domingo, 31 de janeiro de 2010

Fórum Social Mundial/2010: Dirigentes falam sobre perspectivas do congresso de unificação em junho

Durante a reunião Nacional da Conlutas, no Fórum Social Mundial Temático da Bahia, dirigentes sindicais, do movimento estudantil e popular falaram para o Portal do PSTU sobre as expectativas em relação ao Congresso dos Trabalhadores, que acontecerá em junho deste ano. Segundo Cabral, do Sindicato dos Químicos e Farmacêuticos de São José dos Campos e Região e do grupo Unidos para Lutar, a expectativa é de um debate fraterno: “Sabemos que temos diferenças, mas não queremos que elas não sobreponham a um processo muito maior que é o da construção de uma nova central sindical e popular contra o peleguismo e aqueles que traem a classe trabalhadora”.

A Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (ANEL), que participou dos seminários sobre reorganização sindical em diversas capitais e regiões do país, acredita que a unidade operária, estudantil e popular é importante para o conjunto das lutas no Brasil. “Experiências mostraram que a consolidação da aliança da classe trabalhadora com o movimento estudantil, o movimento de combate às opressões e os movimentos populares numa única organização pode ter conseqüências importantes para o conjunto da luta de classes no país”, comentou Camila Lisboa, da comissão executiva da ANEL.

O Seminário Nacional sobre a reorganização do movimento sindical em novembro do ano passado, que deliberou pela construção do Congresso dos Trabalhadores em junho deste ano, para Penha, do Sepe-RJ, foi um passo vitorioso da classe trabalhadora brasileira. “Eu me senti construindo a CUT lá atrás. Chegamos desanimados, achando que não ia sair nada, mas cada um cedeu um passinho a frente e saiu o congresso pra junho. Agora, nós esperamos e batalhamos para que no meio do ano a unificação aconteça”, disse.

Para Zé Maria, da direção nacional do PSTU, a expectativa é de que o congresso possa firmar a unificação entre a Conlutas, a Intersindical, o MTL, o MTST, a Pastoral Operária e o Movimento Avançando Sindical em uma nova central, mas ao mesmo tempo manter o conteúdo político do projeto que vem sendo cumprido através da Conlutas.

“Queremos manter a estratégia socialista, construir uma organização que reúna todos e todas que queiram lutar contra o capitalismo, dos trabalhadores que estão organizados nos sindicatos, aos movimentos populares, passando pela juventude e os movimentos de luta contra as opressões. Nós queremos que seja uma organização democrática, que funcione em base no critério de democracia operária, na qual, a base deve decidir os rumos da central. A construção do Congresso, portanto, vai exigir um esforço organizativo, financeiro e político muito grande para que não só consolide a unificação, mas também que essa consolidação seja fundada nesse conteúdo construído durante esses anos no interior da Conlutas”, finalizou o dirigente.


Retirado do Site do PSTU

sábado, 30 de janeiro de 2010

Ceará-Mirim/RN: Policiais agridem manifestantes e vereadores aprovam ataque aos professores

Protesto de professores exigia adiamento da votação do Plano de Cargos e Salários


Parte do cordão de policiais que cercou a Câmara. Abaixo, manifestante ferida
Os trabalhadores da educação de Ceará-Mirim (RN) viveram momentos de horror no início da noite desta quinta-feira (28), durante a sessão da Câmara Municipal que aprovou o Plano de Cargos, Carreira e Salários dos professores (PCCS). Os vereadores do município utilizaram força policial para aprovar o projeto, elaborado pelo prefeito Antônio Peixoto (PR), que rebaixa salários e retira direitos da categoria. Cerca de 70 manifestantes, entre professores, estudantes e ativistas sindicais, tentaram impedir a aprovação do PCCS ocupando o plenário da Câmara e exigindo o adiamento da votação até março. A polícia foi chamada e expulsou com violência os trabalhadores do prédio. Uma estudante, menor de idade, ficou ferida e teve de ser socorrida por uma ambulância.

O protesto dos manifestantes do Fórum Contra a Opressão Social e Política (FCOSP) pedia a suspensão da votação do projeto para que os professores tivessem tempo de discuti-lo, já que o prefeito enviou o Plano nas férias da categoria. Dentro do plenário, de forma pacífica, os trabalhadores denunciavam a imposição do projeto. “A votação é hipocrisia, só mostra que não tem democracia!”, gritavam todos.

Entretanto, como se não bastassem os ataques contidos no Plano, a Câmara Municipal ainda resolveu usar a violência para aprová-lo a todo custo. A ordem para reprimir os manifestantes partiu do presidente da Câmara, Roberto Lima (PR), e contou com o apoio do restante dos vereadores.

A revolta era grande. Enquanto a polícia empurrava os trabalhadores para fora da Câmara, alguns professores gritavam desesperados para os vereadores: “A gente é professor! A gente é trabalhador! Isso é um absurdo! Vocês são uns traidores!”. A diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Ceará-Mirim (Sinte) e militante do PSTU, Ana Célia, apontou o prefeito e os vereadores como os responsáveis pela situação e denunciou a falta de democracia no município. “Isso é um absurdo. Isso não é democracia. Meia-dúzia de pessoas estão decidindo o futuro da profissão e da vida de uma categoria de trabalhadores”, afirmou.


Ditadura

A ação violenta da polícia resultou em séria agressão a uma adolescente, filha de uma professora do município. Esperando o socorro deitada no chão, a jovem não conseguia respirar e sentia dores na coluna. O comandante da repressão policial, Capitão Fernandes, ainda ironizou os protestos que os manifestantes fizeram contra a violência: “A gente nem usou a força. Se a gente usar, não vai ficar só um no chão, não”, disse.



Não satisfeitos em expulsar os manifestantes da Câmara, os policiais ainda retiraram à força os trabalhadores que permaneciam protestando no meio da rua e numa praça em frente ao prédio da Câmara. A enfermeira e dirigente sindical, Simone Dutra, questionou a ação truculenta da polícia. “Cadê a Constituição? Mostre a lei que diz que eu não posso ficar na rua”. A resposta do policial demonstrou, claramente, a situação que vive o município: “Quem manda aqui é a polícia”. Um policial também tentou quebrar a câmera do jornalista do sindicato, que filmava toda a violência. Até mesmo o efetivo policial de municípios vizinhos foi acionado para reprimir a manifestação.

Revoltada, uma professora fez um desabafo: “Por que está tirando o pessoal da pracinha? Não existe isso. A praça é pública. Como é que querem tirar o povo aqui da pracinha?! Tem que tirar eles lá de dentro. Bando de canalha e covarde. E não o povo aqui da pracinha. Esse é o retrato do governo de Peixoto. Violência. É uma ditadura militar o que Ceará-Mirim está passando”.

Mesmo isolados da Câmara, os trabalhadores continuaram protestando contra a aprovação do Plano, armada pelo prefeito Antônio Peixoto e por seus vereadores. “Prefeito, vereador! Estão unidos pra acabar com o professor!”, continuavam gritando todos. Quando a sessão terminou, por volta das 21 horas, os vereadores que aprovaram o PCCS tiveram de ouvir uma sonora vaia ao saírem da Câmara. Além dos manifestantes, a população que saiu de suas casas para ver o que estava acontecendo também vaiou.


Plano de Cargos

Os professores de Ceará-Mirim, junto com o sindicato da categoria, já vinham lutando há vários dias contra os projetos autoritários de número 12 e 15 do prefeito da cidade. Na semana passada, depois de muitas mobilizações pelo município, os trabalhadores e a população conseguiram fazer com que a prefeitura retirasse, temporariamente, da Câmara o projeto nº 12, que prevê a venda da receita do município para uma financeira. Entretanto, a repressão policial, comandada pelo prefeito e pelos vereadores, conseguiu aprovar o projeto nº 15, que impõe um Plano de Cargos que retira direitos dos professores e ataca os salários.

“Com esse projeto da prefeitura, os salários vão diminuir, a idade média para se aposentar aumentará para 60 anos e os professores só receberão suas gratificações se forem bem avaliados pela secretaria de educação. Vão implantar a Avaliação de Desempenho para retirar nossos direitos”, denunciou Ana Célia, diretora do sindicato.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Ceará-Mirim, junto com o Fórum Contra a Opressão Social e Política, vai iniciar uma forte campanha de denúncia sobre o que aconteceu na noite desta quinta-feira. A perspectiva da direção do Sinte é convocar uma greve da categoria já para o mês de março.


Retirado do Site do PSTU

sábado, 23 de janeiro de 2010

PSTU vai ao Fórum Social denunciando ocupação do Haiti e crise capitalista

Partido estará em Porto Alegre e em Salvador, afirmando que um mundo socialista é possível


Em 2010, no Brasil, acontecem duas edições do Fórum Social Mundial (FSM). Em Porto Alegre, entre os dias 25 a 29 de janeiro, e em Salvador, entre os dias 29 a 31 de janeiro. O Fórum é uma oportunidade de avançarmos na discussão sobre qual alternativa que os trabalhadores e dos socialistas devem assumir diante de uma das maiores crises da economia capitalista da história.

Em ambos os eventos vemos a direção do Fórum apostando em uma saída para a crise do capitalismo a partir da parceria com as grandes empresas, os governos burgueses ditos “progressistas” e as ONGs, com suas políticas assistencialistas.

Essa colossal crise da economia capitalista provocou o aumento do desemprego, a redução de direitos e salários. Mas a crise também abriu uma situação que permite que os socialistas revolucionários disputem a consciência da classe trabalhadora, apresentando a necessidade de lutarmos pela destruição deste sistema e de que, mais do que nunca, um mundo socialista é possível.

Mas um outro mundo só será possível se rompermos com o capitalismo e lutarmos pelo socialismo. Esta luta, porém, não poderá ser travada em aliança com a burguesia, seus governos, empresas e instituições.


UMA SAÍDA SOCIALISTA PARA A CRISE

O PSTU participará dos dois eventos para defender e fortalecer uma alternativa verdadeiramente socialista e revolucionária diante de uma das maiores crises do capitalismo.

Portanto, faremos uma dura polêmica com a direção do Fórum que nos últimos anos atrelou cada vez mais o evento aos governos supostamente “progressistas” do continente, empresas e ONGs.

Estaremos no Fórum para defender outro caminho. O caminho da auto-organização dos trabalhadores e do conjunto dos explorados e oprimidos, contra a burguesia e seus governos, como única forma de derrotar o capitalismo e construir o socialismo.


SOLIDARIEDADE DE CLASSE COM O HAITI

Estaremos no FSM para desenvolver a campanha de solidariedade ao povo do Haiti, e o chamado à retirada das tropas de ocupação. Assim como iremos denunciar a ajuda insuficiente que tem sido dada pelos grandes potências. Enquanto, no auge da crise econômica, foram gastos 25 trilhões de dólares para ajudar empresas e bancos, os trabalhadores e o povo haitiano recebem alguns milhares de dólares.

O partido vai apoiar as atividades organizadas pela Conlutas e pela Anel, as plenárias que discutirão a construção do Congresso de Unificação de junho de 2010 e as atividades de luta contra as opressões.

Confira as atividades que o PSTU irá participar no FSM


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Tragédia no Haiti: Solidariedade, sim! Ocupação militar, não!

O terremoto no Haiti comoveu todo o mundo. O governo haitiano já fala em mais de 200 mil mortes. A Conlutas, o Jubileu Sul e outras entidades estão fazendo uma campanha para arrecadar fundos e entregá-los diretamente aos trabalhadores haitianos.

A cobertura das TVs mostra o terremoto, mas esconde questões fundamentais, para justificar a crescente ocupação do Haiti por tropas estrangeiras. É preciso que os trabalhadores brasileiros saibam algumas verdades que as TVs não dizem.

A primeira é que o número absurdo de mortes poderia ter sido evitado se a situação social do país fosse outra. Caso o terremoto tivesse ocorrido a algumas centenas de quilômetros dali, nos EUA, não haveria tantos milhares de mortos. A brutal miséria haitiana se somou ao caos dos serviços do Estado (médicos, bombeiros), que já eram
quase inexistentes.

A outra verdade é que a responsabilidade dessa situação não é dos haitianos, mas dos Estados Unidos, que controlam a economia do país há quase dois séculos. As multinacionais usam o Haiti para produzir roupas ao mercado norte-americano, pagando R$ 115 por mês aos trabalhadores. Eles têm de aceitar esse salário miserável, pois até 80% da população está sem emprego. Ou seja, a miséria haitiana dá grandes lucros às multinacionais, como a Levis.

A ocupação das tropas brasileiras, que já dura quase seis anos, nada fez para melhorar a situação social do país. Não foram construídos hospitais, nem foi ampliada a rede de esgotos ou o abastecimento de água.

A terceira questão escondida pelas TVs é o fracasso, ao menos até agora, da “ajuda humanitária” dos governos. Dezenas de milhares de pessoas não foram resgatadas dos escombros a tempo e morreram. Foram os haitianos, com as próprias mãos, que tentaram socorrer as vítimas. Outras dezenas de milhares de feridos esperaram em vão pelo socorro médico, e morreram nas ruas. As TVs mostram os pouquíssimos resgates, sem explicar porque as estimativas de mortos sobe a cada dia.

Sobreviventes se amontoam nas ruas. A fome e a sede crescem, porque a “ajuda” não chega. Os caminhões da ONU param por alguns minutos, formam filas, despejam algumas cestas e fogem rapidamente, para evitar saques. Helicópteros norte-americanos lançam algumas cestas do ar. Mas a comida e os remédios não chegam até um milhão de pessoas, que esperam e esperam. Isso acontece porque o tamanho da ajuda é completamente insuficiente. Os mesmos governos que foram capazes de dar 25 trilhões de dólares a bancos e empresas no auge da crise econômica, agora reservam alguns poucos milhões ao povo do Haiti.

A ONU disponibilizou 100 milhões de dólares, quando gastou 3,5 bilhões com a ocupação militar nestes quase seis anos. O governo Lula gastou 600 milhões de dólares com as tropas e oferece agora de 10 a 15 milhões. Um desastre internacional, que a TV não mostra.


São os haitianos que devem controlar a reconstrução do país

Os EUA ocuparam de novo o país, enviando 15 mil soldados para o Haiti. Os marines tomaram o aeroporto haitiano, sem pedir licença a ninguém, decidindo os aviões que podem e os que não podem pousar no país.

As tropas brasileiras foram afastadas da condução do processo, como quem já cumpriu seu papel sujo. Não é verdade que elas estavam em uma “missão humanitária”. Seu papel era “manter a ordem”, a serviço das multinacionais. Isso independe da boa vontade de vários soldados, que viajaram para lá com boas intenções. Mas o papel das tropas é definido pelo comando e pelo governo brasileiro.

Foram as tropas brasileiras que reprimiram as mobilizações recentes dos haitianos. A greve dos operários têxteis, em agosto passado, em defesa de um salário mínimo de R$ 190, durou duas semanas e só foi derrotada pela repressão pelas tropas, terminando com duas mortes. As lutas estudantis de novembro contra a ocupação foram duramente reprimidas pelas tropas brasileiras, que prenderam 20 estudantes. E agora, que a situação ficou mais difícil, os EUA assumiram de novo a ocupação militar.

Os saques são usados para justificar a presença das tropas. Os haitianos estão sendo mortos pela polícia e pelos soldados. As tropas são incapazes de garantir comida e remédios. Mas são “necessárias” para reprimir o povo faminto que, sem alternativa, saqueia os supermercados. Tropas para garantir a propriedade privada e não a solidariedade necessária.

Nem soldados norte-americanos, nem brasileiros! Quem deve controlar a reconstrução são os próprios haitianos!

O governo brasileiro deve retirar imediatamente as tropas e mandar o dinheiro que gastaria em termos militares sob a forma de comida, remédios, pessoal de saúde e resgate.


Transformar a solidariedade em ação concreta

A Conlutas, Jubileu Sul e outras entidades lançaram a campanha de solidariedade ao povo haitiano, apontando a necessidade de entregar essas contribuições diretamente aos trabalhadores desse país, ao mesmo tempo em que denunciam a ocupação militar.

A Conlutas chama os sindicatos e entidades a conseguirem contribuições dos trabalhadores e estudantes nas escolas e locais de trabalho, em uma grande campanha de solidariedade. Para isso, já foi aberta uma conta bancária específica (Banco do Brasil: Coordenação Haiti, ag.4223-4, conta 8844-7).

A proposta é entregar todo o valor arrecadado para a organização Batay Ouvriye (Batalha Operária), maior organização do movimento operário e popular do Haiti.


PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A vergonha chamada Boris Casoy

Áudio vazado revela caráter deste aliado da ditadura


É recorde de acessos no YouTube um vídeo em que o jornalista Boris Casoy, sem perceber que sua voz vazava durante um intervalo, humilha garis que apareceram na edição do Jornal da Band, de 31 de dezembro de 2009, desejando feliz ano novo aos brasileiros.

Casoy, ferrenho opositor dos movimentos sociais e direitista de carteirinha, fez o seguinte comentário, vindo de suas entranhas fascistas:

Que merda... Dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras... Dois lixeiros (risos). O mais baixo da escala do trabalho”.




No dia seguinte, 1º de janeiro, pressionado pela direção da emissora, Casoy leu uma nota em que pedia desculpas. A emenda ficou pior do que o soneto, já que a leitura do teleprompter (dispositivo por meio do qual os apresentadores leem as notícias) ocorreu da forma mais burocrática e cínica possível.

Em entrevista à Folha, porém, Casoy parece lamentar mais o vazamento de áudio do que sua frase.


Aliado da ditadura

O fato ocorrido com Boris Casoy não é isolado e pode servir de parâmetro para demonstrar o que pensam as cabeças dos que comandam os grandes veículos de comunicação, agentes da classe dominante e a serviço da perpetuação da exploração contra os trabalhadores.

Apesar de muitos terem se surpreendido com a atitude de Boris, esta figurinha nunca foi "flor que se cheire". Sempre bateu de frente com os movimentos dos trabalhadores, é inimigo declarado do MST e participou de governos da ditadura.

Para se ter uma ideia, o dono do bordão “Isto é uma vergonha” é acusado de participar, quando era estudante do Mackenzie, em São Paulo, do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), o grupo que promoveu inúmeros atos terroristas durante a ditadura militar.

Ainda de 1968, o direitista foi nomeado secretário de imprensa de Herbert Levy, então secretário de Agricultura do governo biônico de Abreu Sodré, em plena ditadura.

Também foi assessor do ministro da Agricultura do general Médici, na fase mais dura das torturas e mortes do regime militar.

Anos depois, Casoy foi para a Folha de São Paulo, jornal que mantinha uma relação simpática e próxima ao regime ditatorial.

Somente em 1988, Boris Casoy apareceu em rede nacional, no SBT, com seu TJ Brasil. No decorrer dos anos e com algumas trocas de tevês, sua fala arrogante e seu ódio de classe foram aumentando, até chegar ao episódio do último dia de 2009.

Que o terrível episódio da humilhação contra os garis desmascare definitivamente este parasita do capitalismo, travestido de paladino da ética e da moral.


Retirado do Site do PSTU

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A Chapa 1 - Independência e Luta/Conlutas é registrada para disputar as eleições do Sindicado dos Bancários/RN

No dia 24/02, os bancários do RN irão escolher a nova diretoria que administrará o Sindicato dos Bancários no triênio 2010/2013.

A chapa 1 – INDEPENDÊNCIA E LUTA – composta por diretores da atual gestão e por novos ativistas da categoria se propõe a continuar a luta firme e responsável pelo fortalecimento do nosso sindicato como instrumento de luta dos bancários e da classe trabalhadora, objetivando conquistar melhores condições de vida, de trabalho e avançar na construção de uma sociedade justa e igualitária.


TRABALHADORES DO MUNDO, UNI-VOS!

Todos os dias nos deparamos com os ataques à nossa classe. E quando isso não acontece diretamente conosco, outros trabalhadores ao redor do mundo sofrem na pele o peso da ofensiva da burguesia, do governo e dos patrões.

No Brasil, mais de 4 mil trabalhadores foram demitidos da EMBRAER. Em Honduras, muitos são torturados pelos golpistas que tomaram o poder. Lula massacra e oprime trabalhadores do Haiti com seu exército em falsa missão de paz. Na China, a exploração existe a ponto de descontarem dos operários os intervalos de ida ao banheiro. São ataques desferidos a trabalhadores como nós, que apenas exercem atividades diferentes.

A divisão do trabalho em ramos e categorias profissionais ajuda os patrões e os capitalistas a manterem a exploração sobre nossa classe, pois está claro que dividindo nossas lutas de forma corporativa, somos muito mais fracos.

Nós da Chapa 1 – INDEPENDÊNCIA E LUTA – temos muito claro que sem construir a unidade de todos os trabalhadores, nossa luta não terá chance de êxito. Por isso, defendemos a unidade dos trabalhadores em luta, ligando a luta dos bancários com a de outras categorias e dispensando total solidariedade internacional aos trabalhadores do mundo inteiro, como forma de nos ajudarmos mutuamente e assim avançar nas conquistas.


SINDICATO É COM INDEPENDÊNCIA, LUTA E DEMOCRACIA!

A independência de classe é um princípio valioso das organizações da nossa classe. Por isso, defendemos que os sindicatos devem ser totalmente independentes (política, financeira e administrativamente) em relação à burguesia e ao Estado, pois são os trabalhadores que devem decidir os rumos do sindicato, assim como financiá-los de forma independente. Sem essa independência, torna-se impossível lutar de formar intransigente pelos trabalhadores, pois “quem paga a banda, escolhe a música”.

Além disso, os sindicatos também precisam ser autônomos em relação a qualquer partido, elegendo suas instâncias democráticas (assembléias, conferências, congressos, etc.) como os fóruns legítimos onda a base decida tudo.
Mas apenas isto não basta. Os sindicatos também precisam ser democráticos. Todos os trabalhadores, independente de credo, raça, gênero, orientação sexual ou concepção política e/ou partidária têm o direito de expressar-se, manifestar-se e submeter suas propostas ao crivo da coletividade, sem qualquer cerceamento. Esse princípio – o da democracia operária – é algo do qual não abrimos mão.

Contudo, nem todos pensam assim. Nos sindicatos dirigidos pela CUT, os fóruns são manipulados e sempre com maioria de dirigentes sindicais. Os comandos de negociação escolhidos pela base foram extintos e as categorias não são mobilizadas ou têm suas greves sabotadas. O atrelamento às políticas do governo, aos patrões e a defesa dos seus cargos nas estatais impede que a CUT lute verdadeiramente pelos trabalhadores.
Por isso, a CUT já demonstrou que está totalmente burocratizada e não tem mais condições de exercer um sindicalismo democrático, independente e comprometido com os trabalhadores. Por isso, depois de anos de experiência, os bancários do RN decidiram em 2007 por construir a Conlutas.

A Chapa 1 – INDEPENDÊNCIA E LUTA – constrói a Conlutas junto com os bancários do RN e é formada por lutadores e lutadoras que têm como princípios inquebrantáveis a independência de classe, a luta pelos interesses dos trabalhadores e a democracia operária.


LUTAR SEMPRE! POR UMA SOCIEDADE DIFERENTE!

A nossa atuação no sindicato tem sido marcada por estarmos à frente da luta em defesa da classe trabalhadora, das mobilizações, das greves e sempre atentos na defesa da saúde do trabalhador e no combate ao assédio moral.

O nosso setor jurídico atuou firmemente, o que permitiu reintegrar bancários demitidos injustamente pelo governo e pelos patrões, bem como iniciar e ganhar várias ações na justiça com o objetivo de recuperar direitos que nos foram retirados. Isso mostra que temos clareza que devemos utilizar todos os instrumentos (justiça, parlamento, etc.) que estiverem ao nosso alcance para defender os trabalhadores.

No entanto, também temos claro que sem luta, todas essas conquistas imediatas tendem a se perder. Por isso, defendemos a ação direta (greves, mobilizações, manifestações, etc.) como método privilegiado de luta, pois é organizando a classe para enfrentar diretamente os patrões, a burguesia e os seus governos de plantão que podemos avançar nas nossas conquistas de aumento salarial, defesa do emprego, melhores condições de trabalho, etc.

Mas lutar pela questão econômica não basta. Na atual fase do capitalismo, nenhuma conquista da classe trabalhadora pode ser duradoura. Os direitos conquistados ao longo da história estão sendo constantemente atacados pelos governos e patrões com o intuito de aumentarem os seus lucros. Para garantir seriamente as nossas conquistas, é preciso ir além do corporativismo e das bandeiras econômicas.

Por isso, defendemos que os sindicatos devem combinar a luta imediata com a luta por um novo tipo de sociedade, sem exploradores nem explorados, na qual os trabalhadores estejam no poder: uma sociedade socialista.


COMBATIVIDADE COM TRANSPARÊNCIA E RESPONSABILIDADE!

O nosso histórico desmente os que nos chamavam de “irresponsáveis” apenas por sermos defensores intransigentes dos trabalhadores. O patrimônio do sindicato está sendo administrado com transparência e competência. Com as finanças sólidas, pudemos adquirir uma nova sede administrativa, um novo automóvel e fazer melhorias na área de lazer. Hoje, somos uma entidade financiada apenas pelos bancários e passamos a devolver o Imposto Sindical por entender que ele serve somente para beneficiar os sindicalistas acomodados, pelegos e oportunistas.

Também promovemos cursos de formação política, seminários, atividades esportivas e culturais.

Por tudo isso, nosso sindicato é uma entidade reconhecida e merecedora do respeito dos bancários do RN e é referência para todo o país.


NOSSO SINDICATO TEM QUE CONTINUAR NA LUTA!

Estamos dispostos a dar continuidade a esse trabalho vitorioso e a promover as mudanças necessárias para termos uma entidade cada vez mais forte e atuante. Não podemos retroceder e, por isso, nos propomos a continuar na luta! A CHAPA 1 – INDEPENDÊNCIA E LUTA – convoca a todos os bancários a se engajarem nessa tarefa!

Não ao imposto sindical!
Reposição de todas as perdas da categoria!
Pela isonomia de direitos entre novos e antigos!
Fim da Mesa Única da FENABAN!
Estabilidade no emprego já!
Fim das metas e do assédio moral!
Contra toda forma de opressão racial, de gênero ou orientação sexual!
Contra as reformas sindical, previdenciária e trabalhista de Lula!
Pelo fim do fator previdenciário!
Pela reposição das perdas dos aposentados e reajuste automático das aposentadorias!
Fortalecer e impulsionar o MNOB e a Conlutas!
Contra a criminalização dos movimentos sociais!
Em defesa da democracia operária!
Estatização do sistema financeiro sob controle dos trabalhadores!
Estatização das empresas que demitirem sob o controle dos trabalhadores!
Em apoio à luta dos trabalhadores no Brasil e do mundo!
Pela construção de uma sociedade socialista!