.


PSOL deve impugnar candidata

Diante de tal situação, a executiva estadual do partido divulgou na quinta-feira, 30, uma nota pública em repúdio às declarações de Avilete Cruz. Hoje pela manhã, em coletiva à imprensa, a Direção Estadual do PSOL comunicou a retirada da candidatura de Avilete Cruz para o governo de Sergipe e recomendou escolha de voto em Vera Lúcia (PSTU) ou Leonardo Dias (PCB). Ele afirmaram também que a expulsão da candidata será analisada pelo Conselho de Ética do partido.

Apesar da postura enérgica da direção do partido, nada impede que novos episódios do tipo voltem a acontecer. Acontecimentos dessa natureza são possíveis por conta do regime e da concepção do PSOL. Esse problema foi o elemento definidor da não existência da uma Frente de Esquerda em Sergipe.


Frente de Esquerda

Apesar da não conformação da Frente de Esquerda a nível nacional, os acordos programáticos entre PSOL e PSTU para o estado de Sergipe apontavam para a unificação no terreno eleitoral. O congresso estadual o PSOL aprovou a construção da frente no estado, com a candidata do PSTU, Vera Lúcia, encabeçando a chapa. Várias reuniões foram realizadas para fechar os detalhes. A convenção estadual do PSTU contou com a presença da militante indicada pelo PSOL para ocupar o cargo de vice-governadora.

Porém, durante a convenção estadual do PSOL, momento que deveria servir somente para manter as conformidades das exigências legais burguesas, ratificando a posição definida previamente, muda-se completamente a política do partido. Avilete Cruz, acompanhada de diversos “filiados de última hora” deram peso para a aprovação do lançamento de uma candidatura própria.

Num partido em que filiados têm os mesmos direitos de militantes, não se deve encarar as Aviletes como raio em céu azul. É vital que os companheiros aprendam com a experiência e que avancemos para a construção de um partido que se mostre como alternativa da classe trabalhadora. Um partido de militantes, sem aviletes e congêneres. Uma organização de concepção revolucionária.


PSTU firme e forte em Sergipe

Enquanto isso, Vera Lúcia (PSTU) apresenta-se como a alternativa aos trabalhadores sergipanos frente à falsa polarização PT x DEM. Mesmo não participando dos debates promovidos pelas afiliadas da Record e Rede Globo, Vera Lúcia permanece em terceiro lugar nas pesquisas, com 2,4%, e Zé Maria em quarto lugar para presidência da república, com 1,4%.

O triste papel desempenhado pelo PSOL em Sergipe também se revelou nas reuniões preparatórias dos debates televisivos. Os representantes do PSOL fizeram bloco com o DEM na defesa de que só deveriam participar dos debates os candidatos que representação na Câmara dos Deputados.

Nada abalou a campanha do PSTU, ao contrário, a população sergipana questionou a não participação de Vera Lúcia no debate. Por medida judicial, o partido conseguiu fazer com a TV Sergipe, afiliada Rede Globo, mudasse a chamada comercial do debate e explicasse porque Vera Lúcia não participaria.

Ainda nesta sexta-feira, no fim da tarde, o partido realiza caminhada no centro de Aracaju e a noite realiza o Papo Gelado na sede do partido. Amanhã, enceramos nossa campanha com uma grande caminhada no município de Laranjeiras, zona da mata sergipana, junto com os operários das fábricas de cimento Nassau e Votorantim e com os operários da Petrobrás.


Retirado do Site do PSTU

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Mato Grosso do Sul: crise política e a desfiliação em massa do PSOL

Nesses últimos meses a mídia, tanto escrita quanto virtual e televisiva, expõe uma situação alarmante no estado do Mato Grosso do Sul: o envolvimento de inúmeros políticos, empresários e servidores públicos em casos de corrupção, desvio de dinheiro público, favorecimentos e muitos outros atos inerentes ao sistema capitalista.

Todos esses fatos começaram a ser efetivamente expostos após os registros dos candidatos que pleiteiam a um cargo ao executivo ou ao parlamento em 2011, comprovando afinal a dimensão viciada do processo eleitoral burguês.

Com as denúncias perpetradas por um jornalista que ocupava o cargo político de Secretário Municipal de Governo em Dourados (MS), surgiu a possibilidade de os movimentos sociais comprometidos com a luta e não com a ilusão eleitoral exigirem medidas concretas no sentido de denunciar a situação de desmandos ali persistentes.

Esses mesmos movimentos levantaram a palavra de ordem “Fora Artuzi” (prefeito de Dourados) e a imediata formação de comitês populares, sindicais, estudantis visando à administração desse município - propostas encaminhadas pela CSP Conlutas/MS e pelo PSTU – que encontraram respaldo na vanguarda que ali se encontrava e na população local, insatisfeita com aquela situação.

O prefeito continua preso, assim como algumas pessoas que têm envolvimento com esse esquema de corrupção. Mas os trabalhadores, estudantes, enfim, os lutadores, não se iludem com os procedimentos adotados pela democracia burguesa e continuam a luta no sentido de denunciar o sistema capitalista e seus “meios”, quais sejam, que tanto os corruptos quanto os corruptores sejam libertados (o que já vem acontecendo com o apoio do judiciário sul mato grossense).

Não bastassem os fatos que têm acontecido na cidade de Dourados/MS, nas últimas semanas foram divulgadas imagens e documentos de mais esquemas de corrupção envolvendo tanto o atual Governador do Mato Grosso do Sul, Puccinelli, e atual candidato à reeleição quanto de seu adversário Zeca do PT (que já governara o Estado em uma Frente Popular no período de 98 a 2006).

Denúncias que já há muito tempo são notórias, mas que vêm se alastrando em um momento oportuno para os interesses das classes dominantes no estado, até porque esses candidatos defendem o mesmo sistema econômico e a mesma prática política que há anos é aplicada.

Por um lado, denúncias que tornam públicos acordos, desvio de dinheiro, favorecimentos tanto ao governador quanto a membros da Justiça do Estado e ao Ministério Público.

Por outro, denúncias que destacam o governo de Frente Popular quando da gestão do Zeca do PT como participante de inúmeros casos de corrupção (processos licitatórios que envolveram empresas de publicidades, verbas do FAT etc).


A crise do PSOL-MS

A “terceira via” apontada no Estado, a candidatura do PSOL ao governo, também demonstra a insustentabilidade política perpetrada há anos, pois esse partido, com um discurso populista, não enfatiza a monstruosidade do capitalismo e, sim, tenta humanizá-lo.

Esse mesmo candidato tem recebido críticas que o acusam de receber dinheiro para beneficiar a candidatura à reeleição de André Puccinelli, em virtude dos “ataques” despendidos ao Zeca do PT.

Três situações concretas são visíveis hoje no Estado: a mobilização extraordinária dos companheiros em Dourados, a formação de um comitê contra a corrupção no Estado (dirigida, é claro, pela CUT e movimentos ligados à candidatura do Zeca do PT) e ao descontentamento de militantes históricos do PSOL convergindo para uma desfiliação em massa.

O PSTU, que não lançara candidatos em Mato Grosso do Sul neste ano, não acredita que, sob o capitalismo, essa situação será revertida. Somente uma sociedade socialista mudará essa faceta, onde os trabalhadores, os movimentos sociais, as entidades estudantis, os sem terra terão o controle absoluto do Estado.

Por essas razões, o PSTU conclama esses mesmos movimentos para que rompam com esse sistema e votem 16 nestas eleições. Conclama, ainda, os militantes lutadores do PSOL que estão se desfiliando para que venham para as fileiras do partido revolucionário para que sigamos na luta cotidiana pelo classismo, por um mundo sem opressões, pelo socialismo com democracia operária.


167 militantes se desfiliam do PSOL

Em meio à crise política que vive o PSOL no estado, 167 militantes acabaram de se desfiliar do partido. Leia abaixo manifesto divulgado pelos ativistas, que segue na íntegra:

BASTA

SE O PARTIDO NÃO PÕE PRÁ FORA OS CORRUPTOS E FICHAS SUJAS, NÓS, FUNDADORES DO PSOL SOCIALISTAS HISTÓRICOS, MILITANTES HONESTOS, SAIMOS



Não dá prá aguentar mais. CHEGA. Temos Vergonha na Cara e uma História prá zelar. Já denunciamos várias vezes prá Executiva Nacional a situação do Partido em MS. Fizemos, inclusive, as denúncias pessoalmente para o Tesoureiro Nacional Sr. Francisvaldo, que nos disse que não dava para a Secretaria Geral encaminhar a decisão da Executiva Nacional porque ele e o Secretário Geral não tinham nada contra o Sr.Nei Braga (candidato ficha suja pelo PSOL ao governo de MS) desconhecendo totalmente o fato de que o mesmo foi EXPULSO do partido em 2006 pela própria Direção Nacional do PSOL por traição aos princípios do Partido a à ética da classe trabalhadora.


Pois Bem. Agora a situação é seguinte: Se a Executiva Nacional não toma as providências, o povo toma: O PSOL E OS CANDIDATOS DO PARTIDO ESTÃO SENDO VAIADOS OSTENSIVAMENTE NAS RUAS E NAS MANIFESTAÇÕES POPULARES, chamados de traidores da classe trabalhadora trabalhadora, PORQUE NÃO DISSERAM NADA, ABSOLUTAMENTE NADA, no horário eleitoral gratuito, até esse exato momento, acerca da escandalosa CORRUPÇÂO que assola nosso estado seja na cidade de DOURADOS (onde foran presos quase todas as autoridades da cidade) seja na Assembléia Legislativa, no Governo do Estado e no Ministério Público Estadual, conforme as novas denúcias que estão em toda a imprensa nacional e internacional. O cúmulo do ABSURDO é que o Sr. Nei Braga, candidato ficha suja do PSOL/MS chegou, inclusive, corajosamente, a enfrentar os manifestantes, na Assembléia Legislativa, que pediam providências e prisão para os corruptos, e PASMEM, A DEFENDER o Deputado ArY Rigo, dizendo que ele ESTAVA BÊBADO quando foi efetuado a gravação da sua conversa, num disparate escandaloso de DEFESA DOS CORRUPTOS. Obviamente que, após dizer isso, Nei Braga quase foi linchado pelos manifestantes de mais de 30 entidades sindicais, populares e estudantís. Teve que sair correndo da Assembléia Legislativa, num cena ridícula e espetacularmente TRISTE E VERGONHA PARA A ESQUERDA DE MS.


Portanto. caros amigos da esquerda filiados ao PSOL MS: CONVOCO A TODOS PARA UMA REUNIUÃO NO SÁBADO ÀS 10 HORAS, NO HOTEL GASPAR, prá elaborarmos nosso MANIFESTO de desfiliação do Partido e traçarmos nossos caminhos daqui prá frente, sempre, obviamente, ao lado da classe trabalhadora e no combate à burguesia e suas políticas.


CHEGOU A HORA MOÇADA. VAMOS MOSTRAR NOSSA INDIGNAÇÃO TAMBÉM COM A SITUAÇÃO DO PSOL/MS


Com informações do Site do PSTU

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Bancários de todo o país entram em greve

Leia abaixo a nota divulgada pelo Movimento Nacional de Oposição Bancária (MNOB) sobre a greve dos bancários iniciada nesse dia 29 de setembro


Em 24 estados do país teve inicio greve de 460 mil bancários dos bancos públicos e privados. As assembleias foram lotadas e o clima era de greve, lembrando um pouco as assembléias do começo desta década.

A bronca da categoria é porque o setor financeiro bate recordes de lucro e na hora das negociações salariais é o setor que oferece o menor reajuste. Enquanto metalúrgicos e petroleiros fecham acordos de 9% a 10,81%, os bancários receberam a proposta de 4,29%.


Governo Lula se esconde atrás da mesa da Fenaban

Enquanto a CUT defende uma Mesa Única de Negociação e deixa as negociações econômicas por conta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), o governo do PT se esquiva de negociar as perdas nos bancos federais.

Depois de oito anos do governo Lula, os bancários dos bancos federais ainda não repuseram as perdas do governo FHC. No Banco do Brasil essas perdas estão em 81% e na Caixa em 93%.

Para os bancários dos bancos públicos está bem claro o papel cumprido pelo sindicalismo da CUT é de blindar Lula evitando negociações diretas nos bancos federais.


MNOB/CSP-Conlutas defende Isonomia e Reposição das Perdas

O MNOB defende a necessidade de negociações especificas para que os temas de isonomia, reposição das perdas e estabilidade no emprego, sejam debatidos nos respectivos bancos.

Para isso é importante o fortalecimento da greve com a participação da categoria no movimento, indo nas atividades de rua e nas assembléias. Mas os sindicatos precisam realizar assembléias especificas para debater a mobilização e as reivindicações em cada banco.

Não é possível que o sindicalismo da CUT, na mesa de negociação, ao invés de debater isonomia, recuperação das perdas e estabilidade fique apenas na discussão de PLR.

Nas assembléias pelo país o MNOB/CSP-CONLUTAS tem defendido uma ação mais contundente para cobrar o governo dessas reivindicações. A proposta de um acampamento na porta do Ministério do Planejamento, durante a greve, foi aprovada no Rio de Janeiro. Agora é preciso aprovar essa proposta em todos os sindicatos do país.


Retirado do Site do PSTU