quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Categoria vestirá VERMELHO na próxima sexta-feira, DIA NACIONAL DO BANCÁRIO

O Sindicato convoca toda a categoria para ratificar decisão da diretoria e vestir vermelho na próxima sexta-feira, 28 de agosto, no Dia Nacional dos Bancários. O protesto será marcado pela luta contra a exloração dos banqueiros e do Governo Lula. Atos Públicos em diferentes agências também foram definidos.

Retirado do Site do Sindicato dos Bancários do RN

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ativista do Andes-SN rompe com PSOL e anuncia entrada no PSTU

DA REDAÇÃO DO OPINIÃO SOCIALISTA

Um importante militante e reconhecido ativista anunciou, em Brasília, seu ingresso no PSTU. Rodrigo Dantas foi um dos fundadores do PSOL. Ele rompeu com este partido em 2007, durante os debates do 1º Congresso da organização. Nesta segunda-feira, 24 de agosto, ele se desfilia legalmente do PSOL, partido pelo qual foi candidato ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2006.

Dantas é doutor em filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor de filosofia política e filosofia marxista da Universidade Nacional de Brasília (UnB). Foi secretário-geral (2002-2004) e presidente (2004-2006) da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB). Atualmente, é o segundo vice-presidente do Andes-SN, entidade que representa os professores do ensino superior no país. Milita na Conlutas desde sua formação.

Abaixo, publicamos a carta de Dantas de ingresso no PSTU. 


Carta de desligamento do PSOL e de filiação ao PSTU

Nesta carta anuncio publicamente as razões políticas de meu desligamento do
PSOL e de meu ingresso no PSTU.

Apesar de abrigar muitos valiosos militantes socialistas em seu interior, o PSOL configurou-se como um partido semelhante ao PT e aos partidos historicamente oriundos da social-democracia, o que pode ser percebido em sua estrutura organizativa, sua prática, seu discurso, sua política de alianças, seu programa e sua estratégia política:

a) o PSOL construiu uma estratégia que hierarquiza a intervenção do partido conferindo centralidade às eleições e ao parlamento burguês, como fez o PT ao longo de sua trajetória histórica, mas agora num momento de refluxo e ceticismo, em que as instituições do poder burguês estão apodrecidas e cada vez mais desmoralizadas aos olhos da população. É neste contexto que se insere o projeto de reedição da Frente Popular, a ser organizada em torno da candidatura de Heloísa Helena à presidência; o apoio das correntes majoritárias do PSOL ao chavismo e a seus aliados latino-americanos no campo do nacionalismo burguês, elevados à condição de referência “antiimperialista” no enfrentamento com o capital; as alianças com partidos e setores “progressistas” da burguesia e o acolhimento de candidatos oportunistas, estranhos à militância socialista, numa espécie de “vale tudo” para ampliar as possibilidades eleitorais do partido; o financiamento de seus candidatos pela burguesia, como no caso do apoio dado pela Gerdau à candidata do partido à prefeitura de Porto Alegre; e a adaptação rebaixada, despolitizante e oportunista do discurso, exclusivamente centrado na denúncia da corrupção e nos eixos de um programa essencialmente nacional-desenvolvimentista.

b) o PSOL se configurou como uma federação de correntes de esquerda dissidentes do PT e que trazem deste partido seus usos, práticas, costumes e sua própria estrutura organizativa, baseada na disputa fratricida entre as correntes, norteada pela lógica “aparatista” da luta intestina pela ocupação dos espaços institucionais de poder no partido, no movimento de massas e no parlamento. Em seu funcionamento, não há nem democracia nem o necessário centralismo na intervenção política na luta de classes: sob o pretexto da liberdade de suas tendências internas, o PSOL se constrói burocraticamente na negociação e no acordo entre as cúpulas das correntes burocraticamente centralizadas, reproduzindo práticas, relações e estruturas de poder características do PT e da sociedade burguesa.

Mas o PSOL não é e nem poderá ser uma reedição do PT. O PSOL é uma ruptura bastante minoritária do PT, sem base social ou sindical expressiva e sem capacidade de construir hegemonia de massas; um partido “super-estrutural”, construído artificialmente em torno de alguns parlamentares egressos do PT, eleitos num momento de refluxo.

A avaliação crítica que aqui faço reflete um debate que não é estranho ao PSOL. Ele já estava presente nas teses defendidas pela AS, pela SR, pelo então MTL-DI e pela ARS no Congresso de 2007, depois das intensas polêmicas travadas contra o giro à direita em 2006. Neste processo de luta política, da aproximação entre as correntes citadas surgiu um bloco de esquerda no PSOL como tentativa de reunir as correntes que tinham divergências políticas e programáticas com o bloco hegemônico no partido. Participei ativamente desta disputa interna até meados de 2007, alinhado com os companheiros da AS. Nosso debate não foi capaz de impedir o giro à direita do partido, resultado da consolidação do bloco hegemônico (MES-MTL-APS) na direção do PSOL. Compreendendo a impossibilidade de que o PSOL viesse a se constituir como uma alternativa socialista e revolucionária capaz de disputar com o PT e a CUT a hegemonia do movimento de massas, meu afastamento do partido se materializou em 2007, antes da realização do seu 1º Congresso.

A contradição política e programática entre as correntes de esquerda do PSOL (AS, ARS, MTL-DI e SR, e também CST e C-SOL) e seu bloco hegemônico (MES-MTL-APS), que se tornou cada vez mais evidente desde então, tende apenas a se aprofundar no próximo período. Enquanto uma parte minoritária do partido ainda luta por um programa socialista e pela construção de uma alternativa de organização para o movimento – a CONLUTAS – e de uma frente de esquerda classista, a maioria da direção renunciou ao socialismo em nome da reedição de uma estratégia política meramente eleitoral. Embora sejam bravos guerreiros os que lutam cotidianamente para colocar o PSOL no caminho das lutas e do socialismo, sabemos todos que esta é uma luta perdida. O bloco hegemônico sairá vitorioso novamente no congresso de 2009 e aprofundará o rumo reformista do PSOL.

Depois da experiência com o PT, a CUT e o governo Lula, evidenciados os limites da estratégia da frente popular e do governo de coalizão com a burguesia, tornou-se urgente a construção histórica de uma alternativa socialista e revolucionária para o Brasil. Em sua crescente destrutividade, o capitalismo é hoje um modo de vida e de produção que já não pode prosseguir por muito mais tempo sem ameaçar as próprias condições de existência da humanidade. A experiência histórica nos tem demonstrado que nos marcos do capitalismo não será possível preservar as bases naturais da vida, erradicar a pobreza, a miséria e a fome, socializar a riqueza socialmente produzida, democratizar o poder político e colocar o imenso desenvolvimento das forças produtivas a serviço da satisfação das necessidades humanas historicamente desenvolvidas e da criação de tempo livre para todos os indivíduos como verdadeira medida do valor e objetivo estratégico da sociedade. É neste contexto que o desafio histórico do socialismo deve ser mais uma vez recolocado na ordem do dia.

Desde 2004 militei na construção da CONLUTAS e tive assim a oportunidade de um contato mais próximo com o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado). A defesa coerente da via da ruptura revolucionária, da independência de classe, de um partido democraticamente centralizado para enfrentar o capital, do internacionalismo, do marxismo como referencial teórico e político e da afirmação estratégica do socialismo como projeto para a humanidade foram decisivos para que amadurecesse minha decisão de me desfiliar do PSOL e me filiar ao PSTU. No processo de reorganização da classe trabalhadora, o PSTU é hoje a principal base de que dispomos para a construção de um grande partido de estratégia socialista, marxista, internacionalista e revolucionária. Nele há lugar para todos os militantes socialistas, sejam eles do PSOL, independentes ou de outras organizações, que lutam para construir uma alternativa socialista e revolucionária para o Brasil.

Rodrigo Dantas
Brasília, agosto de 2009 


Retidado do Site do PSTU

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Lula manda e o PT salva Sarney

Presidente comanda o acordão no Senado

DA REDAÇÃO DO OPINIÃO SOCIALISTA

Lula selou o acordão para pôr fim à crise política que há meses estremece o Senado. Partiu dele a ordem para os senadores do PT salvarem Sarney votando pelo arquivamento definitivo das denúncias contra o presidente do Senado. O PT foi fundamental para que o Conselho de Ética tenha aprovado, na tarde desse dia 19, o engavetamento das denúncias.

Segundo a Folha de S. Paulo, uma reunião convocada por Lula horas antes da sessão do Conselho de Ética foi o determinante por “centralizar” os senadores petistas e fechar o voto do partido em favor de Sarney. A bancada vivia um dilema. Ideli Salvatti (PT-SC) e Delcídio Amaral (PT-MS) são candidatos ao governo de seus estados e não queriam se indispor com os eleitores.

Da mesma forma, o então líder do PT, Aloizio Mercadante (PT-SP) é candidato à reeleição e temia o desgaste que adotar uma posição pró-Sarney poderia provocar. O único senador do PT no Conselho de Ética disposto a votar em defesa do presidente do Senado era João Pedro (PT-AM), suplente e amigo de Lula. Mas não tinha jeito. O governo já havia assumido o acordão com a oposição de direita: o arquivamento das denúncias contra Sarney em troca do fim das denúncias contra o líder tucano Arthur Virgílio (PSDB-AM).

O arquivamento das 11 denúncias contra Sarney venceu por 9 votos a 6. Na verdade, tratava-se já dos recursos contra o arquivamento dos pedidos de investigação. PSDB e DEM ensaiaram um discurso indignado, mas não deu para esconder o acordão. Momentos depois da absolvição de Sarney, o Conselho de Ética aprovou também o arquivamento da denúncia contra Virgílio. Nem mesmo o PMDB, que protocolou a denúncia, aprovou seu desarquivamento. 



Crise no PT 

Para poder amenizar o desgaste da votação, Ideli Salvatti pediu para o presidente da sigla, Berzoini, assinar uma nota “orientando” a bancada a votar em defesa de Sarney. Mercadante, porém, que defendia o desarquivamento de pelo menos uma denúncia, negou-se a ler publicamente a nota.

O senador Delcídio Amaral deu uma bronca pública em Mercadante em seu “twitter”. “Coisa feia @Mercadante. Pela manhã assumiu, junto aos sen. João Pedro, Ideli que iria ler carta do pres. Berzoini (junto). Na coletiva negou”, escreveu Delcídio.

A decisão de Lula centralizar os senadores do PT, passando por cima dos interesses eleitorais individuais dos parlamentares, abriu uma grave crise no partido. Após profundo desgaste na bancada, Mercadante resolveu deixar a liderança do partido. Já o senador Flávio Arns (PT –PR) anunciou sua saída do partido, após ter afirmado sentir “vergonha” de ser do PT.

Arns, porém, esbanjou elogios ao senador Arthur Virgílio e negocia sua filiação ao PSC.



Fora Sarney 

O movimento pelo “Fora Sarney” cresceu nas ruas a partir da primeira onda de arquivamentos das denúncias. Pesquisa indica que 78% dos brasileiros defendem a saída do senador. Agora, com o acordão consolidado, a indignação deve levar ainda mais pessoas às manifestações.

Ocorre uma convocação para uma onda de protestos pelo “Fora Sarney” para o próximo dia 22, sábado, a exemplo do que ocorreu no dia 15. 



Retirado do Site do PSTU 


No dia 27, estarei presente representando a Conlutas numa atividade chamando o "Fora Sarney" em conjunto com o Movimento Estudantil, a ANEL e SINTEST/RN.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Em Natal/RN, mais de 1.000 trabalhadores vão às ruas no Dia Nacional de Lutas

Além de realizarem paralisações importantes em diversas categorias, trabalhadores e camponeses praticamente pararam o centro da cidade na última sexta-feira.

As atividades do Dia Nacional de Lutas e Paralisações movimentaram a capital potiguar durante todo o dia 14 de agosto. Foi uma atividade superior à unidade construída no último dia 30 de março e não se resumiu apenas a um ato público e mobilizações. Diversas categorias paralisaram suas atividades parcialmente (técnicos universitários, trabalhadores dos correios, previdenciários, etc.), o que demonstra que é possível dar início à construção de um movimento mais ousado e radicalizado dos trabalhadores, em contraposição às demissões, aos efeitos da crise econômica e às políticas neoliberais dos governos.

A unificação de praticamente todas as centrais (Conlutas, Intersindical, CTB, NCST e Força Sindical), dos partidos, sindicatos e outras organizações do movimento operário com o MST (entidade que jogou muito peso, organizando cerca de 500 camponeses na construção das atividades) e movimentos populares, potencializou ainda mais a força dos protestos. Além disso, a aliança operário-estudantil esteve presente, com a participação da ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre!), da Juventude do PSTU e de outros agrupamentos do movimento estudantil, o que garantiu mais vigor, agitação e palavras de ordem às atividades.



Bancários fazem greve parcial e lançam Campanha Salarial da categoria

Dentre todas as paralisações ocorridas no último dia 14, a que mais se destacou foi a greve parcial promovida pelo Sindicato dos Bancários/RN (filiado à Conlutas). Duas agências bancárias, uma do Banco do Brasil e outra da Caixa Econômica Federal, tiveram suas atividades paralisadas por uma hora. Por ser tratar de uma categoria extremamente explorada e que lida diretamente com o setor financeiro – o que mais lucra no país mesmo em tempos de crise econômica –, essas paralisações têm um significado importante, pois mostra que esses trabalhadores não estão dispostos a pagar pela crise e começam a se movimentar para a Campanha Salarial que se avizinha.

Além das paralisações, o dia 14 de março também foi marcado pelo lançamento da Campanha Salarial da categoria, que aderiu à atividade e se manifestou em praticamente todos os locais de trabalho. Sob orientação do MNOB (Movimento Nacional de Oposição Bancária, ligado à Conlutas), os bancários elegeram o dia 14/08 como o “Dia do Preto” e em todas as agências bancárias de Natal era impossível não ver os trabalhadores “de luto”, contra os efeitos da crise e as medidas pró-banqueiro do Governo Lula.


Sem-terra tomam conta de Natal e reforçam a união entre os trabalhadores do campo e da cidade

A participação do MST nas atividades do Dia Nacional de Lutas deu uma grande visibilidade às manifestações ocorridas no dia 14. Durante a manhã, os trabalhadores sem-terra realizaram uma ocupação no edifício-sede do INSS em Natal, em solidariedade aos trabalhadores previdenciários que se encontram em greve de fome, devido ao corte unilateral de até 84% em verbas salariais já garantidas judicialmente, promovido pelo Governo Lula.

No ato político unificado ocorrido à tarde, as numerosas caravanas dos trabalhadores sem-terra tiveram um papel importante para garantir o peso das manifestações realizadas ruas de Natal. Das 14h às 17h, o centro da capital potiguar ficou praticamente paralisado, com mais de 1.000 pessoas – entre trabalhadores, camponeses e estudantes – ocupando a Av. Rio Branco, uma das principais vias do centro da cidade.

O tamanho da participação do MST no Dia Nacional de Lutas expressa uma contradição que hoje esse movimento vive. Pressionada pela sua base, que já começa a entender a necessidade de avançar na luta não somente contra o agro-negócio e o imperialismo, mas também contra o Governo Lula, a direção do MST sente a necessidade de ir mais à esquerda. Mesmo sem se enfrentar diretamente com Lula, uma dirigente camponesa, durante sua intervenção, questionou a remessa de recursos para salvar os banqueiros e especuladores da bancarrota e criticou duramente a política assistencialista de Bolsa Família, que caracterizou como uma “miséria”, enquanto os capitalistas continuam com todo apoio do governo para seguir lucrando. Esta é uma sinalização importante, que mostra que é possível, através da unidade entre o campo e a cidade, fazer com que os trabalhadores sigam avançando.



Vergonha: CUT e UNE... Ausentes!

A decepção ficou por conta das governistas CUT e UNE. As duas entidades participaram apenas da primeira reunião de organização das atividades e depois simplesmente sumiram da construção do Dia Unificado, sem qualquer justificativa. Não bastasse a opção deliberada dessas duas organizações de defender cegamente o Governo Lula, a CUT e a UNE optam por boicotar todas as iniciativas da classe que possam sequer apontar para uma maior organização dos trabalhadores.

Praticamente todas as organizações, inclusive as que também se reivindicam governistas, criticaram a ausência dessas entidades, que jamais poderiam se ausentar da luta.

A Conlutas e a ANEL (Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre!) se fizeram presentes na construção do Dia Nacional de Lutas e Paralisações do início ao fim e cumpriram um papel de destaque tanto nas paralisações como no próprio ato realizado no centro de Natal, onde era visível a presença massiva dessas duas organizações. Além disso, aproveitaram a oportunidade para demarcar muito claramente quem se encontra na trincheira das lutas da classe trabalhadora e quem já não faz mais questão de ocultar sua própria peleguice.


A vitória do Dia Unificado não escondeu as polêmicas

É incontestável que pelo tamanho, pela visibilidade e pela importância que tem a unidade dos trabalhadores em luta, o Dia Nacional e Lutas e Paralisações pode ser considerado como muito progressivo. Entretanto, mesmo tendo sido construído unificadamente, o Dia Nacional de Lutas e paralisações também foi palco das diferenças entre as forças presentes, que – da ultra-esquerda até o mais assumido reformismo – expuseram suas posições.

O debate sobre a relação do movimento com o Governo Lula e a necessidade de derrubar Sarney e acabar com o Senado se destacou e essas questões foram abordadas por quase todos. O POR (Partido Operário Revolucionário), reforçou a necessidade de fazer oposição ao Governo Lula, por tudo que tem feito contra os trabalhadores. No entanto, criticou a exigência para que Lula garanta estabilidade no emprego e redução de jornada sem redução de salário, alegando que esta é uma reivindicação “reformista”, que “reforça o capitalismo” por não “apontar uma saída para o socialismo através da mobilização da classe”. Essa posição expressa o caráter confuso e sectário desse tipo de agrupamento, a ponto de negar elaborações trotskistas – a necessidade de um conjunto de reivindicações transitórias que dialoguem com a consciência dos trabalhadores e faça a ligação com as reivindicações históricas da classe para melhorar suas condições de vida e elevar o seu nível de consciência até a luta pelo poder – que eles mesmos dizem reivindicar.

Exigir de Lula uma medida dessa natureza, além de trazer para o debate as reivindicações transitórias (escala móvel de salário e jornada de trabalho), significa dialogar com a classe, ajudando a tirar a venda dos olhos dos trabalhadores que em sua maioria ainda alimentam esperanças no Governo. Reivindicar isso não significa alimentar esperanças em Lula, pelo contrário. Lula não atenderá essas reivindicações, exceto se os trabalhadores arrancarem tudo isso através da ação direta, contudo, os trabalhadores não podem partir para o confronto sem romperem com ele. Essa postura do POR é uma marca da sua já conhecida posição revisionista frente ao trotskismo, que o leva de um extremo a outro em poucos segundos: por vezes propondo tarefas que os trabalhadores não podem cumprir, e outras, reivindicando a construção de organizações completamente falidas para a luta dos trabalhadores, como a CUT. Essa confusão entre o sectarismo e o oportunismo fez inclusive com que esses companheiros utilizassem a palavra para criticar o colaboracionismo e a ausência a CUT na atividade sem, no entanto, se pronunciar enquanto parte da própria CUT.

Já pelo lado reformista, a CTB, a NCST e seus sindicatos, apenas fizeram alusão às eleições de 2010, pois devido à radicalidade das atividades, que terminaram abraçando em sua maioria as palavras de ordem contra o Governo e pelo “Fora Sarney!”, ficaram pouco à vontade para fazê-lo com mais ênfase. Defenderam timidamente o Governo Lula, afirmando que não poderíamos dar chance para um possível “retorno da direita” e também secundarizaram a crise política no Senado, dizendo que o movimento teria “outras coisas mais urgentes para se preocupar”.

Isso mostra que essas entidades seguem junto com o governo, mas estão muito pouco à vontade diante da crise política no Senado. Lula e o PT arregimentaram uma “tropa de choque” para defender Sarney, pois sabem que deixá-lo cair significa perder o apoio do PMDB para as eleições de 2010. Por isso, as centrais que ainda defendem o Governo já sentem o peso de ter que defender Sarney para não prejudicar o projeto político de Lula, ao mesmo tempo em que precisam dar respostas aos trabalhadores, que pedem a cabeça do presidente do Senado.


PSTU aponta Lula como responsável pelas demissões, denuncia a corrupção e conclama intensificar as lutas

Durante as intervenções da Conlutas, ANEL e do PSTU, ficou claro que Lula é o responsável direto pelos efeitos devastadores da crise econômica sobre as costas da classe trabalhadora. Apesar de no discurso dizer que está ao lado dos trabalhadores, a política de Lula sempre foi “para os capitalistas, ajuda irrestrita” e “para os trabalhadores, apenas palavras”. Isso ficou visível quando fez a opção de salvar o lucro dos empresários com socorro estatal e redução de impostos, ao mesmo tempo em que não tomou uma medida sequer em defesa dos empregos dos trabalhadores.



A corrupção e a crise no Senado – que acabaram se transformando no mote do ato público – também foram denunciados. Dário Barbosa, falando pelo PSTU, defendeu claramente a saída de Sarney, o fim do Senado para dar lugar a uma câmara única com mandatos revogáveis a qualquer momento e a prisão com confisco de bens de todos os corruptos e corruptores: “O Senado é uma câmara completamente corrupta e que não serve de outra coisa senão para atender os interesses e encher os bolsos dos senadores, de seus apadrinhados e financiadores de campanha, tudo com dinheiro público. Mas não adianta simplesmente retirar José Sarney, pois isto não resolve o problema. No Senado, todos fazem parte de um mesmo esquema e Sarney é apenas o chefe da quadrilha. É preciso acabar de vez com o Senado, criando uma câmara única com mandatos revogáveis. Mas isso só será possível através da luta dos trabalhadores.”.

Dário também reforçou a necessidade de dar continuidade às lutas e intensificar as mobilizações, rumo a um Dia de Paralisações Unificado que possa reunir ainda mais forças para enfrentar os patrões e os governos: “Todo este esforço, toda esta unidade que construímos não pode terminar aqui. Para enfrentar e impor temor nos patrões quando eles pensarem em nos atacar, é preciso fazer com que eles sintam nossa força. Precisamos sair desde dia 14 com um indicativo de preparação para um Dia de Paralisações, pois somente dando continuidade e intensificando as lutas é que podemos vencer.”, concluiu.

sábado, 1 de agosto de 2009

PSTU faz ato-festa em Natal

Festividade marcou a celebração dos 15 anos do partido com muita emoção e animação


Na noite de 31 de julho, o PSTU do Rio Grande do Norte realizou um ato-festa para relembrar as lutas que marcaram a história do partido e celebrar seus 15 anos em defesa dos trabalhadores e do socialismo. A festividade ocorreu num dos bares mais frequentados do centro de Natal e reuniu cerca de 100 pessoas entre militantes, membros de outras organizações de esquerda, ativistas sindicais e colaboradores, como o chargista Amâncio.

Marcada por muita emoção e animação, a atividade contou com momentos de grande importância. A exibição do documentário “Meu Partido é Assim” e a exposição de fotos raras e recentes se encarregaram de contar a trajetória de lutas do PSTU no Brasil e no Rio Grande do Norte.

Houve, também, a leitura das cartas de militantes que hoje vivem em outros estados. Entretanto, o momento de maior emoção foi a homenagem feita a Gildo Rocha e a José Luís e Rosa Sundermann. Em respeito à memória dos companheiros assassinados, todos os presentes fizeram um minuto de silêncio.

O ato-festa ainda contou com a formação de uma mesa, composta por dirigentes e militantes do partido. Na ocasião, eles lembraram as importantes lutas que estão ocorrendo e reafirmaram o compromisso do PSTU em defesa do socialismo. O PSOL esteve presente e fez uma saudação. “Penso que o PSTU se confunde com a revolução. O PSOL acredita que vocês têm cumprido um importante papel na luta da classe trabalhadora pelo socialismo”, disse Sandro Pimentel, presidente do PSOL no estado.

Em suas intervenções, os militantes do partido denunciaram a ocupação do Haiti, o golpe em Honduras, a corrupção do Senado e a política do governo diante da crise, além de fazerem um chamado para a construção do partido.




Ao final, todos os presentes cantaram o hino da Internacional e se serviram do bolo dos 15 anos do PSTU.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

PSTU do Rio Grande do Norte comemora 15 anos com jornada de atividades

Durante os meses de julho e agosto, os militantes do PSTU no Rio Grande do Norte organizam uma jornada de atividades, como parte das comemorações dos 15 anos de existência do partido que ocorrem em todo o país.

A primeira delas foi realizada dia 21 de julho, na cidade de Currais Novos, a 180 quilômetros de Natal. A atividade contou com a presença de um dos dirigentes do partido no estado, o camarada Alexandre Guedes, que foi recepcionado pela jovem militância do PSTU na cidade, além de simpatizantes e convidados.

Após a exibição do vídeo “Meu Partido é assim!”, Alexandre fez uma breve intervenção ressaltando a importância dessa data por se tratar de uma organização que há 15 anos, enquanto partido, e 35 anos enquanto corrente trotskista se manteve firme na defesa da classe trabalhadora e na luta pelo socialismo. As diversas intervenções na plenária mostraram que mesmo sabendo das dificuldades de manter a militância em uma cidade pequena, que sofre com a pobreza e a miséria marcantes do interior do Nordeste, ainda assim existe disposição para lutar por uma transformação na sociedade.

“Não podemos nem devemos encarar o socialismo como uma utopia. Utopia é imaginar que no capitalismo teremos relações sociais justas entre os seres humanos, é imaginar que pode haver felicidade para todos nessa sociedade em que vivemos. Lutar pelo socialismo é lutar pela sobrevivência da espécie humana no planeta”, finalizou Alexandre ao encerrar a solenidade política. Após o ato, todos foram convidados para uma confraternização.

PSTU na praça

Três dias depois, na tarde do dia 24, a militância do PSTU se dirigiu ao Calçadão da João Pessoa, em Natal, para mais uma atividade em comemoração aos 15 anos do partido. Lá se realizou o tradicional “PSTU na praça”, uma atividade já conhecida pelos que transitam no centro de Natal em que os militantes do PSTU dialogam com os trabalhadores através de panfletagem e intervenções no carro de som.

Os militantes utilizaram a palavra para reforçar a importância do fato de o PSTU ter sobrevivido firmemente sem se vender nem se render aos “encantos” da Frente Popular, além de fazer a propaganda das bandeiras políticas do partido na atualidade, como o “Fora Sarney”, o fim do Senado e o apoio à luta dos trabalhadores em Honduras e no Haiti.

Portando bandeiras e distribuindo panfletos, a militância chamou a atenção das pessoas que passavam pelo centro da cidade. Muitas observaram a atividade e algumas inclusive aplaudiram e apoiaram a iniciativa.



Seguem as atividades na terra potiguar

As atividades dos 15 anos não param no Rio Grande do Norte. Até o próximo mês o PSTU estará realizando atos, solenidades e visitando cidades da Grande Natal e também do interior do estado.

Ailson Matias, um dos dirigentes do partido na região, explica que as atividades fazem parte da iniciativa que o PSTU tem de continuar crescendo e batalhando pela Revolução Socialista. “Nosso compromisso é de continuar na luta até a emancipação final da classe trabalhadora e para isso é muito importante construir essa ferramenta. Durante essas atividades dos 15 anos vamos chamar os trabalhadores para conhecer e fortalecer esse partido. Um partido de luta, revolucionário e socialista”, finalizou.


Segue abaixo o calendário:
31/07 – Grande ato político e festivo em Natal/RN

14/08 – Ato político e confraternização em Ceará-Mirim/RN

21/08 – Ato político e confraternização em São Gonçalo do Amarante/RN